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Navegando por Assunto "Epilepsia"

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  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A relação entre os parâmetros do potencial evocado P300 e o comprometimento cognitivo na epilepsia: Uma revisão sistemática e meta-análise
    (Universidade Federal do Pará, 2026-03-26) LEITE, Iris do Carmo; ROCHA, Fernando Allan de Farias; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050; LIMA, Silene Maria Araujo de; http://lattes.cnpq.br/8961057812067156; GALVÃO, Olavo de Faria; DUTRA, Natália Bezerra; CARVALHO, José Inácio Lemos Monteiro; http://lattes.cnpq.br/7483948147827075; http://lattes.cnpq.br/9477887434121232; http://lattes.cnpq.br/3961040729425497; https://orcid.org/0000-0001-9912-3833; https://orcid.org/0000-0002-0766-0795
    Resumo: A epilepsia é um distúrbio neurológico crônico frequentemente associado a alterações cognitivas que afetam domínios como atenção, memória e velocidade de processamento da informação, impactando significativamente a qualidade de vida dos indivíduos. Nesse contexto, o potencial evocado P300, obtido por meio do eletroencefalograma, tem sido amplamente utilizado como medida eletrofisiológica objetiva para investigar desempenho cognitivo em indivíduos com epilepsia. Objetivos: Analisar a relação entre os parâmetros do potencial evocado P300 e o comprometimento cognitivo em indivíduos com epilepsia, por meio de uma revisão sistemática da literatura. Metodologia: Realizou-se revisão sistemática conduzida conforme as diretrizes PRISMA, com busca nas bases PubMed e LILACS entre janeiro de 2020 e junho de 2025. A seleção dos estudos foi conduzida por dois revisores independentes. Foram incluídos estudos observacionais e ensaios clínicos que avaliaram parâmetros do P300 associados ao desempenho cognitivo em indivíduos com epilepsia. A qualidade metodológica foi avaliada pela escala Newcastle–Ottawa (NOS). Quando disponíveis dados quantitativos comparáveis, realizou-se meta-análise da latência do P300, utilizando diferenças médias padronizadas (SMD) sob modelo de efeitos aleatórios com estimador Restricted Maximum Likelihood (REML). Devido à heterogeneidade dos instrumentos cognitivos e da forma de reporte estatístico, as associações entre parâmetros do P300 e domínios cognitivos foram adicionalmente sintetizadas por meio de síntese integrativa estruturada dos achados. Resultados: Dez estudos foram incluídos na síntese qualitativa. Os escores da NOS variaram entre 5 e 9 estrelas, com limitação recorrente no domínio de comparabilidade. Quatro estudos forneceram dados suficientes para a meta-análise da latência do P300. A estimativa combinada sob modelo de efeitos aleatórios demonstrou prolongamento estatisticamente significativo da latência em indivíduos com epilepsia em comparação a controles (SMD = 1,29; IC 95%: 1,03–1,54; p < 0,001), sem evidência de heterogeneidade estatística (I² = 0%; τ² = 0,00; Q(3) = 2,01; p = 0,57). Testes de viés de publicação não indicaram assimetria significativa (Begg p = 0,333; Egger p = 0,303), embora o número reduzido de estudos limite o poder estatístico. Na síntese integrativa dos achados, o prolongamento da latência foi mais frequentemente associado a pior desempenho em cognição global, atenção, velocidade de processamento e funções executivas. A redução da amplitude esteve associada a prejuízos em atenção, funções executivas e memória de trabalho. Subgrupos com maior gravidade clínica, incluindo epilepsia farmacorresistente e politerapia, apresentaram alterações combinadas de latência prolongada e amplitude reduzida acompanhadas de pior desempenho cognitivo. Conclusão: As evidências indicam que o P300 é um marcador eletrofisiológico sensível do comprometimento cognitivo na epilepsia, refletindo características clínicas da doença e os efeitos do tratamento, com potencial aplicação complementar à avaliação neuropsicológica.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Análise da expressão de citocinas e neurônios maduros em ratos que sofreram status epilepticus induzido por pilocarpina
    (Universidade Federal do Pará, 2023-02-24) SILVA, Bruno Ponciano da; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; LIMA, Silene Maria Araujo de; http://lattes.cnpq.br/8961057812067156; FRANCO, Edna Cristina Santos; PANSANI, Aline Priscila; http://lattes.cnpq.br/5939607544965550; http://lattes.cnpq.br/6385679829734771; https://orcid.org/0000-0003-2909-949X; https://orcid.org/0000-0001-6898-5940
