A Trajetória de Franz Keller-Leuzinger e a circulação e recepção de Vom Amazonas und Madeira

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25-08-2025

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AUGUSTI, Valéria Lattes

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COSTA, Alex Santana. A Trajetória de Franz Keller-Leuzinger e a circulação recepção de Vom Amazonas und Madeira. Orientadora: Valéria Augusti. 2025. 302 f. Tese (Doutorado em Letras) - Programa de Pós-Graduação em Letras, Instituto de Letras e Comunicação, Universidade Federal do Pará, Belém, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18159. Acesso em:.

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Esta tese vislumbra analisar, a partir da perspectiva teórico-crítica de escritores do pós-colonialismo e do decolonialismo, tais como Bhabha (2010), Cesaire (2010), Fanon (1961; 1963), Memmi (2007), Mannoni (1964), Said (1990; 2011), Quijano (2009) e outros, as representações simbólicas tecidas pelo engenheiro e desenhista alemão Franz Keller-Leuzinger a respeito dos povos indígenas de múltiplas regiões do Império do Brasil, com predomínio de grupos amazônicos do Vale do rio Madeira. Para tanto, investigamos, com base nos pressupostos teóricos de Bourdieu (1996; 001), a trajetória profissional do autor, visando a compreender sua inserção no ontexto brasileiro e estrangeiro, mapeando as instituições nas quais atuou e os grupos sociais com os quais se relacionou. Ademais, com o aporte de teóricos da istória do livro e da leitura, como Roger Chartier (1998, 2003 e 2006), Michel de Certeau (1998) e Robert Darnton (1990), investigou-se como se deu a circulação de Vom Amazonas und Madeira nos mercados editoriais brasileiro e estrangeiro, bem como sua recepção crítica dentro e fora do Brasil, ao longo do século XIX. No que concerne à circulação do referido relato de viagem, os resultados demonstram que sua divulgação ocorreu não apenas enquanto obra completa, no formato códex, mas também de maneira fragmentada, por meio da publicação de ilustrações e excertos em periódicos e livros nacionais e estrangeiros como Jornal do Commercio (1874), Revista Illustração Brasileira (1876), O Vulgarisador (1877), Le Tour du Monde (1874), Revue des Deux Mondes (1875), Globus (1874; 1875; 1879; 1885), Petermanns (1874), Zeitschrift Für Ethnologie (1875) e The Academy (1875). Quanto história editorial, a primeira edição da obra circulou freneticamente pelos grandes centros culturais e industriais da época, ganhando quatro edições em inglês no intervalo de um ano após sua publicação em língua alemã. Os resultados da pesquisa indicam ainda a ausência de reimpressões da obra de Keller ao longo do século XX. Entretanto, no século XXI, registrou-se o maior número de publicações de edições impressas, sendo quatro delas em língua alemã, sete em inglês e apenas uma em língua portuguesa. No tocante à recepção crítica, a obra foi interpretada de maneira distinta a depender do contexto. No Brasil, foi vista como símbolo de progresso nacional, ao passo que, na Europa, sob uma ótica etnográfica e expansionista. Por sua vez, nos Estados Unidos, a obra foi lida com viés pragmático. Foi destacado ainda o valor estético de suas gravuras e a relevância das informações técnicas, embora também tenha enfrentado críticas relativas à sua estrutura narrativa e às traduções, vindo a ser posteriormente analisada pela historiografia como produto do colonialismo oitocentista. Com relação aos povos indígenas, a análise traz à tona a dicotomia presente no discurso de Keller, que, embora reconheça a diversidade étnica esociolinguística dessas populações, reafirma concepções estereotipadas a seu respeito.

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Universidade Federal do Pará

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