Capoeiragem, decolonialidades e tecnologias ancestrais: o legado afro-diaspórico da arte da vadiagem e seus desdobramentos sócio-cultural-político na Amazônia paraense

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28-11-2024

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FERREIRA, Denilson Batista Rodrigues. Capoeiragem, decolonialidades e tecnologias ancestrais: o legado afro-diaspórico da arte da vadiagem e seus desdobramentos sócio-cultural-político na Amazônia paraense. Orientador: João Batista Santiago Ramos. 2024. 198 f. Dissertação (Mestrado em Estudos Antrópicos na Amazônia) - Campus Universitário de Castanhal, Universidade Federal do Pará, Castanhal, 2024. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/17921. Acesso em:.

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Este estudo tem como temática a capoeiragem transversalizada por uma linha teórica de descolonialidade negra e tecnologias ancestrais, procurando evidenciar e analisar no legado afro-diaspórico e filosofia africana o que é mencionado como “fundamentos da capoeira”, fundamento, pouco compreendido e aos poucos negligenciado por um crescente processo de negação de suas origens africanas, expropriação de seus valores e elementos étnicos, evidenciando que ainda operam formas de racismos camuflados por discursos de “modernidades” “evoluções” e por vezes flagrados em falas corrosivas ao sentimento de pertencimento racial no seio dos próprios grupos de capoeira. A pesquisa observou cosmovisões em questões discursivas orais e escritas e mesmo o silenciamento que impacta tanto o objeto de pesquisa, quanto a epistemologia afro, esta última inclusive, mais apropriada para tratar de um tema que apresenta uma diversidade tão multifacetada como é a capoeira, complexa, em dimensões de pertencimento étnico-filosófico–histórico-sócio-cultural-político. Neste sentido, nossa pesquisa toca realidades que cruzam percursos investigativos e está atenta ao problema do racismo epistêmico que pode reverberar ou retroalimentar-se no racismo estrutural que perpassa do científico ao senso comum afastando a capoeira de maior oportunidade de introspecções e anamneses para uma necessária auto-afirmação. Tal contexto e estrutura de pesquisa nos levaram a refletir sobre as formas de pesquisar o legado afro-diaspórico da capoeira em seus desdobramentos enquanto um fenômeno da cultura afrodescendente, que precisa re-olhar a filosofia afro-diaspórica nela presente, mas para isto necessita de coerência metodológica, apropriada para uma pesquisa que se quer decolonial, afro-perspectivista e que melhor trate dos fenômenos da pluriversalidade, da oralidade, e de camadas de interpretação de significados e discursos que vem se apresentando na capoeira paraense. Logo, o trabalho precisou ser de caráter interdisciplinar e qualitativo, uma vez que a concepção de pluriversalidade e transversalidades presentes nesta abordagem de pesquisa é capaz de promover fecundo diálogo entre os diversos campos de conhecimento que podem contribuir com uma melhor leitura do fenômeno da capoeiragem e com maior eficiência contribuir com os conhecimentos sobre a biosidade africana e as tecnologias ancestrais que ela possui, nos possibilitando compreensão do cenário da arte da vadiagem e seus desdobramentos sócio-cultural-político na Amazônia paraense. O referencial teórico também levou em consideração a produção científica de capoeiristas que são pesquisadores, filósofos do ocidente, africanos e afro-brasileiros cujo seus alcances investigativos lançaram mão de aproximar obras da filosofia e da sociologia ocidental e africana promovendo dialogicidade a qual esta produção se propôs, aproximando os saberes da cultura afro-diaspórica e africana e com outros conhecimento de metodologias científicas que nos permitisse tocar de modo apropriado a literatura acerca da capoeira e os fenômenos históricos que a constitui até chegarmos ao recorte das experiências de capoeiristas de alguns dos municípios da Amazônia paraense que participaram de nossa pesquisa. Para alcançar a postura decolonial negra almejada nos mantivemos no afro-perspectivismo com base na biosidade (filosofia) Bantu e nas tecnologias ancestrais, em especial a filosofia Ntu, compreendida como natureza e comunidade bio-cósmica, conceito correspondem aos direitos do humano e da pessoa nas perspectivas das filosofias do Muntu, do Ubuntu e do Intermuntu, filosofias timidamente compreendidas entre os saberes afro-brasileiro. Como proposta de abordagem qualitativa e interdisciplinar a pesquisa se deu de modo bibliográfico, registro de vivências e questionários, firmando-se com riqueza em uma metodologia a qual denominamos perspectivismo exunista (de Exu), que por princípio intercruzam saberes e realidades da consciência e sentimento de pertencimento racial dos capoeiristas na região de Castanhal no nordeste paraense

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País

Brasil

Instituição(ões)

Universidade Federal do Pará

Sigla(s) da(s) Instituição(ões)

UFPA

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