Navegando por Assunto "Escola ribeirinha"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) A acessibilidade de uma escola ribeirinha num dado contexto da Amazônia paraense(Universidade Estadual Paulista, 2022) FORMIGOSA, Marcos Marques; COSTA, Kélli Cristina de Jesus Ferreira; GIESE, Jhennifer Lorenna Freitas; MILÉO, Irlanda do Socorro de OliveiraO artigo analisa a acessibilidade, numa perspectiva de desenho universal, em uma escola ribeirinha, no Rio Xingu, em Altamira (PA). A pesquisa tem inspirações etnográficas, com dados produzidos por meio de vivências entre 2018 e 2019 em uma comunidade ribeirinha. Esses dados foram registrados em diário de campo e multimídias e analisados numa abordagem qualitativa. A pesquisa empírica mostrou que a arquitetura da escola possui carências de acessibilidade, tanto para as pessoas com deficiência permanente, como àquelas com mobilidades reduzidas sejam elas momentâneas ou permanentes. Em seus espaços internos e externos, as instalações e funcionamento são precários, indo de encontro com o que determinam as normas e a legislação vigentes, pois não há: banheiros adequados; rampas de acesso no porto da escola e nem na entrada na sala de aula; sinalização nos espaços; ventilação inapropriada; energia elétrica e água encanada; espaços de lazer e atividades físicas; refeitório, etc. Tais espaços implicam na precarização do trabalho docente, assim como refletem, de forma negativa, nos processos de ensino e de aprendizagem das crianças que frequentam a escola, bem como mantém as famílias da comunidade sem acesso à ela. Consideramos a necessidade imediata, de implementação de políticas públicas de acessibilidade em tal contexto, bem como em outras escolas do campo da região amazônica, em especial nas ribeirinhas.Tese Acesso aberto (Open Access) Currículo menor de ciências: atravessamentos por uma escola ribeirinha da Amazônia Tocantina Paraense(Universidade Federal do Pará, 2019-04-30) CORRÊA, Edilena Maria; BRITO, Maria dos Remédios de; http://lattes.cnpq.br/6896268801860211; https://orcid.org/0000-0002-0478-5285Um currículo é um modo de vida, de existência, um espaço de experimentar, de fazer e de produzir. Um currículo é uma discursividade, é um processo de produção. Um currículo é vida. Nas práticas educativas habitam vidas, fazeres em movimentos, um currículo de ciências assim como um currículo em outras áreas de saberes sempre é um processo de inventividade. Para esse processo de pesquisa-criação a ideia advém pelo argumento de que o currículo de ciências é vida, embora esteja oficialmente nas malhas duras e sedentárias. A ciência é um saber também produzido na inventividade como qualquer outro. Dessa forma, o currículo de ciências que se pontua nessa pesquisa vem pelas linhas menores, agenciado por potências vivas das vidas comunitárias, dos modos de produção alimentares e processos singulares dessas vidas que cruzam o ambiente escolar ribeirinho. Entendendo o currículo de ciências atravessado pelo saber escolar e os saberes habituais de uma comunidade ribeirinha da Amazônia Tocantina Paraense. A pesquisa invenção se deu entre moradores da Ilha de Pacuí de Cima, município de Cametá-Pa, na Escola Professor Fulgêncio Wanzeler e teve como questões disparadoras: que potências um currículo menor de ciências oferece para o alargamento das práticas educativas? O que podem as práticas menores de um currículo de ciências? Como o currículo de ciências menor se produz pelas singularidades? A pesquisa invenção tem como objetivo criar, singularmente, um currículo de ciências menor atravessado por n’composições de saberes que arrastam a ciência para outras visibilidades no espaço da escola da Ilha de Pacuí. A ideia é pensar um programa de experimentação que ofereça vozes às heterotopias. Dessa forma, a pesquisa vem cruzada pelo pensamento teórico da Filosofia da diferença deleuziana por modos de variações e deslocamentos conceituais, também promove um esforço de criação poética de um caderno de professora/estudantes atravessado pelas potências curriculares de ciências em variação de uma escola ribeirinha da Amazônia Tocantina Paraense. O processo poético do caderno é atravessado pela criação de um currículo menor de ciências no envolvimento de práticas escolares no ambiente amazônico. Além disso, a Tese agencia, poeticamente, imagens diversas, desenhos, colagens, digressões entre atravessamentos das águas e fotografias. A Tese também produz, amadoramente, um caderno de imagens fotográficas, registros diários dos meus atravessamentos entre a escola e a comunidade que dar a pensar o currículo de ciências. Como aposta de passagem-conclusão, a tese criação entende que um currículo menor não é um modelo a ser seguido, nem um pacote engradado se saberes acabados. O currículo menor de ciências que atravessa a tese criação atenta para as linhas da singularidade, como um programa de experimentação que atravessa a vitalidade de cada escola, professor, estudante. Uma aposta nas aberturas das práticas curriculares de ciências.