Navegando por Assunto "Fatores de risco"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise de componentes principais de variáveis nutricionais e de polimorfismos nos genes MDM2, XRCC1 E MTHFR como fatores de risco para Carcinoma Hepatocelular em pacientes com Hepatite C Crônica(Universidade Federal do Pará, 2016-03-16) PINHO, Priscila Matos de; DEMACHKI, Samia; http://lattes.cnpq.br/7568391537270652; ARAÚJO, Marília de Souza; http://lattes.cnpq.br/9371703949781020Introdução: As doenças hepáticas estão entre as principais causas de morbimortalidade no mundo. A hepatite C está presente em aproximadamente 20% dos casos de hepatite aguda e 70% dos casos de hepatite crônica. E tem sido associado à presença de acúmulo de lipídeos intra-hepáticos (esteatose) e frequentemente progride para o desenvolvimento da cirrose hepática e do carcinoma hepatocelular (CHC), sendo a principal causa de transplante hepático. Objetivo: Avaliar a relação de variáveis nutricionais e de polimorfismos nos genes MDM2, XRCC1 e MTHFR com risco para o CHC em pacientes com hepatite C crônica. Métodos: Pesquisa do tipo caso - controle realizada com pacientes com hepatite C crônica. Foram considerados casos, pacientes com infecção crônica pelo VHC, aqueles que apresentavam anti-VHC e VHC-RNA positivos por seis meses ou mais desde a detecção da infecção dentro dos parâmetros de apresentação clínica. Foram considerados participantes do grupo controle indivíduos saudáveis, com idade > 20 anos, de ambos os sexos. Os mesmos foram convidados a participar da pesquisa de forma voluntária. Utilizou-se um questionário de avaliação nutricional. Foi investigada a presença de polimorfismos MDM2 (rs3730485); XRCC1 (rs3213239) e MTHFR (rs1801133). Aplicou-se o teste Exato de Fisher, Odds Ratio, e a análise de Componentes Principais. Resultados: Em relação a genotipagem, constatou-se semelhança na frequência dos polimorfismos dos genes MTHFR, XRCC1 e MDM2 em ambos os grupos. As razões de chance que tiveram valores de p significativos foram: baixo consumo de frutas, sedentarismo e IMC > 25 kg/m². Os resultados da análise de componentes principais são indicativos de que existem pelo menos três processos fisiopatológicos que atuam no agrupamento dos fatores de risco para o CHC, sendo fortemente relacionados a gordura corporal, etilismo e baixo consumo de frutas. Conclusão: Os pacientes avaliados agregam fatores de risco para o desenvolvimento do CHC.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Aumento do índice de massa corporal após os 20 anos de idade e associação com indicadores de risco ou de proteção para doenças crônicas não transmissíveis(2009-12) COELHO, Mara Sérgia Pacheco Honório; ASSIS, Maria Alice Altenburg de; MOURA, Erly Catarina deOBJETIVO: Investigar fatores sociodemográficos, de risco ou de proteção para doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) que se associem ao aumento do índice de massa corporal (IMC) após os 20 anos de idade. MÉTODOS: Estudo transversal com 769 mulheres e 572 homens do Sistema Municipal de Monitoramento de Fatores de Risco para DCNT, 2005, Florianópolis, SC. O aumento do IMC foi definido em percentagem, pela diferença entre o IMC em 2005 e aos 20 anos. RESULTADOS: Desde os 20 anos, o aumento do IMC foi superior a 10% para a maioria dos indivíduos. Nas análises múltiplas, o aumento do IMC foi associado a aumento da idade, baixo nível educacional (mulheres), ser casado (homens), não trabalhar, baixo nível de percepção de saúde, pressão alta, colesterol/triglicerídeos elevados (homens), realização de dieta, sedentarismo e ex-tabagismo (mulheres). CONCLUSÕES: Estratégias de saúde para prevenir o ganho de peso em nível populacional devem considerar principalmente os fatores sociodemográficos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Desenvolvimento linguístico de crianças de Belém: associação com características pessoais e ambientais(Universidade Federal do Pará, 2014-11-07) COSTA, Elson Ferreira; CAVALCANTE, Lília Iêda Chaves; http://lattes.cnpq.br/4743726124254735Esta pesquisa teve como objetivo geral analisar o perfil neuropsicomotor de crianças que frequentam Unidades de Educação Infantil (UEI) do município de Belém, particularmente na área de linguagem, segundo