Regulação Emocional e Análise do Comportamento Aplicada: entre o que se define e o que se ensina

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05-05-2026

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COSTA, Yasmin Santos Klautau. Regulação Emocional e Análise do Comportamento Aplicada: entre o que se define e o que se ensina. Orientador: Aline Beckmann de Castro Menezes. 2026. 171 f. Dissertação (Mestrado em Teoria e Pesquisa do Comportamento) - Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento, Universidade Federal do Pará, Belém, 2026. Disponível em: . Acesso em:.

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Esta dissertação investiga o conceito de regulação emocional (RE) a partir de uma perspectiva analítico-comportamental, examinando as relações entre sua definição teórica, sua investigação empírica e sua aplicação no ensino de repertórios regulatórios. Para tanto, foi adotado um delineamento multimétodo, organizado em três fases complementares: (1) uma revisão de escopo, conduzida conforme as diretrizes PRISMA-ScR, com o objetivo de mapear a presença, o uso e os delineamentos metodológicos associados ao termo RE na literatura recente (2020–2025); (2) uma análise conceitual sistemática das definições de RE, orientada por critérios analítico-comportamentais que consideram a especificação do que é regulado, dos processos envolvidos e das condições de ocorrência; e (3) uma análise teórico-analítica da compatibilidade entre uma definição funcional de RE e as dimensões da Análise do Comportamento Aplicada (ABA). Nos resultados da revisão de escopo 242 estudos foram incluídos na análise final (1,17% do total inicial), nos quais mais da metade não apresentava definição explícita de RE, evidenciando uso difuso e, frequentemente, implícito do construto. A análise conceitual revelou predominância de definições parciais, com maior ênfase na descrição de processos regulatórios e lacunas significativas na especificação das condições de ocorrência, limitando a compreensão funcional do fenômeno. A definição preliminar funcional de RE proposta foi compreendida como um conjunto de relações entre condições antecedentes, respostas e consequências, orientadas à modulação de aspectos das respostas emocionais em contextos específicos. Por fim, a análise da intersecção entre essa definição e as dimensões da ABA sugere que, embora o ensino de repertórios de RE seja potencialmente compatível com o referencial analítico-comportamental, sua implementação exige maior precisão conceitual, descrição tecnológica e alinhamento com critérios de relevância social, mensuração e generalização. Conclui-se que o avanço do campo depende menos da ampliação do uso do termo e mais do refinamento de suas definições, com ênfase na explicitação das relações funcionais que sustentam o comportamento. Tal movimento pode contribuir para o desenvolvimento de intervenções mais coerentes, replicáveis e socialmente relevantes.

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