Logo do repositório
Tudo no RIUFPA
Documentos
Contato
Sobre
Ajuda
  • Português do Brasil
  • English
  • Español
  • Français
Entrar
Esqueceu sua senha?
  1. Início
  2. Pesquisar por Assunto

Navegando por Assunto "Escritores paraenses"

Filtrar resultados informando as primeiras letras
Agora exibindo 1 - 19 de 19
  • Resultados por página
  • Opções de Ordenação
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Batuque: reverberação da memória na vidência de identidades afro-amazônicas
    (Universidade Federal do Pará, 2014-01-24) PEREIRA, Edvaldo Santos; SIMÕES, Maria do Perpétuo Socorro Galvão; http://lattes.cnpq.br/0672011058049782
    Esta dissertação é o produto de um estudo analítico do livro de poemas Batuque, de Bruno de Menezes, com foco nas narrativas de memória. Tomam-se como referência as manifestações culturais de origem africana representadas no livro, em consonância com teorias pautadas sob uma ótica direcionada à conexão entre a subjetividade literária e a objetividade histórica, tendo como referência os conceitos de História Social, propostos por Peter Burke, a ideia de cultura de Terry Eagleton e a identidade cultural, de Stuart Hall. Esses instrumentos possibilitam a observação da presença africana como elemento de composição de uma identidade cultural na Amazônia, sob três aspectos: o primeiro, relacionado ao lirismo, demonstrado, sobretudo, nos poemas “Mãe Preta” e “Pai João”; o segundo, direcionado à musicalidade, observada em poemas como “Batuque” e “Alma e ritmo da raça”; e o terceiro versa sobre a religiosidade, apresentada em poemas como “Toiá Verequête” e “Oração da Cabra Preta”. Destes três aspectos, o que mais despertou nossa atenção foi a religiosidade, em especial quanto à relação entre sagrado e profano e à visão de bem e mal, muito evidentes na obra. Os resultados obtidos dão-nos a ideia de que, pela leitura das narrativas de memória do autor e de sua relação com o ambiente em que viveu, as influências do meio na criação artística do poeta e na produção de uma obra voltada para as manifestações culturais contribuem, significativamente, para a melhor compreensão da presença negra na cultura brasileira.
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A cartografia de Irene na trilogia de Lindanor Celina
    (Universidade Federal do Pará, 2008-06-25) PENHA, Maria das Neves de Oliveira; SILVA, Joel Cardoso da; http://lattes.cnpq.br/6918547599708778
    Esta pesquisa insere-se no eixo temático literatura e cultura e investiga a protagonista da trilogia da escritora Lindanor Celina composta pelas obras: Menina Que Vem de Itaiara, Estradas do Tempo-foi e Eram Seis Assinalados. O trabalho rastreia a trajetória da protagonista Irene desde a infância até a maioridade, tentando capturar todos os condicionantes que influenciaram na formação de sua personalidade e de seu comportamento. O trabalho divide-se em quatro capítulos, sendo que o primeiro aborda os pressupostos teóricos que lhe dão suporte. São eles principalmente: autobiografia; dialogismo, polifonia e intertextualidade; teoria de gênero e teorias psicológicas do campo da psicanálise. O segundo capítulo apresenta a vida e a obra da escritora, discute a abordagem biográfica nas obras estudadas, bem como mostra a crítica sobre a trilogia. O terceiro capítulo analisa a intertextualidade entre os romances em estudo e também de dois destes com o romance Chove nos Campos de Cachoeira de Dalcídio Jurandir. O quarto capítulo dedica-se à análise das obras e às conclusões a que o estudo chegou.
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Cidade e antíteses: uma leitura do romance Passagem dos Inocentes de Dalcídio Jurandir
    (Universidade Federal do Pará, 2005-03-10) ALMEIDA, Marcos Monteiro; HOLANDA, Sílvio Augusto de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/0928175455054278
    Este trabalho não pretende discutir as inúmeras leituras que as obras de Dalcídio Jurandir vem merecendo ao longo dos anos; deseja, tão somente, apresentar uma proposta de leitura do romance Passagem dos Inocentes, na perspectiva do Materialismo histórico-dialético. A ênfase do trabalho reside na metáfora que aproxima semanticamente o título do romance ao processo de emancipação crítica verificado em seu protagonista. As fases dialéticas da tese, antítese e síntese, no processo de auto-realização verificado em Alfredo, processam-se numa cadeia contínua a partir dos seguintes estágios: ilusão ideológica; decepção com a urbs e, por último, auto-realização com a construção de um percurso contrário a urbs.
