Navegando por Assunto "Escrita"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Afetividade e conhecimento: a apropriação da leitura e da escrita por uma mulher(Universidade Federal do Pará, 2005-01) FALABELO, Raimundo Nonato de OliveiraAFETIVIDADE E CONHECIMENTO: A APROPRIAÇÃO DA LEITURA E DA ESCRITA POR UMA MULHERDissertação Acesso aberto (Open Access) Aplicação de um programa de ensino informatizado para o estabelecimento de habilidades de leitura e escrita básica em indivíduos com dificuldades de aprendizagem(Universidade Federal do Pará, 2017-03-02) SANTOS, Carla Favacho dos; BOTELHO, Eliã Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/6276864906384922; https://orcid.org/0000-0002-9682-6530; GALVÃO, Olavo de Faria; http://lattes.cnpq.br/7483948147827075; https://orcid.org/0000-0001-9912-3833; PAIXÃO, Glenda Miranda da; http://lattes.cnpq.br/4907341979044292Crianças que possuem algum tipo de síndrome ou transtorno do neurodesenvolvimento têm o aprendizado dificultado, principalmente de repertórios acadêmicos, pois exigem foco da atenção e raciocínio abstrato, mas elas apresentam a capacidade de aprender, desde que fornecidas condições especiais e metodologias diferenciadas, com profissionais capacitados e ambientes adaptados para facilitar o seu aprendizado. Leitura e escrita são habilidades básicas para acesso à linguagem escrita e à aprendizagem de novos conhecimentos, que podem ser facilitadas por um programa de ensino informatizado, baseado no paradigma da equivalência de estímulos e na aprendizagem sem erros para ensinar esses repertórios a alunos com dificuldades de aprendizagem no ensino regular. Este estudo teve como objetivo geral comparar o ensino e a aquisição do repertório de leitura e escrita entre estudantes com dificuldades de aprendizagem de uma escola pública regular, da região metropolitana de Belém, com e sem histórico de fracasso escolar. O objetivo específico foi estabelecer repertório de leitura e escrita básica em sete indivíduos com dificuldades de aprendizagem, sendo quatro deles já expostos ao fracasso escolar no processo de alfabetização pelos métodos escolares tradicionais há pelo menos um ano, e os outros três recém inseridos no processo de alfabetização. Os resultados evidenciaram diferenças entre os alunos: os participantes com histórico de fracasso escolar avançaram mais e com menos erros nas tarefas do software de leitura. Concluiu-se que o período na escola, que resultou no “fracasso escolar”, foi efetivo em preparar para aprender quando expostos ao software de ensino de leitura e escrita.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação de modelo suplementar de ensino da leitura e escrita para escolares de risco para o fracasso acadêmico(Universidade Federal do Pará, 2023-09-20) OLIVEIRA, Ana Carolina Baia Silva de; CORRÊA, Hellen Vivianni Veloso; http://lattes.cnpq.br/1492707116121325; GALVÃO, Olavo de Faria; http://lattes.cnpq.br/7483948147827075; https://orcid.org/0000-0001-9912-3833; ENDEMANN, Peter; CASADO, Carla de Cássia Carvalho; DELAGE, Paulo Elias Gotardelo Audebert; http://lattes.cnpq.br/0017633274818707; http://lattes.cnpq.br/7836418506338392; http://lattes.cnpq.br/3679696815542979; https://orcid.org/0000-0002-0534-1483; https://orcid.org/0000-0002-8849-7319A leitura e escrita envolvem habilidades que permitem ao indivíduo interagir com o código linguístico. A aquisição de habilidades preditoras são consideradas fundamentais para sua aprendizagem. A investigação buscou verificar condições de ensino capazes de minimizar dificuldades na aquisição inicial de leitura e escrita, levando o aprendiz a desenvolver o processo de leitura e escrita. Em um estudo piloto procurou-se avaliar um modelo de suplementação de ensino que adotou o programa Response to Intervention - RTI, associando os paradigmas da consciência fonológica e da equivalência de estímulos em escolares do ciclo inicial da alfabetização com dificuldades de leitura e escrita. Foi