Navegando por Assunto "Anthropization"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Antropização entre a garantia e a negação do direito a educação do campo na Vila São Jorge do Jabuti(Universidade Federal do Pará, 2022-12-21) BERNARDO, Izabela do Nascimento; RAMOS, João Batista Santiago; http://lattes.cnpq.br/8078757512392983O presente trabalho objetiva compreender de que forma as práticas educativas produzidas por docentes, equipe técnica de gestão e coordenação impactam no movimento de ensinar, de aprender e na garantia de direitos dos sujeitos na Educação do Campo. Metodologicamente, a pesquisa desenvolveu-se a partir de uma abordagem qualitativa, tendo como técnicas de coleta de dados, a entrevista semiestruturada e análise documental. Para a análise dos dados, utilizou-se a análise de conteúdo. O lócus da pesquisa é uma escola do campo, localizada na Vila de São Jorge, interior do município de Igarapé-Açu/PA. A investigação foi pautada no referencial teórico da educação do campo, especialmente em seus parâmetros legais. Os resultados dessa pesquisa demonstram que há indícios do desenvolvimento de uma educação do campo na escola estudada, tendo como base o conhecimento escolar aliado às vivências e saberes tradicionais. Em contrapartida, identificamos determinadas vias que comprometem as práticas pedagógicas desenvolvidas nesse espaço escolar, as quais estiveram relacionadas a problemas de infraestrutura tais como ambientes inadequados, materiais insuficientes e descontextualizados, e também a ausência de políticas públicas inclusivas, emancipadoras. No entanto, há um engajamento da escola em geral e dos educadores em particular para com a formação humana pautada na garantia de direitos no contexto da comunidade. Reafirmando que também se aprende com saberes, fazeres e conhecimentos produzidos pelos povos do campo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) (De)colonialidade e antropização em uma comunidade quilombola na Amazônia Oriental sob o olhar da filosofia da libertação(Universidade Federal do Pará, 2025-02-19) ANJOS, Danilo Nascimento dos; RAMOS, João Batista Santiago; http://lattes.cnpq.br/8078757512392983; https://orcid.org/0009-0007-1007-4627; FERNANDES, José Guilherme dos Santos; SANTOS, Raquel Amorim dos; http://lattes.cnpq.br/7023812449790431; http://lattes.cnpq.br/3387666784015912; https://orcid.org/0000-0001-9946-4961; https://orcid.org/0000-0003-4817-0036Esse trabalho tem como interesse a discussão acerca da (De)colonialidade e da Antropização em uma comunidade quilombola da região amazônica paraense por meio dos estudos da Filosofia da Libertação de Enrique Dussel, que através de um processo de mudança de perspectiva, nos apresenta uma ética voltada para o povo oprimido, na qual Outro é evidenciado como o caminho para a revolução que a sociedade contemporânea necessita, percurso este que precisa ser traçado com urgência, emergindo como uma utopia possível, não só para a América, mas sim para o mundo como um todo, com foco nas influências que provocaram o surgimento de uma nova perspectiva que antes era despercebida pelo próprio autor, isto é, as diferenças e a distância que existe entre o dominado e o dominador, mascarada por uma visão eurocentrista O caráter interdisciplinar da pesquisa pode ser compreendido por meio do debate profícuo entre os pontos principais deste trabalho: Decolonialidade, Filosofia da Libertação e Comunidades quilombolas aqui evidenciados de modo imersivo. Para tal, a pesquisa foi feita através do levantamento bibliográfico qualitativo em autores como Assis (2021), Oliveira e Ramos (2020), Ramos (2012), Dussel (1977/1980/2012), Quijano (2005) entre outros, e teve como objetivo perceber quais práticas (de)coloniais são produzidas na Comunidade Quilombola São Pedro e que implicações elas apresentam em relação às continuidades coloniais e/ou processos de transgressões indicadoras de marcas da libertação na perspectiva Dusseliana. A pesquisa de campo foi feita por meio da análise de narrativas orais de cinco comunitários quilombolas com influência na comunidade com idade entre 18 e 75 anos, com notório saber, por serem porta-vozes locais, e que sempre viveram naquele local. Desse modo foi possível denotar que a comunidade quilombola São Pedro vem promovendo resistência por meio das práticas experimentadas nesse território através da aproximação à ancestralidade africana e afro-brasileira e como resultado dessas resistências tem reavivado o seu próprio encontro com o passado que também atua nos seus processos de libertação propriamente dito, estando dessa forma na vanguarda das lutas por reconhecimento e libertação na região do nordeste paraense, mas que também apresentam contradições com relação ao seu autorreconhecimento e pertencimento. Além disso por meio desse processo tem acessado/produzido saberes e práticas singulares que nos parecem se sustentar na visão decolonial, ou seja, comprometida com a libertação das amarras dos processos de colonização.
