Navegando por Assunto "Esquistossomose mansônica"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise espacial das condições ecoepidemiológicas para estabelecimento da Esquistossomose mansonica em duas áreas do Distrito de Mosqueiro, Belém-PA(Universidade Federal do Pará, 2012) PEREIRA, Alba Lúcia Ribeiro Raithy; GONÇALVES, Nelson Veiga; http://lattes.cnpq.br/8811269146444725; BICHARA, Cléa Nazaré Carneiro; http://lattes.cnpq.br/2161704040280760A dinâmica do processo de endemização da esquistossomose mansonica é multifatorial, o que algumas vezes retarda o seu processo de instalação, mas também dificulta a vigilância epidemiológica de seu controle. As geotecnologias tem trazido contribuições à saúde pública gerando mapas temáticos que facilitam a compreensão da dinâmica populacional no uso do espaço, sua inter-relação com os recursos hídricos e o processo de adoecimento. A proposta foi identificar por análise espacial os fatores ecoepidemiológicos relacionados a endemização da esquistossomose mansonica. Realizou-se um estudo descritivo em duas áreas de cobertura da estratégia saúde da familia, Carananduba e Furo das Marinhas, no Distrito de Mosqueiro, Belém-PA, entre 2010 e 2012, utilizando técnicas de geoprocessamento como: Sensoriamento Remoto e Sistema de Informação Geográfica, através das ferramentas ERDAS 8.3.1. e ENVI 4.5 para classificação das imagens de satélite das variáveis solo, cobertura vegetal e hidrografia; o Sistema de Posicionamento Global para georreferenciamento da área de estudo e captura dos pontos de coleta dos criadouros; e o ArcGis 9.3.1 para manipulação e tratamento dos Banco de Dados Geográficos e aplicação do estimador de Kernel para idenficação das áreas de risco sobre imagens de satélite de alta resolução e bases cartográficas. Foram analisados dados ecológicos e ambientais através de técnicas de geoprocessamento. As ferramentas geotecnológicas geraram mapas temáticos da abrangência da Estratégia Saúde da Família e das rotas de trabalho, da classificação ambiental, da localização dos criadouros gerando sete pontos de aglomerados de Kernel que identificaram as áreas de risco de transmissão do agravo em 3 bairros na área do Carananduba. Esta área apresenta-se com características de antropização decorrente da ocupação humana desordenada e com assoreamento das coleções hidricas. A área do Furo das Marinhas ainda mantém mata primitiva e coleções hidricas de grandes volumes, não sendo encontrado o Biomphalaria. Nas duas áreas estudadas é deficiente a estrutura de saneamento básico e ainda não há foco de transmissão ativa de esquistossomose mansonica. Entretanto, é grande a vulnerabilidade para esta ocorrência em curto espaço de tempo em Carananduba. As geotecologias aplicadas proporcionaram um Sistema de Informação Geográfica que viabilizou o diagnóstico de risco epidemiológico de processo de endemização da esquistossomose mansonica em mais uma localidade no Pará.Tese Acesso aberto (Open Access) Avaliação da vulnerabilidade do potencial de endemização da esquistossomose mansônica no Distrito de Mosqueiro Belém, Pará(Universidade Federal do Pará, 2014) PINTO, Sônia Claudia Almeida; PINHEIRO, Maria da Conceição Nascimento; http://lattes.cnpq.br/6353829454533268; BICHARA, Cléa Nazaré Carneiro; http://lattes.cnpq.br/2161704040280760A esquistossomose mansônica (EM) é uma doença parasitária endêmica que ocorre em pelo menos 74 países com adoecimento de 25 milhões de pessoas, inclusive do Brasil. Está relacionada a fatores socioeconômicos e ambientais, com ênfase aos movimentos migratórios que contribuem para a expansão do agravo. No norte do Brasil somente o Estado do Pará tem foco deste agravo, sendo o principal no município de Belém. O crescimento urbano desordenado através da ocupação de áreas periféricas da região metropolitana de Belém