feito um levantamento de repertório de habilidades básicas para leitura e escrita de 15 estudantes de primeira série através do protocolo de Identificação Precoce de Problema de Leitura - IPPL. De acordo com o desempenho foram constituídos dois grupos: Grupo A (com risco) e B (sem risco). Os Grupos A e B receberam intervenção em camada 1 do RTI através do Programa de Resposta à Intervenção Fonológica Associado à Correspondência Grafema-Fonema com Tutoria ao Professor - PRIPROF-T e o Grupo A recebeu intervenção associada do programa Aprendendo a Ler e a Escrever em Pequenos Passos – ALEPP, caracterizando a camada 2 do RTI. Após um trimestre de intervenção, os escolares expostos ao modelo RTI (Grupo A e Grupo B) com programas de suplementação de ensino alcançaram avanços significativos em seu repertório de habilidades preditoras da leitura e escrita, com destaque para segmentação silábica, produção de palavra a partir de fonema inicial, síntese fonêmica, análise fonêmica, identificação de fonema inicial, habilidades de memória operacional fonológica, e, leitura de palavras e pseudopalavras. A avaliação de desempenho acadêmico pós-intervenção alcançou uma proporção de 73% de aproveitamento. Obteve-se resultados positivos na aquisição de repertórios preditores para a aquisição da leitura e escrita e uma redução no quantitativo de escolares classificados ¨sob atenção¨ com risco de dificuldades de leitura e escrita, com aumento significativo de sua habilidade leitura de palavras e pseudopalavras. Escolares dos Grupos A e B alcançaram a habilidade e/ou expansão no seu repertório de palavras lidas. Constatou-se que as tecnologias de ensino suplementar se constituíram em uma oportunidade de sucesso para crianças com dificuldade de leitura e escrita.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação em obras didáticas de língua portuguesa : regulação no ensino e na aprendizagem da escrita?(Universidade Federal do Pará, 2019-08-22) BAHIA, Emídio Júnior Santos; CUNHA, Myriam Crestian Chaves da; http://lattes.cnpq.br/0057919162522146Este trabalho investiga a função da avaliação nas atividades relativas ao ensino e à aprendizagem da escrita em obras didáticas de língua portuguesa, uma vez que os documentos de referência para a educação em línguas no Brasil indicam que os recursos de avaliação nas obras devem estar alinhados à perspectiva da avaliação formativa cognitivista, cuja função é a regulação da aprendizagem. Para investigarmos isso, discutimos algumas concepções relativas aos eixos deste trabalho: avaliação, escrita e obra didática. No eixo “avaliação”, discutimos os conceitos de regulação da aprendizagem (ALLAL, 1984/1988, HADJI, 2011, PERRENOUD, 1999) e de autorregulação da aprendizagem (HADJI, 2011, PANADERO; ALONSO-TAPIA, 2014a, ZIMMERMAN; MOYLAN, 2009), conceitos basilares da avaliação formativa cognitivista. No eixo “escrita”, debatemos as modelos teóricos dessa atividade em contexto escolar (CHABANNE; BUCHETON, 2002), as concepções de avaliação da escrita nos documentos de referência (BRASIL, 1998a, 2013, 2016), além de comentarmos o modelo de escrita sugerido pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1998a), que apresenta semelhanças com o modelo de Hayes e Flower (1980). No eixo “obra didática”, tratamos dos conceitos de “obra didática” (BRASIL, 2015, 2015a), de “livro didático” (BATISTA, 2003), e situamos a obra didática como dispositivo didático para a regulação da escrita (WEISSER, 2010); além disso, discutimos as suas funções essenciais (CHOPPIN, 2004), dando especial atenção às funções referencial e instrumental, as quais são alinhadas, respectivamente, à perspectiva de transposição didática dos conteúdos (CHEVALLARD, 1991) e à perspectiva de mediação e de auxílio à intervenção (HALTÉ, 1992, CUNHA; CUNHA, 2011). Com base nessa reflexão examinamos três obras didáticas: “Português - linguagens”, “Projeto Teláres – Português” e “Para viver juntos – Português”; por meio de uma