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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Afetividade e conhecimento: a apropriação da leitura e da escrita por uma mulher
    (Universidade Federal do Pará, 2005-01) FALABELO, Raimundo Nonato de Oliveira
    AFETIVIDADE E CONHECIMENTO: A APROPRIAÇÃO DA LEITURA E DA ESCRITA POR UMA MULHER
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Avaliação de modelo suplementar de ensino da leitura e escrita para escolares de risco para o fracasso acadêmico
    (Universidade Federal do Pará, 2023-09-20) OLIVEIRA, Ana Carolina Baia Silva de; CORRÊA, Hellen Vivianni Veloso; http://lattes.cnpq.br/1492707116121325; GALVÃO, Olavo de Faria; http://lattes.cnpq.br/7483948147827075; https://orcid.org/0000-0001-9912-3833; ENDEMANN, Peter; DELAGE, Paulo Elias Gotardelo Audebert; http://lattes.cnpq.br/0017633274818707; http://lattes.cnpq.br/3679696815542979; https://orcid.org/0000-0002-0534-1483
    A leitura e escrita envolvem habilidades que permitem ao indivíduo interagir com o código linguístico. A aquisição de habilidades preditoras são consideradas fundamentais para sua aprendizagem. A investigação buscou verificar condições de ensino capazes de minimizar dificuldades na aquisição inicial de leitura e escrita, levando o aprendiz a desenvolver o processo de leitura e escrita. Em um estudo piloto procurou-se avaliar um modelo de suplementação de ensino que adotou o programa Response to Intervention - RTI, associando os paradigmas da consciência fonológica e da equivalência de estímulos em escolares do ciclo inicial da alfabetização com dificuldades de leitura e escrita. Foi feito um levantamento de repertório de habilidades básicas para leitura e escrita de 15 estudantes de primeira série através do protocolo de Identificação Precoce de Problema de Leitura - IPPL. De acordo com o desempenho foram constituídos dois grupos: Grupo A (com risco) e B (sem risco). Os Grupos A e B receberam intervenção em camada 1 do RTI através do Programa de Resposta à Intervenção Fonológica Associado à Correspondência Grafema-Fonema com Tutoria ao Professor - PRIPROF-T e o Grupo A recebeu intervenção associada do programa Aprendendo a Ler e a Escrever em Pequenos Passos – ALEPP, caracterizando a camada 2 do RTI. Após um trimestre de intervenção, os escolares expostos ao modelo RTI (Grupo A e Grupo B) com programas de suplementação de ensino alcançaram avanços significativos em seu repertório de habilidades preditoras da leitura e escrita, com destaque para segmentação silábica, produção de palavra a partir de fonema inicial, síntese fonêmica, análise fonêmica, identificação de fonema inicial, habilidades de memória operacional fonológica, e, leitura de palavras e pseudopalavras. A avaliação de desempenho acadêmico pós-intervenção alcançou uma proporção de 73% de aproveitamento. Obteve-se resultados positivos na aquisição de repertórios preditores para a aquisição da leitura e escrita e uma redução no quantitativo de escolares classificados ¨sob atenção¨ com risco de dificuldades de leitura e escrita, com aumento significativo de sua habilidade leitura de palavras e pseudopalavras. Escolares dos Grupos A e B alcançaram a habilidade e/ou expansão no seu repertório de palavras lidas. Constatou-se que as tecnologias de ensino suplementar se constituíram em uma oportunidade de sucesso para crianças com dificuldade de leitura e escrita.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Avaliação em obras didáticas de língua portuguesa : regulação no ensino e na aprendizagem da escrita?
    (Universidade Federal do Pará, 2019-08-22) BAHIA, Emídio Júnior Santos; CUNHA, Myriam Crestian Chaves da; http://lattes.cnpq.br/0057919162522146
    Este trabalho investiga a função da avaliação nas atividades relativas ao ensino e à aprendizagem da escrita em obras didáticas de língua portuguesa, uma vez que os documentos de referência para a educação em línguas no Brasil indicam que os recursos de avaliação nas obras devem estar alinhados à perspectiva da avaliação formativa cognitivista, cuja função é a regulação da aprendizagem. Para investigarmos isso, discutimos algumas concepções relativas aos eixos deste trabalho: avaliação, escrita e obra didática. No eixo “avaliação”, discutimos os conceitos de regulação da aprendizagem (ALLAL, 1984/1988, HADJI, 2011, PERRENOUD, 1999) e de autorregulação da aprendizagem (HADJI, 2011, PANADERO; ALONSO-TAPIA, 2014a, ZIMMERMAN; MOYLAN, 2009), conceitos basilares da avaliação formativa cognitivista. No eixo “escrita”, debatemos as modelos teóricos dessa atividade em contexto escolar (CHABANNE; BUCHETON, 2002), as concepções de avaliação da escrita nos documentos de referência (BRASIL, 1998a, 2013, 2016), além de comentarmos o modelo de escrita sugerido pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1998a), que apresenta semelhanças com o modelo de Hayes e Flower (1980). No eixo “obra didática”, tratamos dos conceitos de “obra didática” (BRASIL, 2015, 2015a), de “livro didático” (BATISTA, 2003), e situamos a obra didática como dispositivo didático para a regulação da escrita (WEISSER, 2010); além disso, discutimos as suas funções essenciais (CHOPPIN, 2004), dando especial atenção às funções referencial e instrumental, as quais são alinhadas, respectivamente, à perspectiva de transposição didática dos conteúdos (CHEVALLARD, 1991) e à perspectiva de mediação e de auxílio à intervenção (HALTÉ, 1992, CUNHA; CUNHA, 2011). Com base nessa reflexão examinamos três obras didáticas: “Português - linguagens”, “Projeto Teláres – Português” e “Para viver juntos – Português”; por meio de uma análise com categorias de conteúdo, com base nas variáveis de avaliação (HADJI, 1994), focalizando as propostas de avaliação dos manuais do professor e os projetos didático-avaliativos dos livros do estudante das obras que constituem o corpus. E para isso, utilizamos o método interpretativista dos dados, conforme as orientações de Moita Lopes (1994). Os resultados mostraram que duas das obras didáticas mais adquiridas do PNLD apresentam uma proposta