Os vegetais político-selvagens de Clarice Lispector e as artes visuais de mulheres latinoamericanas

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10-06-2025

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COSTA, Fabrício Lemos. Os vegetais político-selvagens de Clarice Lispector e as artes visuais de mulheres latino-americanas. Orientadora: Mayara Ribeiro Guimarães. 2025. 331 f. Tese (Doutorado em Letras) - Programa de Pós-Graduação em Letras, Instituto de Letras e Comunicação, Universidade Federal do Pará, Belém, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18233. Acesso em:.

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A presente tese visa apontar nos vegetais as políticas selvagens em contexto cultural latinoamericano. Para isto, analisamos as obras literárias A maçã no escuro (1961) e Água viva (1973), de Clarice Lispector (1920-1977), em diálogo com as artes visuais produzidas por mulheres. Com as plantas, frisamos as radicalizações insurgentes diante das realidades fundamentadas na mentalidade metafísico-colonial, advinda da complexa história da América Latina. Em nosso estudo, defendemos as criações vinculadas às sublevações – contra-ataque estético feminino –, cuja força instaura a chave para articular críticas aos sistemas castradores da vida, principalmente em períodos marcados por maiores totalitarismos – fascismos históricos. Nesse diapasão, vemos no indomesticado o modo pelo qual as obras tramadas na tensão política operam segundo um intento libertário de si mesmo e dos outros. Sendo assunto comum em objetos culturais de artistas latino-americanas, as representações botânicas são catalisadoras da desmobilização e descentralização de ideias construídas patriarcalmente, a exemplo da conformação social-cultural que coloca as mulheres no campo da fragilidade e obediência. Na pesquisa, em “ato de guerrilha”, lançamos “flechas” epistemológicas do sul que (re)avaliam criticamente as produções das décadas de sessenta e setenta do século XX, à luz da diferença e da alteridade. Para este trabalho, recorremos aos estudos de Benjamin (2019), BuckMorss (2012), Cixous (2022), Didi-Huberman (2017; 2020; 2021), Deleuze e Guattari (2011), Foucault (1994), Garramuño (2012), Guimarães (2009;2020), Nascimento (2011; 2012; 2021), Santiago (2006; 2008; 2019), Sousa (2012; 2013; 2021), Viveiros de Castro (2002; 2015; 2018), entre outros.

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