Navegando por Assunto "COVID-19"
Agora exibindo 1 - 10 de 27
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Dissertação Acesso aberto (Open Access) A influência da informação nos cuidados em saúde da pandemia de COVID-19(Universidade Federal do Pará, 2023-03-09) SOUSA, Leonardo Lucas de; PEDROSO, Janari da Silva; http://lattes.cnpq.br/4096274367867186; http://orcid.org/0000-0001-7602-834X; GOUVEIA JUNIOR, Amauri; MOREIRA, Hélio Luiz Fonseca; http://lattes.cnpq.br/1417327467050274; http://lattes.cnpq.br/3977870273059388; https://orcid.org/0000-0003-1710-9662O atual contexto pandêmico fez surgir uma infodemia paralela que pode ser percebida a partir do excesso de notícias falsas compartilhadas online. Estas informações incorretas ou imprecisas podem moldar a maneira como os sujeitos interagem com seu ambiente e reduzir a aceitação de padrões comportamentais adequados para o enfrentamento da pandemia. Neste sentido torna-se necessário compreender melhor o aspecto social que está envolvido nessa dinâmica informacional de recebimento e compartilhamento, assim as representações sociais constituídas entre os sujeitos podem elucidar como estes percebem e interagem com os contextos pandêmicos e infodêmicos. Desta maneira, esta pesquisa objetivou apreender as representações sociais sobre “coronavírus” e “fake news” e analisar como as informações recebidas e compartilhadas online podem influenciar na tomada de decisão sobre cuidados em saúde na pandemia de COVID-19. Trata-se de um estudo observacional e transversal com análise quantitativa e qualitativa dos dados. A qual foi realizada com amostra de 1389 participantes com idades iguais ou superiores a 18 anos, recrutados a partir da técnica bola de neve, por meio virtual (redes sociais e e-mail). Utilizou-se um questionário dividido em três partes: I. Questionário Sociodemografico; II. Técnica de Associação Livre de Palavras-TALP; III. Questionário sobre verificação e compartilhamento da informação e sua influência na tomada de decisão sobre cuidados em saúde. Foram realizadas análise estatística descritiva para os dados sociodemográficos, por quanto que os dados da TALP foram submetidos ao software Iramuteq para realização de análise prototípica e Classificação Hierárquica Descendente (CHD) e para a terceira parte foi realizada regressão logística binária. De acordo com os resultados a amostra constituiu-se a partir de maioria do sexo feminino (66,2%), além de possuir níveis de escolaridade elevados (superior com 33,3% e pós graduação 38,6%). Concluiu-se que as representações sociais dos participantes sobre “coronavírus” remetem ao caráter negativo do adoecimento, além de enfatizar aspectos referentes aos padrões de higiene e o viés político relacionado à pandemia. A questão política ganha ênfase no que se refere às representações sobre “fake news”, além de apresentar uma compreensão negativa sobre o termo. As representações sociais sobre os dois termos indutores remetem ao medo e insegurança diante do enfrentamento de algo ainda novo, uma doença até então desconhecida. A relação entre a dúvida e o risco eminente de morte em decorrência de COVID-19 pode gerar um ambiente propício para a infodemia atual. Há um processo de retroalimentação que se baseia na ausência de segurança e na busca por saber como se comportar diante de uma pandemia. Assim, uma pessoa que compartilha informações só pra manter outras informadas tem probabilidade de não realizar a checagem antes do reenvio mais alta do que alguém que possui outras motivações. Enquanto que uma pessoa que leva em conta a internet para definir padrões de higiene tem probabilidade maior de manter-se em isolamento e /ou distanciamento social.