Navegando por Assunto "Artes visuais femininas"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Os vegetais político-selvagens de Clarice Lispector e as artes visuais de mulheres latinoamericanas(Universidade Federal do Pará, 2025-06-10) COSTA, Fabrício Lemos da; GUIMARÃES, Mayara Ribeiro; http://lattes.cnpq.br/6834076554286321; GARRAMUÑO, Florencia; NODARI, Alexandre André; SEQUEIRA, Alexandre Romariz; CASTILO, Luís Heleno Montoril Del; http://lattes.cnpq.br/0000000000000000; http://lattes.cnpq.br/3298943752969192; http://lattes.cnpq.br/0763555042066498; http://lattes.cnpq.br/3519128535996125; https://orcid.org/0000-0000-0000-0000; https://orcid.org/0000-0001-9519-145X; https://orcid.org/0000-0000-0000-0000; https://orcid.org/0000-0002-2507-5346A presente tese visa apontar nos vegetais as políticas selvagens em contexto cultural latinoamericano. Para isto, analisamos as obras literárias A maçã no escuro (1961) e Água viva (1973), de Clarice Lispector (1920-1977), em diálogo com as artes visuais produzidas por mulheres. Com as plantas, frisamos as radicalizações insurgentes diante das realidades fundamentadas na mentalidade metafísico-colonial, advinda da complexa história da América Latina. Em nosso estudo, defendemos as criações vinculadas às sublevações – contra-ataque estético feminino –, cuja força instaura a chave para articular críticas aos sistemas castradores da vida, principalmente em períodos marcados por maiores totalitarismos – fascismos históricos. Nesse diapasão, vemos no indomesticado o modo pelo qual as obras tramadas na tensão política operam segundo um intento libertário de si mesmo e dos outros. Sendo assunto comum em objetos culturais de artistas latino-americanas, as representações botânicas são catalisadoras da desmobilização e descentralização de ideias construídas patriarcalmente, a exemplo da conformação social-cultural que coloca as mulheres no campo da fragilidade e obediência. Na pesquisa, em “ato de guerrilha”, lançamos “flechas” epistemológicas do sul que (re)avaliam criticamente as produções das décadas de sessenta e setenta do século XX, à luz da diferença e da alteridade. Para este trabalho, recorremos aos estudos de Benjamin (2019), BuckMorss (2012), Cixous (2022), Didi-Huberman (2017; 2020; 2021), Deleuze e Guattari (2011), Foucault (1994), Garramuño (2012), Guimarães (2009;2020), Nascimento (2011; 2012; 2021), Santiago (2006; 2008; 2019), Sousa (2012; 2013; 2021), Viveiros de Castro (2002; 2015; 2018), entre outros.
