Navegando por Assunto "Comunidade - Desenvolvimento"
Agora exibindo 1 - 2 de 2
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Dissertação Acesso aberto (Open Access) A economia solidária como vetor do desenvolvimento territorial no Marajó: estudo de caso da comunidade Santo Ezequiel Moreno, Portel (PA)(Universidade Federal do Pará, 2020-03-11) SILVA, Alexandre Nunes da; FLORES, Maria do Socorro Almeida; http://lattes.cnpq.br/8875436559577793; ROCHA, Gilberto de Miranda; http://lattes.cnpq.br/2436176783315749A pesquisa visa apresentar estudo de caso que evidencia e contextualiza o tema “Economia Solidária” à luz do que vem sendo construído no âmbito do território do Marajó, tendo como universo da pesquisa o Projeto Estadual de Assentamento Agroextrativista (PEAEX) Acutipereira, mais especificamente a Comunidade Santo Ezequiel Moreno e suas redes de colaboração solidária com as demais comunidades adjacentes. O objetivo geral da pesquisa concentrou-se em apresentar e compreender a realidade de uma comunidade rural inserida na região do Marajó, com enfoque direcionado ao conjunto de atividades econômicas solidárias, de maneira a identificar suas limitações e potencialidades, com vistas a contribuir na busca permanente do desenvolvimento ancorado no território. Os procedimentos metodológicos utilizados foram a pesquisa bibliográfica, pesquisa documental e pesquisa de campo, com o uso do método qualitativo, com abordagem do tipo exploratória, por meio de um estudo de caso. Destaca-se como hipótese que a comunidade encontra-se em plena construção de uma cultura solidária e cooperativista e vem desenvolvendo diversas iniciativas com enfoque na produção, distribuição, consumo, poupança e crédito, organizadas sob a forma da autogestão que efetivamente contribuem para o alcance do desenvolvimento territorial e melhor gestão dos recursos naturais, mas que ainda requer dar um salto de qualidade tanto no amadurecimento e operacionalização de seus projetos, no efetivo acesso à novos mercados, e no aprimoramento de suas redes de colaboração solidária dentro e fora do PEAEX Acutipereira, para assim atingir plena emancipação social e o bem-estar coletivo. Constatou- se que as iniciativas econômicas solidárias em operacionalização na comunidade pesquisa, de fato estão proporcionando geração de trabalho, renda e melhores condições de vida às famílias, mesmo que de forma incipiente. Portanto, estão obtendo excelentes resultados.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Fitoterapia solidária - Uma proposta sustentável para a atenção básica em saúde e o desenvolvimento local(Universidade Federal do Pará, 2012-10-11) SILVA JÚNIOR, Miguel Rodrigues da; BARBOSA, Wagner Luiz Ramos; http://lattes.cnpq.br/1372405563294070Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os medicamentos são ferramentas essenciais para a assistência à saúde. Tal importância é reconhecida pelo Governo Brasileiro, que na Lei 8.080 estabelece que garantir a assistência terapêutica integral, incluindo a farmacêutica, compõe explicitamente uma das funções do Sistema Único de Saúde (SUS). Todavia, embora constituam o maior avanço na área de saúde, o acesso aos medicamentos é extremamente polarizado em função de múltiplos fatores, dentre os quais enfatizamos no presente estudo os elevados preços praticados pela indústria farmacêutica – que ancorada no paradigma capitalista de “desenvolvimento”, concentra os medicamentos segundo o poderio econômico das pessoas e nações. Como forma de suplantar esta problemática, que acomete todos os países do mundo, sobretudo aqueles em desenvolvimento, a OMS, desde a Conferência de Alma-Ata, em 1978, tem recomendado enfaticamente a inserção da fitoterapia nos sistemas oficiais de saúde de seus Estados-membros, de modo a aumentar o acesso da população a recursos farmacêuticos eficazes, seguros e de qualidade. Neste sentido, dentre outras iniciativas, o Governo Brasileiro implementou a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF), que, a nosso ver, busca, basicamente, aumentar o acesso às plantas medicinais e aos medicamentos fitoterápicos a partir do aumento da produção destas opções terapêuticas, tendo os atuais laboratórios farmacêuticos capitalistas como força motriz neste processo. Contudo, o presente estudo ressalta que aumentar a produção de plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos não garante, necessariamente, o aumento do acesso em uma perspectiva de universalidade, integralidade e equidade, tão pouco se essa produção for concentrada apenas nos atuais laboratórios farmacêuticos privados, sejam eles nacionais ou internacionais. Desta forma, além de apontar alguns dos possíveis impactos socioeconômicos relacionados à produção de plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos prioritariamente em empreendimentos capitalistas, o presente estudo trás para a discussão a produção destas opções terapêuticas, também, em empreendimentos que integram a Economia Solidária – que, a propósito, deu origem ao termo Fitoterapia Solidária, cunhado neste estudo – enquanto alternativa voltada para propiciar tanto o aumento do acesso às plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos, quanto o Desenvolvimento Local, apontando os atores locais não apenas como fornecedores de matérias-primas para os laboratórios farmacêuticos de maior porte, como preconiza implicitamente a PNPMF, mas também de produtos finais para o SUS e para a população em geral – em uma perspectiva de se alcançar preços mais acessíveis. Por fim, toma-se como exemplo o município paraense de Igarapé-Miri como potencial para o desenvolvimento de recursos fitoterápicos (inicialmente, plantas medicinais rasuradas) de acordo com os ideais da fitoterapia solidária – ressaltando as vantagens e os entraves apresentados por este município, bem como possíveis formas de mitigá-los. Assim, em última análise, este trabalho busca contribuir no processo de tomada de decisão dos gestores públicos e demais profissionais envolvidos com PNPMF no que concerne o desenvolvimento sustentável da cadeia e dos arranjos produtivos de plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos, bem como no processo de inserção destas opções terapêuticas no SUS, de modo a compatibilizar os interesses econômicos nacionais com as necessidades terapêuticas da população brasileira.
