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Navegando por Assunto "Biodiversidade - Amazônia"

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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Mudanças de uso da terra em paisagens agrícolas com palma de óleo (Elaeis guineensis Jacq.) e implicações para a biodiversidade arbórea na Amazônia Oriental
    (Universidade Federal do Pará, 2015-09-30) ALMEIDA, Arlete Silva de; VIEIRA, Ima Célia Guimarães; http://lattes.cnpq.br/3761418169454490
    A expansão da palma de óleo na Amazônia está associada a uma série de políticas públicas, e tem provocado mudanças econômicas e ecológicas na região, desafiando a sociedade brasileira a monitorar o seu cultivo em larga escala e estabelecer as bases sustentáveis de sua expansão na região. Os municípios do "polo do dendê" no Pará, como Moju, intensificaram o cultivo dessa palmeira e sofreram intensas alterações nos seus ecossistemas naturais. Além disso, a sua expansão vem desafiando o paradigma da sustentabilidade, a partir de conflitos socioambientais e substituição da agricultura de subsistência pela palma. Pouco se sabe sobre as consequências que uma monocultura em grande escala poderá causar no ambiente amazônico. Para acompanhar essa nova dinâmica produtiva com palma de óleo, são necessários estudos interdisciplinares que contribuam para identificar as mudanças socioambientais associadas à nova frente agrícola com dendezeiro. Neste contexto, este estudo tem como objetivo geral analisar os conflitos, as mudanças, e as trajetórias de usos da terra, assim como o valor de conservação da biodiversidade das plantações de dendezeiro e de outros usos da terra predominantes na região de Moju, no leste do Pará. O trabalho está organizado em cinco capítulos. O primeiro trata da contextualização da pesquisa e os próximos capítulos (quatro) estão pautados nos seguintes objetivos específicos: a) analisar os conflitos de uso da terra em Áreas de Preservação Permanente - APPs, de acordo com o Código Florestal Brasileiro de 2012; b) mapear e quantificar os tipos de cobertura e uso da terra em 2013 em três recortes espaciais da região (Ubá, Arauaí e Mamorana), onde a implantação do cultivo da palma de óleo está presente; c) capturar a variabilidade espaço-temporal nas mudanças de trajetórias na paisagem dessa região, de 1991 a2013, e identificar o efeito das mudanças no uso da terra na estrutura da paisagem e d) investigar a variação na riqueza de espécies de árvores e estoque de carbono entre diferentes coberturas vegetais e usos da terra predominantes nessa região. Para o estudo dos conflitos em APPs no município de Moju, foram utilizadas 29 imagens multiespectrais de alta resolução do satélite RapidEye de 2010. Os resultados mostram que a área destinada legalmente à preservação permanente (APP) em Moju é de 47.357,06 ha, que representa 5,21% da área municipal. As APPs com vegetação natural representam 68,60% do município e cerca de 28% dessas APPs tem uso em desacordo com a legislação vigente. Há predominância de pastagem em 15,6% das APPs e apenas 0,63% das APPs é ocupada com palma de óleo. De acordo com o Código Florestal brasileiro de 2012, 60,69% das APPs não sofrerão recomposição. Para a análise da cobertura vegetal e usos da terra em 2013, nas três áreas selecionadas (Ubá, Arauaí e Mamorana) usou-se imagens do satélite Landsat-8 ano de 2013, e a classificação foi realizada através do método árvore de decisão. O desempenho geral da classificação foi de 0,87% (Ìndice Kappa). Os resultados apontam maior extensão de florestas primárias em Mamorana, área no início da implementação do cultivo da palma de óleo, e a agropecuária como uso da terra mais expressivo nas três áreas analisadas. Em relação às análises das mudanças e trajetórias de cobertura e uso da terra e os efeitos na estrutura da paisagem, foram utilizadas para classificação, imagens do satélite Landsat TM-5 para os anos de 1991, 1995, 2001, 2005 e 2010, e Landsat-8 para o ano de 2013, com o uso do método árvore de decisão, através dos programas ImgToos, ENVI e ArcGis. A análise da estrutura da paisagem foi realizada através das métricas de paisagem usando o programa Fragstats v. 3.3. A classificação obteve desempenho geral de 0,87% para o índice Kappa. No período de 1991 a 2013 a conversão da floresta primária para outros usos ocorreu em uma proporção de 47,82%, enquanto a floresta degradada (17%) e a palma de óleo (11%) apresentaram o maior aumento de ocupação em 2013. Ressalte-se que a transição de floresta primária para a palma de óleo foi de 20% nos 22 anos em estudo, o que ocasionou um PD (índice