Navegando por Assunto "Emotion regulation"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Regulação Emocional e Análise do Comportamento Aplicada: entre o que se define e o que se ensina(Universidade Federal do Pará, 2026-05-05) COSTA, Yasmin Santos Klautau; MENEZES, Aline Beckmann de Castro; http://lattes.cnpq.br/8107199720875369; DARWICH, Rosângela Araújo; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/3739086980803967; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; https://orcid.org/0000-0001-7325-9097Esta dissertação investiga o conceito de regulação emocional (RE) a partir de uma perspectiva analítico-comportamental, examinando as relações entre sua definição teórica, sua investigação empírica e sua aplicação no ensino de repertórios regulatórios. Para tanto, foi adotado um delineamento multimétodo, organizado em três fases complementares: (1) uma revisão de escopo, conduzida conforme as diretrizes PRISMA-ScR, com o objetivo de mapear a presença, o uso e os delineamentos metodológicos associados ao termo RE na literatura recente (2020–2025); (2) uma análise conceitual sistemática das definições de RE, orientada por critérios analítico-comportamentais que consideram a especificação do que é regulado, dos processos envolvidos e das condições de ocorrência; e (3) uma análise teórico-analítica da compatibilidade entre uma definição funcional de RE e as dimensões da Análise do Comportamento Aplicada (ABA). Nos resultados da revisão de escopo 242 estudos foram incluídos na análise final (1,17% do total inicial), nos quais mais da metade não apresentava definição explícita de RE, evidenciando uso difuso e, frequentemente, implícito do construto. A análise conceitual revelou predominância de definições parciais, com maior ênfase na descrição de processos regulatórios e lacunas significativas na especificação das condições de ocorrência, limitando a compreensão funcional do fenômeno. A definição preliminar funcional de RE proposta foi compreendida como um conjunto de relações entre condições antecedentes, respostas e consequências, orientadas à modulação de aspectos das respostas emocionais em contextos específicos. Por fim, a análise da intersecção entre essa definição e as dimensões da ABA sugere que, embora o ensino de repertórios de RE seja potencialmente compatível com o referencial analítico-comportamental, sua implementação exige maior precisão conceitual, descrição tecnológica e alinhamento com critérios de relevância social, mensuração e generalização. Conclui-se que o avanço do campo depende menos da ampliação do uso do termo e mais do refinamento de suas definições, com ênfase na explicitação das relações funcionais que sustentam o comportamento. Tal movimento pode contribuir para o desenvolvimento de intervenções mais coerentes, replicáveis e socialmente relevantes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Regulação emocional e metas de socialização de crianças ribeirinhas de 3 a 5 anos: percepção paterna e materna(Universidade Federal do Pará, 2026-02-27) BARBOSA, Suellen de Oliveira; MENDONÇA, Julia Scarano de; http://lattes.cnpq.br/4361732982560734; https://orcid.org/0000-0003-1461-3759; CAVALCANTE, Lilia Iêda Chaves; LUCCI, Tania Kiehl; http://lattes.cnpq.br/4743726124254735; http://lattes.cnpq.br/4524302441806887; https://orcid.org/0000-0003-3154-0651O presente estudo investigou as relações entre a regulação emocional infantil e as metas de socialização parentais em um contexto de populações tradicionais amazônicas. A pesquisa justifica-se pela necessidade de compreender o desenvolvimento socioemocional em comunidades ribeirinhas, cujas particularidades divergem dos padrões urbanos dominantes na literatura. A pesquisa comparou as percepções de pais e mães ribeirinhos sobre a regulação emocional de seus filhos (3 a 5 anos) e investigou a influência das metas de socialização nessas percepções. A amostra contou com 38 famílias nucleares (43 crianças) residentes em ilhas de Belém/PA. Foram utilizados o Emotion Regulation Checklist (ERC) e a Escala de Metas de Socialização (MES). Os resultados indicaram concordância geral entre os cuidadores, sem diferenças significativas nos escores gerais da percepção parental da regulação emocional de seus filhos (t=0,150; p=0,4408) e de metas de socialização parental (t=0,310; p=0,3791). Contudo, análises pontuais revelaram que pais percebem maior alegria nos filhos (t=1,951; p=0,0289) e priorizam a obediência aos mais velhos significativamente mais que as mães (t=2,383; p=0,0109). A análise de regressão mostrou que a obediência é o principal preditor da regulação emocional para os pais (b=0,1772; p=0,003). Para as mães, a percepção de regulação é influenciada tanto pelo incentivo à independência (b=-0,0959; p=0,0237) quanto pelas expectativas paternas de obediência (b=0,2417; p=0,0194). Conclui-se que o desenvolvimento socioemocional nesse contexto reflete um modelo autônomo-relacional, onde as percepções são moldadas por papéis de gênero e uma dinâmica de complementaridade parental.