de avaliação da aprendizagem alinhada à perspectiva da avaliação formativa neobehaviorista (BLOOM et al., [1971]1983), cuja função é a correção do ensino e não a regulação da aprendizagem em curso, e uma das obras sequer apresentou proposta de avaliação. Além disso, mostraram que os projetos didático-avaliativos dos livros do estudante seguem a mesma perspectiva, com exceção de uma obra, que apresentou um projeto didático-avaliativo no prisma da regulação da aprendizagem em curso. Contudo, essa obra foi a terceira mais adquirida, o que mostra ainda que obras didáticas de língua portuguesa mais adquiridas no PNLD não apresentam uma função da avaliação na perspectiva da regulação. Esses dados nos revelam que, apesar de passados mais de vinte anos desde a publicação do primeiro volume dos PCN, as obras didáticas de língua portuguesa que mais circulam no país ainda apresentam concepções de avaliação da aprendizagem e da aprendizagem da escrita numa perspectiva não condizente com as pesquisas mais atuais em avaliação.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Conotação e metáfora no ensino da escrita para alunos da Educação de Jovens e Adultos
    (Universidade Federal do Pará, 2015-07-13) RIBEIRO, Jandiassy Nazaré Braz da Silva; FAIRCHILD, Thomas Massao; http://lattes.cnpq.br/1771292039081039
    A presente pesquisa foi produzida a partir da observação de turmas da terceira e quarta etapas do ensino fundamental da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Escola Estadual Dr. Carlos Guimarães, no período de setembro de 2014 a maio de 2015. Consistiu na elaboração e realização de atividades de ensino pautadas no uso da conotação e de metáfora, e na análise de produções escritas por alunos da EJA em resposta a estas atividades. O foco na conotação e na metáfora foi escolhido porque consideramos serem recursos expressivos usados pelos alunos. Trabalhamos com as perspectivas teóricas de Lakoff e Johnson (1998 [1980]), para os quais a metáfora é um processo cognitivo ecapaz de influenciar nossos pensamentos e ações; e Perelman e Olbrechts-tyteca (2005) que, à luz da nova retórica, consideram a metáfora uma argumentação; Geraldi (1996; 2010; 2011; 2013) sugere o ensino de Língua Portuguesa sob a égide da linguagem como fundamental para o desenvolvimento do homem e propõe trabalhá-la em um processo interativo, tendo como objeto de ensino o texto. Após análise dos textos verificamos que há um padrão quanto ao uso da conotação e da metáfora. Esses fenômenos linguísticos ocorrem sutilmente, por meio de expressões cristalizadas. Essas ocorrências são percebidas na modalidade oral da língua. Na modalidade escrita, percebemos os alunos mantendo uma relação burocrática com a escola, por meio da qual se privam de uma escrita que os evidencie como sujeitos em constituição para reproduzir as demandas da cultura de massa. Em contrapartida, há os alunos com postura diferenciada no momento de produção escrita, usando expressões peculiares, mesmo que de forma cristalizada, investindo na utilização de uma língua mais próxima de suas realidades linguísticas, abandonando o discurso sistematizado muitas vezes imposto pela instituição escolar. Nesta argumentação, portanto, constatamos a existência de um Ensino de Língua Portuguesa por meio de atividades estimulantes à produção escrita, possibilitando aos alunos o diálogo sobre/com os recursos expressivos disponíveis sobre a linguagem no processo interlocutivo.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Contribuição da avaliação formativa para o ensino/ aprendizagem da produção escrita em turmas numerosas
    (Universidade Federal do Pará, 2008-08-26) PORTAL, Michele Seabra; CUNHA, Myriam Crestian Chaves da; http://lattes.cnpq.br/0057919162522146
    Tomando como objeto de estudo o processo de ensino-aprendizagem da produção escrita em turmas numerosas, este trabalho tem por objetivo investigar se os procedimentos de avaliação formativa associados a uma abordagem interacional de ensino-aprendizagem de língua são propícios ao desenvolvimento de competências redacionais nesse contexto pedagógico geralmente tido como absolutamente desfavorável. Para alcançar esse propósito, foi realizada uma pesquisa-ação em uma turma de setenta alunos de segunda série do ensino médio de uma escola particular de Belém, no decorrer da qual foi construída uma seqüência didática voltada para a produção de contos. Essa seqüência agrupou, em diversos módulos, atividades realizadas ora individual, ora coletivamente, ora em duplas, ora em grupos maiores, fundamentadas em procedimentos formativos e em uma perspectiva funcional de scrita. A pesquisa-ação envolveu todos os participantes na leitura e observação de numerosos contos e os levou a depreender os recursos utilizados por seus autores, a elaborar critérios de avaliação e identificar os descritores a eles associados, a análisar e reescrever as produções da turma, finalizando com a realização de um concurso de contos. No presente trabalho, após a discussão, por um lado, das concepções que permitem embasar um ensino/aprendizagem renovado da produção textual e, por outro, dos conceitos de turma numerosa e de avaliação formativa, os procedimentos metodológicos utilizados são apresentados e as atividades da seqüência didática são descritas e analisadas. Para responder de forma mais específica ainda às perguntas de pesquisa, também são apresentadas e cotejadas, em estudo de casos, a produção inicial e final de três participantes entre os que demonstravam, no começo, ter mais dificuldades para escrever um conto. Os resultados obtidos revelam que a adoção de procedimentos da avaliação formativa em turmas numerosas, tais como auto-regulação e auto-avaliação, aliados à perspectiva teórica de produção textual aqui proposta, podem, de fato, contribuir para o desenvolvimento/ aperfeiçoamento das competências textuais escritas de alunos de turmas numerosas.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Contribuições de uma abordagem processual para o desenvolvimento da escrita em inglês no ensino superior