análise com categorias de conteúdo, com base nas variáveis de avaliação (HADJI, 1994), focalizando as propostas de avaliação dos manuais do professor e os projetos didático-avaliativos dos livros do estudante das obras que constituem o corpus. E para isso, utilizamos o método interpretativista dos dados, conforme as orientações de Moita Lopes (1994). Os resultados mostraram que duas das obras didáticas mais adquiridas do PNLD apresentam uma proposta de avaliação da aprendizagem alinhada à perspectiva da avaliação formativa neobehaviorista (BLOOM et al., [1971]1983), cuja função é a correção do ensino e não a regulação da aprendizagem em curso, e uma das obras sequer apresentou proposta de avaliação. Além disso, mostraram que os projetos didático-avaliativos dos livros do estudante seguem a mesma perspectiva, com exceção de uma obra, que apresentou um projeto didático-avaliativo no prisma da regulação da aprendizagem em curso. Contudo, essa obra foi a terceira mais adquirida, o que mostra ainda que obras didáticas de língua portuguesa mais adquiridas no PNLD não apresentam uma função da avaliação na perspectiva da regulação. Esses dados nos revelam que, apesar de passados mais de vinte anos desde a publicação do primeiro volume dos PCN, as obras didáticas de língua portuguesa que mais circulam no país ainda apresentam concepções de avaliação da aprendizagem e da aprendizagem da escrita numa perspectiva não condizente com as pesquisas mais atuais em avaliação.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Conotação e metáfora no ensino da escrita para alunos da Educação de Jovens e Adultos(Universidade Federal do Pará, 2015-07-13) RIBEIRO, Jandiassy Nazaré Braz da Silva; FAIRCHILD, Thomas Massao; http://lattes.cnpq.br/1771292039081039A presente pesquisa foi produzida a partir da observação de turmas da terceira e quarta etapas do ensino fundamental da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Escola Estadual Dr. Carlos Guimarães, no período de setembro de 2014 a maio de 2015. Consistiu na elaboração e realização de atividades de ensino pautadas no uso da conotação e de metáfora, e na análise de produções escritas por alunos da EJA em resposta a estas atividades. O foco na conotação e na metáfora foi escolhido porque consideramos serem recursos expressivos usados pelos alunos. Trabalhamos com as perspectivas teóricas de Lakoff e Johnson (1998 [1980]), para os quais a metáfora é um processo cognitivo ecapaz de influenciar nossos pensamentos e ações; e Perelman e Olbrechts-tyteca (2005) que, à luz da nova retórica, consideram a metáfora uma argumentação; Geraldi (1996; 2010; 2011; 2013) sugere o ensino de Língua Portuguesa sob a égide da linguagem como fundamental para o desenvolvimento do homem e propõe trabalhá-la em um processo interativo, tendo como objeto de ensino o texto. Após análise dos textos verificamos que há um padrão quanto ao uso da conotação e da metáfora. Esses fenômenos linguísticos ocorrem sutilmente, por meio de expressões cristalizadas. Essas ocorrências são percebidas na modalidade oral da língua. Na modalidade escrita, percebemos os alunos mantendo uma relação burocrática com a escola, por meio da qual se privam de uma escrita que os evidencie como sujeitos em constituição para reproduzir as demandas da cultura de massa. Em contrapartida, há os alunos com postura diferenciada no momento de produção escrita, usando expressões peculiares, mesmo que de forma cristalizada, investindo na utilização de uma língua mais próxima de suas realidades linguísticas, abandonando o discurso sistematizado muitas vezes imposto pela instituição escolar. Nesta argumentação, portanto, constatamos a existência de um Ensino de Língua Portuguesa por meio de atividades estimulantes à produção escrita, possibilitando aos alunos o diálogo sobre/com os recursos expressivos disponíveis sobre a linguagem no processo interlocutivo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Contribuição da