Dissertações em Teoria e Pesquisa do Comportamento (Mestrado) - PPGTPC/NTPC
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2333
O Mestrado Acadêmico iniciou-se em 1987 e pertence ao Programa de Pós-Graduação em Teoria e Pesquisa do Comportamento (PPGTPC), que integra o Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento(NTPC) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeitos do Isolamento Social durante a Adolescência na Escolha por Taxas e Concentrações de Sacarose: Um Estudo a partir da Lei da Igualação Generalizada(Universidade Federal do Pará, 2026-03-02) MEDEIROS, Caio Roberto Silva de; PATIÑO, Diana Milena Cortés; http://lattes.cnpq.br/6818778734031623; CARVALHO NETO, Marcus Bentes de; http://lattes.cnpq.br/7613198431695463; COELHO, Cristiano; MIJARES, Miriam Garcia; http://lattes.cnpq.br/0905415720792566; http://lattes.cnpq.br/7653437611275971O isolamento social na adolescência tem sido associado a alterações comportamentais, incluindo maior resposta ao estresse e vulnerabilidade à dependência de drogas. Apesar da ampla literatura que reporta alterações na sensibilidade as recompensas em sujeitos isolados, os efeitos do isolamento sobre a procura por reforçadores naturais e o comportamento de escolha permanecem pouco claros. Este estudo avaliou o impacto do isolamento social adolescente sobre o consumo e a escolha por sacarose, com base na lei da igualação generalizada. Após o desmame, ratos foram alocados aos grupos isolamento (GI, n = 12) ou social (GS, n = 12). Na idade adulta, avaliaram-se: (a) o consumo de sacarose 10% em teste de duas garrafas com água como alternativa; (b) a escolha entre diferentes taxas de entrega de sacarose 10% em esquemas concorrentes VI–VI; e (c) a escolha entre três concentrações de sacarose (3%, 8% e 15%) em testes de duas garrafas. O isolamento aumentou o consumo de sacarose 10% sob acesso limitado (2 h), mas não sob acesso livre (24 h). Além disso, nos testes de escolha, os parâmetros de sensibilidade ao reforço e viés não diferiram entre os grupos, tanto nos esquemas concorrentes VI–VI quanto na escolha entre concentrações. Esses resultados estendem, para a escolha concorrente, achados prévios que indicam ausência de efeitos do isolamento sobre o comportamento operante por sacarose em esquemas simples. As diferenças restritas ao teste curto sugerem que os efeitos do isolamento podem ser transitórios e mascarados em avaliações de longa duração.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeitos do Isolamento Social na Adolescência de Ratos Sobre a Demanda Por Sacarose(Universidade Federal do Pará, 2026-02-24) MELO, Evelyn Freire; PATIÑO, Diana Milena Cortés; http://lattes.cnpq.br/6818778734031623; CARVALHO NETO, Marcus Bentes de; http://lattes.cnpq.br/7613198431695463; GONÇALVES, Fábio Leyser; SOARES FILHO, Paulo Sergio Dillon; http://lattes.cnpq.br/6100301531146481; http://lattes.cnpq.br/8647259688931170; https://orcid.org/0000-0003-1304-1963O isolamento social (IS) na adolescência é um evento adverso do desenvolvimento que tem sido associado a uma maior vulnerabilidade à dependência de drogas como o álcool, cocaína e anfetaminas. Este efeito do isolamento tem sido explicado a partir de uma alteração na sensibilidade do organismo a estímulos com função de recompensa. No entanto, ainda não é claro se esses efeitos também seriam observados com reforçadores não farmacológicos. No presente estudo, ratos machos foram criados em isolamento ou em grupo e comparados nas suas respostas de procura por sacarose (10% e 4% p/v) durante a idade adulta. A sensibilidade foi analisada a partir de um modelo quantitativo de demanda para avaliar se o isolamento altera respostas operantes quando o preço (razões) para acessar o reforçador aumenta. O isolamento adolescente não alterou a atividade locomotora nem a sensibilidade ao preço da sacarose com relação aos criados em grupo. Esses achados coincidem com a literatura que indica que o isolamento não altera a sensibilidade aos estímulos de forma generalizada, mas depende do tipo de reforçador usado e destacam a importância do uso de modelos quantitativos para a análise dos mecanismos pelos quais o IS pode mudar o comportamento dos roedores.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Masculinidades e Comportamentos Prejudiciais: Intervenções Comportamentais Baseadas nas Terapias de Terceira Onda(Universidade Federal do Pará, 2026-01-29) ROCHA JÚNIOR, José Edberto Gadelha; VASCONCELOS NETO, Aécio de Borba; http://lattes.cnpq.br/1327787867439433; TOURINHO, Emmanuel Zagury; http://lattes.cnpq.br/5960137946576592; MELO, Camila Muchon de; MENEZES, Aline Beckmann de Castro; http://lattes.cnpq.br/1015798975492836; http://lattes.cnpq.br/8107199720875369; https://orcid.org/0000-0001-6484-5297Uma prática cultural deve ser compreendida dentro de um processo de construção histórico e cultural. Isso inclui as práticas associadas a gênero. A transmissão das práticas culturais se origina a partir da seleção de quais comportamentos serão reforçados e punidos pelos membros do grupo. Os padrões de gênero são exemplos disso. As categorias de gênero são construções sociais que descrevem os comportamentos impostos aos homens e às mulheres, estabelecidos socialmente e arbitrariamente e controlados por contingências de reforço e punição. Alguns comportamentos relativos a padrões de masculinidade podem ser considerados prejudiciais e associados a menores níveis de saúde mental. Esse cenário torna necessário o desenvolvimento de estratégias interventivas que possam reverter e mitigar os impactos dessas práticas. Nesse contexto, em função de o comportamento ser a relação organismo-ambiente, as terapias comportamentais estão aptas a intervir eficazmente nos comportamentos prejudiciais. A discussão aqui proposta se baseia nas lacunas a respeito de como clínicos comportamentais podem lidar com as especificidades relativas à masculinidade e na importância da implicação da psicoterapia comportamental em problemáticas sociais. O presente trabalho investigou na literatura comportamental quais intervenções são utilizadas às classes de comportamento prejudiciais relativos aos padrões de masculinidade. Para tanto, após a análise da literatura foram criadas cinco categorias que descrevem os comportamentos apontados como relacionados a padrões de masculinidade. Foi indicado que padrões prejudiciais associados à masculinidade são mantidos por contingências sociais e pelo seguimento de regras. As intervenções descritas dão ênfase na modificação do controle verbal.