Navegando por Assunto "Autismo"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Aplicação de um programa de ensino de leitura e construção de sentenças para crianças com autismo(Universidade Federal do Pará, 2016-09-28) PAIXÃO, Glenda Miranda da; ASSIS, Grauben José Alves de; http://lattes.cnpq.br/0722706223558223O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é caracterizado por alterações significativas na comunicação, na interação social e em outros comportamentos da criança. Essas alterações podem restringir o desenvolvimento de classes de estímulos equivalentes, podendo dificultar o desenvolvimento de repertórios como os de leitura e escrita. Para prevenir ou remediar dificuldades no desenvolvimento desses repertórios, estudos da análise do comportamento têm aplicado o procedimento de Constructed Response Matching to Sample (CRMTS), no qual é exigida a resposta do emparelhamento com o modelo a partir da seleção de estímulos que o compõe. Utilizando este procedimento, uma série de três estudos foi realizado com três crianças com diagnóstico de TEA, nos quais foram gradualmente ensinadas a construção de palavras e sentenças com dois a cinco componentes e testadas as leituras com compreensão e textual, assim como a construção de novas sentenças. Os estímulos utilizados foram visuais e auditivos e as respostas de observação e seleção se davam a partir do toque na tela do computador. Duas crianças demonstraram leitura textual e com compreensão, além da construção generalizada de sentenças de três e cinco termos, demonstrando manutenção do repertório após quinze e trinta dias. Uma criança demonstrou leitura textual e com compreensão, além de construção generalizada de sentenças com dois termos. Um quarto participante foi exposto ao procedimento de ensino, sendo este aplicado pela mãe, demonstrando leitura textual e com compreensão, além de construção generalizada de sentenças com cinco termos, também demonstrando manutenção. Os dados apontam que houve formação de classes de equivalência e de classes ordinais, com manutenção destes repertórios mesmo após um período sem exposição às tarefas por crianças diagnosticadas com TEA.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Aprendizagem observacional em crianças com autismo: efeitos do ensino de respostas de monitoramento via videomodelação(Universidade Federal do Pará, 2015-07-22) BRASILIENSE, Izabel Cristina da Silva; SOUZA, Carlos Barbosa Alves de; http://lattes.cnpq.br/1264063598919201Tem sido apontado que a videomodelação pode favorecer a aprendizagem observacional em pessoas com autismo, inclusive de repertórios verbais. No entanto, pessoas com autismo frequentemente apresentam dificuldade em aprender por observação das ações de outros. Uma das formas de favorecer a aprendizagem observacional é o treino prévio de monitoramento das ações de pares. No entanto, os estudos que treinam o monitoramento têm sido realizados ao vivo, tornando-os mais custosos e desfavorecendo o controle experimental. O presente estudo investigou a possibilidade de estabelecer repertórios de monitoramento via videomodelação. Além disso, investigou-se se a aquisição do repertório de monitoramento favoreceria a aprendizagem observacional de tatos e textuais. Participaram duas crianças com autismo. Foram realizados testes de aprendizagem observacional via videomodelação. Depois, foi realizado o treino de monitoramento da acuidade do repertório de tato via videomodelação em três etapas: (1) instalação do repertório de monitoramento; (2) desenvolvimento de controle do responder do participante pelo responder do modelo e (3) controle do responder do participante pela consequência para o modelo. Posteriormente, foram feitos novos testes de aprendizagem observacional via videomodelação. As duas crianças adquiriram o repertório de monitoramento em quatro sessões, sugerindo que o treino de videomodelação pode ser uma alternativa eficaz e econômica para o ensino de repertórios de monitoramento. A aquisição do repertório de monitoramento ainda beneficiou a aquisição de tatos e textuais por aprendizagem obervacional para um dos participantes. Discute-se o potencial da videomodelação parax treinar comportamentos precorrentes necessários para a aprendizagem observacional e a necessidade de a continuidade dos estudos nesta linha de pesquisa para melhor compreensão das variáveis que influenciam a aquisição da aprendizagem observacional.Tese Acesso aberto (Open Access) Atenção conjunta e repertórios verbais em crianças com autismo(Universidade Federal do Pará, 2016-03-29) SILVA, Flávia Teresa Neves; SOUZA, Carlos Barbosa Alves de; http://lattes.cnpq.br/1264063598919201Este trabalho reuniu uma revisão de literatura e dois estudos experimentais com o objetivo de investigar a relação entre atenção conjunta (AC) e repertórios verbais em crianças com autismo. O trabalho teórico revisou estudos baseados na metodologia e procedimentos da Análise do Comportamento que investigaram o ensino da AC para crianças com autismo, procurando descrever e analisar as variáveis envolvidas no ensino de resposta de atenção conjunta (RAC) e de iniciação de atenção conjunta (IAC). O primeiro estudo experimental investigou em três crianças com autismo as relações funcionais que podiam ser estabelecidas entre estímulos condicionais sociais discriminativos/reforçadores e os repertórios de atenção conjunta, tato e mando. O segundo estudo experimental avaliou em três crianças com autismo que apresentavam AC as relações entre vocabulário expressivo e receptivo. A revisão teórica mostrou que a Análise do Comportamento fornece tecnologias eficientes para ensinar RAC e IAC, mas que a RAC é mais facilmente instalada do que a IAC. Os resultados dos estudos empíricos 1) indicaram que a AC é fundamental para que as crianças com autismo estabeleçam corretamente a relação nome-objeto apresentada pelos adultos e consigam expandir e generalizar estas relações verbais aprendidas; e 2) sugeriram a necessidade de expansão da comunidade reforçadora desta população e o ensino intensivo do repertório de tato a fim de aumentar as oportunidades que a criança venha a recrutar a atenção do adulto como um reforçador social condicionado.