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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Atividade antibacteriana de plantas medicinais frente á bactérias multirresistentes e a sua interação com drogas antimicrobianas
    (Universidade Federal do Pará, 2012-08-28) SARAIVA, Rosa Márcia Corrêa; VIEIRA, José Maria dos Santos; http://lattes.cnpq.br/6807452375674442
    O controle de micro-organismos infecciosos multirresistentes às vezes é ineficaz mesmo com o desenvolvimento de novos antibióticos. Diversos extratos de plantas medicinais têm efeitos antimicrobianos o que pode representar uma alternativa terapêutica para doenças infecciosas, principalmente quando associados aos antibióticos de uso clínico. O objetivo do trabalho foi avaliar a atividade antibacteriana de plantas medicinais sobre bactérias multirresistentes e os efeitos de sua interação com drogas antimicrobianas. Foi determinada a atividade antibacteriana de extratos e frações das plantas Eleutherine plicata (marupazinho), Geissospermum vellosii (pau-pereira) e Portulaca pilosa (amor-crescido) frente a isolados de Staphylococcus aureus Oxacilina Resistente (ORSA) e de Pseudomonas aeruginosa multirresistente, provenientes de processos clínicos humanos, assim como a interação destes produtos vegetais com drogas antimicrobianas de uso clínico. A atividade antibacteriana foi determinada pelo método de disco difusão em ágar Muller Hinton e a Concentração Inibitória Mínima (CIM) pela técnica de microdiluição em placas utilizando caldo Muller Hinton como meio de cultura e resazurina a 0,01% como revelador de crescimento bacteriano. Os extratos e frações foram testados nas concentrações de 500, 250, 125, 62,5, 31,2 e 16,2 μg/mL dissolvidos em DMSO a 10%. As plantas E. plicata e G. vellosii demonstraram atividade contra os isolados ORSA com CIM de 125 μg/mL, enquanto que P. pilosa teve ação sobre os isolados de P. aeruginosa multirresistentes com CIM de 250 μg/mL. Ocorreram 25% de sinergismo e apenas 5% de antagonismo entre as 120 interações de produtos vegetais e drogas antimicrobianas testadas. Frente aos isolados ORSA houve sinergismo com as drogas ciprofloxacina, clindamicina e vancomicina tanto com os derivados de E. plicata como os de G. vellosii. Os produtos de P. pilosa potencializaram a ação das drogas aztreonam, cefepime e piperacilina+tazobactam frente aos isolados de P. aeruginosa multirresistentes. Os resultados comprovaram o potencial das plantas E. plicata, G. vellosii e P. pilosa no controle de infecções bacterianas envolvendo fenótipos multidrogas resistentes (MDR) e que a sua interação com drogas antibacterianas pode representar uma nova alternativa na terapia destas infecções.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Avaliação anticonvulsivante e pró-convulsivante de óleos essenciais de Lippia origanoides e Rosmarinus officinalis em ratos: um estudoeletrofisiológico
    (Universidade Federal do Pará, 2025-05) ARAÚJO, Daniella Bastos de; HAMOY, Moisés; http://lattes.cnpq.br/4523340329253911; https://orcid.org/0000-0002-2931-4324
    A epilepsia é um distúrbio neuronal caracterizado pela excitabilidade anormal do cérebro, levando a convulsões. Apenas cerca de 66% dos pacientes epilépticos respondem adequadamente ao tratamento com os anticonvulsivantes convencionais existentes, tornando necessária a investigação de novos medicamentos antiepilépticos. A crescente pesquisa sobre produtos naturais e suas propriedades farmacológicas tem se tornado cada vez mais promissora, particularmente no estudo dos óleos essenciais, já amplamente utilizados na cultura popular para o tratamento de diversas doenças. Os presentes estudos avaliaram os efeitos anti e pró-convulsivante dos óleos essenciais de Lippia origanoides (LOEO) e Rosmarinus officinalis (EORO) em ratos wistar. Avaliamos o óleo essencial de Lippia origanoides (LOEO) (100 mg/kg i. p.) em comparação ao diazepam (DZP) (5 mg/kg i. p.) e à administração combinada