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Regulação emocional e metas de socialização de crianças ribeirinhas de 3 a 5 anos: percepção paterna e materna(Universidade Federal do Pará, 2026-02-27) BARBOSA, Suellen de Oliveira; MENDONÇA, Julia Scarano de; http://lattes.cnpq.br/4361732982560734; https://orcid.org/0000-0003-1461-3759; CAVALCANTE, Lilia Iêda Chaves; LUCCI, Tania Kiehl; http://lattes.cnpq.br/4743726124254735; http://lattes.cnpq.br/4524302441806887; https://orcid.org/0000-0003-3154-0651O presente estudo investigou as relações entre a regulação emocional infantil e as metas de socialização parentais em um contexto de populações tradicionais amazônicas. A pesquisa justifica-se pela necessidade de compreender o desenvolvimento socioemocional em comunidades ribeirinhas, cujas particularidades divergem dos padrões urbanos dominantes na literatura. A pesquisa comparou as percepções de pais e mães ribeirinhos sobre a regulação emocional de seus filhos (3 a 5 anos) e investigou a influência das metas de socialização nessas percepções. A amostra contou com 38 famílias nucleares (43 crianças) residentes em ilhas de Belém/PA. Foram utilizados o Emotion Regulation Checklist (ERC) e a Escala de Metas de Socialização (MES). Os resultados indicaram concordância geral entre os cuidadores, sem diferenças significativas nos escores gerais da percepção parental da regulação emocional de seus filhos (t=0,150; p=0,4408) e de metas de socialização parental (t=0,310; p=0,3791). Contudo, análises pontuais revelaram que pais percebem maior alegria nos filhos (t=1,951; p=0,0289) e priorizam a obediência aos mais velhos significativamente mais que as mães (t=2,383; p=0,0109). A análise de regressão mostrou que a obediência é o principal preditor da regulação emocional para os pais (b=0,1772; p=0,003). Para as mães, a percepção de regulação é influenciada tanto pelo incentivo à independência (b=-0,0959; p=0,0237) quanto pelas expectativas paternas de obediência (b=0,2417; p=0,0194). Conclui-se que o desenvolvimento socioemocional nesse contexto reflete um modelo autônomo-relacional, onde as percepções são moldadas por papéis de gênero e uma dinâmica de complementaridade parental.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Regulação Emocional e Análise do Comportamento Aplicada: entre o que se define e o que se ensina(Universidade Federal do Pará, 2026-05-05) COSTA, Yasmin Santos Klautau; MENEZES, Aline Beckmann de Castro; http://lattes.cnpq.br/8107199720875369; DARWICH, Rosângela Araújo; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/3739086980803967; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; https://orcid.org/0000-0001-7325-9097Esta dissertação investiga o conceito de regulação emocional (RE) a partir de uma perspectiva analítico-comportamental, examinando as relações entre sua definição teórica, sua investigação empírica e sua aplicação no ensino de repertórios regulatórios. Para tanto, foi adotado um delineamento multimétodo, organizado em três fases complementares: (1) uma revisão de escopo, conduzida conforme as diretrizes PRISMA-ScR, com o objetivo de mapear a presença, o uso e os delineamentos metodológicos associados ao termo RE na literatura recente (2020–2025); (2) uma análise conceitual sistemática das definições de RE, orientada por critérios analítico-comportamentais que consideram a especificação do que é regulado, dos processos envolvidos e das condições de ocorrência; e (3) uma análise teórico-analítica da compatibilidade entre uma definição funcional de RE e as dimensões da Análise do Comportamento Aplicada (ABA). Nos resultados da revisão de escopo 242 estudos foram incluídos na análise final (1,17% do total inicial), nos quais mais da metade não apresentava definição explícita de RE, evidenciando uso difuso e, frequentemente, implícito do construto. A análise conceitual revelou predominância de definições parciais, com maior ênfase na descrição de processos regulatórios e lacunas significativas na especificação das condições de ocorrência, limitando a compreensão funcional do fenômeno. A definição preliminar funcional de RE proposta foi compreendida como um conjunto de relações entre condições antecedentes, respostas e consequências, orientadas à modulação de aspectos das respostas emocionais em contextos específicos. Por fim, a análise da intersecção entre essa definição e as dimensões da ABA sugere que, embora o ensino de repertórios de RE seja potencialmente compatível com o referencial analítico-comportamental, sua implementação exige maior precisão conceitual, descrição tecnológica e alinhamento com critérios de relevância social, mensuração e generalização. Conclui-se que o avanço do campo depende menos da ampliação do uso do termo e mais do refinamento de suas definições, com ênfase na explicitação das relações funcionais que sustentam o comportamento. Tal movimento pode contribuir para o desenvolvimento de intervenções mais coerentes, replicáveis e socialmente relevantes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A Revisão Integrativa em Rede da Literatura (RIRL) como Proposta Epistemológica: Fundamentos Onto-Metodológicos, Ganhos Analíticos e Potencial Explicativo(Universidade Federal do Pará, 2026-08-10) AMORAS, Jair Deivison Freire; PONTES, Fernando Augusto Ramos; http://lattes.cnpq.br/1225408485576678; SILVA, Emmanuelle Pantoja; SILVA, Simone Souza da Costa; http://lattes.cnpq.br/5491607329137702; http://lattes.cnpq.br/9044423720257634; https://orcid.org/0000-0003-0134-4350O crescimento exponencial da produção científica exige métodos de síntese cada vez mais sofisticados. A Revisão Integrativa (RI) consolidou-se como uma ferramenta poderosa por sua capacidade de agrupar estudos de diferentes delineamentos. Contudo, a RI tradicional frequentemente esbarra em limitações ao tentar sintetizar uma heterogeneidade empírica sob uma lógica analítica puramente agregativa e categorial. Esta