    Este trabalho teve como objetivo examinar a ação de citocinas envolvidas no processo inflamatório e o padrão de perda neuronal em ratos adultos com epilepsia do lobo temporal mesial (ELTM) na região CA2 hipocampal, induzido através da utilização da droga pilocarpina. Foram utilizados 11 ratos adultos da raça Wistar, onde 6 deles receberam tratamento com Pilocarpina e foram sacrificados em 1 e 7 dia pós status epilepticusrespectivamente,5 deles receberam tratamento com solução salina. O modelo experimental de pilocarpina foi bem sucedido em reproduzir os efeitos prejudiciais da ELTM em ratos, causando status epilepticus, danos localizados nos subcampos hipocampais e morte neuronal, utilizando a escala de escala de Racine (1972) para avaliação do comportamento das crises. O anticorpo anti-PCP4 permitiu a localização precisa e análise das características oculares da região CA2 hipocampal. Não foi encontrada uma relação clara entre a citocina anti-inflamatória IL-10 e a proteção neurológica da região CA2, mas a presença da citocina inflamatória IL-1β em CA2 e CA3 no grupo de 1 dia, bem como a diminuição dessa citocina na região CA2 do grupo 7 dias, sugere uma possível migração da inflamação ao longo do tempo, impulsada por fatores neuroprotetores, tais como a rede Perineuronal, receptor EP2 e outras citocinas anti-inflamatórias.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Análise da expressão de citocinas inflamatórias em hipocampo de pacientes com epilepsia mesial do lobo temporal: sugestões para a aplicabilidade de testes de memória pós-cirurgia
    (Universidade Federal do Pará, 2019-08-02) SOUZA, Laize Souto Farage de; BRINO, Ana Leda de Faria; http://lattes.cnpq.br/9930065472602966; LIMA, Silene Maria Araujo de; http://lattes.cnpq.br/8961057812067156; FRANCO, Edna Cristina Santos; ROCHA, Fernando Allan de Farias; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/5939607544965550; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; https://orcid.org/0000-0003-2909-949X; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050
    A neuroinflamação é um evento secundário importante da fisiopatologia dos distúrbios neurais agudos e crônicos. Ele compreende componentes humorais e celulares dos sistemas imunes inato e adaptativo. A ativação microglial é um evento crucial nos distúrbios neuronais crônicos, com consequências deletérias e/ou benéficas. Na epilepsia, uma reação microglial intensa e de longa duração tem sido descrita usando modelos experimentais de status epilepticus, o que indica um importante papel da microgliose no dano neuronal. No entanto, os padrões de ativação microglial não foram sistematicamente investigados no cérebro de pacientes humanos com diferentes graus de esclerose hipocampal devido à epilepsia do lobo temporal (ELT). Neste estudo, explorou-se o padrão de reação microglial no hipocampo de pacientes com ELT com diferentes histórias clínicas e submetidos a hipocampectomia unilateral para tratamento de ELT refratária. Amostras de hipocampo foram obtidas através da ressecção desse hipocampo. Foram utilizados o tecido de um paciente que apresentou a primeira convulsão na infância, a qual se tornou contínua (P4) e de um paciente com latência de décadas após a primeira convulsão (P5). As amostras de tecido removidas durante a cirurgia foram coletadas em solução salina estéril e logo após foram colocadas em paraformaldeído a 4% por 24 horas. Após esse período, as amostras de tecido dos pacientes P4 e P5 foram crioprotegidas em diferentes gradientes de solução de glicerol e sacarose por duas semanas e cortadas usando um criostato a 40 µm de espessura. As secções foram submetidas à imunohistoquímica para imunomarcação de microglia (anti-Iba1) e citocina antiinflamatória (TGF-β). Ativação microglial generalizada com diferentes graus de microgliose estava presente no hipocampo dos pacientes P4 e P5. No entanto, a reação microglial foi mais intensa em P4, caracterizada por um número considerável de microglia degenerativa e distrófica e células bastonetes. As células positivas para TGF-β estavam conspicuamente presentes no hipocampo de ambos os pacientes em cavidades parecidas com clusters e distribuídas de forma esparsa sobre o parênquima do hipocampo. A história clínica de cada paciente, com mais ou menos convulsões ao longo do tempo, parece induzir padrões diferenciais de resposta microglial durante ELT. No presente estudo, o paciente com crises contínuas durante muitos anos, sem latência, apresentou intensa ativação microglial, distrofia e degeneração que se assemelham aos achados patológicos presentes na DA. Reações antiinflamatórias por células não microgliais também estavam presentes, como sugerido pela presença generalizada de células positivas para TGF-β sobre o parênquima do hipocampo.