Navegando por Assunto "Descolonialidad"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Capoeiragem, decolonialidades e tecnologias ancestrais: o legado afro-diaspórico da arte da vadiagem e seus desdobramentos sócio-cultural-político na Amazônia paraense(Universidade Federal do Pará, 2024-11-28) FERREIRA, Denilson Batista Rodrigues; RAMOS, João Batista Santiago; http://lattes.cnpq.br/8078757512392983; https://orcid.org/0009-0007-1007-4627; FERNANDES, José Guilherme dos Santos; SANTOS, Raquel Amorim dos; OLIVEIRA, Francisco Plácido Magalhães; http://lattes.cnpq.br/7023812449790431; http://lattes.cnpq.br/3387666784015912; http://lattes.cnpq.br/8620943096137004; https://orcid.org/0000-0001-9946-4961; https://orcid.org/0000-0003-4817-0036Este estudo tem como temática a capoeiragem transversalizada por uma linha teórica de descolonialidade negra e tecnologias ancestrais, procurando evidenciar e analisar no legado afro-diaspórico e filosofia africana o que é mencionado como “fundamentos da capoeira”, fundamento, pouco compreendido e aos poucos negligenciado por um crescente processo de negação de suas origens africanas, expropriação de seus valores e elementos étnicos, evidenciando que ainda operam formas de racismos camuflados por discursos de “modernidades” “evoluções” e por vezes flagrados em falas corrosivas ao sentimento de pertencimento racial no seio dos próprios grupos de capoeira. A pesquisa observou cosmovisões em questões discursivas orais e escritas e mesmo o silenciamento que impacta tanto o objeto de pesquisa, quanto a epistemologia afro, esta última inclusive, mais apropriada para tratar de um tema que apresenta uma diversidade tão multifacetada como é a capoeira, complexa, em dimensões de pertencimento étnico-filosófico–histórico-sócio-cultural-político. Neste sentido, nossa pesquisa toca realidades que cruzam percursos investigativos e está atenta ao problema do racismo epistêmico que pode reverberar ou retroalimentar-se no racismo estrutural que perpassa do científico ao senso comum afastando a capoeira de maior oportunidade de introspecções e anamneses para uma necessária auto-afirmação. Tal contexto e estrutura de pesquisa nos levaram a refletir sobre as formas de pesquisar o legado afro-diaspórico da capoeira em seus desdobramentos enquanto um fenômeno da cultura afrodescendente, que precisa re-olhar a filosofia afro-diaspórica nela presente, mas para isto necessita de coerência metodológica, apropriada para uma pesquisa que se quer decolonial, afro-perspectivista e que melhor trate dos fenômenos da pluriversalidade, da oralidade, e de camadas de interpretação de significados e discursos que vem se apresentando na capoeira paraense. Logo, o trabalho precisou ser de caráter interdisciplinar e qualitativo, uma vez que a concepção de pluriversalidade e transversalidades presentes nesta abordagem de pesquisa é capaz de promover fecundo diálogo entre os diversos campos de conhecimento que podem contribuir com uma melhor leitura do fenômeno da capoeiragem e com maior eficiência contribuir com os conhecimentos sobre a biosidade africana e as tecnologias ancestrais que ela possui, nos possibilitando compreensão do cenário da arte da vadiagem e seus desdobramentos sócio-cultural-político na Amazônia paraense. O referencial teórico também levou em consideração a produção científica de capoeiristas que são pesquisadores, filósofos do ocidente, africanos e afro-brasileiros cujo seus alcances investigativos lançaram mão de aproximar obras da filosofia e da sociologia ocidental e africana promovendo dialogicidade a qual esta produção se propôs, aproximando os saberes da cultura afro-diaspórica e africana e com outros conhecimento de metodologias científicas que nos permitisse tocar de modo apropriado a literatura acerca da capoeira e os fenômenos históricos que a constitui até chegarmos ao recorte das experiências de capoeiristas de alguns dos municípios da Amazônia paraense que participaram de nossa pesquisa. Para alcançar a postura decolonial negra almejada nos mantivemos no afro-perspectivismo com base na biosidade (filosofia) Bantu e nas tecnologias ancestrais, em especial a filosofia Ntu, compreendida como natureza e comunidade bio-cósmica, conceito correspondem aos direitos do humano e da pessoa nas perspectivas das filosofias do Muntu, do Ubuntu e do Intermuntu, filosofias timidamente compreendidas entre os saberes afro-brasileiro. Como proposta de abordagem qualitativa e interdisciplinar a pesquisa se deu de modo bibliográfico, registro de vivências e questionários, firmando-se com riqueza em uma metodologia a qual denominamos perspectivismo exunista (de Exu), que por princípio intercruzam saberes e realidades da consciência e sentimento de pertencimento racial dos capoeiristas na região de Castanhal no nordeste paraenseTese Acesso aberto (Open Access) A mesticagem na literatura latino-americana contemporânea: uma leitura da trilogia de Ospina(Universidade Federal do Pará, 2024-08-30) BARRETO, Francelina Ribeiro; ALMEIDA, Carlos Henrique Lopes de; http://lattes.cnpq.br/9511564560016368; https://orcid.org/0000-0002-2037-905XO presente trabalho tem como propósito refletir sobre as diferentes dimensões que o fato histórico assume no âmbito da ficção na literatura moçambicana, portuguesa e brasileira. O corpus de análise é composto por O alegre canto da perdiz (2018), de Paulina Chiziane, Balada da praia dos cães (2009), de José Cardoso Pires e Galvez, imperador do Acre (2022), de Márcio Souza (2022). Isso porque nessas narrativas, percebe-se um acontecimento histórico constitutivo do fazer literário: a colonização em Moçambique, a ditadura salazarista em Portugal e a anexação do Acre ao Brasil, momentos históricos representativos na construção dessas nações. Ademais, demonstrar-se-á como essas construções literárias de diferentes sociedades, nesse caso, africana, portuguesa e brasileira, realizam, por intermédio da literatura, textos originais representantes de posicionamentos ideológicos. Nesse sentido, este estudo propõe analisar as relações paradoxais entre literatura e história, de forma a demonstrar como elas interferem nas obras mencionadas. Assim, na possibilidade de estudos comparados com outras áreas do conhecimento, o que ora se propõe é uma análise comparativa de textos em língua portuguesa, cuja latência nota-se o conspecto da história, seja ela oficial ou não. Tratase, portanto, de uma investigação de caráter bibliográfico, com ênfase na discussão das relações entre literatura e realidade. Por este caminho, analisaremos os romances de Paulina Chiziane, de José Cardoso Pires e de Márcio Souza, que refletem o próprio processo de elaboração artística e, ao mesmo tempo, utilizam a história para contestar a sua veracidade. Dessa forma, nota-se que nas obras examinadas, a metaficção historiográfica se apresenta enquanto estratégia de reflexão da história, bem como de ressignificação e interpretação de fatos. Logo, observarse-á a metaficção historiográfica à luz dos estudos de Linda Hutcheon (1991) e de estudiosos como Zênia de Faria (2012) e Maria Tereza de Freitas (1986); a meta-história em Hayden White (1995) e o romance histórico a partir de Lukács (1983). Ademais, como a memória se apresenta como artifício nas obras analisadas, essa categoria será tratada por meio de Aleida Assmann (2011) e Halbwachs (2013).