dissertação propõe uma sistematização de uma Revisão Integrativa em Rede da Literatura (RIRL) como uma evolução não apenas metodológica, mas epistemológica. Em sua proposta desloca-se o foco da "substância" para a "relação", a RIRL utiliza a análise de redes para mapear as interações entre variáveis, conceitos e evidências. Argumenta-se que a RIRL promove um avanço estruturado em três níveis: (1) validação onto-metodológica, (2) validação analítica (transição da categorização para a topologia estrutural) e (3) validação explicativa (modelagem de mecanismos). Para fins de demonstração deste novo modelo de integração de achados da literatura, na forma de manuscrito que se segue, analisa-se a literatura do modelo de rede social de denominado de Estrutura social cognitiva, a novidade e complexidade envolvida nesse modelo proporciona uma validação do RIRL, propondo um novo protocolo de seis etapas adaptado para a modelagem em redes, posicionando a RIRL como um instrumento essencial para a compreensão de fenômenos complexos contemporâneos. Entende-se ao final que a RIRL possibilita uma nova noção de integração da literatura mais aproximada de uma perspectiva sistêmica de ciência.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ensino de Discriminações de Sílabas e Emergência da Leitura Recombinativa em Crianças com Transtorno do Espectro Autista(Universidade Federal do Pará, 2026-03-04) CARVALHO, Anna Paula Guimarães Bentes de; KATO, Olivia Misae; http://lattes.cnpq.br/3612219210222465; FEIO, Leila do Socorro Rodrigues; SOUZA, Ruth Daisy Capistrano de; http://lattes.cnpq.br/0312002933984435; http://lattes.cnpq.br/1938685418183005Dificuldades no ensino da leitura são recorrentes entre crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), especialmente quando se utilizam métodos que ignoram a importância de evitar o controle restrito e de promover a leitura recombinativa — desafios frequentemente observados nesse público. Estudos anteriores indicam que o ensino explícito de discriminações condicionais de unidades mínimas da palavra, como sílabas, pode promover a emergência de leitura recombinativa e com compreensão. Este estudo tem como objetivo investigar o efeito do ensino de discriminações condicionais de sílabas na emergência da nomeação recombinativa de novas sílabas e frases, leitura recombinativa textual e com compreensão em crianças com TEA, bem como na formação de novas palavras. A pesquisa foi conduzida na residência dos participantes em Belém-PA, com duas crianças diagnosticadas com TEA, uma com 6 e outra com 11 anos, sem repertório prévio de nomeação de sílabas, utilizando um delineamento experimental de base cumulativa. A Etapa I incluiu fases de ensino gradual das discriminações de sílabas e de teste da nomeação oral das sílabas ensinadas e recombinadas. A Etapa II foi composta apenas por testes dos desempenhos emergentes de leitura textual e com compreensão. Os dados foram registrados manualmente pela pesquisadora e observação direta, com intervenções diárias. Os resultados indicaram que o ensino de discriminações condicionais de sílabas promoveu a emergência dos repertórios pretendidos, exceto formação de frases para um participante.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Maternidade em Contexto de Cárcere: Trajetória de Vida, Experiências Adversas na Infância, Forças de Caráter e Crescimento Pós-Traumático(Universidade Federal do Pará, 2026-03-26) SOUSA, Alice Fernandes dos Santos; MAGALHÃES, Celina Maria Colino de; http://lattes.cnpq.br/1695449937472051; REIS, Daniela Castro dos; http://lattes.cnpq.br/8805305887566391; https://orcid.org/0000-0002-9505-4516; TORRES, Marck de Souza; SOARES, Natália Fernandes; http://lattes.cnpq.br/5839048686058921; http://lattes.cnpq.br/0347128986960373; https://orcid.org/0000-0002-0717-982XAs pesquisas relacionadas a temática do cárcere, sejam a nível nacional ou internacional, são pouco voltadas para as características da população feminina encarcerada, especialmente se tratando das mulheres grávidas ou acompanhadas de seus filhos presentes nesse contexto e de suas características psicológicas. O sistema carcerário foi criado inicialmente para atender as necessidades de uma população predominantemente masculina, porém, a população feminina encarcerada está aumentando exponencialmente na última década, com o Brasil ocupando o terceiro lugar no ranking de países que mais encarceram mulheres. Com esse aumento do encarceramento feminino, fica cada vez mais evidente que as necessidades particulares dessa população estão sendo negligenciadas e que as mulheres que vivenciam a maternidade em contexto de cárcere sofrem com as violações de direitos e com condições precárias. Dessa forma, para melhor compreensão e melhor gestão desse público dentro do sistema, se faz necessário identificar suas características com foco em suas trajetórias de vida. Essa pesquisa faz parte do projeto Mães e Crianças em Contexto de Cárcere: Trajetórias de Vida, Práticas de Cuidados e Rede de Apoio, que acontece no Brasil e em Portugal. O objetivo desta pesquisa é analisar a Trajetória de Vida, por meio das Experiências Adversas na Infância e das características psicológicas (Forças de Caráter e Crescimento Pós-Traumático), em mulheres grávidas ou que se encontram no cárcere acompanhadas de seus filhos. O estudo é transversal, descritivo, exploratório, com abordagem quantitativa e qualitativa. Os dados expostos nesse estudo incluem 347 registros de dados biopsicossociais coletados ao longo de uma década, entre 2014 e 2024, o que foi possível através da realização de diversos projetos na Unidade Materno Infantil da Unidade de Custódia e Reinserção Feminina do município de Ananindeua, região Metropolitana de Belém, com parceria com a Universidade Federal do Pará; além de uma amostra de conveniência composta por um grupo de 17 participantes gestantes ou acompanhadas de seus filhos presentes na unidade no ano de 2025. Os instrumentos utilizados foram: Censo dos atendimentos realizados pelo projeto “manutenção da brinquedoteca ‘bebê contente’”; Questionário de Caracterização Biopsicossocial e Trajetória de Vida – Maternidade no Cárcere, desenvolvido pela autora; o Questionário Internacional de Experiências Adversas na Infância, adaptado para uso no Brasil; Escala de Forças de Caráter, adaptada para uso no Brasil, e o Inventário de Crescimento Pós-Traumático, adaptado para uso no Brasil. Foram realizadas análises exploratórias e correlacionais (Spearman). Estudar essa população é indispensável para compreender a intensificação de seu encarceramento e seus desafios, a fim de que ocorram mudanças no sistema carcerário que propiciem um tratamento mais digno para essas mulheres e seus filhos inseridos nesse contexto.