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Para uma pedagogia cultural da tradição: práticas de professores ribeirinhos na Ilha de Marajó(Universidade Federal do Pará, 2017-12-05) PIRES, Esmeraldo Tavares; SILVA, Carlos Aldemir Farias da; http://lattes.cnpq.br/7226908910873590; https://orcid.org/0000-0001-5463-1316A ação docente assume papel fundamental no campo educacional em qualquer nível de ensino. Logo, as práticas dos professores na escola devem espelhar o contexto sociocultural vivido pelos estudantes, sobretudo em turmas multianos ribeirinhas, nas quais o universo é plural. A temática das práticas docentes nas escolas campesinas tem mobilizado diversos estudos e novos argumentos ganham potência a partir das pesquisas de Gonçalves (2005), Oliveira (2003, 2008, 2009, 2011), Almeida (2010, 2017), Farias (2006) e Hage (2005, 2006, 2011). Esse conjunto de autores demonstra a importância a respeito das discussões sobre as práticas desenvolvidas pelos professores dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental em turmas multianos e valorizam a diversidade cultural das populações ribeirinhas na Amazônia. O questionamento desta pesquisa centra-se em entender como sucede o ensino de Ciências nos Anos Iniciais da Educação Básica e a integração de saberes em turma multianos na escola ribeirinha. A fim de perscrutar a questão de investigação, trabalhamos com entrevistas compreensivas (KAUFMANN, 2013) e com observação (VIANNA, 2003). Permanecemos na escola de julho de 2016 a abril de 2017, quando gravamos as entrevistas semiestruturadas e fizemos as observações concomitantemente. Ao longo desses nove meses, entrevistamos três docentes que lecionam na Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental Santa Elisa, no município de Ponta de Pedras, na Ilha de Marajó, estado do Pará, e realizamos observações em suas salas de aula, objetivando analisar como os professores integram saberes em suas aulas de Ciências nos anos escolares iniciais em turmas multianos. A partir da análise das seis práticas intituladas biojoias, carimbó, matapi, plantas e ervas, contos e corpo, desenvolvidas pelos professores, foi possível compreender o significado que eles atribuem à sua cultura e como acolhem saberes plurais em suas aulas, fortalecendo, assim, a identidade dos estudantes ribeirinhos, uma vez que os conteúdos curriculares dispostos nos livros didáticos não abarcam plenamente a complexidade exigida pelas turmas multianos. Como resultado, inferimos que as práticas desenvolvidas integram saberes socioculturais da região com os conhecimentos escolares, tornando-os significativos na vida dos estudantes, o que contribui para a valorização da identidade e da diversidade cultural dos ribeirinhos marajoaras. Cultivar práticas que tenham por base os saberes socioculturais seculares das populações ribeirinhas permite reafirmar os princípios éticos da educação em prol de uma sociedade múltipla, plural e diversa. Esperamos, assim, que as reflexões propostas fomentem outras discussões com enfoque na educação ribeirinha na Amazônia. Conclui-se que a vida ribeirinha amazônica – se reatualizada pelas práticas educativas nas escolas – permite a afirmação e atualização da diversidade sociocultural da região. Uma pedagogia cultural da tradição pode favorecer aos alunos ribeirinhos a construção de um horizonte de futuro, onde sejam eles a definir o curso das águas que desejarem.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Práticas colaborativas de professores ribeirinhos: reflexões sobre a construção do conceito de número(Universidade Federal do Pará, 2019-12-16) SANTOS, Batista Moraes dos; MANFREDO, Elizabeth Cardoso Gerhardt; http://lattes.cnpq.br/5159121717599196; https://orcid.org/0000-0002-5391-0097A pesquisa tratou da formação do professor frente ao conceito de número no primeiro ano do Ensino Fundamental em escolas ribeirinhas, com referência nas ações colaborativas do pesquisador e de dois professores escolares. Teve como objetivo compreender processos cognitivos na construção do conceito de número de alunos do 1º ano do Ensino Fundamental em escolas ribeirinhas, por meio de práticas docentes colaborativas, com reflexões e intervenções no ensino e em aprendizagens matemáticas. Caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa de caráter colaborativo da qual participaram o professor pesquisador, dois professores colaboradores, 20 alunos do 1˚ ano da Escola ‘A’ da rede municipal de ensino, e 24 alunos do 1º ano da Escola ‘B’ da rede estadual de ensino, ambas localizadas na Ilha de Cotijuba, área ribeirinha do município de Belém-PA. Durante o primeiro semestre letivo de 2018, foram realizadas observações participantes, momentos de estudos de textos e elaboração de atividades matemáticas, visando melhorar a formação pedagógica dos envolvidos para compreender e intervir nos processos de construção conceitual de número dos alunos. As bases teóricas e conceituais fundamentam-se