dessas duas substâncias para controlar convulsões induzidas por pentilenotetrazol (PTZ) (60 mg/kg i. p.). Essa avaliação foi realizada utilizando 108 ratos Wistar machos, que foram divididos em dois experimentos. Experimento 1 – Avaliação comportamental e experimento 2 – Avaliação eletrocorticográfica. Já com o óleo essencial de alecrim avaliamos altas doses em 54 ratos Wistar, com peso entre 180 e 200 g. O estudo consistiu em três experimentos: 1) monitoramento comportamental dos animais após administração de 500 mg/kg i.p.; 2) registros eletrocorticográficos após administração do fármaco; 3) reação a fármacos anticonvulsivantes, onde foram aplicados fenitoína, fenobarbital e diazepam (10 mg/kg i.p.). Com o LOEO os animais apresentaram uma diminuição mais intensa da frequência respiratória quando combinados com LOEO + DZP. Os registros de EEG mostraram uma redução na amplitude de disparo nos grupos tratados com LOEO. O tratamento combinado com diazepam resultou em aumento dos efeitos anticonvulsivantes, já com o EORO os resultados demonstraram aumento do tempo de latência para o aparecimento de crises clônicas isoladas sem perda do reflexo postural. Os animais apresentaram uma diminuição mais intensa da frequência respiratória quando combinados com LOEO + DZP. Os registros de EEG mostraram uma redução na amplitude de disparo nos grupos tratados com LOEO. O tratamento combinado com diazepam resultou em aumento dos efeitos anticonvulsivantes. O tratamento com LOEO foi eficaz no controle das convulsões, e sua combinação com diazepam pode representar uma opção futura para o tratamento de convulsões de difícil controle, já o tratamento com EORO demonstra uma atividade excitatória relacionada a redução da atividade GABAérgica.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Avaliação dos efeitos no sistema nervoso central e estresse oxidativo do extrato hidroalcoólico de Petiveria alliacea L. (Phytolacaceae)
    (Universidade Federal do Pará, 2011) ANDRADE, Thaís Montenegro de; MONTEIRO, Marta Chagas; http://lattes.cnpq.br/6710783324317390; MAIA, Cristiane do Socorro Ferraz; http://lattes.cnpq.br/4835820645258101
    Introdução: Petiveria alliacea L., conhecida popularmente como Mucuracaá, pertencente à família Phytolacaceae. Preparações desta planta têm sido amplamente utilizadas na medicina popular como sedativo, no tratamento da“memória fraca”, entre outros. Devido as suas características sedativas, procurou-se avaliar a atividade ansiolítica a partir dos efeitos comportamentais e de estresse oxidativo após a administração do extrato hidroalcoólico (EHA) em ratos adultos. Métodos: A planta foi coletada no município de Acará/Pa e suas folhas, talos e raízes foram tratados, depois macerados com etanol 70% e obtido o extrato. Ratos Wistar machos e fêmeas (n=5-10 por grupo) foram tratados com água e comida ad libitum e divididos em grupos: Controle, que recebeu solução salina; P. alliacea L., que receberam 900mg/Kg; diazepam (DZP) 1mg/Kg, como controle positivo para a atividade ansiolítica; fluoxetina (FXT) 10mg/Kg, como controle positivo para avaliar a atividade antidepressiva e cafeína(CAF) 10mg/Kg, como controle positivo para efeito mnemônico. Os testes comportamentais foram: campo aberto para a atividade ansiolítica e estimulatória, nado forçado para atividade antidepressiva, LTE para efeito mnemônico. Os testes de estresse oxidativo foram: TEAC para a dosagem de antioxidante total, dosagem do malondialdeído, dosagem de nitritos e nitratos e dosagem de metemoglobina. Resultados/Discussão: O tratamento com P. alliacea L. aumentou a atividade locomotora central e total dos ratos sugerindo atividade ansiolítica e estimulante; reduziu o tempo de imobilidade conferindo atividade antidepressiva e aumento na latência nos braços fechados na fase de teste do LTE demonstrando atividade mnemônica positiva. Nos parâmetros de estresse oxidativo, a espécie apresentou redução na capacidade antioxidante total e aumento das taxas de metemoglobina, sugerindo atividade pró-oxidante. Conclusão: Podemos concluir que o extrato possui atividade ansiolítica, atividade antidepressiva e atividade pró-oxidante. Entretanto, outros estudos são necessários para confirmar essas atividades.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Avaliação in vitro da atividade antimicrobiana de extratos vegetais sobre microrganismos relacionados à lesão de mucosite oral