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Dalcídio Jurandir: um cronista de O Estado do Pará e de Diretrizes
    (Universidade Federal do Pará, 2014-06-02) BARBOSA, Tayana Andreza de Sousa; FURTADO, Marli Tereza; http://lattes.cnpq.br/2382303554607592
    O escritor Dalcídio Jurandir (1909-1979) teve uma longa e profícua produção literária, da qual resultou em dez romances de ambientação amazônica e um – Linha do Parque –de orientação comunista. Entretanto, seu contato com o universo letrado não se restringiu a sua criação ficcional, o escritor exerceu intensa atividade na imprensa de modo geral e na imprensa comunista de modo particular. Essa última, em razão de seu envolvimento com o Partido Comunista Brasileiro (PCB), o qual foi substancial para a fundamentação do pensamento dalcidiano, tanto no que se refere ao modo enxergar a realidade e o seu funcionamento, quanto ao direcionamento da sua criação artística. Dois importantes periódicos para os quais Dalcídio colaborou nas cidades em que residiu foram O Estado do Pará e Diretrizes, ambos de orientações políticas esquerdistas, embora não organicamente ligados ao PCB. Nesses dois periódicos, é possível termos contanto com outra face do romancista, que além de compor seus romances, aventurou-se pelo caminho das crônicas. Dessa forma, objetivamos, com este trabalho, fazer um estudo dessas crônicas, nos dois jornais, entre os anos de 1937 a 1944, a fim de divulgar esses textos cronísticos do escritor marajoara e de compreender como ele se comportou na criação de outro gênero literário.
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    De Cachoeira a Belém: a inflexão das ilusões de Alfredo
    (Universidade Federal do Pará, 2008-03-28) FERREIRA, Paulo Jorge de Morais; FURTADO, Marli Tereza; http://lattes.cnpq.br/2382303554607592
    Este trabalho procura demonstrar, através do percurso percorrido pela personagem Alfredo, ao longo do itinerário que vai de Cachoeira até à cidade de Belém, em uma criação dalcidiana, o processo de gradual desalienação de um menino que aos poucos vai se tornando um rapaz. A formação da personalidade passa por um sofrido processo, que na vida do herói conduz ao choque necessário provocado por algumas desilusões. Confrontando-se com sentimentos ambivalentes, com estados de indefinição e indecisão, Alfredo vai abrindo caminho através do labirinto de seu ser palmilhado pelo que representa a cidade enquanto também um labirinto não menos desafiador. Nesse processo de integração, o objetivo final é o resgate da dignidade humana que não se limita ao ser do herói, Alfredo, mas abarca um amplo projeto político que é buscado como alternativa popular.
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Dona Cecé: um feminino singular, em passagem dos inocentes, Dalcídio Jurandir
    (Universidade Federal do Pará, 2005-05-23) SANTOS, Neilci do Socorro Coelho dos; FURTADO, Marli Tereza; http://lattes.cnpq.br/2382303554607592
    Este trabalho apresenta o processo de construção da memória da personagem Dona Cecé, do romance Passagem dos Inocentes, de Dalcídio Jurandir. À luz da narratologia, em consonância com aspectos históricos e sociológicos, intenciona-se desvendar as transformações físicas e psicológicas pelas quais ela passa ao longo de sua existência. Busca-se compreender como os elementos da estrutura narrativa - foco narrativo, tempo, espaço, linguagem - não são meros indicadores do processo da história contada, e sim, a representação do feminino, sua memória e identidade. Paralelo a isso, focaliza-se também a vivência de Alfredo, personagem que divide com Dona Cecé o protagonismo dessa obra, quando então volta para Belém, a fim de continuar os estudos colegiais.