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Autismo infantil: proposições para minimizar impactos do impactos enfrentado pelos pais(Universidade Federal do Pará, 2014-01) GAIA, CarlosO artigo discute a caracterização do Autismo Infantil. O objetivo é contribuir com proposições que visam minimizar impactos do transtorno autista enfrentado pelos pais. É um tema ainda pouco conhecido e timidamente estudado por especialistas de diversos segmentos da sociedade, principalmente nas instituições de ensino e de saúde. Tem como principais características o sério comprometimento do desenvolvimento das habilidades de interação social recíproca, habilidades de comunicação e presença de comportamentos, interesses e atividades estereotipadas. O texto é de grande relevância para a área da educação por discutir sobre um transtorno comportamental que afeta a relação entre o sujeito autista e a família, a escola e outros segmentos sociais. Os dados têm origem em estudos reflexivos com embasamentos teóricos a partir de pesquisa bibliográfica em fontes teóricas físicas e virtuais, motivados a partir da disciplina ministrada no curso de pós-graduação em nível de mestrado acadêmico.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da adequação dos níveis de funcionalidade do VB-MAPP em uma amostra de crianças brasileiras.(Universidade Federal do Pará, 2017-06-26) KEUFFER, Sara Ingrid Cruz; SOUZA, Carlos Barbosa Alves de; http://lattes.cnpq.br/1264063598919201O VB-MAPP (Verbal Behavior Milestones Assessment and Placement Program) é um instrumento de avaliação baseado em critérios que pode funcionar também como guia curricular e sistema de acompanhamento do desenvolvimento de repertórios para crianças com autismo e outros distúrbios do desenvolvimento. Os três Níveis de funcionalidade do VBMAPP foram estabelecidos a partir dos marcos típicos de desenvolvimento infantil derivados principalmente de estudos com crianças estadunidenses ou europeias. Considerando as diferenças socioeconômicas e culturais que existem entre os Estados Unidos/Europa e o Brasil, este estudo analisou a adequação dos níveis de funcionalidade do VB-MAPP para a avaliação de repertórios verbais, sociais e motores de uma amostra de 61 crianças brasileiras com desenvolvimento típico, residentes em Belém do Pará, de ambos os sexos e com idades entre um e cinco anos. Os resultados apontaram que os níveis de funcionalidade propostos no VB-MAPP se mostraram adequados para avaliar repertórios de uma amostra de crianças brasileiras com desenvolvimento típico, ampliando os dados sobre a validade externa do instrumento. Com base nesses resultados sugere-se a pertinência do uso do VB-MAPP no contexto brasileiro.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação escolar de alunos autistas: um estudo sobre a relação escola-família em uma instituição pública de ensino do município de Belém - Pará(Universidade Federal do Pará, 2015-06-30) FERREIRA, Vivianne Cristinne Marinho Freitas; PAIXÃO, Carlos Jorge; http://lattes.cnpq.br/5926523492011056O presente trabalho teve como objetivo analisar o processo de construção da avaliação de aprendizagem escolar do aluno autista, sob a perspectiva da relação escola-família. Para alcançar este objetivo, foram levantadas informações, através de entrevistas com os sujeitos, que foram quatro professores e três responsáveis dos alunos com autismo de uma escola pública municipal de Belém do Pará. Os dados obtidos por meio das entrevistas, em conjunto com o balanço da produção científica sobre avaliação no Brasil, constituíram o material a ser analisado e interpretado. Os resultados apontam que os professores procuram realizar uma avaliação formativa, e que buscam estratégias avaliativas que favoreçam a percepção da evolução da aprendizagem dos seus alunos, com o uso de instrumentos diversificados. No entanto, a avaliação da aprendizagem realizada na escola Azul sofre prejuízo primeiramente pelo fato dos professores de sala regular não receberem uma formação adequada, que deveria ser ofertada pela SEMEC – PA, para trabalhar com este público, o que contraria as prescrições dos documentos oficiais. As mães entrevistadas pouco ou nada conhecem do processo avaliativo ao qual o seu filho é submetido. As mães e professores dos alunos autistas relataram perceber os avanços no desenvolvimento de seus filhos no aspecto social, da linguagem, do comportamento e em alguns fatores pedagógicos. Quanto à relação família e escola, duas das três mães entrevistadas compreendem a participação na escola como um aspecto pedagógico e político, onde a sua presença auxilia no processo de aprendizagem do filho, seja através do compartilhamento de informações sobre a criança, seja através da luta para que os direitos de seu filho sejam garantidos. No entanto, as professoras relataram que a participação da família na escola se dá principalmente através da sala de recursos multifuncionais, que é de onde as mesmas obtêm informações a respeito de seus alunos. Os sujeitos entrevistados apontaram a necessidade de formações continuadas que abordem a temática do autismo para que os professores possam se apropriar deste conhecimento e, assim, auxiliar nas suas práticas escolares. Os professores também sugerem que seja feita uma maior parceria da escola com a família para que a aprendizagem do aluno seja favorecida, pois este conhecimento a respeito da realidade do aluno autista irá auxiliar este profissional, fazendo com que atue com mais respeito e responsabilidade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliando a alteração da função de faces via equivalência de estímulos e pareamento de estímulos tipo respondente (ReT) em crianças com TEA(Universidade Federal do Pará, 2020-04-28) BORDA, Gisell Andrea Díaz; SILVA, Álvaro Júnior Melo; http://lattes.cnpq.br/8960291779730857; BARROS, Romariz da