    (Universidade Federal do Pará, 2010-10-14) ARAÚJO, Núbia Rafaela Ribeiro; VIEIRA, José Maria dos Santos; http://lattes.cnpq.br/6807452375674442
    A mucosite oral é a complicação oral mais freqüente nos pacientes sob quimioterapia e/ou radioterapia. Vários microrganismos podem estar presentes nesta lesão o que dificulta o seu tratamento. A propriedade antimicrobiana de plantas tem sido estudada com o intuito de confirmar cientificamente sua ação, e o possível potencial no controle de doenças infecciosas, principalmente devido ao aumento de microrganismos resistentes aos antimicrobianos conhecidos. O estudo teve por objetivo observar a ação inibidora de extratos das plantas Arrabidaea chica, Bryophyllum calycinum, Mansoa alliacea, Azadirachta indica, Senna alata, Vatairea guianensis, Vismia guianensis, Ananas erectifolius, Psidium guajava, Euterpe oleracea e Symphonia globulifera sobre cepas de microrganismos frequentemente envolvidos em lesões de mucosite oral, tais como, Streptococcus mitis (ATCC 903), Streptococcus sanguis (ATCC 10557), Streptococcus mutans (ATCC 25175), Staphylococcus aureus (ATCC 6538), Pseudomonas aeruginosa (ATCC 9027), Candida albicans (ATCC 40175), Candida krusei (ATCC 40147) e Candida parapsilosis (ATCC 40038). A avaliação da atividade antimicrobiana e a determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM) foram realizadas através do método de disco-difusão em meio sólido. Os extratos brutos das plantas foram testados nas concentrações de 500, 250, 125, 62,50, 31,25 e 15,62 mg/ml utilizando como solvente o Dimetil-Sulfóxido (DMSO). Os extratos de anani e de pirarucu foram os que apresentaram maior espectro de ação, inibindo o crescimento de sete microrganismos dentre os oito testados. As menores CIM foram obtidas com os extratos de anani, lacre e mata pasto. O extrato de anani foi o mais ativo tendo demonstrado boa atividade antimicrobiana (CIM abaixo de 100 mg/mL) contra sete microrganismos (S. aureus, C. albicans, C. krusei, C. parapsilosis, S. mitis. S. sanguis e S. mutans, sendo inativo apenas para P. aeruginosa). O extrato de lacre demonstrou boa atividade frente a cinco microrganismos. Mata pasto teve boa atividade contra S. aureus, S. mitis e C. albicans. P. aeruginosa foi o microrganismo mais resistente sendo suscetível apenas para os extratos de pariri e pirarucu. Dentre os extratos avaliados, apenas o curauá não apresentou atividade sobre nenhum dos microrganismos testados. Os resultados obtidos demonstraram a capacidade antimicrobiana dos produtos vegetais testados. Entretanto, estudos futuros são necessários para esclarecer os seus mecanismos de ações e as possíveis interações com as drogas antimicrobianas, visando seu aproveitamento na terapêutica de doenças infecciosas.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Avaliação in vitro do potencial genotóxico e citotóxico do extrato do açaí (Euterpe oleracea) clarificado sobre a linhagem celular AGP01 (câncer gástrico)
    (Universidade Federal do Pará, 2024-01) SANTOS, Thiago Souza; BAHIA, Marcelo de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/3219037174956649; BURBANO, Rommel Mario Rodríguez; http://lattes.cnpq.br/4362051219348099; https://orcid.org/0000-0002-4872-234X