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A ética e a estética em Marajó, de Dalcídio Jurandir
    (Universidade Federal do Pará, 2012-04-26) MENDONÇA, Gerson de Sousa; FURTADO, Marli Tereza; http://lattes.cnpq.br/2382303554607592
    Dalcídio Jurandir, natural de Ponta de Pedras (Pará), empreendeu uma jornada literária em que apresenta muitos aspectos da vida sócio-cultual do arquipélago marajoara, de Belém, capital paraense, e do Baixo-Amazonas, ao longo do aprofundado Ciclo do Extremo Norte. Deste Ciclo, tem-se como objeto de estudo, a obra Marajó (vista, aparentemente, fora da trajetória de vida de Alfredo, personagem presente nos outros nove romances, exceto nesta obra), cujas ações se passam nas primeiras décadas do século XX e onde estão presentes variados aspectos da cultura amazônica. O objetivo deste trabalho é mostrar primeiramente Dalcídio Jurandir, enquanto jornalista crítico e ético, comprometido com a realidade espaço-temporal da Ilha do Marajó, seu arquipélago natal, em reportagens para jornais e revistas, a correlação de alguns artigos com trechos do romance; o espaço ocupado por ele no panorama atual da literatura brasileira, e, em seguida, fazer a análise da obra Marajó, sob o prisma da ética e, principalmente, da estética, envolvendo a linguagem, o social e a inclusão de várias histórias paralelas como elementos de composição do romance, utilizando-se, para tanto, como referencial teórico os estudos de autores como Alfredo Bosi, Afrânio Coutinho, Marli Furtado, Junito Brandão, Massaud Moisés, entre outros.
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    O hibridismo de gêneros nos contos de Maria Lúcia Medeiros
    (Universidade Federal do Pará, 2011) ALCÂNTARA, Lídia Carla Holanda; CHAVES, Lília Silvestre; http://lattes.cnpq.br/4273510661737259
    A ideia do presente trabalho partiu do estudo dos contos (mais precisamente dois deles: “Miss Doris” e “Mentiras e Verdades no Mesmo Chão”) de Maria Lúcia Medeiros, escritora paraense. Partimos da premissa de que Maria Lúcia é contista de uma época em que os traços que caracterizam os gêneros literários venceram limites e regras: seus contos são textos multifacetados, escritos em uma espécie de prosa lírica ou, ainda, prosa lírico-dramática. Pretende-se, então, neste trabalho, fazer primeiramente um histórico dos gêneros literários, estudando sua evolução enquanto conceito teórico desde os primeiros estudos dos textos literários – desde Platão, Aristóteles, Horácio, Victor Hugo – até os do contexto histórico contemporâneo – como Käte Hamburger, Northrop Frye, Emil Staiger. Abordaremos, ainda, que papel os gêneros possuem em um estudo de contos (não tradicionais) como os de Maria Lúcia Medeiros. Levantamos, então, algumas questões relevantes que nortearam o trabalho: o que se entende por hibridismo de gêneros literários? São os contos de Maria Lúcia Medeiros híbridos? De que modo acontece esse hibridismo? O que é o conto? Como se constroem os contos de Maria Lúcia? Partimos, então, da premissa de que os contos da escritora paraense são híbridos, pois possuem características genéricas diversas, além de dialogarem com outras obras literárias e com outras artes. Faremos, então, a leitura de dois contos de Maria Lúcia – além de pequenas leituras dos contos de três de suas coletâneas (Zeus ou a menina e os óculos, Velas. Por quem? e Céu Caótico) –, “Miss Doris” e “Mentiras e Verdades no Mesmo Chão”, mostrando justamente esse hibridismo e esse diálogo. Vale ressaltar que, apesar de permear a teoria da literatura há muitas décadas, o assunto em questão, os gêneros, não pode ser considerado concluído. Por ainda haver muita discussão acerca do tema, faz-se pertinente desenvolver um estudo sobre eles, na obra de uma escritora paraense de valor inestimável: Maria Lúcia Medeiros.
