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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    ‘Cria(da)s’, ‘Casadas’: “meninas”, “circulação” e “entrega” em Breves (Marajó)
    (Universidade Federal do Pará, 2022-05-30) CASTRO, Avelina Oliveira de; GONÇALVES, Telma Amaral; http://lattes.cnpq.br/7335593537033167; MOTTA-MAUÉS, Maria Angelica; http://lattes.cnpq.br/7861116876230464
    A presente tese identifica e interpreta, antropologicamente, narrativas e vivências de “circulação” e de “entrega” de adolescentes do gênero feminino, acerca da sexualidade, construídas no cotidiano, no município de Breves, no Marajó. Trata-se de uma etnografia que foi realizada entre os anos de 2016 e 2020, na sede do referido município, utilizando como metodologia, a observação direta e participante. A pesquisa contemplou como interlocutores principais 36 pessoas, sendo 26 mulheres e 10 homens, além de ter ouvido em dinâmicas de rodas de conversa outros 26 adolescentes – 15 meninas e 11 meninos – e mais 18 crianças de escolas públicas de ensino do município, além de diversos moradores com os quais houve convivência, observações e escuta ao longo dos períodos de realização da pesquisa de campo no local. A partir de referenciais teóricos do feminismo e dos estudos de colonialidade foi observado e analisado dentro do processo de circulação, alargado nesta tese, o movimento de entrega, não só de “crias de família”, como também o de entrega das adolescentes para o casamento. Os dois movimentos – e rituais – de entrega possibilitam visualizar relações atravessadas por reflexos da colonização brasileira, observados, tanto em uma espécie de “cultura da escravidão”, como também por relações de colonialidade, em todas as suas dimensões, assim como de gênero, uma vez que essas dinâmicas são, predominantemente, com as meninas, em um processo que as objetifica, mas no qual também se observa ações delas no sentido do enfrentamento e resistência às opressões vividas.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Fradiquices em terras paroaras: a circulação de prosas embrionárias de cartas de Fradique Mendes n’ A Província do Pará
    (Universidade Federal do Pará, 2017-02-17) FERREIRA, Sara Vasconcelos; SALES, Germana Maria Araújo; http://lattes.cnpq.br/8723885160615840; https://orcid.org/0000-0002-2120-7364
    Carlos Fradique Mendes é resultado de uma criação coletiva de Eça de Queirós, Antero de Quental e Jaime Batalha Reis. O poeta português inovador surgiu nas páginas de A Revolução de Setembro, em 1869; anos depois Eça de Queirós se apropria do personagem e cria-lhe uma biografia, reúne as cartas particulares que restam para publicar sob o título de A Correspondência de Fradique Mendes. No entanto, os primeiros escritos que compõem a biografia, bem como as primeiras cartas, são veiculados no jornal fluminense Gazeta de Notícias. Após a divulgação na Gazeta, o autor português inicia, de forma fragmentada, a publicação na Revista de Portugal. Em 1892, quando a revista encerrou as atividades, Eça escreveu alguns artigos para o jornal fluminense e mais quatro cartas, duas destas sob a assinatura de Fradique Mendes. Os textos jornalísticos veiculados no Rio de Janeiro foram reproduzidos nas páginas da folha paraense A Província do Pará. Com o projeto de publicação do livro, eles foram reformulados e transformados em cartas, e as missivas reescritas. O objetivo desta pesquisa é apresentar como se efetuou o processo de reescrita e de que forma as intervenções são efetuadas para ajustar os textos ao pensamento de Fradique Mendes. Analisamos as transformações dos textos de imprensa a partir da mudança de suporte, das reorganizações dos parágrafos, da adaptação dos escritos ao estilo de Fradique e da transposição para outro gênero. Assim, focamo-nos em compreender como o autor português constrói a personalidade fradiquiana, baseada no primeiro Fradique Mendes e a forma que conduz à transformação para um ideal de homem civilizado. Esses escritos de jornal reaproveitados para comporem as cartas de Fradique Mendes e que circularam no periódico paraense ratificam a forte presença portuguesa na Belém Oitocentista. Este trabalho contribui para os estudos sobre a circulação e recepção de Eça de Queirós na capital paraense e no Brasil, bem como a circulação de ficção em periódicos no século XIX.
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