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Análise Quantitativa de Neurônio e Interleucina -1 beta em ratos que submetido a Status Epilepticus pelo Modelo de Pilocarpina
    (Universidade Federal do Pará, 2024-10-25) ARAUJO BRASIL, Rebeca de Melo; FRANCO, Edna Cristina Santos; http://lattes.cnpq.br/5939607544965550; https://orcid.org/0000-0003-2909-949X; LIMA, Silene Maria Araujo de; http://lattes.cnpq.br/8961057812067156; ROCHA, Fernando Allan de Farias; SILVA, Maria Luisa da; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; http://lattes.cnpq.br/2101884291102108; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050; https://orcid.org/0000-0002-8949-5622
    A epilepsia é a predisposição de desenvolver crises epilépticas espontâneas e recorrentes. Ela é uma doença do sistema nervoso mais comuns na população mundial e cerca d 30% dos pacientes apresentam Epilepsia Refratária, por isso existe grande interesse em desenvolver novas formas de tratamento e estudar a fisiopatologia da doença em modelos animais. Uma das principais epilepsias refratárias é a Epilepsia do Lobo Temporal (ELT), que costuma apresentar lesão na região do hipocampo denominada de Esclerose Hipocampal (EH), por isso o hipocampo é um dos focos epilépticos mais estudados. Tradicionalmente um aumento da expressão de IL - 1 beta e da ativação microglical são característicos de processo inflamatório no sistema nervoso. A resposta inflamatória é uma forma de defesa contra agressões no local, mas quanto exagerada pode aumentar o dano no tecido, inclusive na epilepsia. Neste trabalho para identificar e quantificar a tendência de perda neural e processo inflamatório no hipocampo, após Status epilepticus induzido por pilocarpina foram usados 11 animais sobreviventesdivididos em 3 grupos: Grupo controle (n=5), apenas solução salina sem ser induzido á crises epilépticas, com tempo de sobrevida de 7 dias; Grupo pilocarpina 7 dias (n=3), animais com sobrevida de até 7 dia após a indução das crises. EM seguida, foi feita a extração dos encéfalos e testes imunohistoquimico com anticorpo anti-NeuN e anti-IL-1beta, para contagem no padrão de marcaão. Todos os esforços foram aplicados para evitar o estresse excessivos dos animais durante os procedimentos. A morfologia do hipocampo e a marcação das células com o anticorpo Anti-NeuN foi observada nos três grupos, o grupo controle apresentou mais células do que os demais, já a marcação Anti-IL-1beta foi mais fraca nos grupos controle e reduzida no grupo pilocarpina 7 dias, e com maior intensidade e expressão no grupo pilocarpina 1 dia, os grupos foram comparados com o teste estatístico Kruskal-Walls e não apresentaram diferenças significativas, porém um padrão de acordo com o previsto em um estudo anterior do nosso grupo que pode ser investigado com outras amostragens sobre o desenvolvimento do processo inflamatório e sua migrção para as diferentes áreas hipocampais e reafirmamos a relevância da prevenção e tratamento precoce das crises.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Ativação microglial, perda neuronal e astrocitose em um modelo experimental de epilepsia do lobo temporal
    (Universidade Federal do Pará, 2011-05-12) FERREIRA, Elane de Nazaré Magno; LEAL, Walace Gomes; http://lattes.cnpq.br/2085871005197072