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Identidade e história: Belém do Grão-Pará como narrativa da nacionalidade
    (Universidade Federal do Pará, 2005-10-05) FIGUEIREDO, Elielson de Souza; FURTADO, Marli Tereza; http://lattes.cnpq.br/2382303554607592
    A motivação inicial desta pesquisa é a fértil discussão acerca da Identidade e das diferenças culturais entabulada especialmente pelos Estudos Culturais e Literários, especificamente a partir da categoria conceitual da nacionalidade. Norteada pelo conceito de Alegoria proposto por Fredric Jameson, para quem tal conceito se aplica principalmente à análise dos textos literários do capitalismo tardio, tentou-se desnudar as estratégias usadas na composição de Belém do Grão-Pará1 para narrar a complexidade da identidade nacional inscrita no Inconsciente Político. Admitindo que a Alegoria, para Jameson, é o próprio objeto cultural e estético cuja constituição e disposição dos elementos estruturais narra, às vezes em foro íntimo ou privado das personagens, a História das sociedades, segundo a experiência político-ideológica de suas classes. Tomados estes pressupostos, fez-se a análise do romance dalcidiano considerando-se a migração do protagonista como alegoria do cruzamento entre diferentes culturas, fato social gerador de uma hipotética diluição da identidade. Contudo, apoiado num paralelo traçado entre o contato do ribeirinho com o modus vivendi da cidade e a reação antropofágica do modernismo brasileiro frente ao modus vivendi civilizado da Europa, este trabalho nega a idéia de que o cruzamento de fronteiras culturais implique no fim da nacionalidade. Em linhas gerais tratamos de um conceito de Identidade fundado na experiência coletiva de indivíduos que, apesar de grandes diferenças de classe social, gênero ou etnia, construíram-se sob ideologias comuns. Nesta análise de Belém do Grão-Pará, cenas urbanas como ir ao cinema ou ver passar o trem são resignificadas pelo protagonista com base nas referências que trouxe de Cachoeira do Arari, seu lugar de origem, enquanto este também passa por uma revisão segundo o novo paradigma urbano que o protagonista vive em Belém.
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Leituras intertextuais de O Tetraneto del-rei de Haroldo Maranhão
    (Universidade Federal do Pará, 2011-03-25) POMPEU, Thaís do Socorro Pereira; CASTILO, Luís Heleno Montoril del; http://lattes.cnpq.br/3519128535996125
    O presente trabalho tem como objeto de investigação a escrita de Haroldo Maranhão, buscando compreender os aspectos que influenciaram na formação deste autor, bem como a particularidade de sua escrita, repleta de traços eruditos e, paralelamente, apresentando expressões obscenas e de valor popular. Para tanto, pautou-se a presente análise na obra O Tetraneto Del-Rei, que apresenta com riqueza de detalhes, aspectos relacionados ao período de nossa colonização, porém sob um prisma diferenciado e reinterpretativo, a partir dos diversos signos e elementos manifestados na obra de Haroldo. Converge, portanto, ao caráter reinterpretativo, a figura do Torto, colonizador português que protagoniza momentos de fraqueza, angústia, desejos e medos, sentimentos esses que não constam em obras que disseminaram em prosa e verso o imaginário de um herói. Como subsídio conceitual e literário, apresentamos autores precursores a Haroldo Maranhão, buscando identificar as relações deste com o estilo daqueles. Por fim, a investigação buscou demonstrar a presença de três elementos intertextuais na obra O Tetraneto Del-Rei, a saber: releituras da colonização, o significado do chapéu e as interpretações do obsceno.
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Memórias de uma velha cidade: a representação histórico-social de Belém pós-Belle Époque em crônicas de De Campos Ribeiro
    (Universidade Federal do Pará, 2011-04-11) CASTRO, Maria das Neves Rocha de; FERNANDES, José Guilherme dos Santos; http://lattes.cnpq.br/7023812449790431
    A obra Gostosa Belém de outrora (1966) do literato José Sampaio de Campos Ribeiro (1901-1980) apresenta crônicas de teor memorialístico que retratam o cotidiano de Belém das primeiras décadas do século XX, enfatizando em suas narrativas os principais problemas socioeconômicos enfrentados por alguns personagens do contexto citadino, como as vendedeiras de amor , os pregoeiros e os professores. Tomando por base as contribuições teóricas da História Nova, que consistiu em uma renovação no âmbito historiográfico e sugere que se utilize outras fontes, a exemplo do texto literário, a fim de se chegar a uma compreensão histórica, o presente trabalho busca, a partir das leituras das crônicas, traçar um panorama histórico-social de Belém pós Belle Époque.
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Negritude e crioulização em Bruno de Menezes
    (2010-12) FERNANDES, José Guilherme dos Santos
    Este artigo tem por objetivo reconhecer a obra do poeta paraense Bruno de Menezes como antecipadora dos conceitos de negritude e crioulização, impressos em Aimé Cesaire e Edouard Glissant, conceitos que qualificam a modernidade do literato. Para tanto, serão analisados três poemas de Menezes, publicados no livro Batuque (1931), considerando-se o estilo e as condições sociais e históricas de produção. Conclusivamente, destaca-se que o não reconhecimento da poesia de Menezes, no cânone local e nacional, foi muito mais decorrente de fatores sociais do que em razão da qualidade de sua obra.