Silva; http://lattes.cnpq.br/7231331062174024; https://orcid.org/0000-0002-1306-384XCrianças com desenvolvimento atípico podem apresentar déficit em respostas de observação a faces. Isso pode explicar, em parte, algumas das dificuldades no comportamento dessas crianças quanto às interações sociais e quanto à aquisição de repertórios complexos como o repertório verbal. A presente dissertação visou avaliar o efeito de dois tipos de procedimentos (instrução baseada em equivalência e pareamento de estímulos) sobre a alteração da função das faces medidas através de testes de preferência por figuras de faces humanas e duração do olhar a faces humanas propriamente em testes sociais. Nos dois estudos aqui apresentados, investigaram-se os processos comportamentais envolvidos nas respostas de observação a faces em crianças com diagnóstico de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). O Estudo I avaliou o efeito de instrução baseada em equivalência sobre a transferência de função de itens de preferência para figuras de faces humanas e faces humanas propriamente. Três crianças diagnosticadas com TEA participaram do estudo. Utilizou-se um delineamento Pré-teste – Pós-teste com controle temporal de linha de base múltipla, dividido em três fases: a) Pré- teste, avaliação das respostas de escolha e atenção a faces, b) Intervenção, formação de classes de equivalência mediante MTS por identidade e consequência específica para cada classe, c) Pós-teste: replicação das medidas realizadas no Pré-teste. A partir dos dados, verificou-se que, apesar da dificuldade para documentar a emergência de relações condicionais que atestam as propriedades das relações de equivalência (apenas simetria foi obtida para dois dos três participantes), alteração nas respostas de escolha por figuras de faces humanas foi evidenciada em dois participantes. Uma das três crianças apresentou mudanças nos testes sociais. No entanto, na etapa de reforçamento das relações condicionais deste estudo, houve pareamento entre estímulos: o acesso a um item de preferencia de alta magnitude é precedido pela apresentação de um estímulo visual (figuras de faces humanas). Portanto, o Estudo II objetivou avaliar o possível efeito desse pareamento por si só sobre a função de faces em crianças com diagnóstico de TEA. Fizeram parte do Estudo II duas crianças que não participaram do Estudo I. Utilizou-se um delineamento de comparação intra-sujeito de medidas Pré-teste e Pós-teste, organizadas dentro de um delineamento experimental de sondas múltiplas entre participantes, dividido em três fases, das quais as fases: a) Pré-teste; b) Intervenção: pareamento de tipo respondente (ReT) entre figura de face e item de preferência de maior magnitude e entre figura abstrata e item de preferência de menor magnitude e c) Pós-teste: repetições das medidas da fase Pré-teste do Estudo I. O Estudo II consistiu, portanto, de um estudo complementar ao Estudo I. Os resultados no Estudo II permitem evidenciar o efeito na alteração da função das faces nos testes realizados para um dos dois participantes. Os dados obtidos na presente dissertação pretenderam produzir conhecimento à área de pesquisa básica para identificar processos comportamentais envolvidos nas respostas de observação às faces humanas, assim como fornecer informação relevante para a área de Análise do Comportamento aplicada à intervenção de crianças que apresentem dificuldades de atenção a faces. Os procedimentos explorados apontam o uso de estratégias metodológicas para a alteração da função das faces e evidenciam o potencial do paradigma de equivalência de estímulos na alteração de respostas de observação.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliando o uso de reforçamento em um procedimento de correção no ensino de tato para crianças com autismo(Universidade Federal do Pará, 2015-03-30) CARNEIRO, Ana Carolina Cabral; SOUZA, Carlos Barbosa Alves de; http://lattes.cnpq.br/1264063598919201Um aspecto importante da intervenção para pessoas com autismo baseada na Análise Comportamental Aplicada é que devem ser utilizados procedimentos que reduzam erros durante a aprendizagem de um repertório, considerando os efeitos que podem produzir no processo de aprendizagem. Alguns estudos têm investigado os efeitos do procedimento de correção que exige resposta ativa do aprendiz após a repetição de uma tentativa com erro. Alguns manuais de intervenção recomendam não reforçar respostas corrigidas no procedimento de correção com resposta ativa, para evitar o estabelecimento de uma dependência da dica usada na correção. Este estudo investigou o efeito do reforçamento em um procedimento de correção com resposta ativa durante o ensino de tatos para quatro crianças com autismo. Em um delineamento intraparticipante, foi realizado um treino de ecoico para tato (treino inicial com dica ecoica simultânea e posteriormente com dica atrasada em 3 segundos) com procedimento adaptado de alternância de tratamento - uma condição com reforço após correções e a outra condição sem reforço. Todos os participantes precisaram de menos tentativas de correção na condição de correção com reforço do que na condição de correção sem reforço, e o desempenho dos participantes foi superior na condição de treino com reforço após a correção em nove dos doze conjuntos de estímulos utilizados no estudo. Os resultados obtidos se contrapõem aos manuais. Discute-se a eficácia do reforço após o procedimento de correção, a não aquisição de dependência do reforço neste procedimento, bem como as implicações práticas destes resultados.