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Associação entre saúde mental e hábitos alimentares em indivíduos com Diabetes Tipo 1 durante o distanciamento social pela pandemia de COVID-19 no Brasil(Universidade Federal do Pará, 2021-07-02) AINETT, Waléria do Socorro de Oliveira; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569O distanciamento social foi considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a estratégia no combate à pandemia do COVID-19, afim de evitar a disseminação da doença, porém essa estratégia provocou uma série de reconfigurações na vida social das pessoas, incluindo pessoas com Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1). Alterações na saúde mental estão frequentemente associadas ao diabetes, podendo resultar em menor adesão ao tratamento e a piores desfechos relacionados ao manejo da doença. Considerando que o contexto vivido durante o distanciamento social possa afetar a saúde mental e os hábitos alimentares de indivíduos com DM1, o presente estudo objetivou avaliar a associação entre saúde mental e hábitos alimentares de indivíduos com DM1 durante o distanciamento social por COVID-19 no Brasil. Tratou-se de um estudo transversal realizado em julho 2020 por meio de um formulário online. Foram utilizados dados sociodemográficos e econômicos, percepção de saúde mental por meio da Escala Transversal de Sintomas de Nível 1 do DSM-5 – adulto – adaptada, além de dados sobre hábitos alimentares, por meio do padrão de consumo de frutas, hortaliças, doces, ultraprocessados, hábito de cozinhar, número de refeições diárias, mudança no consumo de alimentos e de água. Os resultados mostraram que os participantes que apresentavam percepção de sintomas de depressão e de ansiedade em graus moderados e graves tiveram associação positiva com o aumento do consumo de alimentos de forma geral, com destaque para doces e alimentos ultraprocessados, como petiscos (salgadinhos e biscoitos), bem como tiveram associação positiva com diminuição do consumo de frutas e diminuição do hábito de cozinhar. Indivíduos com menores percepções de sintomas de depressão e ansiedade apresentaram associação negativa com piores hábitos alimentares. Evidenciou-se que situações de distanciamento social, como a provocada pela pandemia de COVID-19, podem impactar na saúde mental de indivíduos com DM1, desta forma, maiores percepções de sintomas de depressão eansiedade podem provocar alterações no consumo e nas escolhas alimentares, afetando o autocuidado e a adesão à terapia nutricional recomendada para esta população.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Associação entre sintomas de desconforto psicológico em idosos brasileiros e fatores sócio demográficos durante a pandemia da COVID-19(Universidade Federal do Pará, 2021-08-04) GRANHEN, Yana Wanzeller; PEDROSO, Janari da Silva; http://lattes.cnpq.br/4096274367867186; http://orcid.org/0000-0001-7602-834X; MAGALHÃES, Celina Maria Colino; http://lattes.cnpq.br/1695449937472051O contexto de pandemia mundial da COVID-19 emergiu a vulnerabilidade do público idoso a partir das consequências psicológicas sob análise da perspectiva Life Span, a qual compreende a trajetória desenvolvimental de forma contínua, contextual, multidimensional e multidirecional em relação as influências genético-biológicas e socioculturais. O estudo objetivou investigar a associação entre os fatores sócio demográficos e os sintomas de desconforto psicológico em idosos durante o contexto de pandemia da COVID-19. A pesquisa possui caráter exploratório e foi realizada com uma amostra de 289 idosos brasileiros, com idade superior a 60 anos, recrutados a partir da técnica da bola de neve, por meio virtual (redes sociais e e-mail). Os resultados obtidos indicaram uma amostra majoritariamente feminina, com escolaridade variando entre 13 a 18 anos, religião cristão-católica, coabitando com membros adultos, renda familiar maior que 1.200 reais e ocupação do tipo aposentadoria. Os sintomas de desconforto psicológico mais frequentes foram inquietação, insônia, tensão muscular e vontade de chorar por parte do gênero masculino, renda familiar entre 900 e 1.200 reais, tamanho da moradia menor que 50 m²; por outro lado, não houve relação significativa entre religião, estrutura familiar e número de pessoas por família. Conclui-se que houve uma significativa associação entre fatores sócio demográficos e psicológicos, o que indica que os idosos focalizam em estratégias de enfrentamento do tipo emocional, sendo os sintomas de ansiedade os mais proeminentes o que sugere uma percepção sobre a perda de controle acerca do futuro e vulnerabilidade física frente a um contexto estressor.