    (Universidade Federal do Pará, 2025-02-27) SANTOS, Daniel Carmo; ARAÚJO, Marcus de Souza; http://lattes.cnpq.br/1803218796986644; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0001-5403-0879; ELIASQUEVICI, Marianne Kogut; http://lattes.cnpq.br/6655468164115415
    A escrita é muitas vezes negligenciada dentre as quatro habilidades linguísticas essenciais (ouvir, falar, ler e escrever) no ensino do inglês como língua estrangeira (Korth et al., 2017; Martínez. López-Díaz; Peréz, 2019; Nondabula, Nomlomo, 2023). Pela complexidade cognitiva e linguística que exige, a escrita acaba não sendo explorada didaticamente de maneira efetiva e integrada às outras habilidades linguísticas, sendo reduzida a atividades isoladas em livros didáticos. Frequentemente, esses exercícios de produção textual fundamentam-se na abordagem da escrita como produto, em que o texto restringe-se à elaboração de única versão passível de avaliação normativa pelo docente. No curso de graduação de Letras-Língua Inglesa da Universidade Federal do Pará (UFPA), campus Belém, os alunos passam por cinco disciplinas, Língua Inglesa 1, 2, 3, 4 e 5, para desenvolver fluência no idioma. Entretanto, a escrita ainda é uma das habilidades linguísticas de maior dificuldade entre os alunos. À vista disso, essa dissertação de mestrado apresenta uma pesquisa que teve por objetivo o desenvolvimento e a concepção de um conjunto de atividades, denominado Write Up!, que utiliza a abordagem da escrita como processo, para auxiliar os alunos da disciplina Língua Inglesa I a desenvolverem sua habilidade da escrita em inglês. A abordagem processual contrasta da escrita como produto ao levar em consideração diferentes etapas – planejamento, esboçamento, revisão, edição e publicação - que podem ser revisitadas para melhoria do texto (Tribble, 1996; Harmer, 2015; Rhalmi, 2018). A metodologia adotada nesta pesquisa compreendeu diversas etapas até a materialização do produto, incluindo o planejamento, baseado em pesquisa bibliográfica; o desenvolvimento das atividades; e a validação, realizada por painel de especialistas, testagem com uma turma de alunos e coleta de feedback de alunos e do professor. Os resultados indicaram que existe um espaço para trabalhar a escrita de forma processual na disciplina, e que esta abordagem pode contribuir para o desenvolvimento da habilidade de escrita pelos alunos. Além disso, há o potencial de sensibilizar os alunos para a importância de valorizar esta habilidade tanto em suas aprendizagens como também em suas futuras práticas como professores.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Desempenho na grafia e na direção grafológica em função da postura e da dominância manual em destros e canhotos em famílias de renda baixa e média
    (Universidade Federal do Pará, 2007-04-17) SILVEIRA, Francisca Morais da; MARTIN, William Lee Berdel; http://lattes.cnpq.br/8591034699611752
    Há três teorias distintas que buscam explicar a origem da postura invertida (INV) em canhotos. O Modelo genético de McKeever postula que o traço esteja ligado ao sexo, sendo transmitido via cromossomo X, através das mães, o que explica a prevalência maior da postura INV entre o sexo masculino. De acordo com o modelo patológico a postura invertida decorre de fatores neuropatológicos, enquanto a teoria de adaptação técnica considera a postura INV como um ajuste manual para enfrentar as exigências abdutivas implícitas no sistema ortográfico romano. Muitos partidários da última teoria julgam a postura INV como prejudicial, resultando em problemas físicos e em escrita ilegível, recomendando que a mesma seja substituída pela postura não invertida (NI). Um estudo prévio foi realizado entre 96 adolescentes de classe socioeconômica (CSE) baixa, sendo 48 canhotos e 48 destros, subdivididos por sexo e postura para escrever. A presente investigação representa uma extensão deste estudo, através da avaliação de 106 alunos da CSE média, sendo 68 destros e 66 canhotos. Os objetivos principais foram averiguar se a postura invertida estava associada a problemas físicos, complicações no parto, padrões diferentes de direção grafológica, desempenho caligráfico inferior e verificar se as mesmas características variavam em função do nível da CSE. Os resultados não indicaram nenhuma relação entre postura invertida e problemas físicos e pré-natais no estímulo grafológico. Os canhotos com postura INV mais do que os canhotos NI e destros tenderam a desenhar as linhas horizontais na direção direita para esquerda; nas outras tarefas de desenhos grafológicos não diferiram dos outros grupos. Nas tarefas cursivas e letras de forma o desempenho das alunas foi consistentemente superior ao dos alunos de modo geral. Os canhotos emitiram mais erros quando escreveram em letras de forma, mas não na escrita cursiva. O tempo de resposta foi à única variável dependente relacionada a CSE: alunos da CSE média escreveram as frases em letras cursivas e letras de forma mais rapidamente do que os alunos da CSE baixa. De modo geral, esses resultados não apóiam a afirmação de que a postura invertida acarreta problemas físicos, desempenho caligráfico inferior e não justifica a prática pedagógica em desencorajar o uso da postura INV.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Discurso, ensino e formação de professores: o papel da escrita no estágio supervisionado
    (Universidade Federal do Pará, 2016-05-30) VARGAS, Michele Freitas Gomes de; FAIRCHILD, Thomas Massao; http://lattes.cnpq.br/1771292039081039