avaliação formativa para o ensino/ aprendizagem da produção escrita em turmas numerosas(Universidade Federal do Pará, 2008-08-26) PORTAL, Michele Seabra; CUNHA, Myriam Crestian Chaves da; http://lattes.cnpq.br/0057919162522146Tomando como objeto de estudo o processo de ensino-aprendizagem da produção escrita em turmas numerosas, este trabalho tem por objetivo investigar se os procedimentos de avaliação formativa associados a uma abordagem interacional de ensino-aprendizagem de língua são propícios ao desenvolvimento de competências redacionais nesse contexto pedagógico geralmente tido como absolutamente desfavorável. Para alcançar esse propósito, foi realizada uma pesquisa-ação em uma turma de setenta alunos de segunda série do ensino médio de uma escola particular de Belém, no decorrer da qual foi construída uma seqüência didática voltada para a produção de contos. Essa seqüência agrupou, em diversos módulos, atividades realizadas ora individual, ora coletivamente, ora em duplas, ora em grupos maiores, fundamentadas em procedimentos formativos e em uma perspectiva funcional de scrita. A pesquisa-ação envolveu todos os participantes na leitura e observação de numerosos contos e os levou a depreender os recursos utilizados por seus autores, a elaborar critérios de avaliação e identificar os descritores a eles associados, a análisar e reescrever as produções da turma, finalizando com a realização de um concurso de contos. No presente trabalho, após a discussão, por um lado, das concepções que permitem embasar um ensino/aprendizagem renovado da produção textual e, por outro, dos conceitos de turma numerosa e de avaliação formativa, os procedimentos metodológicos utilizados são apresentados e as atividades da seqüência didática são descritas e analisadas. Para responder de forma mais específica ainda às perguntas de pesquisa, também são apresentadas e cotejadas, em estudo de casos, a produção inicial e final de três participantes entre os que demonstravam, no começo, ter mais dificuldades para escrever um conto. Os resultados obtidos revelam que a adoção de procedimentos da avaliação formativa em turmas numerosas, tais como auto-regulação e auto-avaliação, aliados à perspectiva teórica de produção textual aqui proposta, podem, de fato, contribuir para o desenvolvimento/ aperfeiçoamento das competências textuais escritas de alunos de turmas numerosas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Contribuições de uma abordagem processual para o desenvolvimento da escrita em inglês no ensino superior(Universidade Federal do Pará, 2025-02-27) SANTOS, Daniel Carmo; ARAÚJO, Marcus de Souza; http://lattes.cnpq.br/1803218796986644; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0001-5403-0879; ELIASQUEVICI, Marianne Kogut; http://lattes.cnpq.br/6655468164115415A escrita é muitas vezes negligenciada dentre as quatro habilidades linguísticas essenciais (ouvir, falar, ler e escrever) no ensino do inglês como língua estrangeira (Korth et al., 2017; Martínez. López-Díaz; Peréz, 2019; Nondabula, Nomlomo, 2023). Pela complexidade cognitiva e linguística que exige, a escrita acaba não sendo explorada didaticamente de maneira efetiva e integrada às outras habilidades linguísticas, sendo reduzida a atividades isoladas em livros didáticos. Frequentemente, esses exercícios de produção textual fundamentam-se na abordagem da escrita como produto, em que o texto restringe-se à elaboração de única versão passível de avaliação normativa pelo docente. No curso de graduação de Letras-Língua Inglesa da Universidade Federal do Pará (UFPA), campus Belém, os alunos passam por cinco disciplinas, Língua Inglesa 1, 2, 3, 4 e 5, para desenvolver fluência no idioma. Entretanto, a escrita ainda é uma das habilidades linguísticas de maior dificuldade entre os alunos. À vista disso, essa dissertação de mestrado apresenta uma pesquisa que teve por objetivo o desenvolvimento e a concepção de um conjunto de atividades, denominado Write Up!, que