    A epilepsia é uma condições neurológicas crônicas graves mais prevalentes no mundo inteiro. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que em cada 100.000 habitantes, 45 a 50 apresentam a doença em países desenvolvidos, subindo para 122 a 190, nos países em desenvolvimento, como o Brasil. Não há fatores de risco em relação a sexo, raça ou idade, mas acredita-se que algumas mutações gênicas estejam relacionadas com o aumento do risco de se apresentar a doença. A fisiopatologia da epilepsia envolve fatores complexos, como perda de inibição e aumento da excitabilidade neuronal em diversas regiões encefálicas, principalmente o hipocampo. Defeitos de canais iônicos e transportadores e receptores para neurotransmissores podem contribuir para a patogênese da doença. A resposta inflamatória possui um papel importante na fisiopatologia da epilepsia. Evidências recentes sugerem um papel fundamental da ativação microglial para a exacerbação das crises convulsivas. Nesta dissertação, descrevemos os padrões gerais de ativação microglial, astrocitária e perda neuronal nas regiões CA1, CA3 e hilo do giro denteado do hipocampo e nos córtices motor, peririnal, entorrinal lateral e complexo amigdaloide na primeira semana após Status Epilépticus (SE) induzido por injeção de pilocarpina. Inibiu-se a ativação microglial com minociclina. Realizou-se imunohistoquímica para a marcação de neurônios (anti-NeuN), micróglia em geral (anti-Iba1), micróglia/macrófagos ativados (anti-ED1), astrócitos (anti-GFAP). Quantificou-se o número de neurônios e micróglia ativada em regiões hipocampais. Houve intensa ativação microglial e astrocitária nas diversas regiões motoras e límbicas estudadas, principalmente entre 3 e 7 dias após a indução de SE. O tratamento com a minociclina diminui significativamente ativação microglial no hipocampo nos tempos acima citados (p<0,05), mas não influenciou a astrocitose. A inflamação foi considerável nas regiões extrahipocampais, onde teve o ápice nos tempos de sobrevida precoces. Não houve perda de neurônios hipocampais na primeira semana após SE, apesar de alterações neuronais esporádicas terem sido observadas. Estes resultados sugerem que a resposta inflamatória é um evento generalizado e precoce, afetando diversas áreas motoras e límbicas, após SE induzido injeções de pilocarpina, mesmo na ausência de perda célular evidente. Os padrões de ativação microglial e astrocitária podem ser usados como marcadores do comprometimento tecidual progressivo em modelos experimentais de epilepsia.
  • TeseAcesso aberto (Open Access)
    Avaliação anticonvulsivante e pró-convulsivante de óleos essenciais de Lippia origanoides e Rosmarinus officinalis em ratos: um estudoeletrofisiológico
    (Universidade Federal do Pará, 2025-05) ARAÚJO, Daniella Bastos de; HAMOY, Moisés; http://lattes.cnpq.br/4523340329253911; https://orcid.org/0000-0002-2931-4324
    A epilepsia é um distúrbio neuronal caracterizado pela excitabilidade anormal do cérebro, levando a convulsões. Apenas cerca de 66% dos pacientes epilépticos respondem adequadamente ao tratamento com os anticonvulsivantes convencionais existentes, tornando necessária a investigação de novos medicamentos antiepilépticos. A crescente pesquisa sobre produtos naturais e suas propriedades farmacológicas tem se tornado cada vez mais promissora, particularmente no estudo dos óleos essenciais, já amplamente utilizados na cultura popular para o tratamento de diversas doenças. Os presentes estudos avaliaram os efeitos anti e pró-convulsivante dos óleos essenciais de Lippia origanoides (LOEO) e Rosmarinus officinalis (EORO) em ratos wistar. Avaliamos o óleo essencial de Lippia origanoides (LOEO) (100 mg/kg i. p.) em comparação ao diazepam (DZP) (5 mg/kg i. p.) e à administração combinada dessas duas substâncias para controlar convulsões induzidas por pentilenotetrazol (PTZ) (60 mg/kg i. p.). Essa avaliação foi realizada utilizando 108 ratos Wistar machos, que foram divididos em dois experimentos. Experimento 1 – Avaliação comportamental e experimento 2 – Avaliação eletrocorticográfica. Já com o óleo essencial de alecrim avaliamos altas doses em 54 ratos Wistar, com peso entre 180 e 200 g. O estudo consistiu em três experimentos: 1) monitoramento comportamental dos animais após administração de 500 mg/kg i.p.; 2) registros eletrocorticográficos após administração do fármaco; 3) reação a fármacos anticonvulsivantes, onde foram aplicados fenitoína, fenobarbital e diazepam (10 mg/kg i.p.). Com o LOEO os animais apresentaram uma diminuição mais intensa da frequência respiratória quando combinados com LOEO + DZP. Os registros de EEG mostraram uma redução na amplitude de disparo nos grupos tratados com LOEO. O tratamento combinado com diazepam resultou em aumento dos efeitos anticonvulsivantes, já com o EORO os resultados demonstraram aumento do tempo de latência para o aparecimento de crises clônicas isoladas sem perda do reflexo postural. Os animais apresentaram uma diminuição mais intensa da frequência respiratória quando combinados com LOEO + DZP. Os registros de EEG mostraram uma redução na amplitude de disparo nos grupos tratados com LOEO. O tratamento combinado com diazepam resultou em aumento dos efeitos anticonvulsivantes. O tratamento com LOEO foi eficaz no controle das convulsões, e sua combinação com diazepam pode representar uma opção futura para o tratamento de convulsões de difícil controle, já o tratamento com EORO demonstra uma atividade excitatória relacionada a redução da atividade GABAérgica.