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Por uma história da recepção da obra de Max Martins
    (Universidade Federal do Pará, 2013-01-16) QUEIROZ, José Francisco da Silva; PRESSLER, Gunter Karl; http://lattes.cnpq.br/0100053541433805
    O presente trabalho busca compreender a recepção crítica da poética de Max Martins no decorrer de 50 anos de atividade artística. A partir de uma abordagem estético recepcional, averiguaremos como as sucessivas leituras por parte de jornalistas e críticos determinaram a aceitação de sua produção e sua respectiva inserção dentro do cenário literário local e nacional. Baseando-se na perspectiva teórica da Estética da Recepção pretenderemos assim compreender diacronicamente o efeito causado pela obra de Max Martins junto aos seus leitores imediatos, e consequentemente perfazer uma história de sua recepção. A abordagem realizada por meio dos pressupostos apresentados por H. R. Jauss (em A História da Literatura como Provocação à Teoria Literária) - como o termo "horizonte de expectativa" - nos orientará quanto à historicidade da produção poética de Max Martins, esclarecendo o motivo que levou algumas leituras equivocadas de sua obra a se perpetuarem até o presente. Desse modo, por meio da reconstrução do “horizonte de expectativa” poderemos compreender a que demanda ou pergunta à obra de Max Martins atendeu no momento de sua publicação, além de averiguarmos como o trabalho de editoração da sua obra (G.Genette, 2009) influenciou sua leitura no decorrer do tempo, atualizando assim sua compreensão crítica e revelando algumas incongruências persistentes em estudos acadêmicos contemporâneos.
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Safra, retratos da vida e do homem amazônico na produção da castanha
    (Universidade Federal do Pará, 2010-11-03) FARIAS, Gilson da Conceição Vitor; FURTADO, Marli Tereza; http://lattes.cnpq.br/2382303554607592
    Esta dissertação analisa os aspectos sociais do romance Safra (1937) de Abguar Bastos, que aborda a economia da castanha na Amazônia no início do século XX, período em que a semente foi uma das poucas alternativas para os produtores após a falência da atividade de extração da borracha. A situação dos personagens, principalmente os mais pobres, da vila de Coari revela não só uma obra com tom de denúncia, como uma reflexão sobre o ser humano, o poder e as suas consequências. Nesta exposição observam-se três pontos inseparáveis. O primeiro é o contexto histórico à época em que os dois produtos, a borracha e a castanha, foram as principais fontes de lucro para a população e como se deu a passagem de uma para a outra. O segundo indica o romance como regionalista da 2º geração modernista do Brasil, por isso a carreira do escritor é apresentada com intuito de observar o percurso feito por ele, quais as idéias do movimento e qual posição política é assumida em seu trabalho. Por fim, a terceira parte aborda a maneira como a população foi retratada no livro, as características do protagonista e quais os discursos estão escondidos na narrativa.
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Tra[D]ição e o jogo da diferença em Marajó, de Dalcídio Jurandir
    (Universidade Federal do Pará, 2006-10-24) SANTOS JÚNIOR, Luiz Guilherme dos; FURTADO, Marli Tereza; http://lattes.cnpq.br/2382303554607592
    Este trabalho, que escolheu como tema a presença da tradição no romance Marajó de Dalcídio Jurandir, procura investigar como a escritura do romance citado dialoga intertextualmente com a tradição literária, mitológica e oral, sem anular o caráter social da ficção dalcidiana. Defendo a hipótese de que o jogo intertextual presente na obra não está a favor de uma exaltação das fontes ou como mera transposição de influências, mas se projeta como diferença. A base teórica do trabalho se fundamentou, sobretudo, a partir das discussões sobre “fonte” e “influência” estabelecidas pela literatura comparada nas figuras de autores como Tania Franco Carvalhal e Silviano Santiago e de algumas considerações de escritores importantes da literatura moderna como T. S. Eliot e Jorge Luis Borges, reconhecidos como os iniciadores das discussões acerca do legado da tradição, retomada pela literatura modernista. A escolha da literatura comparada possibilitou a presente leitura, uma abertura teórica em que entram em cena, na abordagem, a Psicanálise freudiana, a escritura-jogo de Roland Barthes, Júlia Kristeva e Jacques Derrida, além de outros pressupostos analíticos de pesquisadores da ficção de Dalcídio Jurandir como os professores Vicente Salles, Marli Tereza Furtado, Paulo Nunes, Audemaro Taranto Goulart e Pedro Maligo e estudiosos da tradição como Anthony Giddens, Homi Bhabha, Stuart Hall e Walter Benjamin.
