Navegando por Assunto "Creative Process"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Mulheres que habitam em mim: uma poética em dança movida pelo ser alfa matrilinear(Universidade Federal do Pará, 2026-04-26) MELO, Leylla Raissa Sampaio; SANTOS, Mayrla Andrade Ferreira dos; http://lattes.cnpq.br/3654924974448971; SANTOS, Mayrla Andrade Ferreira dos; MENDES, Ana Flávia de Mello; BRITO, Maria dos Remédios de; BASSALO, Lucélia de Moraes Braga; http://lattes.cnpq.br/3654924974448971; http://lattes.cnpq.br/6144243746546776; http://lattes.cnpq.br/6896268801860211; http://lattes.cnpq.br/6941089571024585; https://orcid.org/; https://orcid.org/0000-0002-4807-0775; https://orcid.org/0000-0002-0478-5285; https://orcid.org/0000-0002-0412-6052Esta pesquisa propôs a criação de uma poética em dança que entrelaça histórias de vida, memória e ancestralidade feminina. Centrada na linhagem matrilinear da pesquisadora – composta por sua Bisavó, Avó e Mãe – o estudo adota a escrita feminina como gesto simbólico e político de resistência frente ao apagamento histórico das trajetórias das mulheres, articulando uma reflexão crítica sobre o lugar social da mulher e as opressões produzidas pelo sistema patriarcal, por meio do diálogo entre a filosofia e o feminismo. Nesse contexto, problematiza-se de que maneira a ancestralidade feminina – articulada às histórias de vida das mulheres da família da pesquisadora – pode constituir um campo de criação artística e de produção de conhecimento em dança. Dessa maneira, a pesquisa buscou compreender o corpo que dança como espaço habitado pelo ser alfa matrilinear, no qual memória, ancestralidade e experiência vivida se transformam em movimento, configurando o corpo como arquivo vivo e a dança como linguagem de escuta, pertencimento e afirmação da existência feminina. A metodologia do trabalho se fundamenta na Prática Artística como Pesquisa (PaR), a partir de Ciane Fernandes, articulando os princípios do Habitante-Criador, proposto por Mayrla Andrade Ferreira, e elementos do Método Bailarino-Pesquisador-Intérprete (BPI), sistematizado por Graziela Rodrigues, para compreender o corpo como um território de memória e investigação. A fundamentação teórica é transdisciplinar, relacionando dança, estudos feministas e filosofia, destacando o despertar da “Mulher Selvagem” – arquétipo criado por Clarissa Pinkola Estés – que representa a força instintiva, criadora e ancestral feminina que habita o ser de cada mulher. Assim, a pesquisa evidenciou que a escrita e a criação em dança constituem dispositivos de escuta, elaboração e (re)inscrição das memórias femininas e da própria existência, possibilitando transformar histórias ancestrais em experiência estética e política. A obra cênica Mulheres que habitam em mim contribuiu para o fortalecimento e ampliação das discussões sobre produção de conhecimento a partir da experiência vivida por meio da prática artística.