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Avaliação pré-clínica da duloxetina em modelo de convulsão: análise comportamental, eletroencefalográfica e influência no estresse oxidativo
    (Universidade Federal do Pará, 2014-06-17) COELHO, Danielle Santana; CRESPO LÓPEZ, Maria Elena; http://lattes.cnpq.br/9900144256348265
    O transtorno epiléptico apresenta alta prevalência e severidade. Além da gravidade da epilepsia per se, este distúrbio pode ser acompanhado de várias comorbidades, sendo a depressão a principal comorbidade psiquiátrica. Os mecanismos envolvidos na relação epilepsia/depressão ainda não estão bem esclarecidos, e sabe-se que o tratamento de ambos os distúrbios pode ser problemático, já que alguns anticonvulsivantes podem causar ou aumentar sintomas depressivos, enquanto alguns antidepressivos parecem aumentar a susceptibilidade a convulsões. Por outro lado, estudos têm demonstrado que alguns antidepressivos, além de seguros, também possuem atividade anticonvulsivante como a venlafaxina, um inibidor da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN). Considerando que a duloxetina, outro IRSN, apresenta uma inibição mais potente sobre transportados monoaminérgicos e que não existe nada na literatura a respeito de sua influência sobre convulsões apesar de que está sendo aplicado atualmente na clínica, o objetivo do nosso estudo é verificar o possível efeito anticonvulsivante da duloxetina através do modelo de convulsões induzidas pelo pentilenotetrazol (PTZ) em camundongos. Para tal, camundongos foram pré-tratados com duloxetina (10, 20, 40 mg/kg/i.p.) e trinta minutos após receberam uma injeção intraperitoneal de PTZ (60 mg/kg). Por vinte minutos os animais foram monitorados para a avaliação dos tempos de latência para o primeiro espasmo mioclônico e a primeira crise tônico-clônica, como também o tempo de duração das convulsões e de sobrevida. A análise eletroencefalográfica foi utilizada para avaliar a severidade das crises (aumento da amplitude das ondas). Após esse período os animais foram sacrificados, o córtex cerebral dissecado e análises bioquímicas (atividade da superóxido desmutase (SOD), catalase (CAT), níveis de nitritos e peroxidação lipídica) foram feitas para investigação dos mecanismos pelos quais a droga influencia as convulsões. Os resultados preliminares demonstraram que a duloxetina apresenta atividade anticonvulsivante, sendo capaz de aumentar significativamente o tempo de latência tanto para o primeiro espasmo clônico, como para a primeira convulsão tônico-clônica induzidas pelo pentilenotetrazol. Ainda a avaliação eletroencefalográfica demonstrou que a duloxetina na dose de 20 mg/kg diminuiu significativamente a amplitude das ondas enquanto a dose de 40 mg/kg aumentou significativamente a amplitude em comparação a todos os tratamentos. Quanto à avaliação da influência no estresse oxidativo, animais tratados apenas com PTZ apresentaram um aumento significativo do nível de peroxidação lipídica, e diminuição da atividade da SOD e da CAT. Quanto ao nível de nitritos não houve nenhuma alteração significativa entre os tratamentos. A duloxetina na dose de 20 mg/kg se mostrou efetiva para evitar as alterações induzidas pelo PTZ nos parâmetros de estresse oxidativo avaliados. A atividade anticonvulsivante da duloxetina (20 mg/kg) colabora com a teoria que tem sido apresentada nos últimos ano de que a modulação da neurotransmissão serotonérgica e noradrenérgica pode ter efeito anticonvulsivante. Ainda, a capacidade da duloxetina de inibir a exacerbação do estresse oxidativo envolvido nas convulsões induzidas pelo PTZ corrobora com estudos que demonstram que algumas substâncias anticonvulsivantes podem modular as convulsões pelo menos em parte por sua atividade antioxidante. Portanto concluímos que a duloxetine é um adjuvante promissor para o tratamento de pacientes que apresentam a comorbidade epilepsia e depressão.