    Este trabalho, inserido no Projeto de pesquisa “A escrita sobre as práticas de ensino em licenciaturas do Brasil, da Costa Rica e Honduras: registro, análise e produção de conhecimento” (CNPq 458449/2014-8), tem como objetivo investigar como a escrita sobre as práticas de ensino constitui-se enquanto instrumento na formação do professor de língua portuguesa. O problema de pesquisa foi constituído a partir da minha experiência como formadora no curso de Letras/Português na Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA) e teve início com a necessidade de entender como os licenciandos registram as aulas que ministram, de modo a torná-las um dado de pesquisa, bem como de que maneira o discurso do estagiário se individualiza no processo de diálogo com outros discursos. O quadro teórico é constituído por princípios da Análise do Discurso de linha francesa (PÊCHEUX, 1997, 2014) articulados aos conceitos bakhtinianos de signo e sinal, auditório social e dialogismo (BAKHTIN, 2011; 2014), aos estudos sobre a educação (FREIRE, 1977) e por pesquisas sobre escrita, estágio e formação do professor (GERALDI, 1995, 1997; BARZOTTO, 2009, 2010, 2011, 2014; FAIRCHILD, 2008, 2009, 2010, 2012, 2014). Do ponto de vista teórico, compreendemos que escrita sobre as práticas de ensino deve ser mais que um registro ou comprovante da aula, mas, deve permitir recuperar a experiência vivenciada, sendo uma extensão da aula ministrada. Os relatórios e planos de ensino que constituem o corpus foram produzidos durante a disciplina Estágio Supervisionado com turmas do 6º e 7º semestre do curso de Letras e totalizam 64 planos de ensino e 39 relatórios de estágio. A análise dos dados evidenciou que os estagiários, no 1º semestre de 2014, produziam planos de ensino e relatórios de estágio de modo pouco detalhado e respondendo, principalmente, ao discurso oficial sobre o ensino de língua materna. Os resultados da escrita, no 2º semestre, sugerem que o acompanhamento mais sistemático da escrita, tanto dos planos quanto dos relatórios, favoreceu que os estagiários escrevessem planos mais detalhados e relatórios com informações mais concretas conjugando a prática de escrita à prática docente.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Ensino de leitura a partir de unidades mínimas a jovens e adultos
    (Universidade Federal do Pará, 2002) SANTOS, Ana Cláudia Cunha dos; GALVÃO, Olavo de Faria; http://lattes.cnpq.br/7483948147827075
    Em sua contribuição para a produção de conhecimentos aplicados à solução de problemas humanos, os analistas do comportamento vêm produzindo estudos sobre os processos básicos envolvidos na aquisição de desempenhos de leitura e escrita, e na descoberta de procedimentos de ensino para desenvolver estes repertórios. Alguns estudos têm obtido resultados positivos com a utilização de procedimentos que estabelecem o controle por unidades mínimas de leitura, sílabas, partindo do ensino de unidades macro, palavras. Resta, entretanto, pesquisar a possibilidade do ensino da leitura com procedimentos alternativos. Este estudo investiga a efetividade na instalação de desempenhos de leitura e escrita através de um programa que parte do ensino de leitura de unidades textuais mínimas para unidades maiores, utilizando técnicas operantes. Quatro dos seis participantes finalizaram o programa. Todos os participantes aprenderam a ler as palavras ensinadas. A emergência da leitura generalizada foi obtida prontamente em um participante, e com a extensão dos testes para os demais. Dois participantes aprenderam a construir palavras ensinadas e recombinadas ditadas. Os dados indicam o controle pelas unidades menores. Mais investigações do controle de estímulos sobre o comportamento de escrever palavras ditadas, uma relação importante de ser aprendida para atingir a alfabetização funcional, são necessárias.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Gamificação e escrita: experiência de aprendizagem gamificada para produção textual
    (Universidade Federal do Pará, 2021-04-15) BARBOSA, Rita de Cassia Damasceno; RODRIGUES, Isabel Cristina França dos Santos; http://lattes.cnpq.br/0226549641470972
    O presente trabalho propõe realizar, à luz da Linguística Aplicada, um estudo teórico-propositivo sobre a manifestação responsiva ativa na produção textual de alunos do 9º ano do ensino fundamental, a partir do trabalho com os gêneros discursivos artigo de opinião e comentário na interface argumentativa, por meio de atividades que empregam a gamificação como proposta pedagógica, por este recurso fazer parte da vida em sociedade e meio pelo qual os alunos se inserem como sujeitos nas diversas práticas sociais das quais participam, sejam elas em ambiente escolar, familiar ou em ambiente digital. Para efetivá-lo, partiu-se da seguinte problemática: Como as atividades elaboradas com base em mecânicas de jogos, gamificação, podem contribuir para a manifestação responsiva ativa discente na produção de gêneros discursivos? Para responder a esse questionamento, foi elaborado um conjunto de atividades para a produção textual de gêneros argumentativos, adaptado do projeto de leitura e escrita de gêneros discursivos de Lopes-Rossi (2008), composto por atividades organizadas com mecânicas de jogos – gamificação, que buscou confirmar/negar duas hipóteses: a) atividades gamificadas, por terem como finalidade o engajamento e a motivação para a solução de problemas, colaboram para a manifestação da responsividade ativa dos alunos do 9º ano na produção textual dos gêneros artigo de opinião e comentário; b) os alunos manifestam responsividade ativa durante as atividades que envolvem a reescrita dos textos. Definimos como objetivo principal verificar a manifestação responsiva ativa discente na produção textual dos gêneros discursivos artigo de opinião e comentário, a partir de uma proposta de atividades elaboradas com mecânicas de jogos, a gamificação e, como objetivos específicos: a) averiguar se as atividades gamificadas, as quais envolvem agência dos discentes na construção dos conhecimentos, colaboram para uma ação responsiva ativa dos alunos na produção textual; b) verificar a manifestação responsiva ativa na produção inicial dos gêneros discursivos artigo de opinião e comentário nas atividades diagnósticas. Para fundamentação teórica, baseamo-nos nos princípios do pensamento do Círculo de Bakhtin sobre a natureza dialógica da linguagem e a responsividade, bem como em teóricos e pesquisadores que desenvolvem trabalhos relacionados à produção textual em sala de aula nessa perspectiva, como Geraldi (1996), Sercundes (2004), Fiad e Mayrink-Sabinson (2019) e Menegassi (2016); os estudos sobre multiletramentos de Street (2013, 2014), Kleiman (1995), Soares (2006), Rojo e Moura (2012) e Rojo e Barbosa (2015), Alves (2015) e Paula (2016) sobre gamificação como prática pedagógica. A investigação se caracteriza como uma pesquisa qualitativa, com base no interpretativismo, de caráter propositivo e de natureza aplicada, em que os resultados iniciais obtidos a partir da análise diagnóstica demonstraram que os alunos manifestam posição ativamente responsiva em relação ao entendimento da proposta de produção, ao atendimento à finalidade do gênero e ao conteúdo temático na produção textual dos gêneros discursivos artigo de opinião e comentário de leitor. Tais resultados foram tomados como base para a elaboração de atividades de um produto educacional com o objetivo de contribuir para manifestação responsiva ativa discente na produção textual, em formato de caderno de atividade pedagógica, direcionado a docentes de Língua Portuguesa.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Hipo e hipersegmentação em textos de alunos do 6.º e 8.º anos: da análise dos problemas de escrita à proposta interventiva
    (Universidade Federal do Pará, 2016-04-04) SANTOS, Flávia Leite Gomes dos; LIMA, Alcides Fernandes de; http://lattes.cnpq.br/2565242209879834
    A pesquisa objetiva descrever e analisar fatos de aquisição da escrita, especificamente, os que estão relacionados à junção e segmentação de palavras, na escrita de textos dos alunos de 6.º e 8.º anos e propor um caderno de atividades que contribuam para a redução dos problemas de escrita. O estudo baseia-se na análise de textos produzidos por 40 alunos, divididos em 20 alunos do 6.º e 20 alunos do 8.º anos, de uma escola pública presente em um remanescente de quilombo na comunidade de Juçatuba, localizada no município de São José de Ribamar, no Estado do Maranhão. Foram utilizadas como perspectivas teóricas textos de Bortoni- Ricardo (2004), Callou (1999), Mollica (1998), Mortatti (1994) e outros autores que discutem problemas de escrita e influências fonético-fonológicas em textos escritos. Considerou-se para seleção das produções escritas os gêneros: carta pessoal, relato de memória, ditado de palavras e expressões isoladas e descrição de imagens. A coleta de textos correspondeu ao quantitativo de 160 textos. Os resultados mostraram que os desvios de ortografia cometidos pelos alunos, considerando os fatores sociais sexo (masculino/feminino) e série (6.º e 8.º anos) e variáveis linguísticas (gêneros textuais, classe gramatical e extensão da palavra) favoreceram o reconhecimento de problemas de escrita quanto às ocorrências de hipo e hipersegmentação, possivelmente, devido à incompreensão das convenções ortográficas. Verificou-se que os casos de junção ocorrem em maior quantidade que os de segmentação, contrariando a ideia de que ao término do ensino fundamental os alunos apresentam poucos problemas de escrita. Pôde-se também constatar que as junções são mais frequentes em gêneros específicos como: ditado de palavras e expressões isoladas, desfavorecendo, no entanto, a ideia da incidência de poucos “erros” ortográficos diante de maior monitoramento da fala sobre a escrita, vale observar a expressividade das ocorrências deste mesmo fenômeno na classe gramatical das locuções adverbiais, favorecendo a suposição de junções entre palavras. Quanto às segmentações, a frequência maior foi no gênero carta pessoal e classe gramatical dos nomes, considerando a extensão dos vocábulos, tal como houve a ocorrência de segmentações nos trissílabos. Por fim, a pesquisa mostrou ser relevante devido à complementariedade entre o conhecimento científico-acadêmico e às práticas pedagógicas em sala de aula, justificativas que possibilitaram a elaboração de uma proposta de intervenção na escola para amenizar as expressivas ocorrências dos fenômenos investigados.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Infância, linguagem e educação: o texto escrito por crianças no 3º ano do Ensino fundamental
    (Universidade Federal do Pará, 2017-05-30) TRESCASTRO, Lorena Bischoff; AMARILHA, Marly; http://lattes.cnpq.br/7415412765980423; ALVES, Laura Maria Silva Araújo; http://lattes.cnpq.br/6009592378453661
    Esta tese de doutorado, ligada à linha de pesquisa Educação, Cultura e Sociedade, do Programa de Pós-graduação em Educação, da Universidade Federal do Pará, apresenta a pesquisa sobre o texto escrito por crianças no 3º ano do Ensino Fundamental, na interface entre infância, linguagem e educação. O objetivo da pesquisa foi estudar textos escritos por crianças do 3º ano do Ensino Fundamental, em atividades de escrita mediadas pela recepção oral, recepção visual e leitura de questões, a fim de investigar a condição de produção que possibilita a escrita de textos mais criativos do que reprodutivos. Este estudo, fundamentado em Bakhtin, Bruner e Vigotsky, buscou contribuições na Sociologia da Infância, nos Estudos da Narrativa e na Análise do Discurso. Trata-se de uma pesquisa de base documental. O corpus foi constituído por vinte e cinco textos escritos por crianças de oito anos de idade, em turmas no 3º ano do Ensino Fundamental, de escolas públicas municipais de Belém- PA. O texto infantil, escrito em contexto escolar com a mediação da professora, foi visto como um texto escolar com o qual é suscetível de se estabelecer interlocução, tomando-o como objeto de análise no decorrer da pesquisa no sentido de valorizar a voz da criança. Na pesquisa exploratória dos textos infantis foram constatadas três condições de produção distintas para a escrita de texto pela criança, a saber: (1) leitura em voz alta de uma história pela professora, (2) leitura silenciosa de uma tirinha pela criança e (3) leitura de uma consigna a partir de questões. Considerando essas três atividades de escrita de texto escolar, a questão norteadora da pesquisa na análise do corpus foi: Que atividade de escrita de texto escolar, dentre as mediadas pela recepção de texto oral, de texto visual e leitura de questões, possibilita à criança do 3º ano do Ensino