utiliza a abordagem da escrita como processo, para auxiliar os alunos da disciplina Língua Inglesa I a desenvolverem sua habilidade da escrita em inglês. A abordagem processual contrasta da escrita como produto ao levar em consideração diferentes etapas – planejamento, esboçamento, revisão, edição e publicação - que podem ser revisitadas para melhoria do texto (Tribble, 1996; Harmer, 2015; Rhalmi, 2018). A metodologia adotada nesta pesquisa compreendeu diversas etapas até a materialização do produto, incluindo o planejamento, baseado em pesquisa bibliográfica; o desenvolvimento das atividades; e a validação, realizada por painel de especialistas, testagem com uma turma de alunos e coleta de feedback de alunos e do professor. Os resultados indicaram que existe um espaço para trabalhar a escrita de forma processual na disciplina, e que esta abordagem pode contribuir para o desenvolvimento da habilidade de escrita pelos alunos. Além disso, há o potencial de sensibilizar os alunos para a importância de valorizar esta habilidade tanto em suas aprendizagens como também em suas futuras práticas como professores.Tese Acesso aberto (Open Access) Desempenho na grafia e na direção grafológica em função da postura e da dominância manual em destros e canhotos em famílias de renda baixa e média(Universidade Federal do Pará, 2007-04-17) SILVEIRA, Francisca Morais da; MARTIN, William Lee Berdel; http://lattes.cnpq.br/8591034699611752Há três teorias distintas que buscam explicar a origem da postura invertida (INV) em canhotos. O Modelo genético de McKeever postula que o traço esteja ligado ao sexo, sendo transmitido via cromossomo X, através das mães, o que explica a prevalência maior da postura INV entre o sexo masculino. De acordo com o modelo patológico a postura invertida decorre de fatores neuropatológicos, enquanto a teoria de adaptação técnica considera a postura INV como um ajuste manual para enfrentar as exigências abdutivas implícitas no sistema ortográfico romano. Muitos partidários da última teoria julgam a postura INV como prejudicial, resultando em problemas físicos e em escrita ilegível, recomendando que a mesma seja substituída pela postura não invertida (NI). Um estudo prévio foi realizado entre 96 adolescentes de classe socioeconômica (CSE) baixa, sendo 48 canhotos e 48 destros, subdivididos por sexo e postura para escrever. A presente investigação representa uma extensão deste estudo, através da avaliação de 106 alunos da CSE média, sendo 68 destros e 66 canhotos. Os objetivos principais foram averiguar se a postura invertida estava associada a problemas físicos, complicações no parto, padrões diferentes de direção grafológica, desempenho caligráfico inferior e verificar se as mesmas características variavam em função do nível da CSE. Os resultados não indicaram nenhuma relação entre postura invertida e problemas físicos e pré-natais no estímulo grafológico. Os canhotos com postura INV mais do que os canhotos NI e destros tenderam a desenhar as linhas horizontais na direção direita para esquerda; nas outras tarefas de desenhos grafológicos não diferiram dos outros grupos. Nas tarefas cursivas e letras de forma o desempenho das alunas foi consistentemente superior ao dos alunos de modo geral. Os canhotos emitiram mais erros quando escreveram em letras de forma, mas não na escrita cursiva. O tempo de resposta foi à única variável dependente relacionada a CSE: alunos da CSE média escreveram as frases em letras cursivas e letras de forma mais rapidamente do que os alunos da CSE baixa. De modo geral, esses resultados não apóiam a afirmação de que a postura invertida acarreta problemas físicos, desempenho caligráfico inferior e não justifica a prática pedagógica em desencorajar o uso da postura INV.