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Autores de Violência Doméstica entre Parceiros Íntimos: Características Biopsicossociais a Partir dos Casos Notificados entre 2018 e 2022(Universidade Federal do Pará, 2025-12-12) RIBEIRO, Adriana Almeida de Azevedo; REIS, Daniela Castro dos; http://lattes.cnpq.br/8805305887566391; https://orcid.org/0000-0002-9505-4516; CARVALHO NETO, Marcus Bentes de; https://lattes.cnpq.br/7613198431695463; https://orcid.org/0000-0001-9550-409X; VALE, Kamilly Souza do; SOARES, Pedro Felipe dos Reis; http://lattes.cnpq.br/9384106567155237; http://lattes.cnpq.br/6486322487647409; https://orcid.org/0000-0002-7031-2240; http://orcid.org/0000-0002-7154-908XA violência contra a mulher configura-se como um grave problema de saúde pública, manifestando-se predominantemente no ambiente doméstico e em relações de afeto, resultando em danos físicos, sexuais e psicológicos. Apesar do aumento expressivo de casos no Brasil, com o estado do Pará ocupando a 8ª posição entre os mais violentos do país, a literatura ainda apresenta lacunas quanto às características dos agressores. Diante desse cenário, o presente estudo objetivou traçar o perfil biopsicossocial dos autores de violência doméstica entre parceiros íntimos, utilizando dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) entre 2018 e 2022. Os resultados indicaram que os autores no Pará são majoritariamente homens adultos, cujas ações estão inseridas em um contexto patriarcal que naturaliza desigualdades de gênero. Observou-se a predominância das violências física e psicológica, frequentemente associadas ao consumo de álcool como fator potencializador da agressividade. Conclui-se que, embora o foco acadêmico recaia majoritariamente sobre as vítimas, a compreensão detalhada do perfil e das práticas dos autores é um passo fundamental para o rompimento do ciclo de violência, fornecendo subsídios essenciais para a elaboração de políticas públicas preventivas e educativas mais eficazes no cenário regional.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Desenvolvimento de Cidadania Relacionada à Energia Elétrica a Estudantes do Ensino Fundamental(Universidade Federal do Pará, 2025-02-04) RÊGO, Marcelly Gabriele de Moura; COSTA, Thiago Dias; https://lattes.cnpq.br/1248194912228326; https://orcid.org/0000-0002-5443-5232; BARROS, Romariz da Silva; https://lattes.cnpq.br/7231331062174024; https://orcid.org/0000-0002-1306-384X; MARQUES, Leonardo Brandão; MENEZES, Aline Beckmann de Castro; https://lattes.cnpq.br/3705407022339177; https://lattes.cnpq.br/8107199720875369; https://orcid.org/0000-0003-4993-4587; https://orcid.org/0000-0002-3136-3707O Brasil enfrenta o desafio da transição energética, ou seja, transformar a matriz energética do país em uma renovável e menos danosa ao meio ambiente. Um outro ponto desse desafio é ensinar comportamentos pró-ambientais a população. Contudo, os métodos e tecnologias de ensino tradicionais têm sido pouco eficientes, especialmente frente ao público infanto-juvenil atual, dados os estímulos tecnológicos que competem com esses métodos e tecnologias. Por esse motivo, a utilização de ferramentas que promovam o aprendizado de forma ativa e autônoma pode ser uma opção para ensino e aprendizagem nas Escolas. Dessa forma, o presente trabalho avaliou a eficácia de intervenções educacionais voltadas para promoção de comportamentos pró-ambientais, por meio do ensino sobre o funcionamento do sistema de energia elétrica no Brasil. Para isso, uma cartilha disponibilizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) foi adaptada, validada e transformada em livro para o público infanto-juvenil e foram elaborados vídeos, ambos com base na ferramenta storytelling. Livros e vídeos foram avaliados mediante seu uso junto a turmas do Ensino Fundamental de escolas públicas em Belém do Pará. O desempenho dos alunos foi avaliado por meio de pré-testes e pós-testes, em um delineamento experimental de sujeito único. Os resultados da intervenção mostraram que os participantes apresentaram aprendizagem equivalente sobre energia elétrica considerando os grupos experimentais. Contudo, o vídeo favoreceu mais fortemente a captura e atenção ao material enquanto na modalidade livro, houve maior dispersão durante a exposição ao material. Os dados também indicam os pontos em que o material de ensino pode ser melhorado.Dissertação Acesso aberto (Open Access) As Influências das Agências de Controle e do Conservadorismo na Construção e Manutenção da LGBTfobia no Brasil(Universidade Federal do Pará, 2025-03-17) SANTIAGO, Beatriz Ramos; VASCONCELOS NETO, Aécio de Borba; https://lattes.cnpq.br/1327787867439433; https://orcid.org/0000-0002-6842-2045; TOURINHO, Emmanuel Zagury; https://lattes.cnpq.br/5960137946576592; https://orcid.org/0000-0001-6165-6837; MENEZES, Aline Beckmann de Castro; BAIA, Fábio Henrique; https://lattes.cnpq.br/8107199720875369; https://lattes.cnpq.br/5051301232598518; https://orcid.org/0000-0002-3136-3707; https://orcid.org/0000-0002-4084-4828A LGBTfobia é caracterizada pela representação de vários tipos de violência direcionadas a pessoas que não vivenciam a sexualidade de acordo com a lógica cisheterocêntrica. A violência de ordem institucional é destacada neste trabalho, por ser ela mesma um possível fator de fomento às demais formas de violência contra a população LGBTQIA+. A LGBTfobia institucional, autorizada pela tradição conservadora de nosso país, é composta por algumas agências controladoras como o governo, a religião, a economia, a família e a educação. Assim, tomando como base os conceitos de Agências Controladoras propostos por B. F. Skinner e o entendimento da Análise do Comportamento como ferramenta para leitura teórica