Navegando por Assunto "Cognitive decline"
Agora exibindo 1 - 2 de 2
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Dissertação Acesso aberto (Open Access) Sintomas depressivos, declínio cognitivo e prejuízo funcional em idosos(Universidade Federal do Pará, 2017) UCHÔA, Verediana Sousa; OLIVEIRA, Marília de Fátima Vieira de; http://lattes.cnpq.br/7030765721580568; https://orcid.org/0000-0003-4303-9434INTRODUÇÃO: O envelhecimento populacional é considerado um fenômeno demográfico mundial. No Brasil especificamente observamos uma rápida e consistente expansão demográfica na população idosa, o país conta com cerca de 21 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, representando uma parcela significativa da população total, aproximadamente 11,3%. Como consequência dessa mudança na pirâmide etária, temos o aumento da prevalência de doenças crônicas não transmissíveis, que por sua vez podem levar à incapacidade funcional. Além das doenças crônicas, a saúde mental merece especial atenção, pois afetam frequentemente os idosos, destacando-se a demência e a depressão como sendo as mais prevalentes. Compreender os fatores associados à incidência de depressão, assim como os prejuízos funcionais e cognitivos decorrentes desta condição, nos permite auxiliar na prevenção e identificação precoce desses sintomas, promovendo estratégias específicas de intervenção a fim de evitar ou minimizar danos à qualidade de vida do idoso. OBJETIVOS: Identificar a presença de sintomas depressivos, declínio cognitivo e prejuízo funcional em idosos inscritos no programa de controle da hipertensão arterial e diabetes mellitus da Unidade Municipal de Saúde do Guamá, município de Belém, Pará. MÉTODO: Estudo transversal com uma amostra de 100 idosos. Os dados foram coletados por meio de entrevistas individuais utilizando-se: Mini Exame do Estado Mental (MEEM), Escala de Depressão Geriátrica (GDS-15), Escala de Katz (ABVD) e escala de Lawton e Brody (AIVD) para avaliação da capacidade cognitiva, presença de sintomas depressivos e capacidade funcional respectivamente. Nas análises foi utilizado o teste Qui-quadrado de Pearson para tendência/aderência e associação entre variáveis nominais e teste de Correlação Linear de Pearson para variáveis numéricas. RESULTADOS: O perfil da população estudada é predominantemente do sexo feminino, com baixo nível de escolaridade, baixa renda e faixa etária entre 60-69 anos. A prevalência de depressão foi estimada em 22% da amostra e esteve associada ao sexo feminino e idosos sedentários. Em relação ao estado mental, foi identificado déficit cognitivo em 27% dos idosos entrevistados e a idade do idoso apresentou correlação negativa moderada com o desempenho no MEEM. Quanto à funcionalidade dos idosos entrevistados a maior parte foi considerada independente para a realização de atividades básicas da vida diária e 46% da amostra apresentou dependência nas atividades instrumentais da vida diária. Foi verificado associação entre sintomas depressivos e dependência funcional. CONCLUSÃO: Verificou-se que as mulheres e idosos sedentários são mais suscetíveis à ocorrência de depressão e que a idade é um fator fortemente associado à diminuição do desempenho cognitivo. Constatou-se também que o nível de dependência dos idosos nas AIVD está fortemente associado à presença de sintomas depressivos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Treinamento resistido em dupla tarefa: estudo piloto de um ensaio clínico randomizado com pessoas idosas com Diabetes Mellitus tipo 2(Universidade Federal do Pará, 2025-02-04) CARVALHO, Josilayne Patricia Ramos; TORRES, Natáli Valim Oliver Bento; http://lattes.cnpq.br/1927198788019996; https://orcid.org/0000-0003-0978-211X; MONTEIRO, Elren Passos; MONTEIRO JUNIOR, Renato Sobral; http://lattes.cnpq.br/0920248966438368; http://lattes.cnpq.br/6708716565086201; https://orcid.org/0000-0001-7757-6620; https://orcid.org/0000-0002-8472-262XIntrodução: O processo de envelhecimento está associado à inflamação sistêmica crônica subclínica (inflammaging), tornando as pessoas idosas mais suscetíveis ao diabetes mellitus tipo 2 (DM2), e quando associado a um estilo de vida sedentário, esse risco se torna mais elevado. Do mesmo modo, a atrofia cerebral cortical e subcortical tem sido associada ao DM2 e as regiões cerebrais que mais sofrem influência da resistência à insulina são o hipotálamo e o hipocampo, áreas diretamente relacionadas ao desenvolvimento de declínios cognitivos e demências. Esses efeitos podem ser observados desde os estágios iniciais da disfunção glicêmica, de forma independente da presença ou ausência das complicações micro ou macrovasculares, enquanto o exercício físico regular se contrapõe a esse efeito, preservando o volume cerebral. Assim, a prática de exercícios físicos se torna essencial para o envelhecimento saudável, manutenção da capacidade intrínseca e habilidade funcional e, em particular, para a prevenção do declínio cognitivo relacionado à idade e agravamento clínico do DM2. Evidências recentes têm demonstrado que a tarefa cognitiva simultânea e o exercício (dupla tarefa) aumentam a função cognitiva em pessoas idosas saudáveis. No entanto, os benefícios dessa abordagem, especialmente quando associada ao exercício resistido, permanecem subexplorados na população com DM2. Objetivo: Conduzir estudo piloto de um ensaio clínico randomizado, controlado e cego simples, avaliando a influência de um protocolo de intervenção por exercícios resistidos em dupla tarefa (ER-DT) sobre o desempenho cognitivo, controle glicêmico, metabólico e capacidade funcional de pessoas idosas com DM2, em comparação aos impactos do exercício resistido praticado de modo isolado (ER) e aos cuidados habituais (Grupo controle - CON). Metodologia: Trata-se de um ensaio clínico piloto randomizado, controlado e simples-cego. Quinze participantes (idade média: 67,67 ± 5,84 anos) foram randomizados em três grupos: ER DT (n=5), ER (n=5) e CON (n=5). As intervenções duraram 12 semanas, com 3 sessões semanais de 60 minutos. As análises foram conduzidas por intenção de tratar e empregaram modelos lineares mistos com técnica de bootstrap para maior robustez estatística. A variável de interesse primária é o desempenho cognitivo e as secundárias a capacidade funcional e o controle glicêmico de pessoas idosas com DM 2. Resultados e Discussão: A função cognitiva, avaliada pelo Mini Exame do Estado Mental (MEEM), apresentou melhora significativa no grupo ER (Δ = 1,62; IC 95% [0,10; 3,22]; p = 0,004) e redução no grupo controle (Δ = -2,26; IC 95% [-3,80; -0,64]). O desempenho no Teste de Trilhas A melhorou significativamente no grupo ER-DT (Δ = -5,80 segundos; IC 95% [-8,90; -2,70]; p = 0,003), indicando aumento na velocidade de processamento. No Teste de Fluência Verbal, o grupo ER-DT evocou maior número de palavras (Δ = 3,42 palavras; IC 95% [1,10; 5,50]; p = 0,008), sugerindo melhora na função executiva e memória semântica. O tempo de resposta no Teste Flanker foi significativamente maior no grupo controle (Δ = 86,16 ms; IC 95% [21,2; 147,0]; p = 0,006). Na análise dos parâmetros metabólicos, a circunferência da cintura aumentou significativamente no grupo controle (Δ = 9,70 cm; IC 95% [7,20; 12,20]; p < 0,001), enquanto não houve variação significativa nos grupos ER e ER-DT. Não foram observadas diferenças significativas para a HbA1c (p = 0,213). Conclusão: Os resultados deste estudo piloto fornecem evidências iniciais sobre os efeitos do programa de intervenção ER-DT no desempenho cognitivo, perfil inflamatório e controle glicêmico em pessoas idosas com DM2. O estudo piloto também assegura a segurança da intervenção e a adesão dos participantes. Apesar das limitações metodológicas, os achados destacam tendências promissoras, segurança e viabilidade que justificam a continuidade da investigação.
