Navegando por Assunto "Aversive control"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Discriminação Simples em Ratos com Três Tipos de Contingências Supressivas em Sdelta: Choque Elétrico X Jato de Ar Quente X Extinção(Universidade Federal do Pará, 2020-05-01) SILVA, Marilya Jordana Melo e; CARVALHO NETO, Marcus Bentes de; http://lattes.cnpq.br/7613198431695463; BARROS, Romariz da Silva; MAYER, Paulo César Morales; http://lattes.cnpq.br/7231331062174024; https://orcid.org/0000-0002-1306-384XTradicionalmente, a discriminação simples é estabelecida utilizando o reforçamento positivo na condição SD e a extinção em SDelta. Alguns estudos adicionaram punição positiva em SDelta, como choque elétrico (CHO) ou jato de ar quente (JAQ). Tais estudos não só produziram a discriminação, mas o fizeram em um menor número de sessões e com um índice discriminativo (ID) mais acurado. O objetivo do presente estudo foi comparar os efeitos do CHO e do JAQ na produção de uma discriminação simples em ratos, tentando separar (a) a facilitação pelo uso de um estímulo aversivo específico, (b) da facilitação como um efeito geral da simples adoção de uma contingência aversiva no treino. Foram utilizados nove ratos cujas respostas foram reforçadas com alimento em SD. Em SDelta, por sua vez, os animais foram distribuídos em três grupos: extinção (GEXT), extinção+punição com JAQ (GJAQ) e extinção+punição com choque elétrico (GCHO). Os dados mostraram que os sujeitos do GJAQ aprenderam com um menor número de sessões (no máximo 3) e com um ID maior (no mínimo 79,31%). Os sujeitos do GEXT precisaram, por sua vez, de no mínimo 8 sessões para aprender a mesma tarefa e o melhor ID foi de 77,47%. Ocorreram problemas técnicos no GCHO e apenas um sujeito aprendeu a tarefa (8 sessões com um ID de 77,99%). A comparação entre os dois estímulos aversivos não pode ser feita como planejado, mas os dados válidos do JAQ replicam os resultados anteriores que apontaram que a adição de uma contingência de punição a um arranjo de extinção facilita a aquisição de uma discriminação simples quando comparada com o procedimento tradicional. Alterações no procedimento com CHO são sugeridas a partir dos problemas observados.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeitos de um análogo de reforçamento negativo sobre a seleção de culturantes(Universidade Federal do Pará, 2019-04-04) RIBEIRO, Damom Cruz; CARVALHO NETO, Marcus Bentes de; http://lattes.cnpq.br/7613198431695463; TOURINHO, Emmanuel Zagury; http://lattes.cnpq.br/5960137946576592; HUNZIKER, Maria Helena Leite; TONNEAU, François Jacques; http://lattes.cnpq.br/4360836633189310; http://lattes.cnpq.br/2917023797307669; https://orcid.org/0000-0003-0030-375XNa Análise do Comportamento, o conceito de metacontingência tem sido utilizado no estudo de diversos fenômenos culturais, remetendo a processos seletivos que ocorrem nesse nível. Poucos são os estudos, até o momento, que abordam o controle aversivo no nível cultural, embora este seja muito presente em nossa cultura. Investigações sobre análogos de reforçadores negativos em relações de metacontingência são incipientes. Em adição aos trabalhos já realizados, este estudo investigou o efeito de um análogo de reforçamento negativo sobre a seleção de culturantes em microculturas de laboratório. Três microculturas de laboratório, com três participantes cada, foram expostas a um delineamento ABAB. A tarefa experimental consistiu na escolha de linhas coloridas e numeradas de um a dez. Durante toda a sessão experimental a escolha de linhas impares produzia consequências individuais. Na condição A, o culturante com combinações de escolhas azul + vermelho + outra cor produzia um item escolar para doação a uma instituição pública de ensino (consequência cultural). Na condição B, os itens escolares eram subtraídos a cada 30 segundos, exceto quando ocorria o culturante com combinações de escolhas verde + amarelo + outra cor, entrelaçamento que produzia uma pausa temporária na perda dos itens, caracterizando um análogo do procedimento de reforçamento negativo de fuga/esquiva em comportamentos operantes. Os resultados permitiram demonstrar que o reforçamento negativo é suficiente para que ocorra a seleção de um culturante e podem contribuir para uma melhor compreensão dos efeitos de análogos de contingências de reforçamento negativo metacontingências.