o Teste de Triagem do Desenvolvimento Denver II (TTDD-II). Para tal, foram realizados dois estudos, ambos transversais e quantitativos, com caráter descritivo-exploratório. O primeiro investigou o perfil do neurodesenvolvimento de crianças distribuídas pelos Distritos Administrativos de Belém, segundo o TTDD-II, e mapeou os distritos e o percentual de crianças avaliadas como normais em termos neurodesenvolvimentais ou com suspeita de atraso. Já o segundo trabalho verificou as associações entre o escore de desenvolvimento da área da linguagem, segundo o TTDD-II, com as variáveis pessoais e contextuais pesquisadas. Participaram desta pesquisa 319 crianças de três anos que frequentaram as Unidades de Educação Infantil (UEI) públicas do município de Belém, no período de agosto a dezembro de 2012. Para avaliação do desenvolvimento foi utilizado o TTDD-II, já a coleta dos dados pessoais e contextuais foi feita a partir da aplicação de questionário com os pais e instrumento para medição do nível de pobreza familiar. Os resultados do primeiro estudo indicaram a prevalência de suspeita de atraso no desenvolvimento neuropsicomotor de 77,7% das crianças pesquisadas, sendo este valor igual a 59,2% na área linguística. A variável nível de pobreza familiar apresentou associação estatisticamente significativa com o nível de desenvolvimento global (p=0,011) e da linguagem (p=0,003). Os resultados do segundo estudo apontam 59,2% de suspeita de atraso na área da linguagem. As variáveis que apresentaram relação estatisticamente significativa com o desfecho foram escolaridade paterna (p=0,003), idade materna (p=0,03) e o nível de pobreza urbana (p=0,003). A alta prevalência de suspeita de atrasos no desenvolvimento das crianças participantes aponta a importância da implantação de programas de estimulação ou vigilância do desenvolvimento infantil, utilizando instrumentos como o TTDD-II, além de alertar para a presença de fatores de risco que podem interferir no neurodesenvolvimento dos anos iniciais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Diagnóstico coproparasitológico e avaliação dos fatores de risco para infecção parasitária intestinal em uma comunidade ribeirinha do município de Belém-Pará, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2005-05-19) ESTEVES, Nelma Maria Rosa de Sousa; PÓVOA, Marinete Marins; http://lattes.cnpq.br/2256328599939923As parasitoses intestinais estão entre as doenças mais freqüentes que acometem o homem, principalmente nos países mais pobres, onde as condições higiênico-sanitárias são muito precárias. Este estudo tem como objetivo determinar a prevalência e identificar os fatores de risco para enteroparasitoses, na comunidade ribeirinha da Ilha de Jutuba, localizada no município de Belém-Pa. Foram examinadas 109 amostras de fezes pelos métodos direto e de sedimentação espontânea em água potável. A prevalência de enteroparasitose encontrada foi de 77,98% (85/109). O protozoário mais prevalente foi a Entamoeba histolytica (49,41%) e entre os helmintos destacaram-se os ancilostomideos (40,0%), Ascaris lumbricoides (29,41%) e Trichuris trichiura (24,71%). Não foram encontradas diferenças, estatisticamente, significativas entre parasitismo e sexo. A correlação entre o parasitismo por Giárdia lamblia e idade apresentou significância estatística (p<0,05) na faixa etária infantil. Entre os fatores de risco para doença parasitária na Ilha consideramos o baixo nível sócio-econômico, a falta de saneamento básico, o consumo de água direto do rio e o consumo de açaí in natura. A correlação entre o consumo de água não tratada e parasitose intestinal não mostrou significância estatística. A razão de chances (Oddes Ratio) calculada mostrou que os indivíduos que consomem açaí têm quatro vezes mais chances de adquirir parasitose intestinal do que os que não consomem. Conclui-se que para redução significativa na morbidade das doenças parasitárias na Ilha de Jutuba é fundamental a ação do poder público e levar à comunidade noções básicas de higiene e de educação sanitária, pois os fatores pertinentes no sentido de reduzir a prevalência de parasitoses intestinais envolvem, além de medidas de saneamento básico, o conhecimento da comunidade sobre o assunto.