tem gerado importantes impactos sociais e ambientais, atingindo áreas de preservação ambiental. Sob uma perspectiva ecossistêmica, o estudo avaliou a possibilidade de expansão da EM na área insular de um dos distritos administrativos de Belém, o de Mosqueiro (DAMOS), onde realizou-se a caracterização ambiental, inquérito malacológico, coproscópico e populacional, Foram utilizadas técnicas de georreferenciamento para análise espacial da área de estudo, aplicação de questionário de entrevista em domicílio e coleta de material para exame parasitológico. A abordagem adotada para determinação do calculo amostral teve como base o território de cobertura da estratégia saúde da familia da Secretaria Municipal de Saúde de Belém. Dessa forma, realizou-se o zoneamento da área de estudo, onde foram identificados criadouros de Biomphalaria s.p. Adotou-se um buffer de raio de 50m (norte, sul, leste, oeste), a partir de cada criadouro. Dentro desse raio de abrangência, com o auxílio da técnica de GPS, definiu-se uma amostra de 491 residências com estimativa de 5,31 moradores por cada domicílio, com a exclusão dos domicílios fechados ou abandonados, obteve-se a amostra de 283 domicílios para visitação com 421 participantes. Foi necessário criar o índice de vulnerabilidade a esquistossomose (IVE) para obter melhores informações quanto a interpretação dos dados obtidos. Os resultados mostraram que o DAMOS apresenta todas as características ambientais e populacionais das diversas áreas endêmicas do Brasil; o inquérito malacológico identificou 30 criadouros do planorbídeo; presença da espécie B. straminea não infectado pelo Schistosoma mansoni; baixissima cobertura de rede de esgoto, água e aumento do processo migratório em áreas de ocupação desordenada com populações oriundas de áreas endêmicas para EM. A maioria dos participantes do estudo residem em áreas consideradas de média vulnerabilidade, contudo 16% esta em áreas de alta vulnerabilidade; a área de Carananduba foi considerada a de mais alta vulnerabilidade e com maior potencial de risco para entrada da EM no distrito de Mosqueiro. A análise espacial da vulnerabilidade a esquistossomose na área de estudo, permitiu não somente respaldar a hipótese da endemização da EM no DAMOS, mas demonstrar onde pode ocorrer o primeiro foco, quais, e onde estão os maiores fatores de risco. Este estudo pode contribuir nos processos de gestão em saúde pública com a implantação de medidas preventivas de educação em saúde, vigilância epidemiológica e ambiental.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Esquistossomose mansônica na Amazônia – reavaliação do primeiro foco com transmissão autóctone, Fordlândia, Pará(Universidade Federal do Pará, 2013) OLIVEIRA, Sheyla Mara Silva de; BICHARA, Cléa Nazaré Carneiro; http://lattes.cnpq.br/2161704040280760Alguns focos de transmissão da esquistossomose mansônica estão instalados no Estado do Pará, com possibilidade permanente de expansão pelas importantes correntes migratórias mediante as demandas econômicas e sociais na região. Foi proposto reavaliar a situação epidemiológica de transmissão desta endemia na Vila de Fordlândia, município de Aveiro-PA, onde esta se estabeleceu como o primeiro foco autóctone na Amazônia, decorrente de intenso fluxo migratório por valorização da extração da borracha, sendo considerado extinto há vários anos. O estudo foi realizado entre setembro a novembro de 2012, envolvendo 204 individuos dos núcleos familiares atendidos pela Estratégia de Agentes Comunitários de Saúde no Distrito de Fordlândia-PA, submetidos a inquérito coproscópico pelo método de Kato-Katz (uma amostra per capta, processadas em 3 lâminas) com descrição do perfil sócio-demográfico através de entrevista para identificação das condições ambientais do peridomicilio, de moradia, saneamento