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Discurso, ensino e formação de professores: o papel da escrita no estágio supervisionado(Universidade Federal do Pará, 2016-05-30) VARGAS, Michele Freitas Gomes de; FAIRCHILD, Thomas Massao; http://lattes.cnpq.br/1771292039081039Este trabalho, inserido no Projeto de pesquisa “A escrita sobre as práticas de ensino em licenciaturas do Brasil, da Costa Rica e Honduras: registro, análise e produção de conhecimento” (CNPq 458449/2014-8), tem como objetivo investigar como a escrita sobre as práticas de ensino constitui-se enquanto instrumento na formação do professor de língua portuguesa. O problema de pesquisa foi constituído a partir da minha experiência como formadora no curso de Letras/Português na Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA) e teve início com a necessidade de entender como os licenciandos registram as aulas que ministram, de modo a torná-las um dado de pesquisa, bem como de que maneira o discurso do estagiário se individualiza no processo de diálogo com outros discursos. O quadro teórico é constituído por princípios da Análise do Discurso de linha francesa (PÊCHEUX, 1997, 2014) articulados aos conceitos bakhtinianos de signo e sinal, auditório social e dialogismo (BAKHTIN, 2011; 2014), aos estudos sobre a educação (FREIRE, 1977) e por pesquisas sobre escrita, estágio e formação do professor (GERALDI, 1995, 1997; BARZOTTO, 2009, 2010, 2011, 2014; FAIRCHILD, 2008, 2009, 2010, 2012, 2014). Do ponto de vista teórico, compreendemos que escrita sobre as práticas de ensino deve ser mais que um registro ou comprovante da aula, mas, deve permitir recuperar a experiência vivenciada, sendo uma extensão da aula ministrada. Os relatórios e planos de ensino que constituem o corpus foram produzidos durante a disciplina Estágio Supervisionado com turmas do 6º e 7º semestre do curso de Letras e totalizam 64 planos de ensino e 39 relatórios de estágio. A análise dos dados evidenciou que os estagiários, no 1º semestre de 2014, produziam planos de ensino e relatórios de estágio de modo pouco detalhado e respondendo, principalmente, ao discurso oficial sobre o ensino de língua materna. Os resultados da escrita, no 2º semestre, sugerem que o acompanhamento mais sistemático da escrita, tanto dos planos quanto dos relatórios, favoreceu que os estagiários escrevessem planos mais detalhados e relatórios com informações mais concretas conjugando a prática de escrita à prática docente.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ensino de leitura a partir de unidades mínimas a jovens e adultos(Universidade Federal do Pará, 2002) SANTOS, Ana Cláudia Cunha dos; GALVÃO, Olavo de Faria; http://lattes.cnpq.br/7483948147827075Em sua contribuição para a produção de conhecimentos aplicados à solução de problemas humanos, os analistas do comportamento vêm produzindo estudos sobre os processos básicos envolvidos na aquisição de desempenhos de leitura e escrita, e na descoberta de procedimentos de ensino para desenvolver estes repertórios. Alguns estudos têm obtido resultados positivos com a utilização de procedimentos que estabelecem o controle por unidades mínimas de leitura, sílabas, partindo do ensino de unidades macro, palavras. Resta, entretanto, pesquisar a possibilidade do ensino da leitura com procedimentos alternativos. Este estudo investiga a efetividade na instalação de desempenhos de leitura e escrita através de um programa que parte do ensino de leitura de unidades textuais mínimas para unidades maiores, utilizando técnicas operantes. Quatro dos seis participantes finalizaram o programa. Todos os participantes aprenderam a ler as palavras ensinadas. A emergência da leitura generalizada foi obtida prontamente em um participante, e com a extensão dos testes para os demais. Dois participantes aprenderam a construir palavras ensinadas e recombinadas ditadas. Os dados indicam o controle pelas unidades menores. Mais investigações do controle de estímulos sobre o comportamento de escrever palavras ditadas, uma relação importante de ser aprendida para atingir a alfabetização funcional, são necessárias.
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