de fenômenos sociais com possibilidade de transformação social, o objetivo deste trabalho foi propor uma breve interpretação analítico-comportamental sobre como as Agências de Controle e o conservadorismo atuam na construção e manutenção da LGBTfobia no Brasil. Para tal, a pesquisa foi constituída pelas seguintes fases: a) formulação da pergunta de pesquisa; b) especificação de fontes relevantes; c) seleção de fontes; d) levantamento de informações; e e) tratamento das informações. Dentre as principais reflexões encontradas nesta pesquisa, estão: o destaque das diferenças entre os dois principais grupos envolvidos no fenômeno da LGBTfobia, a importância do contexto histórico brasileiro para a explicação das relações do país com o cisheterocentrismo e com a LGBTfobia, as implicações da ideia de que discursos (procedimentos de controle) sustentam práticas lgbtfóbicas, a análise de como estas práticas controladoras são selecionadas e se mantém, a análise de práticas contracontroladoras no contexto de LGBTfobia e seus efeitos e do contexto de interação entre diferentes instituições controladoras no Brasil.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Variáveis que afetam o uso de capacete por ciclistas: análises qualitativa e experimental(Universidade Federal do Pará, 2025-01-31) CERDEIRA, Tereza Regina Furtado; COSTA, Thiago Dias; https://lattes.cnpq.br/1248194912228326; https://orcid.org/0000-0002-5443-5232; BARROS, Romariz da Silva; https://lattes.cnpq.br/7231331062174024; https://orcid.org/0000-0002-1306-384X; SANDALL, Hugo Leonardo Póvoa; SILVA, Álvaro Júnior Melo e; RAMOS, Camila Carvalho; https://lattes.cnpq.br/1610165164635357; https://lattes.cnpq.br/8960291779730857; https://lattes.cnpq.br/4681656913940932; https://orcid.org/0000-0002-6500-2678; https://orcid.org/0000-0002-3885-5835; https://orcid.org/0000-0002-9801-9361O uso de capacete de ciclismo pode reduzir em até 80% a gravidade de lesões na região da cabeça em casos de acidentes. A despeito da sua importância, a prática de usá-lo é incipiente no Brasil. Este trabalho investiga os fatores que podem influenciar ciclistas a usarem capacete e avalia os efeitos de intervenções experimentais na promoção desse comportamento. Para isso, dois estudos foram realizados. No primeiro estudo, 185 ciclistas foram sondados a respeito dos fatores que os levam ou dificultam a usar capacete. Então, eles foram divididos em dois grupos: 1) aqueles que relataram usar capacete e 2) aqueles que relataram não usar capacetes. Fatores críticos foram investigados através de uma análise comparativa das respostas dadas pelos dois grupos. Os resultados indicaram que o desconforto, os preços elevados, o design incômodo e a ausência de armários e vestiários próximos ao ponto de chegada, desmotivam o uso deste item. No segundo estudo, foi conduzido um experimento com 794 ciclistas, clientes de uma locadora de bicicletas, com o objetivo de aferir os efeitos de intervenções experimentais sobre o comportamento de usar capacete. Na Intervenção 1, capacetes de ciclismo ficaram visualmente expostos atrás do balcão de aluguel da locadora, com pouco ou nenhum efeito sobre o comportamento dos ciclistas. Na Intervenção 2, os capacetes foram posicionados nas manoplas das bicicletas disponíveis. Com isso, o percentual de ciclista que usaram capacete alcançou 17%. Conclui-se que o planejamento de intervenções que promovam o comportamento seguro no trânsito deve iniciar na identificação do perfil e das necessidades de seu público-alvo para aumentar a eficácia e a efetividade dessas estratégias.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Treinamento de profissionais via Videomodelação para o ensino de Habilidades de Vida Diária(Universidade Federal do Pará, 2025-02-17) ROCHA, Larissa Monteiro; GUIMARÃES, Mariane Sarmento da Silva; https://lattes.cnpq.br/9865693510170459; https://orcid.org/0000-0003-4790-8561; SILVA, Álvaro Júnior Melo e; https://lattes.cnpq.br/8960291779730857; https://orcid.org/0000-0002-3885-5835; PAIXAO, Glenda Miranda da; MARTINS, Tatiana Evandro Monteiro; https://lattes.cnpq.br/4907341979044292; https://lattes.cnpq.br/7616890300950792; https://orcid.org/0000-0001-9479-2659; https://orcid.org/0000-0002-5270-1912Os dados da prevalência do Transtorno do Espectro Autista (TEA) têm apresentado um aumento expressivo no mundo inteiro, o que implica diretamente na necessidade de profissionais qualificados que atendam a crescente demanda. Pessoas com TEA costumam apresentar dificuldades para realizar habilidades de vida diária (HVDs) de forma independente, por conta de aspectos característicos do quadro diagnóstico, e é da competência do Terapeuta Ocupacional operar com essas capacidades de desempenho durante o ensino das HVDs. Diante disso, o presente trabalho objetivou elaborar e avaliar a aplicação de um pacote de treinamento para ensinar a implementação de procedimentos de ensino de HVDs a quatro discentes do curso de Terapia Ocupacional. O delineamento utilizado foi de sondas múltiplas, no qual a variável independente foi a exposição das participantes a um pacote composto por: a) Treino Conceitual (TC) que consistiu na apresentação de vídeos instrucionais com conteúdos envolvendo procedimentos para o ensino de HVDs; e b) Treino Prático através de Videomodelação (VM) que instruiu a implementação dos procedimentos ensinados no TC para ensinar duas HVDs. As variáveis dependentes foram a porcentagem de acertos (a) nos testes conceituais e, (b) na integridade de ensino das HVDs. Os resultados obtidos apontam para a eficácia do pacote utilizado, tendo em vista o desempenho inicial das participantes que foi entre 0% e 7,7% na integridade de implementação de treinos de HVDs e que após passarem por todas as etapas de treino, alcançaram acima de 80% de precisão, inclusive na fase de generalização. O tempo total de treinamento variou de 47 a 78 minutos, entre as participantes. Considerando a média de tempo do presente estudo quando comparada à média de outros treinamentos, é possível verificar também a eficiência deste pacote de treinamento, em razão do menor custo de tempo despendido. Tais resultados também ratificam a indicação do uso de VM no treino de profissionais, por ser uma ferramenta que além de promover aquisição de desempenho, garante redução no custo e tempo de treinamento.