    O açaí (Euterpe oleracea MART) é uma fruta de grande importância para a região Amazônica em termos nutricionais, culturais e socioeconômicos. Nos últimos anos, o açaí tem sido alvo de diversos estudos devido às suas propriedades benéficas à saúde, incluindo efeitos contra células tumorais. Portanto, o presente trabalho teve como objetivo avaliar in vitro os efeitos genotóxicos e citotóxicos do extrato do açaí clarificado em uma linhagem celular de câncer gástrico humano metastático (células AGP01). Para fins de comparação, utilizou-se uma linhagem celular não transformada de células epiteliais renais de macaco verde africano (células VERO). Foram realizados o ensaio de viabilidade por redução de resazurina, o ensaio cometa, a determinação da morte celular por corantes fluorescentes diferenciais e o ensaio de migração Wound Healing o de feridas. Foi observada redução na viabilidade apenas na linhagem AGP01 em 72h. Não houve dano genotóxico ou morte celular (através de apoptose ou necrose) em nenhuma das linhagens celulares. Entretanto, o extrato de açaí induziu redução da motilidade em ambas as linhagens celulares. A redução da viabilidade celular e a indução do efeito anti-migratório na linhagem celular AGP01 abrem perspectivas para explorar o potencial da Euterpe oleracea como adjuvante no tratamento do câncer gástrico.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Caracterização química, avaliação da toxicidade oral aguda e da atividade antinociceptiva do extrato metanólico das folhas de Montrichardia linifera (Arruda) Schott
    (Universidade Federal do Pará, 2024-08) COSTA, Wellington Junior Taisho Nagahama; AMARANTE, Cristine Bastos do; http://lattes.cnpq.br/4101983776191966; https://orcid.org/0000-0002-8602-8180; BASTOS, Gilmara de Nazareth Tavares; http://lattes.cnpq.br/2487879058181806
    Introdução: Montrichardia linifera (Arruda) Schott é popularmente conhecida como “aninga”, “aningaçu”, “aningaíba” e “aninga-do-igapó”. As compressas e emplastros das folhas são da planta medicinal utilizados para tratar abscessos, tumores e dores causadas por ferroada de arraias. Objetivo: O estudo teve como objetivo investigar o potencial antinociceptivo do extrato metanólico das folhas de Montrichardia linifera (EMFML), bem como realizar a caracterização química e toxicidade oral aguda. Material e métodos: As folhas foram coletadas durante a estação chuvosa e o extrato metanólico foi obtido após extração em gradiente em diferentes solventes. O EMFML foi analisado por cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) e ressonância magnética nuclear (RMN). A avaliação do teste de toxicidade oral aguda foi utilizada para observar a presença de substâncias tóxicas. Posteriormente, foram utilizados os testes de ácido acético, placa quente e formalina para avaliar os efeitos analgésicos. Resultados: A análise do CLAE fingerprint permitiu a identificação de rutina, quercetina e epicatequina. A análise dos espectros de RMN identificou rutina e quercetina, bem como os flavonoides luteolina e crisoeriol. O EMFML não demonstrou efeitos considerados tóxicos. No teste do ácido acético, o EMFML inibiu a dor periférica em 51,46% (p < 0,05) na dose de 50 mg/kg e 75,08% (p < 0,001) na dose de 100 mg/kg. O teste da placa quente avaliou o tempo de latência dos animais, demonstrando atividade central em 30 e 60 min aumentando em 164,43% (p < 0,01) e 122,95% (p < 0,05) na dose de 50 mg/kg, e 162,62% (p < 0,01) e 136,68% (p < 0,05) na dose de 100 mg/kg. O teste da formalina avaliou o efeito antinociceptivo central e periférico do EMFML. Na fase neurogênica, redução de 35,25% (p < 0,05) na dose de 50 mg/kg e 52,30% (p < 0,01) na dose de 100 mg/kg. Na dor inflamatória, foi observada uma redução de 66,39% (p < 0,0001) e 72,15% (p < 0,0001). Conclusão: A atividade antinociceptiva corrobora com o seu uso etnofarmacológico. Este efeito analgésico está provavelmente associado aos flavonoides identificados, todos possuem propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e antinociceptivas. Além disso, o EMFML não apresentou toxicidade.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Efeito citoprotetor e cicatrizante gástrico do extrato padronizado de Euterpe oleracea Mart.