Fundamental produzir textos com elementos mais criativos do que reprodutivos? O estudo dos textos das crianças apontou que a condição de produção influencia na escrita de texto pela criança: (1) o texto escrito a partir de uma história ouvida tende a ser mais reprodutivo, evidenciando os elementos da narrativa; (2) o texto escrito a partir da leitura de uma tirinha tende a incluir diálogos entre personagens e elementos novos que não constavam na tirinha; (3) no texto escrito a partir da leitura de questões predominam as respostas às questões que parecem funcionar como um molde ao texto-resposta. Da análise dos textos das crianças escritos a partir dessas três condições de produção, constatamos o que predomina na escrita de texto por crianças na alfabetização escolar, a leitura de histórias possibilita à criança perceber a constituição da narrativa, a leitura de textos imagéticos favorece a construção de diálogos e a escrita de textos mais criativos do que reprodutivos e a leitura de questões fornece um molde de texto-resposta.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Os instrumentos formativos no processo de ensino/aprendizagem da escrita
    (Universidade Federal do Pará, 2012) LAMEIRA, Renata dos Santos; CUNHA, Myriam Crestian Chaves da; http://lattes.cnpq.br/0057919162522146
    O presente estudo versa sobre os instrumentos formativos e os processos de regulação na aprendizagem da produção escrita, em Português como língua materna. Inscreve-se na perspectiva da avaliação formativa de orientação francófona, que se focaliza nos processos de regulação e de autoavaliação, com a finalidade principal de favorecer a aprendizagem, de maneira que os próprios aprendentes possam detectar suas dificuldades e, a partir das atividades de análise propostas, desenvolver instrumentos para superá-las. Articula-se esta concepção da avaliação com os pressupostos de uma abordagem interacionista do ensino/aprendizagem de língua materna que visa, mediante atividades de linguagem significativas, promover a reflexão sobre o uso da língua e o desenvolvimento das competências discursivas. Neste contexto, relata-se um projeto de escrita de contos fantásticos, realizado em uma turma do 7º ano do ensino fundamental, no âmbito de uma pesquisa-ação, metodologia essa que permite a todos os participantes – professores e alunos – serem sujeitos mais efetivos na construção do conhecimento. No desenvolvimento do projeto de escrita adotou-se o procedimento Sequência Didática, tal como modelizado por Schneuwly e Dolz (2004), uma vez que tal procedimento se coaduna plenamente com os princípios da avaliação formativa. Ao longo da sequência foram sendo elaborados pelos participantes alguns instrumentos (listas, fichas...) com vistas à regulação dos contos produzidos e à progressiva apropriação das características do gênero em foco. Analisa-se aqui o processo de construção desses instrumentos formativos, sua utilização pelos aprendentes e os efeitos proporcionados na regulação da aprendizagem. Conclui-se que o uso de instrumentos formativos bem como a própria elaboração desses instrumentos contribuem para a aprendizagem da escrita, permitindo claramente a apropriação de critérios que haviam sido objeto de estudo, fazendo-se, no entanto, uma ressalva à necessidade de haver uma clara articulação dos instrumentos com o modelo didático elaborado no planejamento da sequência de atividades.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A interface oralidade, leitura e escrita na produção do gênero digital videoblog
    (Universidade Federal do Pará, 2021-06-02) SILVA, Adriano Nascimento; RODRIGUES, Isabel Cristina França dos Santos; http://lattes.cnpq.br/0226549641470972
    A presente pesquisa apresenta o Videoblog (Vlog), um gênero discursivo digital, como um recurso para trabalhar com alunos do 9º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública situada no município de Santo Antônio do Tauá - Pará, a partir de uma interface entre a oralidade, a leitura e a escrita. É importante destacar a necessidade de os alunos avançarem nos aspectos da produção escrita e oral, uma vez que muitos apresentam dificuldades ao elaborarem textos escritos e adequarem a oralidade em diferentes contextos. Nesse sentido, chegamos à hipótese de que a inserção do Vlog contribui para o ensino da Língua Portuguesa de maneira mais reflexiva, pois é preciso utilizar da oralidade, da leitura e da escrita para essa produção de forma responsável. A partir desse pensamento, temos como objetivo geral entender a relação entre os aspectos da oralidade, da leitura e da escrita no processo de ensino e aprendizagem dos discentes, em atividades que utilizam o gênero discursivo Vlog. Como objetivos específicos destacamos: compreender o processo de ensino e aprendizagem nas etapas de produção do gênero Vlog, utilizar o gênero Vlog como um recurso às práticas de ensino por meio de atividades orais e escritas, elaborar um produto educacional a partir das análises da diagnose. Para ancorar a pesquisa, evidenciamos os estudos do círculo de Bakhtin que abordam as questões da linguagem e do dialogismo, as contribuições de Moura e Rojo (2012; 2013), na importância das novas tecnologias ao ensino e nas questões sobre multiletramentos na escola, Menegassi (2010), nos aspectos da leitura, escrita e reescrita e Ataliba (2017), no repertório sobre os Vlogs. Desenvolvemos uma pesquisa qualitativo-interpretativa de natureza aplicada com traços etnográficos nas seguintes etapas: questionários aos alunos, participação em palestras, visita ao museu e ao igarapé Tauá, ensaio, produção do gênero Roteiro de Apresentação e gravação dos Vlogs. Os dados nos mostraram que a maioria dos alunos avançou nos processos de oralidade, de leitura e de escrita, sendo favorável a inserção desse gênero. Com essas observações, elaboramos o produto educacional Manual do professor baseado no Projeto de leitura e escrita de Lopes-Rossi (2008), com adaptações. Assim, os dados apresentados na pesquisa contribuíram para compreender o que era necessário apresentar como uma estratégia de ensino diante das dificuldades apresentadas pelos alunos e possibilidades de avanços nos processos de oralidade, leitura e escrita.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Interpretação de textos matemáticos: dificuldades na resolução de problemas de geometria plana