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Caminhos de formação em música de estudantes com transtorno do espectro do autismo em uma escola técnica em música(Universidade Federal do Pará, 2014-06-26) RODRIGUES, Jessika Castro; FREITAS JÚNIOR, Áureo Déo de; http://lattes.cnpq.br/9902320223569217A abordagem emergente nesta pesquisa relaciona aspectos que direcionam o olhar à trajetória no curso técnico em música de pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) para adquirir um diploma em música. Este é um estudo de caso do processo de formação no curso técnico em música de pessoas com TEA, para tanto foi escolhida a Escola de Música da Universidade Federal do Pará (EMUFPA) por ser uma escola técnica em música que já formou estudantes com TEA. A pesquisa tem como objetivo geral compreender o processo de formação em música de estudantes com TEA no curso técnico da EMUFPA. Se desdobrando especificamente em identificar o papel do Programa Cordas da Amazônia (PCA) na inserção de pessoas com TEA para o aprendizado musical; descrever a ação do Núcleo de Atendimento a Pessoas com Necessidades Específicas (NAPNE) da EMUFPA, relacionada aos estudantes com TEA; e analisar o processo de formação em música de estudantes com TEA no curso técnico da EMUFPA. Para o alcance do objetivo proposto foi adotada a abordagem qualitativa e como técnica de coleta de dados foram utilizados a entrevista semi-estruturada e análise documental. Os interlocutores de pesquisa foram: o diretor do PCA, o coordenador do NAPNE na EMUFPA, a diretora da EMUFPA, dois (n=2) estudantes com diagnóstico de TEA formados no curso técnico da EMUFPA e suas respectivas cuidadoras. Os dados obtidos nas entrevistas semi-estruturadas foram transcritos literalmente, categorizados e analisados juntamente com os documentos evocados na pesquisa. O pesquisador da presente investigação aponta o PCA com um ação efetiva diante da inserção de pessoas com TEA na aprendizagem e atividade musical; dificuldade na implantação do NAPNE na EMUFPA pela falta de recursos materiais, humanos, didáticos, estruturais e financeiros, bem como a falta de definição de papeis entre a DIS e o NAPNE e apoio da escola; também demonstra caminhos diferentes percorridos pelos estudantes com TEA, mas destaca o interesse, a oportunidade, as barreiras, conquistas e continuidade como partes relevantes do processo de formação. A contribuição desta pesquisa ultrapassa os casos particulares dos atores envolvidos, emergindo na elaboração de propostas concernentes à educação musical de pessoas com TEA, culminando na sua formação profissional e em seus efeitos podendo se referir também as diversas necessidades específicas.Tese Acesso aberto (Open Access) Classes de equivalência e expansão de repertórios verbais autoclíticos em crianças com diagnóstico de autismo(Universidade Federal do Pará, 2015-03-26) KATAOKA, Katarina Dias; BARROS, Romariz da Silva; http://lattes.cnpq.br/7231331062174024A possível identidade entre relações de equivalência e classes funcionais é condizente com a proposta de que todos os elementos arbitrariamente relacionados nas contingências podem participar das classes. Essa proposta torna viável a obtenção de propriedades de relações de equivalência por meio de contingências de três termos. Adicionalmente, tem sido pouco explorado o potencial da aplicação dos procedimentos de formação de classes no avanço de repertórios verbais em crianças diagnosticadas com autismo. O presente trabalho inclui dois estudos. O Estudo 1 investigou a formação de classes de estímulos (via procedimento de reversões repetidas de discriminação simples – RRDS, com uso de consequências específicas compostas) e a expansão de classes formadas por RRDS com classes formadas por matching-to-sample (MTS). No Estudo 2, procedimentos de RRDS e MTS com reforçamento específico composto foram utilizados para promover a formação/expansão de classes arbitrárias “feminino/masculino” e a produtividade de relações verbais incluindo concordância de gênero. Os participantes foram duas crianças diagnosticadas com autismo. No Estudo 1, foram realizados os treinos de RRDS ABC e BCD, teste de formação de classes funcionais e teste de relações de equivalência AD, BD e DC, treino de MTS arbitrário DE e teste ED e CE, teste de formação de classes funcionais BCDE. Ambos os participantes mostraram evidências da formação de classes. Os dados obtidos com ambos os participantes confirmam a expansão das classes. Esse conjunto de dados sugere que achados documentando classes funcionais e classes de equivalência refletem o mesmo fenômeno comportamental (a substituibilidade de elementos arbitrariamente relacionados) via procedimentos diferentes. No Estudo 2, os estímulos foram figuras de objetos e os estímulos “a” e “o” que constituíram as classes “masculino” e “feminino”. Foram feitas RRDS ABCDE, MTS AF, teste em contexto de discriminação simples BCDEF e testes de generalidade (tarefas que simulavam o contexto educacional) a fim de verificar a formação de classes em outros contextos e com novos estímulos. Os resultados mostraram o estabelecimento e inclusão de estímulos novos nas classes “masculino” e “feminino” e expansão de classes. Os resultados no teste de produtividade foram acima de 90% de acertos, indicando que o desempenho construído por meio do procedimento de formação de classes se manteve quando tarefas de controle de estímulo foram apresentados em novos formatos, mais semelhantes a tarefas acadêmicas. Esse tipo de resultado encoraja o uso de procedimentos desse tipo na construção de programas de ensino de controle de estímulo complexo com crianças diagnosticadas com autismo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Comportamentos de crianças com transtorno do espectro autista com pares nos contextos de educação musical e recreio escolar(Universidade Federal do Pará, 2013-03-05) NASCIMENTO, Paulyane Silva do; FREITAS JÚNIOR, Áureo Déo de; http://lattes.cnpq.br/9902320223569217; SILVA, Simone Souza da Costa e; http://lattes.cnpq.br/9044423720257634O presente trabalho investigou características pessoais, ambientais e comportamentais que podem permitir ou dificultar/impedir a interação social de crianças com TEA com seus pares, assim como analisou os benefícios do contexto de educação musical como promotor desta interação. Para organizar as formas de emissão destes comportamentos elaborou-se o “Protocolo de observação de comportamentos de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) com seus pares”. Participaram deste