de densidade de fragmentos) com valores consideráveis, alcançando um patamar de 0,3 a 4,5 (n° de manchas/100 ha). Essas conversões definem a intensidade de fragmentação da floresta primária. Quanto aos padrões da biodiversidade e estoque de carbono em florestas e nos diferentes usos da terra, incluindo a palma de óleo, foi realizado o levantamento florístico para árvores maiores ou iguais a 2 cm de DAP em cada tipo de cobertura/uso analisado. Em toda a amostragem (8,55 ha) foram registrados 5.770 indivíduos arbóreos, distribuídos em 425 espécies e 74 famílias. A floresta primária apresentou estoque de carbono superior a 80 Mg/ha, enquanto que palma de óleo, pastagem e florestas secundárias apresentaram valores inferiores a 50 Mg/ha, observando que a palma de óleo retém comunidades empobrecidas de árvores, sendo sua composição de espécies inferior à pastagem, enquanto que o estoque de carbono é superior. Nos 22 anos avaliados neste estudo ficou evidenciado que a cobertura de floresta primária alcançou valores menores que 30%, o que caracteriza perda de cobertura em patamares críticos para a conservação.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Recuperação natural da diversidade de espécies de plantas em florestas secundárias na Amazônia Oriental
    (Universidade Federal do Pará, 2017-03-30) TAURINO, Tássia Cristina da Conceição Barros; FERREIRA, Joice Nunes; lattes.cnpq.br/1679725851734904
    As florestas secundárias vêm aumentando nas regiões tropicais e somente na Amazônia ocupam 23% das áreas desflorestadas. Estas florestas são repositórios da biodiversidade, desempenham serviços ecossistêmicos importantes, além de contribuírem para os meios de vida de populações locais. A regeneração natural é importante no âmbito das estratégias de recuperação da vegetação nativa do Brasil, incluindo o Código Florestal, o Plano Nacional da Recuperação da Vegetação Nativa (PLANAVEG) e os compromissos internacionais de restauração florestal assumidos pelo país. O presente estudo objetivou descrever a recuperação natural da diversidade de espécies de plantas em florestas secundárias de diferentes idades no Sudeste do Pará, Amazônia Oriental. Foi utilizado um banco de dados de características estruturais e florísticas, coletadas em 2014 e 2015, para 20 fragmentos de florestas secundárias nos municípios de Marabá, Parauapebas, Eldorado dos Carajás e Canaã dos Carajás. A amostragem da vegetação seguiu a metodologia aplicada pela Rede Amazônia Sustentável. Em cada fragmento florestal, foi delimitado um transecto de 10 x 250 m ou de 20 x 125 m (0,25 ha), subdividido em 25 parcelas de 10 x 10 m, onde foi realizada a amostragem do estrato superior (DAP ≥ 10 cm). O estrato inferior (DAP < 10 cm) foi amostrado em cinco subparcelas de 5 x 20 m aninhadas no transecto. Os parâmetros fitossociológicos foram calculados no Programa Fitopac 2.1. Avaliou-se o padrão de dominância através do ranqueamento das espécies. Realizou-se avaliação da similaridade entre os transectos utilizando-se de ordenação por escalonamento multidimensional não métrico no Programa PCORd 5.15. Foram comparados os parâmetros fitossociológicos entre duas classes de idade por meio da Anova no Programa Past 3.02. Efetuou-se Análise de Espécies Indicadoras (IndVal) para cada classe utilizando o Programa R. Foram encontradas 282 espécies, 61 famílias e 5509 indivíduos nos 20 transectos de estudo. A recuperação natural da diversidade de espécies ocorre de forma rápida nos primeiros 10 anos de sucessão ecológica. Mas a trajetória da recuperação não foi linear e sim marcada por uma estabilização dos parâmetros de estrutura e diversidade entre 10 e 20 anos. A diversidade de espécies foi correlacionada com a área basal, embora a relação também não seja linear. A regeneração não foi acompanhada por convergência da composição florística entre sítios com idade semelhante. Entretanto, a similaridade na composição de espécies foi maior entre os sítios mais próximos, sugerindo autocorrelação espacial resultante dos processos bióticos ou ambientais. As florestas estudadas foram separadas em duas classes de idade com algumas espécies, principalmente da família Fabaceae, indicando os sítios em regeneração mais avançada. A recuperação da diversidade de plantas nos primeiros 20 anos de sucessão fornece evidência para alta resiliência das florestas na região de estudo. O conhecimento gerado neste trabalho sobre o potencial de regeneração natural das florestas no Sudeste do Pará é importante para direcionar as estratégias de manejo e conservação em curso na Amazônia.
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