básico, presença de coleções hidricas, tipo e forma de contato com as mesmas, onde estariam inseridos possíveis fatores de risco de transmissão. Obteve-se que a maioria são mulheres (53%), com mais de 20 anos (56%), sobretudo estudantes e agricultores (32% e 25%), residentes na localidade de Fordlândia (52%) há meses ou anos (64%). Apesar das condições ambientais, de moradia e saneamento básico manterem-se a semelhança da época de atividade do foco de esquistossomose, no distrito de Fordlândia-PA não foi identificado nenhum caso de esquistossomose considerando-se todos os exames coproscópicos negativos para ovos de S. mansoni, possivelmente por esta localidade desta vez não ter sido atingida pela entrada de migrantes parasitados por este helminto, o que permitiria o restabelecimento do ciclo no local. A dispersão de planorbídeos Biomphalaria na planície amazônica, somada a intensificação das redes migratórias, requer permanente vigilância na região quanto a expansão e surgimento de futuros focos de transmissão de esquistossomose mansônica, inclusive com a reemergência de focos já extintos como o de Fordlândia-PA.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estudo da esquistossomose mansônica nas regionais de saúde no estado do Maranhão, 2007-2011(Universidade Federal do Pará, 2014-06-05) FERNANDES, Orquideia da Silva; BICHARA, Cléa Nazaré Carneiro; http://lattes.cnpq.br/2161704040280760A Esquistossomose mansônica (EM) é uma infecção parasitária com ampla distribuição geográfica que causa importantes repercussões econômicas e na saúde pública. Este agravo está instalado no Brasil desde a era colonial e se mantém em todas as regiões geográficas, sobretudo no nordeste brasileiro. Este trabalho se traduz por ser uma pesquisa epidemiológica com abordagem descritiva de forma transversal, realizado a partir de dados secundários sobre a EM no Estado do Maranhão e suas regionais de saúde no período de 2007 a 2011, a partir dos casos notificados ao Sistema de Informação do Programa de Controle da Esquistossomose e do Serviço Nacional de Notificação de Agravos (SISPCE\SINAN). Os resultados mostraram que a EM está em declínio no Brasil, passando de 241.959 casos em 2007 para 64.811 em 2011; a maioria destes está concentrada na região sudeste (331.236) seguido pelo nordeste (312.470) no período de estudado. Entretanto, é no nordeste que a EM se mantém com maior estabilidade concentrando 48,24% dos casos, e na região centro oeste onde há os menores índices registrados (0,03%). O Estado do Maranhão acumulou mais casos de EM (18.884) neste período do que as regiões norte (2.117), sul (1.623) e centro-oeste (244). Observou-se duas informações quanto ao número total de casos no Maranhão de acordo com a base consultada, sendo 18.884 casos notificados pelo SISPCE\SINAN e 317.661 pelo PCE. Neste Estado, o panorama se mantém, mas com tendência de declínio também, concentrando os casos na região da baixada maranhense. Entre as suas 19 regionais de saúde em 15 foram feitas notificações de casos, predominando na regional de São Luís (129.999) e Bacabal (67.735). Em Imperatriz houve aumento do número de casos de 1.087 em 2009 para 5.737 em 2011, fato atribuído ao aceleramento dos problemas sociodemográficos, sobretudo sanitários e migratórios. A análise epidemiológica a partir da prevalência e da carga parasitária mostra que o Maranhão mantém-se na faixa de baixa e média endemicidade, com maioria dos casos eliminando de 1 a 4 ovos/g de fezes, e nos dois últimos anos do estudo mostrou baixa endemicidade em todas as suas regionais. Assim, pode-se dizer que a EM está sob controle no Brasil, com tendência a redução dos casos, como observado no Maranhão em suas regionais de saúde. Há necessidade de manter a vigilância e melhorar as condições estruturantes da vida de seus habitantes.