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeitos Permanentes versus Temporários da Punição: Uma Replicação Sistemática de Boe e Church (1967) com o Jato de Ar Quente em Ratos(Universidade Federal do Pará, 2019-03-29) SILVA, Yslaíne Lopes; CARVALHO NETO, Marcus Bentes de; http://lattes.cnpq.br/7613198431695463; CARVALHO, Marilia Pinheiro de; MAYER, Paulo César Morales; http://lattes.cnpq.br/3427705550471990; http://lattes.cnpq.br/5360949596306254; https://orcid.org/0000-0002-0248-9570Punição é tipicamente definida, em análise do comportamento, como uma redução na probabilidade de uma classe de resposta em decorrência da consequência por ela produzida. Contudo, B. F. Skinner, questiona essa definição, pois considera que os efeitos supressivos da punição são transitórios e decorrentes de uma competição entre respostas, e não de uma história de consequenciação direta como ocorre no reforçamento positivo. Essa perspectiva é apoiada principalmente pelo segundo experimento sobre “reforçamento negativo” de Skinner (1938) e o experimento “A” realizado por Estes (1944). Porém, outros estudos, como o de Boe e Church (1967), constataram supressão permanente do responder punido ao longo do experimento, mesmo após a retirada do estímulo aversivo. Uma das variáveis determinantes para os diferentes resultados foi o tipo e a intensidade do estímulo punidor utilizado. Na busca por outras variáveis que possam explicar a diferença observada entre os estudos supracitados, o presente trabalho realizou uma replicação do estudo de Boe e Church (1967) usando dois estímulos aversivos diferentes: o choque elétrico (utilizado no estudo original) e o Jato de Ar Quente (JAQ, um estímulo novo). Além das diferenças entre estímulos, diferentes formas de análise de dados, as mesmas empregadas nos estudos anteriores, foram comparadas. Foram utilizados 21 ratos machos (Rattus norvegicus), da linhagem Wistar, experimentalmente ingênuos, sendo 9 utilizados com choque elétrico e 12 sujeitos com o JAQ. O Estudo 1 consistiu nas fases de treino ao comedouro, modelagem e fortalecimento da resposta de pressão a barra em um esquema de reforçamento contínuo (FR1); fortalecimento da resposta em um esquema de reforçamento intermitente (FI - 4 min); nove sessões de extinção do responder com sobreposição do estímulo punidor choque para a RPB em um esquema FI-30s do minuto cinco ao vinte da primeira sessão de extinção para metade dos sujeitos. A outra metade apenas passou por extinção sem punição. Todos os sujeitos foram submetidos no final a três sessões de recondicionamento. Os dados obtidos mostraram que, ao final da última sessão de extinção, os grupos experimentais apresentaram percentuais cumulativos de respostas de 59,2% (0,5 mA), 12,43% (1,0 mA), enquanto o grupo controle registrou percentual de 70,16%. A supressão do responder em relação à última sessão de reforço foi de 40,8% (0,5 mA), 87,47% (1,0 mA) e 29,84% (controle), assemelhando-se aos dados de Boe e Church. Já o Estudo 2 teve as mesmas fases experimentais do estudo 1, diferindo-se apenas na utilização do estímulo punidor (o choque foi substituído pelo JAQ). Os dados mostraram que o grupo experimental apresentou percentual cumulativo de resposta de 46,45%, enquanto o grupo controle registrou percentual de 63%. A supressão do responder em relação à última sessão de reforço foi de 53,55% (JAQ) e 37% (controle), o que foi consistente com o resultado geral observado no Estudo 1. Mesmo utilizando as diferentes análises de dados dos outros estudos, não houve uma recuperação do responder ao ponto da frequência dos grupos experimentais se igualar a dos grupos controle no final da fase de extinção. Contudo, ao analisar os resultados com base nos dados absolutos, observa-se tanto uma recuperação do responder após a punição quanto a igualação dos grupos controles e experimentais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Esquiva do jato de ar quente em rattus norvegicus(Universidade Federal do Pará, 2023-08-31) MELO, Elisama Almeida Condurú; FONSECA JÚNIOR, Amilcar Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/4367734116952280; https://orcid.org/0000-0002-9764-080X; CARVALHO NETO; http://lattes.cnpq.br/7613198431695463; HUNZIKER, Maria Helena Leite; GONÇALVES, Fábio Leyser; http://lattes.cnpq.br/4360836633189310; http://lattes.cnpq.br/6100301531146481; https://orcid.org/0000-0003-0030-375X; https://orcid.org/0000-0003-1304-1963O uso predominante do choque elétrico como estímulo em estudos sobre controle aversivo suscitou questões a respeito da generalidade dos fenômenos investigados frente a outras formas de estimulação. Buscando superar esse limite, pesquisas recentes demonstraram a generalidade da fuga, da punição, da supressão condicionada e do desamparo aprendido em arranjos nos quais o jato de ar quente (JAQ) foi empregado em substituição ao choque elétrico. Não foram identificados, entretanto, estudos que tenham atestado a generalidade da esquiva em arranjos equivalentes. O presente estudo teve como objetivo principal investigar a aquisição do comportamento de esquiva sob uma contingência de tentativas discretas em que o JAQ foi utilizado como estímulo aversivo. Adicionalmente, adaptou-se o procedimento de pré-treino com reforçamento positivo apresentado em Giullian e Schmaltz (1973) e analisou-se o efeito da extinção sobre a manutenção do comportamento de esquiva. Foram utilizados quatro ratos (Rattus norvegicus) machos, expostos às seguintes fases: 1) Treino ao bebedouro; 2) Aquisição e fortalecimento da resposta de pressão à barra; 3) Treino de pré-condicionamento com reforçamento positivo; 4) Treino de pré-condicionamento com JAQ; 5) Esquiva em tentativas discretas e 6) Extinção. Como resultado, todos os sujeitos aprenderam a resposta de esquiva e apresentaram redução acentuada em sua frequência durante a extinção. Demostrou-se, portanto, que o JAQ pode ser empregado também como um estímulo reforçador negativo alternativo ao choque elétrico em contingência de esquiva.