    (Universidade Federal do Pará, 2024-05) SOUZA, Keyla Rodrigues de; MELLO, Vanessa Jóia de; http://lattes.cnpq.br/9437589201689717
    A úlcera gástrica é uma lesão péptica ácida do trato digestivo resultante do desequilíbrio entre os fatores que danificam a mucosa e aqueles que a protegem. É uma doença prevalente no mundo inteiro e os medicamentos utilizados no seu tratamento, embora eficientes, apresentam efeitos colaterais. Nesse contexto, a busca por novas alternativas terapêuticas que sejam eficazes seguras e com menos efeitos colaterais é de suma importância e tem havido grande interesse na pesquisa por produtos naturais. Entre estes, o açaí (Euterpe oleracea Mart.), apresenta alta capacidade antioxidante e anti-inflamatória devido à sua composição de fitoquímicos bioativos que incluem a classe das antocianinas, proantocianidinas e outros flavonóides com efeitos promissores à saúde. O presente trabalho investigou a atividade citoprotetora e cicatrizante gástrica do extrato padronizado de Euterpe oleracea Mart. (EO). Inicialmente foi avaliada a capacidade do EO promover o aumento da migração celular de células do tipo epiteliais (Vero) no modelo de cicatrização in vitro. No espectro de avaliação da atividade antiúlcera in vivo, inicialmente a atividade citoprotetora do EO foi determinada nos modelos de úlcera gástrica induzida por etanol e por indometacina. Além disso, foi investigada a ação do EO sobre a secreção gástrica. O efeito cicatrizante in vivo foi avaliado em modelo de úlcera gástrica induzida por ácido acético. O tratamento com EO na concentração de (1 μg/mL) promoveu aumento significativo na migração celular após 48 horas. O pré-tratamento com EO nas doses de (2,5 μL/g e 10 μL/g) reduziu a área da lesão gástrica nos modelos de úlcera induzida por etanol e por indometacina. O EO não foi capaz de aumentar o pH, reduzir a acidez ou o volume de secreção gástrica para níveis semelhantes aos animais tratados com omeprazol (20 mg/kg) em modelo de ligação de piloro. No modelo de úlcera gástrica induzida por ácido acético, tratamento com EO nas doses de (2,5 μL/g e 10 μL/g) por oitos dias, reduziu a área da úlcera gástrica induzida pelo ácido, aumentando a taxa de cicatrização quando comparado aos animais sem tratamento (ANOVA “one way”, pós- teste Tukey p < 0,0001). O tratamento com EO no modelo de ácido acético também aumentou a atividade da catalase, aumentou os níveis de glutationa total e reduziu os níveis de malondialdeído, e nitrito em comparação com animais não tratados. De acordo com os resultados, o extrato padronizado de Euterpe oleracea Mart. (EO) apresentou efeito cicatrizante tanto nos estudos in vitro quanto in vivo. Apresentou efeito citoprotetor que provavelmente não deve estar relacionado a uma capacidade moduladora da secreção gástrica, mas possivelmente relacionada a redução do estresse oxidativo e seus efeitos cicatrizantes.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Efeito da temperatura e molaridade na avaliação das atividades antimicrobiana, citotóxica e antioxidante do bio-óleo da semente do açaí (Euterpe oleracea, Mart.)