estudo duas crianças, do sexo masculino, com TEA, que cursavam o Jardim I em escolas privadas distintas, na cidade de Belém/PA. As crianças tinham idades de seis e cinco anos, respectivamente, e estavam regularmente matriculadas em turmas de percussão de uma Escola de Música da cidade de Belém/PA. Foram analisadas 3 sessões no ambiente de escola regular (durante o recreio), com duração de 20 min. cada; e 8 sessões no contexto de educação musical (aulas de percussão), 30 minutos cada. Os resultados mostraram que os comportamentos entre as crianças ASD com seus pares ocorreram em ambos os contextos, porém atingindo maior frequência no contexto livre (escola regular/recreio). Quanto aos benefícios da educação musical, O participante 1 (6 anos), cujo perfil era marcado pela aceitação de contato físico, aproximação e a busca pelo outro, obteve o aumento de comportamentos de iniciativas funcionais e a diminuição de respostas não funcionais. Verificou-se ainda, a ocorrência de iniciativas funcionais por meio de estereotipias, indicando que esta peculiaridade do transtorno pôde auxiliar a criança na aproximação e interação com os pares. Já no participante 2 (5 anos), com perfil marcado pela disponibilidade para contato, expressão emocional adequada ao contexto, e reciprocidade social (embora ocasional), pôde-se observar a grande influência do adulto no manejo comportamental da criança. Esta influência mostrou-se positiva (ao diminuir a emissão de comportamentos não funcionais) e negativa (ao prestar assistência demasiada, desconsiderando as potencialidades da criança e dificultando sua interação com os pares). Conclui-se que dada a baixa frequência de tais comportamentos, não se pode afirmar que as alterações verificadas são relacionadas exclusivamente à configuração deste ambiente, mas tão somente à contiguidade das possibilidades representadas pelo perfil da criança e a abertura que cada contexto permitiu para a expressão e estímulo destas potencialidades, assim como para a oferta de ferramentas que possibilitaram a apreensão ou reforçar de comportamentos propícios à interação social.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Comportamentos de crianças do espectro do autismo com seus pares no contexto de educação musical(2015-03) NASCIMENTO, Paulyane Silva do; ZANON, Regina Basso; BOSA, Cleonice Alves; NOBRE, João Paulo dos Santos; FREITAS JUNIOR, Aureo Deo de; SILVA, Simone Souza da CostaO Transtorno do espectro do autismo (TEA) é marcado por prejuízos nas áreas de interação social, comunicação, comportamento e processamento sensorial. Aspectos relacionados a prejuízos no repertório de interação social, bem como estratégias para torná-la mais adequada têm sido amplamente estudados. Dentre estas estratégias, as que utilizam música têm recebido atenção. O presente estudo tem como objetivo investigar os benefícios da educação musical ao desenvolvimento da interação social de crianças com seus pares, focando-se na qualidade e na frequência da apresentação de tais comportamentos. Participaram duas crianças com TEA, com idades de cinco e seis anos, em aulas de percussão em grupo. Os instrumentos utilizados foram a Ficha de dados sociodemográficos e de desenvolvimento, para traçar os perfis dos participantes; e o Protocolo de observação de comportamentos de crianças com TEA com seus pares, para a análise comportamental, durante oito aulas/percussão (240 minutos). Os resultados sugerem que ambos apresentaram tendência ao aumento de iniciativas e respostas espontâneas e à diminuição de comportamentos não funcionais. Verificou-se a ocorrência do uso de estereotipias para tentativas de/e interações, embora esporadicamente. Destacaram-se os papéis do contexto, dos perfis das crianças, e do manejo comportamental por adultos, na promoção de interações.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Crianças com transtorno do espectro autista: os desafios do cuidado e tecnologias cuidativas na ótica dos profissionais de saúde(Universidade Federal do Pará, 2023-11-08) SILVA JÚNIOR, Marco Antônio Mesquita da; POLARO, Sandra Helena Isse; http://lattes.cnpq.br/7875594038005793; https://orcid.org/0000-0001-5026-5080O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma síndrome comportamental com distúrbio de desenvolvimento, comportamento e interação social. As tecnologias cuidativas, utilizada pela equipe multiprofissional, são estratégias que buscam promover resultados satisfatórios na interação social, comportamento e quebra de rotinas estereotipadas. O estudo tem por objetivo revelar os desafios que permeiam a assistência de profissionais de saúde que atendem crianças com TEA e conhecer a tecnologias cuidativas utilizadas na assistência de profissionais de saúde que atendem crianças com TEA. Trata-se de um estudo de caráter descritivo com abordagem qualitativa, realizado entre julho a agosto de 2023. Foram entrevistados 17 profissionais de saúde. Os dados foram analisados na perspectivas da técnica de análise de conteúdo de Bardin e processados pelo software Interface de R pour les Analyses Multidimensionnelles de Textes et de Questionnaires. Os resultados do processamento do software Iramuteq identificaram 6 classes e por agrupamento semântico emergiram três categorias temáticas: “Técnicas e estratégias utilizadas na intervenção e manejo comportamental de crianças com TEA”; “Desafios na prestação de cuidados a crianças com TEA” e “Papel da família no cuidado da criança com TEA: Desafios, Aceitação e Superação”. Conclui-se, que é imprescindível adoção de abordagens multidisciplinares, que integrem técnicas, tecnologias, atendimento clínico especializado, suporte familiar e inserção no contexto social, para promover um cuidado abrangente à criança com TEA.