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Treinamento de profissionais da educação: ensino de conceitos necessários para o entendimento de uma análise de contingência(Universidade Federal do Pará, 2025-08-21) SILVA, Rodrigo Sousa da; SILVA, Álvaro Júnior Melo e; https://lattes.cnpq.br/8960291779730857; https://orcid.org/0000-0002-3885-5835; MARTINS, Tatiana Evandro Monteiro; GOULART, Paulo Roney Kilpp Goulart; https://lattes.cnpq.br/7616890300950792; https://lattes.cnpq.br/7800966999068746; https://orcid.org/0000-0002-5270-1912; https://orcid.org/0000-0001-5427-8743Este estudo investigou os efeitos de um treinamento conceitual, composto por vídeos instrucionais narrados, sobre a aprendizagem dos princípios fundamentais da Análise do Comportamento (AC) necessários à compreensão da análise de contingências por profissionais da educação. Participaram cinco profissionais da rede pública de ensino, com diferentes níveis de escolaridade e experiência, sem conhecimento prévio aprofundado sobre AC. Utilizou-se um delineamento experimental do tipo pré-teste/pós-teste, com follow-up. A variável independente foi um treinamento em vídeo, e a variável dependente foi o desempenho das participantes em testes compostos por múltiplos exemplos. Os resultados indicaram aumento no número de acertos de todas as participantes após o treinamento, com manutenção do desempenho após 30 dias, em comparação com o pré-teste. Os achados sugerem que treinamentos conceituais breves e acessíveis podem ser eficazes para introduzir fundamentos da AC a profissionais da educação, ampliando as possibilidades de ensino para implementação de análise de contingências no ambiente escolar.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Mulheres Autoras de Violência: Caracterização dos Casos de Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes Notificados entre 2018 e 2022(Universidade Federal do Pará, 2025-08-13) SOUZA, Jhuliane Karine Costa de; VELOSO, Milene Maria Xavier; https://lattes.cnpq.br/6105598873866312; https://orcid.org/0000-0002-1035-8968; REIS, Daniela Castro dos; https://lattes.cnpq.br/8805305887566391; https://orcid.org/0000-0002-9505-4516; RAMOS, Maely Ferreira Holanda; NUNES, Mykaella Cristina Antunes; https://lattes.cnpq.br/8174411008021957; https://lattes.cnpq.br/7041139708384047; https://orcid.org/0000-0001-6150-6345; https://orcid.org/0000-0002-2939-7924A violência sexual contra crianças e adolescentes é um grave problema social e de saúde pública, podendo causar diversas implicações emocionais e cognitivas. Nas últimas décadas do século XXI, a compreensão do fenômeno e sua relação com a trajetória de vida dos envolvidos (vítimas e autores) tem sido objeto de estudo de pesquisadores. Os estudos concentram-se principalmente nas vítimas, havendo menor produção sobre os autores, sendo que a maioria dessas pesquisas aborda apenas autores do sexo masculino, o que resulta em uma subinvestigação sobre mulheres autoras. A pesquisa tem como objetivo analisar e comparar os casos de violência sexual praticada por mulheres contra crianças e adolescentes, notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) no período de 2018 a 2022. Adotou-se uma abordagem quantitativa, descritiva e exploratória, com base em dados documentais. Os dados foram obtidos a partir do banco de dados do SINAN, referentes aos estados do Amazonas, Pará, Ceará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo, e analisados utilizando o software SPSS. Foram realizadas análises descritivas e de associação por meio de testes estatísticos, como o qui-quadrado, Teste Exato de Fisher e a medida Cramér’s V, envolvendo características das autoras, das vítimas e das situações de violência. As variáveis de interesse foram organizadas em três grupos: características das autoras (sexo, ciclo de vida, número de envolvidos, uso de álcool, tipo de relação interpessoal com a vítima); características das vítimas (sexo, idade, raça, situação conjugal, escolaridade, orientação sexual, identidade de gênero, deficiência ou transtorno); e características da violência (estado de notificação, zona e hora da ocorrência, local, repetição do episódio, tipos de violência, tipo de violência sexual e meio de agressão). Para as análises do qui-quadrado, selecionaram-se duas variáveis centrais (número de envolvidos e sexo das autoras), associadas às demais variáveis. Foram analisadas 4.174 notificações de violência sexual contra crianças e adolescentes. Os resultados descritivos indicaram que a maioria das autoras estava na faixa adulta (25-59 anos), embora houvesse registro significativo de autoras jovens e adolescentes, com prevalência de coautoria. As vítimas foram predominantemente crianças (0-9 anos), especialmente meninas negras. A maior parte das violências ocorreu no ambiente intrafamiliar, com predominância de mães autoras. As características das autoras e das vítimas revelaram padrões distintos conforme o estado analisado, indicando importantes variações regionais quanto ao número de envolvidos, ciclo de vida das autoras e raça das vítimas. Os resultados exploratórios demonstraram associações estatísticas significativas entre o sexo das autoras e o número de envolvidos com características das autoras, das vítimas e do contexto da violência. Destacou-se forte associação entre o número de envolvidos e o sexo das autoras (χ² = 212,85; p < .001; Cramér’s V = 0,714), indicando que a presença de dois ou mais autores tende a incluir, ao menos, um coautor do sexo masculino. O ciclo de vida das autoras influenciou o padrão de coautoria: adolescentes e jovens tendem a agir sozinhas, enquanto mulheres adultas participam mais de coautorias com homens, principalmente em contextos intrafamiliares envolvendo pais, padrastos e mães. O uso de álcool foi mais comum em casos de coautoria de ambos os sexos. Em relação às vítimas, mulheres autoras tendem a vitimizar crianças mais novas (média 7,75 anos), enquanto coautorias envolvem vítimas mais velhas (média 9,29 anos). Crianças foram alvo principal de autoras únicas, e adolescentes, de coautorias. O sexo feminino predominou entre as vítimas em todas as configurações. A raça das vítimas apresentou associação fraca com o sexo das autoras, sendo mais prevalente em casos com coautoria masculina. A pesquisa evidencia que a violência sexual praticada por mulheres contra crianças e adolescentes, embora menos estudada, apresenta perfis e dinâmicas complexas, marcadas por variações no ciclo de vida das autoras, coautoria predominante com homens e ocorrência em contexto intrafamiliar. As vítimas foram majoritariamente meninas, especialmente crianças pequenas, com nuances regionais relevantes. Esses achados reforçam a necessidade de ampliar o foco investigativo sobre a violência sexual contra crianças e adolescentes e seus autores, visando aprimorar políticas públicas e estratégias de prevenção e proteção, contribuindo também para a formação dos profissionais da rede de proteção.