    (Universidade Federal do Pará, 2024-08) SILVA, Iago Castro da; MACHADO, Nélio Teixeira; http://lattes.cnpq.br/5698208558551065; MONTEIRO, Marta Chagas; http://lattes.cnpq.br/6710783324317390; https://orcid.org/0000-0002-3328-5650
    O açaí, uma fruta da Amazônia, é valioso tanto do ponto de vista econômico quanto nutricional. Suas sementes, geralmente descartadas, podem ser transformadas em bio-óleo por meio da pirólise (Processo de degradação termoquímica de biomassa residual), oferecendo uma alternativa sustentável aos combustíveis fósseis. Este estudo investiga como a temperatura e a molaridade com Hidróxido de Potássio (KOH) e Ácido clorídrico (HCl) que são reagentes de impregnação química no processo, influenciam as atividades antimicrobiana, antioxidante e citotóxica do bio- óleo produzido. Foram realizados testes utilizando Cromatografia Gasosa acoplada à Espectrometria de Massas (CG-MS) e ensaios para avaliar a atividade antimicrobiana, antioxidante e citotóxica em diferentes temperaturas (350, 400 e 450 °C) e molaridades (0,5 M, 1,0 M e 2,0 M). Os compostos fenólicos foram os mais abundantes no bio-óleo (55,70%), seguidos por hidrocarbonetos cíclicos e aromáticos (11,89%) e hidrocarbonetos lineares (9,64%). Apesar da redução nos compostos oxigenados, o bio-óleo manteve atividade bacteriostática contra Escherichia coli e Staphylococcus aureus em várias faixas de temperatura, destacando-se a 350 °C. A atividade antioxidante foi maior a 350 °C e em molaridades menores. Além disso, concentrações mais baixas de impregnação ácida apresentaram efeito citotóxico em altas temperaturas. Assim, o bio-óleo de sementes de açai gerados pelo processo de pirólise demonstra potencial para atividades antioxidantes e antimicrobianas, sugerindo viabilidade para testes adicionais em diluições com menor citotoxicidade.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Efeitos anti-inflamatórios e neuroprotetores do extrato de gergelim preto (Sesamum indicum L.) em um modelo experimental de isquemia estrial
    (Universidade Federal do Pará, 2024-03) SANTOS, Ijair Rogério Costa dos; LEAL, Walace Gomes; http://lattes.cnpq.br/2085871005197072
    Acidente Vascular Encefálico (AVE) é uma neuropatologia caracterizada como o surgimento súbito global ou focal de déficits da função neurológica de duração superior a 24 horas ou que leve a morte, cuja única causa reside na origem vascular. Estudos sobre a incidência, comprometimento físico e mortalidade enquadram o AVE como a segunda causa de morte no mundo e a principal complicação orgânica que leva às disfunções físico-neurológicas, frequentemente, graves e permanentes. A indução do AVE em animais de experimentação e o entendimento de sua fisiopatologia, bem como a busca de tratamentos que minimizem os danos neurológicos e estimulem a recuperação morfofuncional do indivíduo afetado são temas de grande relevância científica e clínica. Neste estudo, investigamos os possíveis efeitos neuroprotetores e/ou anti-inflamatórios do extrato supercrítico de gergelim preto (Sesamun indicum L.) após lesão isquêmica focal por microinjeções de 80 pmol de endotelina-1 no estriado de ratos adultos, usando as coordenadasestereotáxicas: 1,2 mm, anterior-posterior; 2,5 mm, médio-lateral; 4,0 mm, dorsoventral. Após a indução do AVE, os grupos controles foram tratados com tween a 5% e os tratados receberam 150 mg/kg de gergelim, ambos, por via intraperitoneal, em duas doses diárias de 75 mg/kg. A neuropatologia foi obtida em secções encefálicas com 50 e 20 μm de espessuras e coradas com violeta de cresila, para identificar a área de lesão, e/ou imunomarcadas por anticorpos específicos à identificação de neurônios (anti-NeuN), astrócitos (anti-GFAP) e micróglia (anti-ED1). Secções de 5 μm de espessura de rim e fígado corados por métodos histológicos e histoquímicos não mostraram alterações morfológicas nas células que compõem esses órgãos essenciais, sugerindo baixa toxicidade do extrato. Todas as secções coradas e/ou imunomarcadas foram visualizadas em microscópio óptico e seuscampos mais ilustrativos, em todos os tempos de sobrevida e grupos experimentais,foram capturados digitalmente e editados em computador. A quantificação das célulasNeuN+(neurônios), micróglia/macrófagos (ED1+) e astrócitos (GFAP+) na área de lesão, três secções por lâmina, todo campo ao redor de lesão por secção, com auxílio de uma gradícula de área 0,0625 mm2 na ocular possibilitou o teste t-Student à análise estatística entre os grupos e o uso do programa Microsoft Excel à plotagem dos gráficos. Por fim, uma caracterização da citotoxicidade in vitro, bem como a verificação do índice de acidez do extrato revelou baixa acidez e mínima agressividade em células sanguíneas, que ratifica o uso do extrato supercrítico em estudos que visem otratamento de doenças agudas e crônicas no SNC.
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