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Três faces de Haroldo Maranhão: o leitor, o jornalista, o escritor
    (Universidade Federal do Pará, 2010-08-27) MEDINA, Maria Juliana da Silva; AUGUSTI, Valéria; http://lattes.cnpq.br/6970953321235328
    Esta dissertação tem por objetivo discutir parcela da trajetória do escritor Haroldo Maranhão (1927-2004), revelada à luz dos documentos pertencentes ao seu arquivo pessoal. O estudo se organiza tendo em vista três perspectivas: o Haroldo Maranhão leitor, possuidor de um acervo bibliográfico acumulado ao longo de anos, o Haroldo Maranhão jornalista, nascido e formado profissionalmente no seio de um clã que por meio século esteve à frente de um dos jornais mais influentes da capital paraense, a Folha do Norte, e o Haroldo Maranhão escritor, em seus freqüentes embates com as práticas que regem a lógica do mundo editorial.
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Vida literária na Belém oitocentista: a contribuição do Diário de Belém para o desenvolvimento das Letras na capital paraense (1882-1889)
    (Universidade Federal do Pará, 2018-11-08) SILVA, Alan Victor Flor da; SALES, Germana Maria Araújo; http://lattes.cnpq.br/8723885160615840
    A partir da pesquisa que realizamos em diversas histórias literárias, verificamos que os únicos escritores de prosa de ficção nascidos na província do Pará durante o século XIX mencionados nessas obras são Inglês de Sousa, Marques de Carvalho e José Veríssimo. O estudo desempenhado em dicionários, enciclopédias e antologias, no entanto, revelou que Inglês de Sousa saiu da região onde nasceu aos onze anos de idade e nunca mais retornou para a terra natalícia, assim como a pesquisa em histórias literárias evidenciou José Veríssimo mais como crítico e historiador da literatura e Marques de Carvalho, por sua vez, como um escritor naturalista sem importância nem para o desenvolvimento da produção literária paraense nem tampouco para a evolução da literatura brasileira. A catalogação que realizamos também em dicionários, enciclopédias e antologias, em contrapartida, demonstrou um número um pouco mais expressivo de autores radicados na província do Pará durante o Oitocentos que se dedicaram à imprensa periódica e à produção literária. Esses escritores, porém, não obtiveram visibilidade nacional nem alcançaram um lugar no cânone da literatura brasileira. Do mesmo modo, a pesquisa na imprensa periódica belenense oitocentista realizada por membros do Grupo de Estudos em História da Literatura (GEHIL), coordenado pela Profa. Dra. Germana Maria Araújo Sales, também tem demonstrado um considerável número de escritores colaborando com produções escritas tanto em verso quanto em prosa de ficção para periódicos que circularam pela capital paraense durante as últimas décadas do século XIX. Não estamos nos referindo, portanto, a publicações traduzidas nem extraídas de periódicos provenientes de outras províncias do Brasil, mas sim a publicações originais elaboradas para serem lançadas primeiramente em jornais que circularam por Belém. As dissertações provenientes da pesquisa realizada por membros do GEHIL em periódicos belenenses oitocentistas, no entanto, têm procurado estudar a circulação de versões traduzidas da prosa de ficção assinada por escritores estrangeiros ou de produções extraídas de periódicos de outras províncias do país assinadas por escritores brasileiros. Em razão dos poucos estudos sobre escritores que se firmaram a partir de publicações originais para a imprensa periódica belenense, procuramos promover um trabalho que se dedicasse a percorrer um caminho sobre a circulação e a produção de prosa de ficção assinada por escritores que se estabeleceram na capital paraense durante o século XIX e contribuíram para a imprensa periódica belenense oitocentista. O nosso intento, portanto, não é colocar em evidência autores cujas produções foram traduzidas ou extraídas de outros periódicos que circularam por lugares distintos do território brasileiro, mas sim escritores que se localizaram na capital paraense e escreveram narrativas ficcionais originais para a imprensa periódica belenense oitocentista. Para desenvolvermos a pesquisa, selecionamos como principal periódico a ser estudado o Diário de Belém (1868-1892), pois esse jornal circulou diariamente na capital paraense, perdurou por mais de uma década em circulação e foi o primeiro a oferecer oportunidade e espaço para que escritores radicados em Belém se aventurassem pela atividade da produção literária. A partir das considerações que tecemos, pretendemos, com esta tese, demonstrar como escritores e jornalistas envolvidos na imprensa periódica belenense oitocentista interpretaram alguns temas, por exemplo, associados à (in)existência de uma literatura na Amazônia ou na província do Pará, à publicação de obras assinadas por escritores fixados em Belém, às escolas literárias do século XIX, assim como o Romantismo, o Realismo e o Naturalismo, entre outros. Além disso, objetivamos traçar um perfil da prosa de ficção publicada no Diário de Belém assinada por escritores radicados na capital paraense.