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Insight e Reforçamento Negativo: Resolução de Problemas em Ratos Através de Contingências Aversivas(Universidade Federal do Pará, 2024-06-13) PERES NETO, Elio Soares; QUINTANA, Daniela Galvis; http://lattes.cnpq.br/8396478367020380; CARVALHO NETO, Marcus Bentes de; http://lattes.cnpq.br/7613198431695463; GONÇALVES, Fábio Leyser; MIJARES, Miriam Garcia; http://lattes.cnpq.br/6100301531146481; http://lattes.cnpq.br/7653437611275971; https://orcid.org/0000-0003-1304-1963O fenômeno do insight ocorre quando um organismo se comporta de forma original para solucionar um problema através da interconexão de repertórios previamente aprendidos, sem treino direto. O insight já foi observado em diversos estudos e espécies com o ensino das habilidades de pré-requisito por reforçamento positivo. Até o momento, apenas dois experimentos utilizaram contingências aversivas para produzir e manter tal fenômeno: Borges (2019) e Galvis Quintana & Carvalho Neto (2022). Em ambos os estudos, foram utilizadas câmaras experimentais com imersão em água como estímulo aversivo. Para solucionar o problema, os ratos deveriam apresentar a recombinação espontânea por insight de dois repertórios distintos (puxar e mergulhar), porém, em ambos os estudos, houve falhas procedimentais que enviesaram a resolução do problema por insight. No presente estudo, foram propostos ajustes no delineamento experimental e no equipamento dos experimentos anteriores, e testou se a emergência do comportamento de resolução de problema por insight com o ensino de habilidades unicamente por reforçamento negativo. Foram utilizados 6 ratos albinos, de linhagem Wistar, separados em três condições experimentais (CTI – com teste intermediário; STI – sem teste intermediário; e C – controle). De 4 ratos submetidos a modelagem das habilidades de pré-requisito de (a) puxar o botão e (b) mergulhar direcionado, 3 resolveram o problema sem treino direto no teste final. 1 dos ratos que resolveu o problema não manteve o mesmo desempenho nas sessões seguintes. Discutem-se quais variáveis podem ter influenciado no desempenho diferente desses sujeitos e se as respostas de resolução de problema observadas no experimento podem ser consideradas como insight.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Insight em ratos com contigências de reforçamento positivo e negativo(Universidade Federal do Pará, 2021-09-09) QUINTANA, Daniela Galvis; CARALHO NETO, Marcus Bentes de; http://lattes.cnpq.br/7613198431695463; HUNZIKER, Maria Helena Leite; NEVES FILHO, Hernando Borges; http://lattes.cnpq.br/4360836633189310; http://lattes.cnpq.br/2700793023719116; https://orcid.org/0000-0003-0030-375XAlguns experimentos com ratos (Rattus norvegicus) mostraram recombinação de repertórios (insight) a partir do treino das habilidades pré-requisito usando reforçamento positivo. Borges (2019) desenvolveu um procedimento alternativo utilizando exclusivamente reforçamento negativo e observou a recombinação. O presente trabalho teve dois objetivos: (a) replicar o trabalho de Borges (2019) utilizando outro equipamento e uma variação do procedimento original; (b) testar a recombinação de repertórios utilizando um procedimento híbrido, treinando uma habilidade por reforçamento positivo e outra por reforçamento negativo. No Experimento 1, dos ratos que aprenderam as duas habilidades por reforçamento negativo (n=3), apenas um resolveu o problema integralmente; os ratos submetidos ao procedimento híbrido (n=3) não resolveram o problema, assim como aqueles sem história de treino das habilidades (n=2). No Experimento 2, tanto os ratos que aprenderam ambas as habilidades por reforçamento negativo (n=2), quanto os ratos submetidos ao procedimento híbrido (n=2), não resolveram o problema. Apesar da falha no teste final, os ratos que aprenderam ambas as habilidades por reforçamento negativo apresentaram mais comportamentos pró-solução do que aqueles submetidos a um treino híbrido das habilidades. Discutem-se as possíveis variáveis procedimentais que dificultaram à resolução e quais os ajustes necessários para garantir a recombinação de repertório no teste final.