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da implementação dos planos de contingência para enfrentamento da COVID-19 em hospitais universitários brasileiros(Universidade Federal do Pará, 2023-06-06) SOUSA, Michele Monteiro; ALMEIDA, Deybson Borba de; http://lattes.cnpq.br/3390707163827574; https://orcid.org/0000-0002-2311-6204; CUNHA, Carlos Leonardo Figueiredo; http://lattes.cnpq.br/9603271880856443; https://orcid.org/0000-0002-1891-4201O objetivo deste estudo foi avaliar a implementação dos planos de contingência para enfrentamento da COVID-19 nos Hospitais Universitários brasileiros. Estudo avaliativo de abordagem qualitativa com entrevistas semiestruturadas aplicadas a gestores e trabalhadores de 8 hospitais universitários geridos pela EBSERH de quatro regiões do Brasil com 17 gestores que participaram da construção, implementação e avaliação dos planos de contingência para enfrentamento da COVID-19. O conteúdo textual das entrevistas foi submetido ao software N-Vivo®. A análise dos dados foi realizada utilizando a análise de conteúdo de Bardin, com na Teoria de Donabedian avaliando a tríade estrutura, processo e resultado. Os resultados foram organizados a partir das informações nas respostas do entrevistado, contemplando as seguintes dimensões: Conformidade Técnica, Acomodação, Disponibilidade, Acesso, Oportunidade e Sustentabilidade. O perfil dos 17 participantes da pesquisa foi majoritariamente do sexo feminino (76%), 59% são enfermeiros e 23% atuam como gerentes de atenção à saúde e 23% como superintendentes dentro do organograma da EBSERH. Na dimensão estrutural a carência de insumos, como EPIs e medicamentos, interferiu diretamente na efetividade dos planos de contingência. Evidenciou as demandas históricas dos profissionais da saúde quanto às condições de trabalho. Os resultados encontrados na dimensão, estrutura e resultado evidenciaram as fragilidades de alguns hospitais universitários para atender à demanda potencial gerada pela pandemia da COVID-19 Este estudo demonstrou a importância da do planejamento, elaboração e atualização de documentos norteadores para as instituições hospitalares, como o plano de contingência, voltado para o enfrentamento de uma emergência de saúde pública, bem como, a necessidade de integração entre os serviços de gestão, assistência, ensino e pesquisa.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Brasil como epicentro da crise da Covid-19 na América Latina e as prováveis consequências em estratificações socioeconômicas mais vulneráveis: uma perspectiva de compreensão do papel do estado e da social democracia centrada em John Maynard Keynes(Universidad del Zulia, 2020-12) CARVALHO, André Cutrim; CARVALHO, David Ferreira; SANTOS, Cleyson Silva dosEm 2020, a estrutura do capitalismo e do liberalismo apregoada por vários países, entre eles o Brasil, foi duramente abalada por uma grave crise de saú de-sanitária. O inimigo desta vez é invisível: a COVID-19, uma doença infecciosa causada pelo novo Coronavírus, que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), tornou-se uma pandemia. No Brasil, o índice de mortalidade, por conta da COVID-19, colocou o país como o epicentro da crise na América Latina. A eco nomia começa a emanar sinais típicos de uma recessão com projeções de queda do PIB de até 6,25%. Em termos de estratificação socioeconômica, a pandemia tem acentuado a desigualdade social, revelando velhas anomalias em torno da má distribuição de renda, gerando maior aprofundamento da pobreza, aumento expressivo do desemprego e, principalmente, o agravamento da discriminação racial, cultural, etária, étnica e de gênero. Tendo esses prolegômenos na conta, pode-se adentrar no objetivo fundamental do artigo: compreender o papel do Estado e da social democracia – inspirada na teoria de John Maynard Keynes – em tempos de novo Coronavírus e da gestão liberal, autoritária e negacionsta do Presidente, Jair Messias Bolsonaro. Para alcançar esse objetivo, o artigo fará uso de metodologia de pesquisa do tipo exploratória e qualitativa. A principal conclusão é que o Brasil precisa resgatar urgentemente o Estado de bem-estar social – defendido por Keynes – no âmbito de uma social democracia, sob pena de adentrar em um estado de conflagração e vivenciar uma grande depressão econômica no pós-coronavírus com uma série de consequências negativas em estratificações socioeconômicas mais vulneráveis.Tese Acesso aberto (Open Access) Caminhos de gênero nas feras de Bissau: resiliência e desafios de mulheres guineenses em