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A voz do silêncio na poesia de Max Martins
    (Universidade Federal do Pará, 2014-03-17) BARBOSA, Thiago de Melo; FERRAZ, Antônio Máximo von Sohsten Gomes; http://lattes.cnpq.br/5982898787473373
    No presente trabalho interpreta-se a poesia de Max Martins, focando, principalmente, a abertura que ela oferece para o acontecer do silêncio da linguagem. Pensa-se, aqui, no silêncio como uma questão que fala e se confunde com a questão da essência da linguagem e, por conseguinte, também com a da essência do poético. Sendo assim, a dissertação desdobra-se em discussões poético-filosóficas, articulando essas duas esferas criativas nas várias dimensões em que a obra martiniana manifesta o silêncio: na linguagem, no diálogo com o pensamento e a poesia orientais, no erotismo e na verbivocovisualidade. Busca-se a escuta da “voz do silêncio”, como aparece no título do trabalho. Nessa travessia, importante dizer, as reflexões implementadas pelo filósofo alemão Martin Heidegger acerca da linguagem, assim como suas ideias sobre hermenêutica poética, são de grande valia. Certamente, além de Heidegger, há outros pensadores cujos nomes ecoam pelo trabalho, mas o do alemão merece destaque, pois a compreensão da essência da linguagem como fala silenciosa encontra abrigo tanto em sua filosofia como na obra poética de Max Martins. Realizando um diálogo entre poesia e filosofia no que elas têm em comum — o pensamento de questões —, aqui não se aplicou uma teoria prévia ao acontecer da arte. Procurou-se, ao contrário, empreender ao longo desta jornada interpretativa a escuta da poética que os próprios textos martinianos põe em obra.
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Vozes da Cabanagem: os discursos da literatura e da história na construção de “O Rebelde"
    (Universidade Federal do Pará, 2010-03-08) CUNHA, Livia Sousa da; FERNANDES, José Guilherme dos Santos; http://lattes.cnpq.br/7023812449790431
    O conto - “O Rebelde”, da obra Contos Amazônicos (1893), do escritor Inglês de Sousa, apresenta em seu enredo um fato da história paraense, a Cabanagem. Na narrativa os personagens vivenciam as primeiras manifestações dos revoltosos em 1832. Foi a partir da constatação desse fato histórico, no conto, que se desenvolveu a pesquisa em questão, atentando para o jogo estabelecido entre o real e o ficcional, ou seja, como um fato histórico foi recriado no universo ficcional inglesiano. Nesse sentido, foram observados os discursos da história, nos séculos XIX e XX, nas obras Motins Políticos (1865-1890) de Domingos Antônio Raiol, Cabanagem: o povo no poder (1984) de Julio José Chiavenato, e Cabanagem: a revolução popular da Amazônia (1985) de Pasquale Di Paolo, e o discurso da literatura, em - O “Rebelde” do século XIX, na construção das versões sobre a Cabanagem, com o objetivo de verificar como cada historiador e literato se posicionou sobre a Cabanagem elegendo vítimas, vilões e heróis; além de verificar como as vozes dos personagens e do narrador do conto se posicionam condenando ou justificando a ação cabana. A discussão apresenta os pressupostos teóricos baseados em Paul Ricoeur (1999), Jacques Le Goff (2005), Beatriz Sarlo (2007) e Umberto Eco (2004).
Logo do RepositórioLogo do Repositório
Nossas Redes:

DSpace software copyright © 2002-2026 LYRASIS

  • Configurações de Cookies
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Entre em Contato
Brasão UFPA