Navegando por Assunto "Cerebral palsy"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Construção e validação de tecnologia educacional impressa para cuidadores informais de crianças e adolescentes com paralisia cerebral(Universidade Federal do Pará, 2023-08-30) NASCIMENTO, Tatiane Oliveira; SILVA, Simone Souza da Costa; http://lattes.cnpq.br/9044423720257634; NASCIMENTO, Marcia Helena Machado; MAGALHÃES, Celina Maria Colino de; http://lattes.cnpq.br/9441304960547275; http://lattes.cnpq.br/1695449937472051; https://orcid.org/0000-0003-1573-8991A paralisia cerebral constitui patologia que acomete cerca de dois para cada 1000 nascidos vivos no mundo todo, tendo taxa maior em países de média e baixa renda. Diante do diagnóstico, a família passa por uma sequência de estágios razoavelmente previsíveis: impacto, negação, luto e adaptação. A partir das necessidades da criança/adolescente com paralisia cerebral, surge a figura do cuidador que, dentro do âmbito familiar, por não ser remunerado, é denominado de cuidador informal. Devido às demandas de cuidado serem intensas e contínuas, por vezes, o cuidador pode chegar a ter prejuízos na qualidade de vida, gerando impacto na saúde física e mental, e nas relações sociais e familiares. As tecnologias educacionais podem ser utilizadas pelas equipes de saúde como forma de atenuação desses impactos, pois podem oferecer conhecimentos que gerem modificação de práticas e atitudes. Esta pesquisa foi dividida em dois estudos. O Estudo 1, uma revisão integrativa da literatura, teve como objetivo identificar e descrever as tecnologias educacionais direcionadas a cuidadores familiares de crianças e adolescentes com deficiência motora. Realizou-se busca nas bases de dados BVS, LILACS, MEDLINE, PubMed e SciELO, no período compreendido de 2011 a 2021, em português, inglês e espanhol, utilizando-se dos descritores caregivers, educational technology, disability, physical disability, handicap e health education. Selecionaram-se 25 estudos, sendo seis do ano de 2020; 15 produzidos no Brasil; 13 encontrados na SciELO. As cartilhas foram a tecnologia educacional mais encontrada, estando presente em oito estudos, seguida da formação de grupos de cuidadores, em sete estudos; sendo o enfermeiro o profissional aplicador/criador mais frequente (oito estudos); o processo de construção apareceu em nove estudos e o de validação somente em quatro. O Estudo 2 teve como objetivo construir e validar uma tecnologia educacional do tipo cartilha impressa para cuidadores informais de crianças e adolescentes com paralisia cerebral. Constituiu-se de uma construção participativa, com a atuação de 10 cuidadores na etapa de construção da cartilha, em que foram copartícipes nas versões 2 e 3 da cartilha. A validação de conteúdo e aparência foi realizada por 24 juízes, sendo 11 juízes especialistas da saúde, seis juízes técnicos e sete cuidadores informais de crianças/adolescentes com paralisia cerebral. Analisaram objetivos, estrutura, apresentação, relevância, linguagem, motivação, layout, tipografia, ilustrações, organização, estilo de escrita e aparência. Obtiveram se 0,98% de validação do conteúdo e 0,96% de validação de aparência. A cartilha na versão final foi composta pelos domínios: Paralisia Cerebral, Equipe de atendimento, Saúde física do cuidador, Saúde mental do cuidador e Relações familiares e sociais.Tese Acesso aberto (Open Access) Integrando tecnologias para leitura em crianças com paralisia cerebral na educação inclusiva(Universidade Federal do Pará, 2010-05-28) OLIVEIRA, Ana Irene Alves de; GAROTTI, Marilice Fernandes; http://lattes.cnpq.br/2218504886013525; ASSIS, Grauben José Alves de; http://lattes.cnpq.br/0722706223558223A Paralisia Cerebral é uma patologia crônica, caracterizada por uma disfunção predominantemente sensório-motora, envolvendo distúrbios no tônus muscular, postura e movimentação voluntária, apresentando uma diversidade de quadros clínicos com características que podem se agravar por limitações de vivências e experiências, sendo consideradas, muitas vezes, deficientes mentais por não conseguirem expressar-se e nem interagirem funcionalmente, na grande maioria, incapazes de articular a fala ou de segurar um lápis para aprender a escrever, comprometendo, muitas vezes, o processo de aprendizagem e de alfabetização, aliados a uma metodologia inadequada e inapropriada para as dificuldades que essas crianças apresentam para o processo de aquisição dos pré- requisitos para a leitura e escrita. Embora com todas as suas limitações, elas demonstram interesse em interagir com o mundo e apresentam indicativos que as dificuldades podem ser suprimidas ou minimizadas se tecnologias de ensino e de apoio forem oportunizadas. Para isso, organizou-se três estudos: um documental e dois experimentais. Os estudos foram desenvolvidos no Núcleo de Desenvolvimento em Tecnologia Assistiva e Acessibilidade (NEDETA). O primeiro, sendo um levantamento de dados para caracterizar as crianças com Paralisia Cerebral atendidas no NEDETA. O segundo e terceiro integrando tecnologia de ensino com base no paradigma de equivalência de estímulos, associado aos recursos da Tecnologia Assistiva. O Estudo 2 foi constituído de treino motor, com três etapas: Etapa 1 – Acionamento com brinquedo; Etapa 2 – Acionamento no computador sem seleção; Etapa 3 – Acionamento com seleção e o Estudo 3, com quatro fases, a fase 1 envolveu o pré teste, consistindo da aplicação de testes de leitura das palavras de ensino e das palavras de identidade generalizada. A fase 2 envolveu duas etapas: Etapa 1. Ensino de relações condicionais por identidade e Etapa 2, Ensino de relações condicionais arbitrárias. A Etapa 1 apresentou uma sub etapa que consistiu no teste de identidade generalizada. A etapa 2 apresentou uma sub-etapa que consistiu nos testes de equivalência. A fase III foi constituída de teste de leitura recombinativa generalizada com seis novas palavras que foram formadas a partir das sílabas das palavras de ensino. Finalizando os procedimentos foi reaplicada a avaliação do software Desenvolve®. Todas as etapas e fases do estudo 2 e 3 foram desenvolvidas utilizando a tecnologia assistiva, desenvolvendo, assim aplicativos informatizados para o ensino de pré-requisitos básicos para aprendizagem de leitura. Os resultados obtidos apresentam evidências que o procedimento de ensino utilizado promoveu, a um dos quatro participantes, a leitura recombinativa generalizada de seis novas palavras; a duas outras participantes a leitura recombinativa de três novas palavras e um dos participantes não conseguiu atingir essa etapa por não ter documentado classes de equivalência. Os procedimentos utilizados nesta tese sugerem que a manipulação sistemática das unidades menores que a palavra pode ser uma estratégia promissora para o desenvolvimento da leitura, aliando o paradigma de equivalência de estímulos com exercícios de consciência fonológica e recursos de TA podendo contribuir e favorecer a educação inclusiva de alunos com PC, ampliando suas interações sociais e minimizando as dificuldades acadêmica.