  • TeseAcesso aberto (Open Access)
    Caracterização comportamental e eletroencefalográfica das convulsões induzidas pelo cunaniol e acetato de cunaniol extraídos das folhas de Clibadium sylvestre, um modelo de convulsão generalizada experimental em ratos (Wistar)
    (Universidade Federal do Pará, 2011-12-15) HAMOY, Moisés; NASCIMENTO, José Luiz Martins do; http://lattes.cnpq.br/7216249286784978
    A Clibadium sylvestre é largamente distribuída na região amazônica, onde é conhecida como cunambi ou cunhambi, e sua ingestão causa embriaguez, ou mesmo morte dos peixes, demonstrando propriedade ictiotóxica. Os compostos existentes nas folhas da Clibadium sylvestre são poderosos estimulantes do sistema nervoso central, suas folhas contêm substâncias com potencial convulsivante. As alterações eletroencefalográficas, crise convulsiva e os efeitos de drogas no controle do comportamento convulsivo foram estudados bem como a via metabólica dos componentes acetato de cunaniol e cunaniol. O trabalho foi realizado em ratos wistar machos adultos, tratados com DE50 de 2,92 mg/kg ou DL50 de 3,64 mg/kg de cunaniol a via de administração utilizada foi a intraperitoneal. Após a administração do cunaniol, a evolução das crises convulsivas foram observadas, permitindo classificá-las de acordo com a intensidade de apresentação e relacionar com a concentração plasmática do cunaniol. Os parâmetros eletroencefalográficos, da atuação das drogas no controle das convulsões e a característica cíclica foram determinadas e avaliadas. A análise de plasma obtido por cromatografia líquida após a aplicação das substâncias convulsivantes indicam que o acetato de cunaniol sofre desacetilação dando origem ao cunaniol, droga responsável pelo quadro convulsivo. Dados eletrocorticográficos demonstraram cinco padrões de traçados diferentes durante registro de 4 horas permanecendo com alterações de traçado por 12 horas após aplicação. As drogas utilizadas para prevenir o desencadeamento das convulsões, as mais efetivas foram o Diazepam, o Fenobarbital e a Quetamina. O comportamento convulsivo foi classificado em cinco estágios. Para a ocorrência dos estágios 4 e 5 não houve diferenças estatísticas quanto à concentração plasmática de cunaniol.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Classificação de eletroencefalogramas epiléticos em estado de repouso com aplicação de classificadores lineares e um atributo derivado da densidade espectral de potência
    (Universidade Federal do Pará, 2019-12-04) FIEL, José de Santana; PEREIRA JÚNIOR, Antônio ; http://lattes.cnpq.br/3239362677711162
    Milhões de brasileiros são afetados pela epilepsia e o acesso ao diagnóstico precoce é crucial para o seu tratamento adequado. No entanto, o diagnóstico de epilepsia depende da avaliação de registros eletroencefalográficos (EEG) de longa duração realizados por profissionais treinados, transformando-o em um processo oneroso que não está imediatamente disponível para muitos pacientes no Brasil. Assim, o presente trabalho propõe uma metodologia para a classificação automática do EEG de indivíduos epiléticos, que utiliza registros de EEG de curta duração obtidos com o paciente em repouso. O sistema é baseado em algoritmos de aprendizado de máquina que usam um atributo extraído da densidade espectral de potência dos sinais de EEG. Esse atributo é uma estimativa da conectividade funcional entre os pares de canais de EEG e é chamado debiased weighted phase-lag index (dWPLI). Os algoritmos de classificação foram análise discriminante linear (LDA) e máquinas de vetores de suporte (SVM). Os sinais de EEG foram adquiridos durante o estado interictal, isto é, entre convulsões e não tinham atividade epileptiforme. Registros EEG 11 pacientes epiléticos e 7 indivíduos saudáveis foram utilizados para avaliar o desempenho do método proposto. Ambos os algoritmos atingiram seu desempenho máximo de classificação, 100 % de precisão e área sob a curva de característica de operação do receptor (AUROC), quando um vetor de característica com 190 atributos foi usado como entrada. Os resultados mostram a eficácia do sistema proposto, dado seu alto desempenho de classificação.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Efeitos da cirurgia de ressecção hipocampal unilateral sobre os padrões de neurogênese e memória em ratos wistar adultos