    (Universidade Federal do Pará, 2010-04-23) PEREIRA, Reginaldo de Lima; SILVEIRA, Marisa Rosâni Abreu da; http://lattes.cnpq.br/3588315106445865
    A presente dissertação é o resultado de uma investigação qualitativa que tem como objeto de estudo analisar a interpretação de textos matemáticos e as dificuldades na resolução de problemas de Geometria Plana, a partir de registros produzidos pelos sujeitos pesquisados pertencentes a duas turmas do Curso Técnico Integrado ao Ensino Médio na modalidade de Jovens e Adultos do Instituto Federal de Roraima do ano de 2008; uma turma de Enfermagem e outra de Laboratório. Esta análise foi realizada à luz de teóricos como: Gilles-Gaston Granger e Ludwig Wittgenstein, os quais me fizeram perceber que as "dificuldades" encontradas na aprendizagem da Geometria Plana, segundo os preceitos dos PCNs e observadas nos registros analisados, se dão por meio da complexidade das linguagens apresentadas em sala de aula, tais como: a linguagem natural e a linguagem matemática. Os sujeitos pesquisados apontam "dificuldades" na aprendizagem, quando se deparam com a necessidade de traduzir da linguagem natural para a linguagem matemática, a fim de objetivar por meio da escrita as soluções dos problemas propostos. Essas "dificuldades" podem levá-las ao desestímulo pelo estudo, à desistência e/ou a evasão escolar. Por estes motivos, pretendo com esta pesquisa, encontrar subsídios que possam apontar caminhos para minimizar esta problemática, incentivando-os ao estudo por meio da pesquisa, da leitura diária, de modo que, consigam aprender os conteúdos matemáticos com mais vontade e prazer.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A interpretação e a comunicação das regras matemáticas na resolução de problemas de divisão por alunos da 5ª série do ensino fundamental
    (Universidade Federal do Pará, 2010-03-26) LACERDA, Alan Gonçalves; SILVEIRA, Marisa Rosâni Abreu da; http://lattes.cnpq.br/3588315106445865
    Esta pesquisa tem como objetivo compreender os dizeres e as produções escritas no processo de interpretação das regras matemáticas pelos alunos na resolução de problemas individuais e em díades. Valorizando o diálogo, como fonte de proporcionar a comunicação entre os alunos e o texto. A comunicação exerce um importante papel na construção do conhecimento matemático, pois é por meio do jogo de linguagem, - teoria fundamentada por Ludwig Wittgenstein - que os sentidos são atribuídos pelos alunos. Nesta direção, as regras matemáticas evidenciam diferentes formas de vida no seu uso, associadas às diferentes experiências vivenciadas pelo aluno na leitura e na escrita. A comunicação surge, para que os alunos estabeleçam os direcionamentos nas atividades de leitura e escrita nos problemas matemáticos, como também na aplicação da regra matemática. Nesta pesquisa participaram 8 alunos de 5ª série de uma escola pública de Belém, onde executaram, individualmente e em díades, tarefas de resolução de problemas de divisão de números naturais. As respostas, dada pelos alunos nos encontros individuais e em díades, foram filmadas, e posteriormente analisadas. Com base na análise dos dados, observei: (a) a lógica do aluno nem sempre está em conformidade com a regra matemática; (b) a importância da leitura do enunciado do problema é destacada, pois os alunos se projetam nas possibilidades de interpretação das regras matemáticas, e podem re-significar suas ações; (c) a importância da comunicação na interpretação da regra matemática, mediante a negociação de significados, podendo ainda, esclarecer por meio da fala, as ações dos alunos de como as regras estão sendo aplicadas. Neste sentido, a comunicação tem sido princípio básico para se evitar mal-entendidos no processo de construção de conceitos matemáticos, como também estabelece condições favoráveis para a produção textual.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Leitura e escrita: experiências teórico-metodológicas em sala de aula
    (Universidade Federal do Pará, 2014-01) FALABELO, Raimundo Nonato de Oliveira; LEÃO, Dionéia Sanches
    A finalidade deste artigo é apresentar um recorte discursivo sobre os resultados de uma pesquisa realizada em uma turma de 1ª série do ensino fundamental. Desenvolvemos atividades didáticas e culturais que viessem permitir a troca de experiência, conhecimentos e saberes, com o propósito de possibilitar a interação entre crianças que vivem em uma realidade de violência e exclusão dos bens materiais e simbólicos. À medida que as ações foram acontecendo, observamos graduais mudanças na configuração afetiva na sala de aula, provocando alterações e novos modos de relação das crianças com os conhecimentos a elas disponibilizados. Verificamos que o conhecimento mobilizava as crianças, revelando os laços de afetividade que iam sendo produzidos nas relações de aprendizagem. Ao compreender-se aprendendo e se apropriando, as crianças modificaram seus comportamentos e atitudes em relação a si mesmas, à professora, aos conhecimentos trabalhados e à escola.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Ler, escrever e comunicar em matemática: habilidades requeridas para interpretar e compreender o texto
    (Universidade Federal de Mato Grosso, 2013-12) LACERDA, Alan Gonçalves; SILVEIRA, Marisa Rosâni Abreu da