nos estudos psicogenéticos de Jean Piaget e colaboradores, com ênfase no conceito de número e na construção dele pela criança. As análises e as ações colaborativas realizadas indicam que os alunos ao iniciarem o ensino fundamental apresentam noções de numeralização, visto que sabem o que é muito, o que é pouco, maior e menor e percebem o numeral como representante de quantidade. Todavia, ao final notamos ainda que poucos alunos apresentam a percepção relacional de número, pois ainda não realizam a igualdade e a conservação de quantidades descontínuas, embora tenham avançado com as atividades realizadas. Quanto ao contexto colaborativo, percebeu-se, ao longo da pesquisa, que o compartilhar de experiências e momentos de formação no ambiente de atuação geram possibilidades de desenvolvimento pessoal e profissional dos professores e dos alunos desses professores. A colaboração alicerça o pensar e o agir; e o agir e refletir em um movimento espiralado que perpassa a observação crítica da própria prática frente às ações do outro e a sua própria ação, intervindo diretamente no fazer pedagógico dos professores e na aprendizagem de seus alunos.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Relações interculturais em processo educativos de povos ribeirinhos da Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2019-09) COSTA, Kleby Miranda; LOPES, Jorge DominguesA prática intercultural, no ensino de línguas estrangeiras, colabora para a construção de relações apaziguadoras no campo da tolerância, do respeito ao outro e na recepção de uma leitura positiva da pluralidade social e cultural que vislumbra a vida educacional dos estudantes. O trabalho teve por objetivo analisar as traduções interculturais na pratica de professores de língua estrangeira, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Almirante Barroso, na cidade de Mocajuba PA, destacando neste processo a tradução cultural e a dimensão linguística, na escola ribeirinha. Durante esta jornada investigativa, o referido projeto apresentou contribuições teóricas que ajudaram a formar uma nova visão nestes entre lugares de interação linguística e cultural: Jorge Larrosa (2002); Jacques Derrida (2002) em uma visão pós-colonial destacou-se: Homi Bhabha (2011) e com uma abordagem póscrítica no campo do currículo: Sandra Corazza (2007); Michael Foucalt (2013) e Tomaz Tadeu da Silva (2000). Os resultados apontaram que os elementos linguísticos estão diretamente ligados com as questões culturais tanto do idioma sendo estudado, quanto da própria cultura local. Essa ligação se dá através de um diálogo entre identidade e diferença. O presente estudo percutiu na criação de um projeto social no ano de 2014 que teve parceria com universidades públicas da região, onde proporcionou aulas de língua inglesa gratuitas, para diversos jovens de escolas públicas do município de Mocajuba PADissertação Acesso aberto (Open Access) Sistema de medidas e saberes socioculturais de ribeirinhos do Pindobal Miri no Baixo Tocantins(Universidade Federal do Pará, 2019-11-11) FREITAS, Verena Cissa Barbosa de Castro; BARROS, Osvaldo dos Santos; http://lattes.cnpq.br/8886478452699437Esse trabalho resulta da proposição de estudos do Sistema de Medidas para turmas do ensino fundamental II, em especial, 7º e 9º ano, em uma escola ribeirinha do Baixo Tocantins, na localidade de Pindobal Miri, município de Cametá/Pa. Tendo como objetivo: estruturar uma proposta de atividades, relacionando os conceitos do Sistema Métrico Internacional com os saberes tradicionais de medição praticados nesta comunidade ribeirinha. Nesse sentido, tomamos como referência o cotidiano e as práticas sociais da comunidade como base para o desenvolvimento de estratégias metodológico-didáticas de ensino e aprendizagem da Matemática escolar, em permanente diálogo com os valores da cultura tradicional desta localidade. As reflexões teóricas estão fundamentadas nas discussões de Alan Bishop, D’Ambrosio e Teresa Vergani que trazem importantes contribuições na inserção da cultura e do cotidiano do aluno no contexto do ensino e da aprendizagem de conceitos matemáticos nos ambientes de escolarização. O presente estudo se constitui em uma abordagem qualitativa de pesquisa, na perspectiva da Etnomatemática, que possibilita possíveis articulações entre as práticas tradicionais dos ribeirinhos e o ensino do Sistema de Medidas presente na matemática escolar. Caracteriza-se como uma investigação do tipo estudo de caso, por tomar como objeto um fenômeno contemporâneo inserido dentro do contexto da vida real, como definido por De Bruyne et al, neste caso, a extração e comercialização do fruto do açaí. Nesse sentido, os resultados apontam a importância da etnomatemática como uma abordagem que pode contribuir com o ensino e aprendizagem da matemática como também, é uma importante orientação à formação cidadã dos educandos, pois valoriza a cultura, os sujeitos e sua identidade e suas formas de pensar e agir, próprias do seu meio sociocultural.