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O cuidador como mediador no ensino de habilidade de engajamento conjunto para crianças com autismo(Universidade Federal do Pará, 2013-12-19) SANTOS, Adrine Carvalho dos; GAROTTI, Marilice Fernandes; http://lattes.cnpq.br/2218504886013525Crianças com autismo são caracterizadas por significantes déficits para se engajar em comportamentos de atenção coordenada (AC). Os prejuízos de AC interferem no desenvolvimento dos estados de atenção da criança, que envolve o engajamento conjunto com o outro. Diante disto, o uso de intervenções baseadas no ensino dessa habilidade vem se tornando cada vez mais frequente. Resultados de vários estudos indicam que o treinamento de habilidades direcionadas aos pais está associado ao aumento de habilidades comunicativas e sociais de crianças com autismo. O presente estudo teve como objetivo investigar a efetividade do programa de intervenção com cuidadores, baseado no proposto por Kasari et al (2010), verificando a relação entre responsividade do cuidador e engajamento conjunto da atenção, e a manutenção do novo repertório três meses após a finalização do estudo (followup). Participaram do estudo sete cuidadoras e suas crianças com diagnóstico de autismo, com idade entre 47 e 67 meses. O programa de intervenção administrado com as cuidadoras teve duração de dois meses, sendo constituído de quatro encontros grupais e quatro monitoramentos individualizados. Filmagens de momentos de interação da criança com o cuidador foram realizadas em todas as fases do estudo para posterior análise, além disso, outras medidas foram administradas, são elas, Escala de Interação Social, Teste ABFW (linguagem pragmática) e Escala de Adesão ao Treinamento. Os resultados indicaram diferenças significativas na duração dos engajamentos conjuntos (p = 0.016) e não-conjuntos (p = 0,018) medidos antes e após a intervenção;o teste de Wilcoxon para medidas repetidas indicou diferenças significativas (p = 0,016) no comportamento das cuidadoras após a intervenção; não houve mudanças significativas na linguagem pragmática das crianças. Os dados indicaram que o curso promoveu mudanças no padrão de engajamento da criança com o cuidador e, também, promoveu aumento na responsividade das cuidadoras, e que esses ganhos foram mantidos durante a sessão de seguimento. Os achados foram relevantes para fortalecer a importância de se desenvolver programas de intervenção que capacitem os pais para promover melhoras nas habilidades sociocomunicativas de suas crianças com autismo.Tese Acesso aberto (Open Access) EDEUCAÇÃO MUSICAL PARA CRIANÇAS COM AUTISMO: compondo caminhos à prática docente em Castanhal-PA(Universidade Federal do Pará, 2022-02-14) ZIMMER, Paulyane Nascimento; FREITAS JÚNIOR, Áureo Déo de; http://lattes.cnpq.br/9902320223569217A qualidade do ensino da musica nas series iniciais e os desafios da inclusão, revelam a importância de se fornecer oportunidades de capacitação. Este estudo objetivou construir uma proposta de capacitação para professores de Música ao ensino de alunos com Transtomo do Espectro Autista (TEA), na Educação Infantil e, para tal: (a) formatar uma proposta de capacitação para docentes de Música com enfoque ao Ensino de Música para crianças com TEA na Educação Infantil; (b) aplicar a capacitação para professores de música em atuação em Castanhal/PA; e, (c) avaliar seu impacto na prática dos cursistas, durante a pesquisa.Trata-se de um estudo experimental com fundamentação técnico-científica, de corte transversal e com enfoque teórico-prático, dentro dos parâmetros metodológicos da pesquisa-ação. À amostra obtida pela técnica de mostragem não paramétrica inclui 3 professores formadores e 13 cursistas. Foram formatados cinco módulos (O transtomo do Espectro Autista e desenvolvimento humano na infância, EDUCAÇÃO MUSICAL E AUTISMO: materíais e técnicas para o ensino de música e inclusão; A Teoria de Aprendizagem Musical de Edwin Gordon aplicada ao Autismo; EDUCAÇÃO MUSICAL E INCLUSÃO: Planejamento e avaliação; e, Prática supervisionada ao Ensino de música para crianças com TEA). Um site e seis protocolos foram elaborados para coleta de dados: Questionário sócio demográfico e de sondagem de conhecimentos do cursista; Avaliação estrutural dos módulos a capacitação MusiTEA; Questionário para validação do site MusiTEA; Ficha para avaliação « lapidar das ementas dos módulos da capacitação MusiTEA; Ficha de avaliação do plano de aula (Prática Supervisionada); e, Ficha de avaliação de prática supervisionada (MusiTEA) — Atividade gravada MLT. As ementas dos módulos, protocolos e site foram validados por pares de juízes independentes até a obtenção minima de 80% de concordância. Os dados coletados passaram por análise exploratória, abordando a estatistica descritiva, assim como, a vtilização do Teste de Wilcoxon, hipóteses nula e altemativa: HO=0,5 e HI>0,5 e a>0, adotando a = 0,05 (erro adotado 5%) e nível de significância de 95% Foi utilizado o programa Excel para estatística descritiva, realização de tabelas, gráficos e limpeza dos dados. Observou-se um bom desempenho dos cursistas entre a aplicação dos módulo 1 e 2 (T * = 46,5 > Títabelado) = , rejeita HO). Entretanto, não foram verificadas melhorias entre os módulos 1 e 3 (T * = 17,5 > T(tabelado) = O, não rejeita HO); registrando-se uma “queda” entre a aplicação dos módulos 2 e 3 (T * = 10 > T(tabelado) = 2, não rejeita HO). Já em comparação dos módulos 1 e 4, este último apresentou melhor rendimento (T * = 37 > Títabelado) = 8, rejeita HO). As oscilações de desempenho subsidiam que HO não deve ser rejeitada em prol de HI, não se podendo afirmar que o curso melhorou o desempenho dos cursistas, embora os dados descritivos revelem o alcance substancial da capacitação. O Tetomo dos participantes para ministrar aulas em formato híbrido durante a ocorrência do módulo 3 mostrou-se um dos impactos do cenário Pandêmico. Sugere-se replicação do estudo com um n maior e lapidar dos módulos.Tese Acesso aberto (Open Access) Educação Musical e Autismo : Análise da Educação Musical como recurso de inclusão social presente no programa Violino em Grupo em Belém do Pará(Universidade Federal do Pará, 2021-09-03) BATISTA, Antônio de Pádua Araújo; FREITAS JÚNIOR, Áureo Déo de; http://lattes.cnpq.br/9902320223569217Trabalhar com educação musical