contextos de vulnerabilidade diante dos impactos sociais e econômicos da COVID-19(Universidade Federal do Pará, 2024-04-24) GOMES, Peti Mama; BELTRÃO, Jane Felipe; http://lattes.cnpq.br/6647582671406048; https://orcid.org/0000-0003-2113-043XNa Guiné-Bissau, as feras - palavra do Crioulo para “feiras” - exercem um significativo papel na vida econômica, social e cultural do país. São locais de intensas atividades de compra e venda de mercadorias, e também englobam questões de emancipação feminina, pontos de encontro e reencontros, narrativas históricas, vivências e experiências compartilhadas. Sendo assim, configuram-se como espaços públicos plurais e privilegiados desde um ponto de vista etnográfico, onde uma série de relações socioculturais complexas se desenvolvem. Nesse contexto, a presente tese tem como objetivo compreender, por meio de uma perspectiva antropológica-feminina, a dinâmica socioeconômica de mulheres guineenses, que ora como bideras (vendedoras de feira oficiais), fassiduris di bida (mulheres que fazem a vida vendendo), ora como sumiaduris (vendedoras que têm hortas) e bindiduris (vendedoras no geral), estão em movimento com mercadorias desempenhando papéis ativos nas três principais feras locais: Bande, Caracol e Bairro Militar, todas na cidade de Bissau, capital da Guiné-Bissau, antes, durante e após a pandemia. O estudo é resultado de uma pesquisa de natureza etnográfica, cujo processo metodológico combinou pesquisa etnográfica online e trabalho de campo presencial. Para isso, utilizaram-se narrativas orais provenientes de plataformas digitais, como redes sociais, através de mensagens e áudios compartilhados com mindjeris di fera (mulheres de feira). Durante o período de pesquisa, os principais métodos de trabalho etnográfico incluíram conversas informais, transcrição e análise posterior dos dados. Essas últimas etapas ocorreram na cidade de Bissau, com o foco nas bideras e fassiduris di bida. A análise centrou-se na problematização das relações de gênero e trabalho e como elas foram afetadas pela pandemia. Os resultados indicam que as minhas interlocutoras de pesquisa são responsáveis pela organização de uma grande parte da subsistência material e simbólica no país, coisa que foi evidenciada e acentuada durante a emergência da pandemia de COVID-19.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Caracterização da adesão ao acompanhamento nutricional por adultos com Diabetes Mellitus Tipo 1 durante a pandemia de COVID-19 no Brasil(Universidade Federal do Pará, 2024-02-23) TOMPSON, Amanda Cristina Cunha; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569O Diabetes Mellitus (DM) é uma doença crônica e de tratamento complexo, por isso, acredita-se que a adesão ao tratamento nutricional tenha sido prejudicada durante a pandemia por Covid-19. Manter o atendimento nutricional on-line é uma estratégia para melhorar a adesão à alimentação saudável, que melhora o controle glicêmico e previne complicações clínicas do DM. O objetivo deste estudo foi caracterizar a adesão ao acompanhamento nutricional de adultos que vivem com DM1 na pandemia de COVID-19 no Brasil. Trata-se de um estudo transversal descritivo e analítico, realizado em julho de 2020. Foi utilizado um formulário on-line para coleta de dados sociodemográficos, econômicos, características do acompanhamento nutricional e dos hábitos alimentares, bem como distanciamento social de adultos com diagnóstico de DM1 residentes no Brasil. O teste Qui-Quadrado de Pearson foi aplicado, com análise de resíduos ajustados, considerando nível de significância estatística de p<0,05. Dos 472 participantes, 86,02% eram do sexo feminino, 62,50% viviam em capital ou região metropolitana e 32,42% tinham renda familiar entre 3 e 5 salários-mínimos. Ao avaliar o acompanhamento nutricional, 62,08% não faziam e mantiveram a não adesão ao acompanhamento nutricional na pandemia, 4,66% dos participantes mantiveram o acompanhamento nutricional on-line e 2,12% mantiveram essas consultas presencialmente. Ter melhor escolaridade (p=0,048) e renda (p=0,009) estava associado a manter o acompanhamento nutricional on-line. Foi encontrada associação positiva entre o consumo adequado de frutas (p=0,001) e hortaliças (p=0,049) e manter o acompanhamento nutricional on-line ou presencial e on-line. Houve