Navegando por Assunto "Cultos afro-brasileiros"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) No Trajeto das Águas, Memórias do sagrado feminino na gravura Afro-Amazônida(Universidade Federal do Pará, 2021-02-22) SANTOS, Glauce Patrícia da Silva; BRITTO, Rosângela Marques de; http://lattes.cnpq.br/3188863381591509; https://orcid.org/0000-0001-9458-3515A pesquisa investiga os processos de arte que deram origem as séries de gravuras “No trajeto das águas sobre o sulco dos rios”, “As águas”, “A mulher cujos filhos são peixes”, e “Sagrado feminino”. A investigação dessas séries mostra-se importante por apresentar as simbologias do sagrado feminino, assim como identifica o uso das técnicas de gravura. A relação com o tema das imagens gravadas, a prática artística em ateliê, os processos gráficos durante a produção das gravuras, as recordações de lugares, de objetos, de pessoas, às travessias de barco realizadas na infância e na fase adulta, os trajetos percorridos entre o rio e o mar, são vestígios de um lugar guardado na memória. Concerne, também, às vivências advindas da religiosidade afro-brasileira, nas quais estão presentes as simbologias, representações do sagrado feminino. A essência do meu processo artístico enquanto mulher, artista, de terreiro e afrodescendente, que evidencia as vivências pessoais, as memórias familiares, as memórias ancestrais, a percepção de mundo na diáspora brasileira, manifestando-se naturalmente nas gravuras. Roberto Conduru nos diz que, para entender arte afro-brasileira é necessário prevê essencialidades. No que diz respeito à memória se tem como base a teoria de Maurice Halbwachs e Aleida Assmann, assim como Jan Assmann e seus estudos relacionados à pertencimento. Pierre Verger afirma que a religião dos orixás está ligada à noção de família, e que Iemanjá e Oxum abrem um mundo encantado, o das águas. Lydia Cabrera e Reginaldo Prandi esclarecem a maneira como as divindades femininas das águas se apresentam. As simbologias das conchas, pérolas, ostras, caracóis, búzios, e a analogia com as mulheres, são forças sagradas concentradas nas águas. O universo das águas está associado ao sagradofeminino, através das gravuras.Dissertação Acesso aberto (Open Access) “A TEUCY é uma nação própria”?: transnação e malha ritual no culto as folhas na tenda espírita de umbanda cabocla Yacira – Ananindeua-PA(Universidade Federal do Pará, 2019-06-06) RIBEIRO, Rafael Santos; VILLACORTA, Gisela Macambira; http://lattes.cnpq.br/4673875521234184A vida nas religiões afro-brasileiras está na expressão e vivência da natureza. Os adeptos dos diversos segmentos desta religião não percebem o mundo como algo distante ou separado de si, mas, como fluxos circulatórios ligados ao mesmo tecido, chamado por eles de ayê (terra). Este movimento e inserção no mundo dialoga com o que Tim Ingold (2012; 2017) chama de malha de linhas entrelaçadas de crescimento e movimento. Todo esse processo está longe de uma percepção do ambiente enquanto fator material, mas o percebe enquanto materialidade, ou seja, elementos que não estão em um lugar, mas ao longo do caminho e, principalmente, estão vivos. Partindo desta perspectiva, busca-se compreender neste trabalho o espaço da folha nos cultos litúrgicos de matriz africana, especificamente na Tenda Espírita de Umbanda Cabocla Yacira (T.E.U.C.Y.), localizada na cidade de Ananindeua-PA. Entende-se que o espaço da folha nestes cultos não é vivido dentro de um ambiente, mas através dele, peregrinando, criando vida, perpetuando a materialidade do culto na própria folha, assim, à folha não possui o poder apenas de cura, através de banhos, garrafadas, ebós, mas é importante na ordenação da produção de conhecimento, na base epistemológica do ambiente do terreiro. Através desse pensamento, observo as ramificações religiosas da TEUCY não como um objeto que se separa do mundo que está inserido, mas como coisas que se entrelaçam, que geram conhecimento e relações de força, o que Ingold chama de fluxos, ou seja, já não é mais interessante os objetos que estão contidos no terreiro, mas como elas (ramificações religiosas) interagem entre elas e com meio e como se expandem além delas mesmas através do culto às folhas.