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeitos de um Análogo a Esquema Lag N na Produção de Variabilidade de Culturantes(Universidade Federal do Pará, 2025-02-07) XAVIER, Danielle Borges; VASCONCELOS NETO, Aécio de Borba; https://lattes.cnpq.br/1327787867439433; https://orcid.org/0000-0002-6842-2045; TOURINHO, Emmanuel Zagury; https://lattes.cnpq.br/5960137946576592; https://orcid.org/0000-0001-6165-6837; BENVENUTI, Marcelo Frota Lobato; FONSECA JUNIOR, Amílcar Rodrigues; https://lattes.cnpq.br/5625607708848040; https://lattes.cnpq.br/4367734116952280; https://orcid.org/0000-0002-9397-3033; https://orcid.org/0000-0002-9764-080XContingência é uma ferramenta conceitual para a análise de interações organismo-ambiente. Na análise do comportamento individual, a contingência operante descreve a relação entre estímulo discriminativo, resposta e consequência. Metacontingência está para uma unidade de análise da cultura, assim como a contingência operante está para uma unidade de análise do comportamento individual. Na análise de fenômenos culturais, a metacontingência descreva a relação entre contingências comportamentais entrelaçadas (CCEs) e seus respectivos Produtos Agregados (PAs) mantido por Consequências Culturais (CC). Da mesma forma que em contingências individuais, é possível identificar uma grande gama de esquemas de apresentação de CC. Buscando obter contribuições para o estudo da variabilidade dos produtos agregados, este projeto avaliou os efeitos de um esquema análogo à contingência Lag no nível operante para produzir variação dos produtos agregados em uma metacontingência. Para tanto, foram realizados dois experimentos com um total de 27 participantes. A atividade consistiu na escolha de uma sequência de cores diferentes por trios em uma matriz. No Experimento 1, houve as condições Sem Lag e Lag 1 com reversão e posteriormente a condição Acoplado. No Experimento 2 foram realizadas cinco fases: Sem Lag, Lag 1, Lag 2, Lag 3, Acoplado e Extinção. Em ambos os experimentos, as fases com a contingência Lag produziram variação dos produtos agregados. Os resultados indicam que a implementação de metacontigências Lag produziu efeitos na variabilidade dos PAs, evidenciando o potencial para selecionar padrões culturais. As fases experimentais demonstraram que a variabilidade dos culturantes foi diretamente influenciada pelo aumento progressivo das exigências de Lag. Esses achados sugerem a necessidade de investigar mais profundamente os efeitos de esquemas Lag em contextos culturais distintos, avaliando em que medida (a) promovem a manutenção e transmissão de padrões culturais em cenários com elevada complexidade interacional e (b) permitem diferenciar a variabilidade induzida pelas contingências programadas da variabilidade gerada por fatores aleatórios ou contextuais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Percepção Materna e Paterna da Relação Coparental em Famílias Ribeirinhas da Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2025-11-21) MATTOS, Bruna Jamilly Carvalho de Assis; MENDONÇA, Júlia Scarano de; https://lattes.cnpq.br/4361732982560734; https://orcid.org/0000-0003-1461-3759; SILVA, Simone Souza da Costa; LUCCI, Tania Kiehl; https://lattes.cnpq.br/9044423720257634; https://lattes.cnpq.br/4524302441806887; https://orcid.org/0000-0003-0795-2998; https://orcid.org/0000-0002-9268-3755A coparentalidade é o subsistema familiar que organiza como os cuidadores compartilham responsabilidades, apoio e o manejo de conflitos no cuidado infantil. A qualidade dessa relação influencia diretamente o desenvolvimento socioemocional da criança e pode ser afetada por fatores como conjugalidade, envolvimento parental, condições socioeconômicas e características culturais. Esta dissertação investigou a coparentalidade em 38 famílias biparentais ribeirinhas da região insular de Belém do Pará, envolvendo 43 crianças, sendo 20 meninas e 23 meninos, com idades entre 3 e 5 anos (M = 3,61). Adotou-se uma abordagem sistêmica, integrando autorrelato, dados sociodemográficos e observação direta das interações parentais. Os resultados mostraram elevados níveis de percepção de coparentalidade, com padrões distintos entre mães e pais. Entre os pais, observou-se uma associação particularmente forte entre coparentalidade e conjugalidade, indicando que a qualidade do relacionamento conjugal exerceu influência expressiva sobre a forma como percebiam a colaboração e o apoio mútuo no cuidado com os filhos. Para as mães, o fator mais relevante foi o envolvimento paterno percebido. As observações das interações parentais revelaram sincronia funcional, proximidade física, engajamento variável e clima afetivo predominantemente neutro, com tendência a expressões positivas de afeto, refletindo momentos alternados de colaboração e desengajamento. A análise sociodemográfica apontou efeitos sutis de variáveis contextuais, destacando a influência negativa da religião paterna nas percepções maternas e uma tendência negativa da renda materna sobre as percepções paternas de cooperação coparental. A comparação entre autorrelato e observação mostrou predição parcial do instrumento PATER, especialmente em aspectos de proximidade física e orientação corporal. Os achados reforçam a relevância da abordagem sistêmica, evidenciando a influência recíproca entre subsistemas familiares e fatores ambientais, e fornecem subsídios para intervenções culturalmente sensíveis que promovam coparentalidade positiva e bem-estar infantil.