numa perspectiva inclusiva significa assumir compromissos com pessoas, suas famílias e a sociedade na qual se inserem, onde o fazer musical torna-se um ato social, cuja ação pode influenciar e provocar transformações. O tema ¿inclusão¿ tem ocupado um lugar de debate privilegiado na agenda das grandes conferências nacionais e internacionais, no que tange à democratização do acesso das pessoas com deficiência (PCD¿s) à educação, provocando a criação de leis voltadas às suas especificidades. Com isto, fortalecidos pelas reivindicações e pressões de diversos grupos sociais que defendem o reconhecimento desta igualdade de acesso, importantes documentos legais têm sido elaborados, a Declaração dos Direitos da Pessoa com Deficiência (1975), o Programa de Ação Mundial para Pessoas com Deficiência (1982), a Declaração de Cartagena (1992), a Declaração de Salamanca (1994), a Carta para o Terceiro Milênio (1999), a Lei no 12.764 (2012), que determina que pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) são consideradas pessoas com deficiência, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais - DSM-5 (2014) e a Lei no 13.146 (2015), que institui a Inclusão Social e a Cidadania da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Este estudo se justifica por abordar um tema recorrente em âmbito nacional e internacional, pois, o acesso dos alunos com TEA aos espaços educacionais se evidencia como um direito incontestável, seja em instituições de ensino regular, ensino das artes ou no meio esportivo, em caráter formal ou informal. O estudo objetivou Investigar a Educação Musical, como recurso de inclusão social de crianças com TEA, presente no programa ¿Violino em Grupo: interdisciplinaridade e inovação de linguagem em crianças com Transtorno do Espectro Autista¿, desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Artes da UFPA ¿ PPGARTES. Seu desdobramento se dá em três objetivos específicos: 1) Descrever, com base em trabalhos anteriores, registros audiovisuais e relatórios, as ações pedagógicas, estratégias e recursos didáticos aplicados no laboratório do Programa de Extensão Violino em Grupo; 2) Verificar o aprendizado musical dos alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), participantes do programa, com base nos dados coletados e, 3) Analisar as contribuições da Educação Musical, como recurso de inclusão social da criança com TEA, por intermédio do Programa Violino em Grupo. Para a realização deste estudo foi feita uma pesquisa bibliográfica, por meio de uma revisão da literatura nacional e internacional, com abordagem Quantitativa e delineamento Quase-Experimental, tendo como fonte os dados coletados por meio de registros audiovisuais e fotográficos, relatórios, entrevistas e produção acadêmica, originados a partir das práticas pedagógicas desenvolvidas no programa. A pesquisa revelou que os alunos com TEA, quando colocados em um ambiente comum de ensino, podem aprender a tocar um instrumento musical em nível semelhante aos Neuro típicos. Revelou ainda que a Educação Musical proposta pelo Programa cumpriu seu papel de inclusão social frente aos alunos PCD¿s. Espera-se que, por intermédio do registro dos recursos pedagógicos e do material didático coletado por meio desta pesquisa, ela venha somar junto aos profissionais e instituições que fomentam a Educação Musical Inclusiva.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeitos de pareamento estímulo-estímulo sobre respostas a vozes e faces em crianças diagnosticas com autismo(Universidade Federal do Pará, 2015-03-06) MOREIRA, Jenifer Léda Muniz; BARROS, Romariz da Silva; http://lattes.cnpq.br/7231331062174024Crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) podem apresentar, entre outros déficits, baixa frequência de contato visual (olhar para face de outra pessoa) e pouco interesse por vozes humanas. Isso pode afetar o desenvolvimento social e a aprendizagem verbal. O presente estudo objetivou avaliar o efeito do procedimento de pareamento estímulo-estímulo sobre: (1) a preferência por vozes e faces humanas em duas crianças com diagnóstico de autismo e (2) o desempenho desses participantes em um conjunto de testes sociais. O procedimento foi divido em duas fases: 1) condicionamento de faces e 2) condicionamento de vozes. A Fase 1 consistiu de avaliação de linha de base (múltiplas medidas do responder a figuras de faces e faces propriamente ditas) e condicionamento de faces (pareamento “figura de faces/reforço” e pareamento “faces/reforço”). A Fase 2 consistiu de avaliação de preferência por vozes, seguida do condicionamento de vozes no qual a gravação de vozes foi pareada com reforçadores. Foram medidas a frequência e a duração das respostas de atentar para vozes e faces em pré-testes e pós-testes. Os resultados obtidos mostram que as medidas de duração de resposta se mostraram mais adequadas para aferir os efeitos das manipulações e que houve maior efeito dos pareamentos voz-reforço do que os pareamentos visuais. O presente estudo encontrou avanços com respeito a repertórios operantes (respostas de observação) que têm como consequência a exposição a vozes e faces humanas em crianças diagnosticadas com autismo. Sugere-se que estudos posteriores explorem possível relação funcional entre condicionamento de vozes e faces sobre a aquisição de outros repertórios tais como resposta de atenção conjunta, iniciação de atenção conjunta, além de repertórios verbais como tato e mando.