Navegando por Assunto "Disorderly occupation"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise da fragilidade ambiental no entorno do canal de navegação da eclusa da UHE Tucuruí(Universidade Federal do Pará, 2025-06-10) SILVA, Élida do Socorro Monte da; SOARES, Carlos Benedito Santada da Silva; ISHIHARA, Júnior Hiroyuki; http://lattes.cnpq.br/3498874642887006; https://orcid.org/0000-0002-0081-7913; COSTA, Carlos Eduardo Aguiar de Souza; LISTO, Danielle Gomes da Silva; http://lattes.cnpq.br/2451471006212065; http://lattes.cnpq.br/2617504654844945; https://orcid.org/0000-0002-7238-6892; https://orcid.org/0000-0002-9391-1211A análise da fragilidade ambiental no entorno do canal de navegação da eclusa da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, no estado do Pará, se justifica pela crescente ocupação desordenada na área, que vem intensificando os impactos sobre o meio ambiente, região em questão apresenta elevada importância estratégica para o transporte hidroviário, sendo parte da Hidrovia Tocantins-Araguaia, e abriga diversas comunidades que se instalaram de forma não planejada. O objetivo geral do trabalho é realizar uma análise da fragilidade ambiental nesse entorno, considerando os efeitos do uso e ocupação da terra sobre a integridade da área. A metodologia adotada baseou-se no método do Processo Analítico Hierárquico (AHP) que permitiu a ponderação dos critérios de declividade, uso e cobertura da terra e a área legal, possibilitando a geração de cartas temáticos e a classificação das áreas segundo graus de fragilidade. Demonstrando assim um avanço significativo da ocupação humana sobre áreas ambientalmente frágeis, e que essas ocupações estão situadas em áreas com alta ou muito alta fragilidade ambiental, agravando os riscos de erosão, assoreamento e perda da biodiversidade local. Além disso, a ausência de planejamento urbano, fiscalização e políticas públicas de regularização fundiária contribui para a intensificação desses processos. Ressaltando a é urgente a adoção de medidas de ordenamento territorial, controle ambiental e promoção do desenvolvimento sustentável na região.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ocupação das várzeas em área urbana no município de Abaetetuba: o caso do bairro São João(Universidade Federal do Pará, 2022-02-07) SILVA, Clemildes Furtado da; RODRIGUES, Eliana Teles; http://lattes.cnpq.br/8360730445815109; https://orcid.org/0000-0001-6717-3174O crescimento urbano de muitas cidades brasileiras tem avançado em direção às várzeas urbanas, e essa ocupação vem ocorrendo sem levar em consideração as características naturais das mesmas, o que tem contribuído para provocar danos socioambientais. O município de Abaetetuba, assim como a maioria das cidades brasileiras também sofreu um processo de urbanização desordenado e apresenta diversas situações de riscos e vulnerabilidades como a ocupação das áreas de várzeas. Alguns bairros da cidade cresceram em áreas de planícies de inundação como é o caso do bairro São João, que nasceu e se expandiu sobre as várzeas, em áreas de APPs (Áreas de Preservação Permanente). O processo de ocupação no referido bairro provocou mudanças significativas na paisagem. De acordo com o relatório da Companhia de Recursos Minerais (CPRM), esse processo de urbanização precária e desordenada, contribuiu para a ocorrência do desastre ocorrido em 2014 no bairro São João. Diante desse contexto este estudo objetivou compreender quais as principais causas que contribuíram para a ocupação das várzeas urbanas do Bairro São João, às margens do rio Maratauíra, e quais as consequências decorrentes desse processo de ocupação. A metodologia utilizada consistiu em um estudo de caso de cunho qualitativo que dispôs como instrumentos de coleta de dados a observação direta e entrevistas realizadas com 12 moradores do bairro. A base conceitual da pesquisa está fundamentada em autores como Almeida (2012), Souza e Zanella (2009), Veyret (2007), que associam as vulnerabilidades sociais aos riscos ambientais e estes como fatores decisivos para a ocorrência de desastres; com Yi-FuTuan (1980), a noção de lugar como fator identitário; Marandola e Hogan (2009), que subsidiam a discussão sobre a abordagem do lugar nos estudos da percepção de riscos; com Santos (2002) em entender a paisagem como resultado da interação entre os componentes naturais e as ações antrópicas; em Harvey (1980), o direito à cidade de modo que satisfaça as necessidades humanas. Resultados da pesquisa apontam que o crescimento demográfico e a falta de planejamento urbano contribuíram para que ocorresse uma expansão urbana desordenada no bairro São João. Apesar do plano diretor do município estabelecer diretrizes para o uso e ocupação do solo urbano, a omissão do poder público com os bairros que cresceram às margens dos rios, em áreas de APPs, contribuiu para uma ocupação urbana incompatível com os princípios de preservação ambiental. Constatou-se também que o fator identitário, associado ao lugar de vivência anterior dos moradores, e a ausência de políticas públicas habitacionais voltadas para população com baixo poder aquisitivo são fatores decisivos tanto para a ocupação de áreas ambientalmente frágeis como para permanência dos moradores no bairro estudado.