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Formação do Psicólogo Escolar e Educacional no Brasil: Uma análise das Ementas Curriculares(Universidade Federal do Pará, 2025-05-05) SILVA, Ana Maria Prates da Silva; MENEZES, Aline Beckmann de Castro; https://lattes.cnpq.br/8107199720875369; https://orcid.org/0000-0002-3136-3707; COSTA, Thiago Dias; KIENEN, Nádia; https://lattes.cnpq.br/1248194912228326; https://lattes.cnpq.br/0997667104499788; https://orcid.org/0000-0002-5443-5232; https://orcid.org/0000-0003-2179-3700O presente estudo teve como objetivo identificar lacunas entre as propostas formativas e o que é esperado do psicólogo escolar e educacional por meio da análise das ementas de disciplinas de cursos de graduação em Psicologia. O conteúdo das ementas foi agrupado em categorias temáticas e relacionado ao documento “Referências Técnicas para a Atuação de Psicólogas (os) na Educação Básica”, elaborado pelo Centro de Referências Técnicas em Psicologia e Políticas Públicas (CREPOP) do Conselho Federal de Psicologia (CFP). Foram analisadas ementas de 37 instituições de ensino superior de todas as regiões do país. Os dados evidenciaram uma formação bastante heterogênea, marcada pela ausência de um núcleo comum entre os cursos e pela pouca clareza quanto aos objetivos formativos. Observou-se uma distância significativa entre a formação ofertada e as práticas profissionais previstas nas referências técnicas, indicando que não há, atualmente, um perfil de psicólogo escolar sendo formado no país. Tais achados apontam para a necessidade de avançar na delimitação mais precisa do que se espera da atuação do psicólogo escolar, a fim de subsidiar propostas formativas mais consistentes e alinhadas às exigências da prática profissional.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeitos da cafeína sobre parâmetros físicos e comportamentais de atletas: força, elasticidade, impulsividade e forças de caráter.(Universidade Federal do Pará, 2025-05-08) CACERES, Ana María Bonilla; GOUVEIA JR, Amauri; https://lattes.cnpq.br/1417327467050274; https://orcid.org/0000-0003-1710-9662; SANTOS, Bruno Rodrigues dos; CAMPOS, Italo Sergio Lopes; https://lattes.cnpq.br/8155936269324036; https://lattes.cnpq.br/5549357037582788; https://orcid.org/0000-0002-2371-0481; https://orcid.org/0000-0002-0761-6575A cafeína é uma substância amplamente utilizada no contexto esportivo por seus efeitos ergogênicos sobre o desempenho físico e a cognição. No entanto, seus impactos sobre habilidades socioemocionais ainda são pouco explorados. Este estudo teve como objetivo analisar os efeitos da ingestão aguda de cafeína sobre variáveis psicomotoras (força e flexibilidade), impulsividade e forças de caráter em atletas de Brazilian Jiu-Jitsu e Karatê. A amostra foi composta por 19 atletas do sexo masculino, com média de idade de 32,2 ± 12,1 anos, distribuídos em três grupos experimentais: Placebo (0 mg), CAF250 (250 mg) e CAF450 (450 mg). Os participantes responderam à Escala de Forças de Caráter e ao teste Go/No-Go, além de realizarem testes motores de flexibilidade toracolombar, força escapular e força lombar. A análise estatística (ANOVA one-way) não identificou diferenças significativas entre os grupos nas variáveis psicomotoras nem na impulsividade. No entanto, foram observadas diferenças estatisticamente significativas na variável inteligência social, uma das forças de caráter avaliadas. Em particular, o grupo que recebeu 450 mg de cafeína apresentou escores significativamente mais baixos em comparação aos grupos Placebo e CAF250. Esses achados sugerem que doses elevadas de cafeína podem exercer efeitos negativos sobre habilidades sociais, ainda que não afetem o desempenho físico ou o controle inibitório. Considera-se relevante que treinadores e atletas estejam atentos a possíveis efeitos colaterais socioemocionais associados à suplementação com cafeína, especialmente em modalidades de combate que exigem tomada de decisão rápida e interação social estratégica.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Evidências de validade do Belongingness Questionnaire para uso no Brasil: ampliando possibilidades de investigação científica sobre pertencimento universitário(Universidade Federal do Pará, 2025-11-05) QUEIROZ, Luana Conceição; FERREIRA, Laiana Soeiro; https://lattes.cnpq.br/1549766219835413; https://orcid.org/0000-0002-1622-0708; PONTES, Fernando Augusto Ramos; https://lattes.cnpq.br/1225408485576678; SILVA, Simone Souza da Costa; HERNANDEZ, José Augusto Evangelho; https://lattes.cnpq.br/9044423720257634; https://lattes.cnpq.br/3533988543300433; https://orcid.org/0000-0003-0795-2998; https://orcid.org/0000-0001-9402-7535O pertencimento, no campo da Psicologia, pode ser reconhecido como uma necessidade humana fundamental e/ou uma percepção relacional, representando, em ambos os casos, um construto vital para a existência humana e para a experiência em diferentes sistemas sociais. Entre esses contextos, destaca-se o ambiente universitário, no qual o pertencimento se relaciona à adaptação, ao bem-estar e à permanência acadêmica. Esta dissertação teve como objetivo adaptar e reunir evidências de validade do College Belongingness Questionnaire (CBQ) para o contexto universitário brasileiro. O estudo seguiu as diretrizes da International Test Commission (2017) e foi conduzido em três etapas: (a) tradução e adaptação transcultural; (b) análise da estrutura interna; e (c) investigação da relação com outra medida externa. Participaram 145 estudantes de instituições públicas e privadas do estado do Pará. As análises indicaram excelentes índices de validade de conteúdo (IVC = 1,00; Kappa = 1,00), bom ajuste do modelo bifatorial de aceitação e exclusão social (χ²/df = 0,95; CFI = 1,00; RMSEA = 0,000) e consistência interna satisfatória (α e ω ≥ 0,75). As correlações entre pertencimento e afetividade negativa confirmaram as relações teóricas esperadas, evidenciando o pertencimento como fator protetivo à saúde mental. Conclui-se que a versão brasileira do CBQ apresenta evidências psicométricas robustas e se configura como um instrumento válido e confiável para avaliar o pertencimento no ensino superior.