    (Universidade Federal do Pará, 2019-02-22) CARDOSO, Giuliana Thaissa Modesto; BRINO, Ana Leda de Faria; http://lattes.cnpq.br/9930065472602966; LIMA, Silene Maria Araujo de; http://lattes.cnpq.br/8961057812067156; GALVÃO, Olavo de Faria; FRANCO, Edna Cristina Santos; LEAL, Walace Gomes; http://lattes.cnpq.br/7483948147827075; http://lattes.cnpq.br/5939607544965550; http://lattes.cnpq.br/2085871005197072; https://orcid.org/0000-0001-9912-3833; https://orcid.org/0000-0003-2909-949X
    A epilepsia do lobo temporal (ELT) é o tipo mais comum de epilepsia focal em adultos e a esclerose hipocampal (EH) é o achado patológico mais comum neste tipo de epilepsia. Em casos refratários de ELT, os pacientes são indicados à cirurgia de ressecção unilateral do hipocampo afetado que geralmente não causa danos cognitivos aos pacientes. Sabe-se que no hipocampo existe uma área neurogênica presente na zona subgranular do giro denteado, a qual promove a formação de novos neurônios mesmo na vida adulta. A existência de neurogênese compensatória na zona subgranular contralateral a cirurgia poderia explicar a ausência de danos cognitivos nesses pacientes. Pretendemos investigar a modulação de neurogênese no hipocampo contralateral remanescente em modelos animais submetidos a cirurgia de hipocampectomia unilateral assim como investigar os processos de aprendizagem e memória. Para isso, utilizamos 18 ratos Wistar adultos, divididos em três grupos, G15 (n = 6), G30 (n = 6) e controle (n = 6). Os grupos G15 e G30 foram submetidos ao procedimento cirúrgico de hipocampectomia unilateral no qual os animais foram profundamente anestesiados com uma mistura de cetamina (80 mg/kg) e xilazina (10 mg/kg) até a completa ausência de movimentos oculares e reflexo interdigitálicos. Os mesmos foram posteriormente fixados em aparelho estereotáxico e o hipocampo dorsal localizado de acordo com as coordenadas estereotáxicas. Em seguida, o córtex adjacente e o hipocampo do hemisfério esquerdo foram completamente removidos cirurgicamente em bloco. Os animais G15 e G30 foram mantidos por um período de sobrevida de 15 e 30 dias, respectivamente, após a cirurgia. O grupo controle não foi submetido ao procedimento. Para analisarmos se houve algum comprometimento de aprendizado e memória, os animais dos três grupos foram submetidos à análise de aprendizagem no labirinto radial de oito braços durante 7 dias. Após esse período, os animais foram perfundidos com solução salina a 0.9% e paraformaldeído a 4% em Tampão fosfato 0.1M. Os encéfalos foram pós-fixados por 48 horas e seccionados em criostato a 30µm. A seguir, realizou-se imunohistoquimica em secções de hipocampo direito para a visualização de corpos celulares de neurônios maduros (anti-NeuN) e neuroblastos migratórios (anti-DCX). Os resultados do teste comportamental não apresentaram diferenças significativas de aprendizado e memória entre os grupos. A imunomarcação apresentou diferenças entre os grupos G15 e G30 quando comparados ao grupo controle. Os grupos cirúrgicos apresentaram maior quantidade de neuroblastos marcados quando comparados ao grupo controle, o que nos leva a considerar a possibilidade dessa imunomarcação indicar uma possível neurogênese compensatória no hipocampo remanescente nesses animais. Além disso, a cirurgia de hipocampectomia unilateral não acarretou danos cognitivos nos nossos animais experimentais, o que está de acordo com os resultados observados em humanos e valida essa metodologia como uma importante ferramenta para investigar as bases neurais que modulam a ELT nos pacientes humanos.
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