    O presente artigo é parte integrante da dissertação do primeiro autor sob a orientação da segunda autora que tem como objetivo investigar como alunos interpretam e compreendem os enunciados dos problemas matemáticos, e comunicam suas resoluções aos membros da interação. A leitura passa a ser um processo para melhor compreender o fazer do aluno, bem como expressar a linguagem matemática no lido. No presente estudo foram realizados dois encontros. Num primeiro encontro cada participante resolvia individualmente problemas de divisão. Já num segundo os participantes que resolviam os problemas individualmente eram colocados em díades a resolverem problemas dedivisão. Tanto o primeiro como o segundo encontro foram filmados e posteriormente transcritos e analisados. Os resultados apontaram que quando os sujeitos tem a possibilidade de comunicar a escrita ao outro da interação, estes passam a resignificar seus pontos de vistas, conjecturando novos processos de leitura. Esta pesquisa contribui, ainda, para as trocas comunicativas favorecendo a coordenação de estratégias de resoluções de problemas utilizadas pelos alunos. Destacamos a leitura como atividade essencial para interpretar e compreender o texto e o seu interpretante.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Letramento visual com crianças em área de assentamento
    (Universidade da Amazônia, 2017-02-23) CARDOSO, Maura Lúcia Martins; TEIXEIRA, Lucilinda Ribeiro; http://lattes.cnpq.br/4264593536351653
    O presente estudo trata acerca do letramento visual, com crianças do 1º ano do ensino fundamental, na área do assentamento “Jesus de Nazaré”, na ilha de Caratateua conhecida por Outeiro. Surgiu do desejo de entender até que ponto se pode ser mais aplicado, para fazer com que a leitura de imagens aconteça de modo significativo em sala de aula, haja vista que o texto imagético pode ser construído a partir de efeitos de sentido. O letramento visual se constitui na capacidade de ver, compreender e finalmente, interpretar e comunicar o que foi interpretado por meio da visualização (ROCHA, 2008). O letramento visual é também a habilidade de entender e produzir mensagens visuais, capacidade que gera benefícios a professores e alunos advinda da inversão do domínio da escrita para o uso da imagem, produzindo assim, uma revolução nos usos e efeitos do letramento, requerendo do leitor um letramento visual (PROCÓPIO; SOUZA, 2009). Assim as imagens têm por objetivo contribuir no processo de aquisição da leitura e escrita por meio da cognição e percepção visual e desta forma esta pesquisa tem por objetivo geral identificar os níveis de leitura visual das seis crianças, do 1º ano do ensino fundamental I, do assentamento, por meio de textos visuais do livro didático utilizado em classe, a partir de perguntas por indução e respostas por indução e abdução e por objetivos específicos analisar os tipos de enunciados do livro didático das imagens trabalhadas com as crianças; analisar as atividades de letramento visual utilizadas pelas professoras das crianças do assentamento e analisar as cinco imagens escolhidas pela pesquisadora, do livro didático adotado em sala de aula. A problemática está na questão: o uso de textos visuais torna as crianças mais habilidosas em atividades de leitura e escrita? Dessa forma, no plano metodológico no que concerne a abordagem do problema optou-se pela pesquisa qualitativa e quantitativa (KUHN, 2006), do ponto de vista dos objetivos o uso da pesquisa exploratória e pesquisa bibliográfica (GIL, 2007), incluindo apontamentos do método etnográfico (PEIRANO, 2008) e nas análises dos textos visuais (DONDIS,2003) e (PEIRCE, 2005) e na consistência teórica do letramento visual (SANTAELLA; NÖTH, 1998) e (SILVINO, 2012) dentre outros. Os resultados da pesquisa sinalizam que por meio de textos visuais, as crianças do assentamento se tornam mais habilidosas em atividades de leitura e escrita e as imagens contribuem para a melhoria do nível de compreensão dessas crianças no processo de escrita e leitura. Conclui-se então, a inegável contribuição do letramento visual nas fronteiras territoriais e textuais da vida escolar contemporânea.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    As letras humanas: os povos indígenas e o ensino da língua portuguesa na Amazônia Pombalina (1751-1763)
    (Universidade Federal do Pará, 2012) CUNHA, Jonas Araújo da; RICCI, Magda Maria de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/4368326880097299
    Os povos indígenas que habitavam o Vale do Amazonas durante o período da colonização portuguesa foram submetidos em distintos momentos, por diferentes agentes e por variados instrumentos, a incisivos processos de aculturação visando sua inserção no mundo “civilizado”. Sendo o uso das letras humanas, compreendido pela prática da leitura e da escrita na língua portuguesa sua maior evidencia. Durante um século (1650-1750) a Companhia de Jesus destacou-se entre as ordens regulares que se estabeleceram na região como aquela que mais implantou aldeias missionárias objetivando além da catequese o ensino das letras humanas aos povos nativos. Na segunda metade do século dezoito no contexto da chamada “Era Pombalina” o Estado Luso, a partir especialmente das cartas e relatórios de Francisco Xavier de Mendonça Furtado Governador do Estado do Grão- Pará e Maranhão entre 1751 e 1759, oficializou a visão que denunciava o lamentável “estado do ensino” no Vale do Amazonas evidenciado no descaso das ordens missionárias em geral e dos jesuítas em particular, com o ensino da língua do Rei aos súditos nativos. Prova maior desta incômoda realidade era o uso massificado da chamada Língua Geral em detrimento da língua portuguesa. Em face desta realidade e considerando que o uso da língua portuguesa se constituía a “base fundamental da civilidade” conforme expressava o texto do Directório que se deve observar nas povoações dos índios do Pará e Maranhão, O Estado encampa e assume a tarefa de promover o ensino das letras humanas nas Vilas, Lugares e Povoações do Vale do Amazonas. Tarefa que o sucessor de Mendonça Furtado o Governador Manuel Bernardo de Mello e Castro (1759-1761) envidará grande esforço e particular empenho para cumprir, em face dos enormes obstáculos estruturais e conjunturais que se apresentavam. Esta dissertação tem como objetivo essencial “melhor compreender” estes eventos, perscrutando o seu processo, destacando seus percalços e refletindo sobre suas consequências para os povos indígenas que o vivenciaram.
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