associação positiva entre começar a fazer o acompanhamento nutricional presencial e consumir menos alimentos por delivery (p=0,024). Manter ou começar a fazer o acompanhamento presencial ou on-line foi associado a aderir à contagem de carboidratos (p=0,047). A adesão às consultas de telenutrição, é uma alternativa inovadora e complementar aos cuidados de saúde em DM.Tese Acesso aberto (Open Access) Ciência de dados para análise da desigualdade social durante a pandemia: uma análise com dados públicos brasileiros(Universidade Federal do Pará, 2025-04-17) SANTOS, Sandio Maciel dos; SILVA, Marcelino Silva da; http://lattes.cnpq.br/7080513172499497; https://orcid.org/0000-0001-7504-7434; FRANCÊS, Carlos Renato Lisboa; ARAÚJO, Jasmine Priscyla Leite de; LOBATO , Fábio Manoel França; BANDEIRA, Renato da Silva; http://lattes.cnpq.br/7458287841862567; http://lattes.cnpq.br/4001747699670004; http://lattes.cnpq.br/8320014491229434; http://lattes.cnpq.br/3913332521462583; xxx; https://orcid.org/0000-0003-3514-0401; https://orcid.org/0000-0002-6282-0368; xxxO processo de análise de dados tem sido amplamente utilizado em pesquisas nas mais diversas áreas do conhecimento, incluindo estudos demográficos e investigações sobre desigualdade social durante a pandemia de COVID-19. Entre as abordagens recorrentes, destacam-se aquelas baseadas em dados públicos disponibilizados por órgãos governamentais. No Brasil, informações relevantes sobre educação, economia, saúde e aspectos sociodemográficos são acessíveis à sociedade em geral. Nesse contexto, este trabalho utiliza técnicas de ciência de dados para analisar informações sociodemográficas e educacionais brasileiras, com o objetivo de mensurar as relações de desigualdade durante a pandemia de COVID-19 e fornecer subsídios técnicos para a formulação de políticas públicas. A pesquisa foi guiada por duas hipóteses principais: (1) a desigualdade e a vulnerabilidade social desempenham um papel crucial no agravamento dos surtos epidêmicos; e (2) as classes sociais mais baixas são as mais afetadas por essas crises, em razão da falta de acesso a serviços básicos de qualidade, como saúde e educação. Com base nessas hipóteses, foram conduzidos dois estudos de caso fundamentados em dados públicos. Os resultados do primeiro estudo indicam que alunos de escolas públicas em situação de vulnerabilidade socioeconômica apresentam maior probabilidade de não realizarem o ENEM em contextos de suspensão institucional do exame, como durante estados de calamidade pública. No segundo estudo, observou-se que áreas de baixa renda e com infraestrutura urbana precária são mais suscetíveis ao aumento de casos confirmados e mortes por COVID-19. Adicionalmente, o número de moradores por residência demonstrou estar associado ao aumento da transmissão de doenças respiratórias, reforçando o papel da vulnerabilidade social como fator amplificador dos efeitos da pandemia. O primeiro estudo analisa os efeitos do fechamento das escolas na participação dos estudantes no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) durante a pandemia, entre os anos de 2020 e 2022. O segundo avalia o impacto das condições de infraestrutura educacional, urbana e econômica da população brasileira por meio do Índice de Vulnerabilidade Social (IVS), buscando identificar os fatores mais associados ao aumento de casos e óbitos por COVID-19.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Complicações geradas pela covid-19 sobre as representações corticais do movimento humano(Universidade Federal do Pará, 2023-03-23) PEREIRA, Monik Ellen Gomes Santana; NEVES, Laura Maria Tomazi; http://lattes.cnpq.br/4235603520707156; https://orcid.org/0000-0002-3115-2571; SAUNIER, Ghislain Jean Andre; http://lattes.cnpq.br/6254015055212071; https://orcid.org/0000-0002-0882-7788; CARNEIRO, Saul Rassy; CAMPOS, Anaelli Aparecida Nogueira; http://lattes.cnpq.br/9162153771863939; http://lattes.cnpq.br/1380793960958329; https://orcid.org/0000-0002-6825-0239As representações das ações são necessárias para executar uma ação voluntária e podem ser recrutadas na ausência de execução. A imagética motora (IM) refere-se a um processo cognitivo durante o qual a representação de uma ação específica é reproduzida internamente sem execução. Quando o sistema motor é prejudicado de