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeitos do número de pareamentos no uso do procedimento de observação de pareamento de estímulos para ensinar tato e resposta de ouvinte para crianças com autismo(Universidade Federal do Pará, 2017-06-23) TRINDADE, Eduardo Nascimento; SOUZA, Carlos Barbosa Alves de; http://lattes.cnpq.br/1264063598919201Dois procedimentos têm sido propostos como alternativas ao emparelhamento ao modelo como vias para induzir a emergência de repertórios não ensinados diretamente: 1) instrução com múltiplos exemplares (MEI); e 2) observação de pareamento de estímulos (SPO). O MEI implica a rotação do ensino de diferentes respostas a um estímulo (ex. tato e reposta de ouvinte), o que favorece a aprendizagem incidental desses tipos de respostas para novos estímulos a partir do ensino de apenas um dos tipos. No SPO é exigida apenas uma resposta de observação de estímulos apresentados próximos temporalmente, sem reforçamento diferencial para quaisquer tipos de resposta. Os resultados de alguns estudos sugerem que uma maior frequência de pareamentos poderia levar a emergência de respostas de tato e ouvinte não ensinadas diretamente, e que o pareamento de estímulos pode afetar o procedimento de MEI. O presente estudo avaliou o efeito de SPO com uma frequência maior de pareamentos por tentativas sobre a emergência de respostas de tato e ouvinte em três crianças com autismo, e o efeito do SPO no ensino dessas repostas por meio de MEI. Para dois participantes o SPO com mais pareamentos a cada tentativa favoreceu a emergência do repertório de ouvinte. Estes participantes somente aprenderam respostas de tato após o MEI. O SPO teve um efeito facilitador no treino de MEI. Discutem-se o papel do MEI e de treino de tato intensivo para a emergência de repertórios de tato e ouvinte, assim como os tipos de controle de estímulo que o SPO parece favorecer, e a possibilidade de investigar o SPO em situações mais naturais que possam favorecer o aprendizado de repostas de tato sem treino direto.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeitos do uso de histórias infantis sobre o reconhecimento de expressões faciais de emoções em crianças com autismo.(Universidade Federal do Pará, 2017-01-26) LIMA, Anne Abreu de; GAROTTI, Marilice Fernandes; http://lattes.cnpq.br/2218504886013525; PARACAMPO, Carla Cristina Paiva; http://lattes.cnpq.br/9018003546303132Entre os déficits em comunicação e interação social frequentemente observados em indivíduos com autismo, destaca-se a dificuldade no reconhecimento de expressões faciais de emoções. Sendo esta uma das habilidades mais importantes para interações sociais eficazes, estudos têm buscado desenvolver procedimentos de ensino desta competência. Este trabalho objetivou avaliar a eficácia do uso de histórias infantis, no treino de reconhecimento de expressões faciais de emoções em crianças com autismo. Participaram do estudo seis crianças com diagnóstico de autismo, no nível leve a moderado com faixa etária entre 6 a 7 anos. O procedimento consistiu de cinco fases: Pré - Teste, Treino, Pós - Teste, Teste de Generalização e Follow-Up. Foram utilizados no pré e no pós - teste 40 estímulos compostos de desenhos e fotografias de rostos (de diferentes faixas etárias e raças) com quatro diferentes expressões faciais – alegria, tristeza, raiva e medo. O Pré - Teste e o Pós – Teste eram compostos por 10 tentativas. Em cada tentativa eram apresentadas quatro diferentes estímulos com as quatro expressões e era requerido que o participante apontasse a figura com a expressão solicitada. No Treino foram utilizadas 20 histórias, sendo cinco sobre cada uma das expressões. As histórias eram apresentadas e, após, era solicitado ao participante apontar a figura correspondente a expressão destacada na história. O Teste de Generalização foi constituído da apresentação em vídeo de quatro histórias (uma de cada expressão facial). Após assistir o vídeo era solicitado ao participante apontar à figura correspondente a expressão destacada no vídeo. O Follow-up consistiu na reapresentação do Teste de Generalização, quatro semanas após a aplicação do primeiro teste. O critério de mudança do Pré-Teste para o Treino era 70% de erros e do Treino para o Pós – Teste e deste para o Teste de Generalização era 90% de acertos. Os resultados mostraram que todos os participantes não identificavam expressões faciais de emoções no Pré - Teste, mas passaram a reconhecê-las após o Treino e apresentaram desempenho generalizado de reconhecimento de emoções no Teste de Generalização. Já no Follow – up apenas os participantes P1, P2, P3, e P6 mantiveram o desempenho do Teste de Generalização. Estes resultados indicam que a utilização de histórias infantis é um recurso lúdico – didático eficaz para ensinar o reconhecimento de expressões faciais de emoções à crianças com autismo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Emergência de relações diretas e indiretas após treino do tipo respondente em crianças com e sem autismo(Universidade Federal do Pará, 2018-01-29) PEREIRA, André Abraçado; TONNEAU, François Jacques; http://lattes.cnpq.br/2917023797307669Tem sido realizados estudos empregando alternativas metodológicas ao uso do reforço operante em contextos de ensino de relações comportamentais complexas (p. ex. Leader, Barnes-Holmes e Smeets, 1996). Uma dessas alternativas consiste no treino do tipo respondente, que consiste em apresentar estímulos em pares sem disponibilizar reforçadores. Embora neste procedimento não seja requerida qualquer resposta explícita, relações de equivalência (Sidman, 1994) são geradas. O presente estudo buscou comparar os efeitos do treino do tipo respondente, envolvendo estímulos visuais previamente conhecidos, sobre o desempenho de crianças com transtorno do espectro autista e de crianças típicas em testes de relações diretas e indiretas entre estímulos bem como analisar a correlação entre idade e desempenho nesse tipo de procedimento. Participaram no estudo 15 crianças de cinco a onze anos de idade. Cinco crianças haviam sido previamente diagnosticadas com o transtorno do espectro autista (TEA) e dez crianças eram típicas. Todos os participantes foram expostos a pareamentos entre estímulos dos conjuntos A e B, e entre estímulos do conjunto A e C. Testes consistiram em matching to sample envolvendo relações diretas (BA e CA) e indiretas (BC e CB). A maioria dos participantes obtiveram resultados perto do acaso, mas com diferenças consistentes entre os pares diretos e indiretos. Discutimos esses resultados com base em aspectos metodológicos e em características dos participantes.