alguma forma, alguns pacientes que sofrem de complicações somatomotoras mostram distúrbios comparáveis durante o processo de IM. Com isso a presente pesquisa levanta o questionamento se a Coronavírus 2019 (COVID- 19) pode afetar a capacidade da representação da ação já que a COVID-19 pode impactar quase todos os sistemas orgânicos requerendo tratamento e reabilitação fisioterapêutica. Objetivo: Verificar se existem complicações geradas pela COVID-19 sobre as representações das ações em sobreviventes da doença. Metodologia: Foi realizado uma coleta de dados através da ficha de identificação do paciente, Mini Exame do Estado Mental (MEEM), Escala de Dor Visual Analógica (EVA), Escala de Estado Funcional Pós-COVID-19, Teste de Reação Simples (TRS) e o Teste de julgamento de lateralidade das mãos. A análise estatística dos dados foi realizada através do programa JASP 16.3.0 utilizando o teste não paramétrico de Mann-Whitney. Comparamos a taxa de acerto no reconhecimento de lateralidade da mão e o Tempo de Resposta entre o grupo de pacientes COVID-19 e um grupo controle, pareado em idade; além do Tempo de Reação Simples. Resultados e Discussão: Não foi encontrada diferença nas taxas de acerto no julgamento de lateralidade da mão dos participantes pós-COVID em relação ao grupo controle, já para o tempo de resposta (TR) os indivíduos pós-COVID foram mais lentos quando comparados ao grupo controle ao julgar a lateralidade de mãos em condições desafiadoras. Esta diferença em TR não é devido a uma maior lentidão na realização de tarefa motora já que os TRS foram semelhantes entre os dois grupos. Sugerimos que o TR maior dos sujeitos pós- COVID podem estar diretamente relacionados ao grau de funcionalidade ou ainda, em sugestão complementar, pode haver complicações nos loci neurais responsáveis pelas representações das ações. Conclusão: Os indivíduos pós-COVID apresentaram mais lentidão do que o grupo controle ao realizar sua rotação mental em condições desafiadoras. Sugere-se que esse grupo pós-COVID é capaz de se envolver em processos de IM, porém, revelam um comprometimento dessa habilidade mental e sendo assim em suas representações motoras.Tese Acesso aberto (Open Access) Comunidades quilombolas amazônicas e a pandemia da COVID-19: um estudo de caso de Mangueiras e Salvá, em Salvaterra, na Ilha de Marajó, Pará(Universidade Federal do Pará, 2025-08-26) SOUZA, Luciana Otoni de; CORBIN, Hisakhana Pahoona; http://lattes.cnpq.br/3256845970027095; SIMONIAN, Ligia Terezinha Lopes; SILVA, Marilena Loureiro da; CASTRO, Nádile Juliane Costa de; STAEVIE, Pedro Marcelo; http://lattes.cnpq.br/6620574987436911; http://lattes.cnpq.br/7261982145077537; http://lattes.cnpq.br/2532971599666350; http://lattes.cnpq.br/4663239871125043; https://orcid.org/0000-0001-6690-7244; https://orcid.org/; https://orcid.org/0000-0002-7675-5106; https://orcid.org/Este estudo investigou os desafios enfrentados pelas comunidades quilombolas Mangueiras e Salvá, localizadas na Ilha de Marajó, no estado do Pará, região Amazônica. A pesquisa concentrou-se na vulnerabilidade socioeconômica e na falta de acesso a serviços básicos de saneamento e saúde, condições agravadas pela pandemia da COVID- 19. Foi adotado o método misto, utilizando a estratégia de estudo de caso múltiplo, fundamentada em trabalho de campo que incluiu entrevistas semiestruturadas, observação participante e registros audiovisuais. A análise dos dados combinou ferramentas estatísticas, análise de conteúdo e o software IRAMUTEQ. Também foi realizada avaliação dos determinantes sociais de saúde (DSS) das duas comunidades por meio do modelo MANSAL e da matriz SWOT. Os participantes da pesquisa foram lideranças comunitárias, moradores e representantes locais de grupos ligados à cultura, educação, saúde e pajelança. Os resultados indicaram que vulnerabilidades históricas foram intensificadas durante a pandemia, devido ao acesso precário à saúde formal, com serviços médicos e infraestrutura limitados. Plantas e ervas medicinais foram utilizadas como alternativas no tratamento e prevenção de sintomas da COVID-19. Conclui-se que são necessários estudos futuros que contemplem o período pós-COVID e novos elementos, de modo a promover diálogos relevantes para essas populações e para a ciência.
- «
- 1 (current)
- 2
- 3
- »