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Entre risco e proteção: eventos estressores no desenvolvimento de adolescentes e jovens estudantes de escolas públicas de Belém/PA(Universidade Federal do Pará, 2018-03-06) SANTOS, Mateus Souza dos; SILVA, Lúcia Isabel da Conceição; http://lattes.cnpq.br/5758168217659420Esta dissertação teve por objetivo compreender as implicações da exposição a eventos estressores na vida de adolescentes e jovens estudantes de escolas públicas e as possíveis interações entre fatores de risco (eventos estressores) e fatores de proteção ao desenvolvimento. Trata-se de uma pesquisa multimétodos organizada em dois estudos. O primeiro consiste em uma Revisão Sistemática de Literatura (RSL) sobre eventos estressores no desenvolvimento de crianças, adolescentes e jovens brasileiros, que teve como foco construir um panorama de pesquisas sobre o assunto. Os artigos foram selecionados no Portal de Periódicos da CAPES, no SciELO e na Biblioteca Virtual em Saúde – Brasil (BVS-BR), totalizando um conjunto de 21 artigos empíricos. Os resultados indicaram a inexistência de produções sobre o assunto no Norte do Brasil e que a juventude, enquanto categoria analítica, não é tão evidenciada. A análise do panorama das pesquisas indicou três tendências investigativas: a primeira refere-se os estudos que tratam das implicações dos eventos estressores no desenvolvimento; a segunda, relaciona-se às pesquisas que discutem essas implicações, mas que as relacionam a outras variáveis a fim de identificar os resultados desenvolvimentais da exposição ao estresse; a terceira e última, diz respeito aos processos que podem atuar como moderadores entre os estressores e os resultados desenvolvimentais. O segundo estudo, de abordagem quanti-qualitativa, foi organizado em duas amostras: a primeira amostragem (quantitativa) foi composta por 510 (quinhentos e dez) estudantes de 8 (oito) escolas públicas do município de Belém, de ambos os sexos, com idades entre 12 e 24 anos, que responderam ao Inventário de Eventos Estressores na Adolescência – IEEA; a segunda amostra (qualitativa) foi constituída por 1 (um) Grupos de Diálogo – GD, com um total de 32 estudantes do 1º ano do ensino médio, realizado em uma das escolas participantes da primeira etapa da pesquisa. O GD teve como propósito compreender percepções, significações e interações entre fatores de risco e de proteção na adolescência e juventude. Os resultados indicaram um cenário muito diversificado de eventos estressores nos quais os participantes foram expostos, sobretudo, no microssistema familiar e escolar. A pesquisa também identificou fortes impactos da violência sexual no desenvolvimento. Como fator protetivo, constatou-se que as relações de amizade possuíram um importantíssimo papel moderador diante dessas adversidades. Por fim, discute-se a necessidade de outros processos protetivos serem potencializados e percebidos pelos jovens, sobretudo na família e na escola, uma vez que existem estressores que precisam ser enfrentados de forma articulada com o auxílio dessas instituições.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Epidemiologia da infecção genital pelo Papilomavírus humano (HPV) em população feminina geral e população carcerária(Universidade Federal do Pará, 2012) PLÁCIDO, Waléria da Silva; QUARESMA, Juarez Antônio Simões; http://lattes.cnpq.br/3350166863853054A infecção genital pelo Papilomavírus humano (HPV) é considerada uma das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) mais comum, representando um importante problema na Saúde Pública, além de estar diretamente relacionado à promoção do câncer de colo uterino. Este estudo teve o intuito de investigar os aspectos epidemiológicos da infecção genital pelo HPV em dois grupos distintos: mulheres de população geral e mulheres encarceradas. Para tanto foi conduzido um estudo transversal analítico com 423 mulheres a partir dos 18 anos que se submeteram ao exame preventivo do câncer do colo uterino, sendo 233 mulheres da população geral oriundas de uma unidade básica de saúde da cidade de Belém do Pará e 190 provenientes do Centro de Reeducação Feminino em Ananindeua no mesmo Estado, no período de janeiro de 2008 a março de 2010. Amostras da cérvice uterina foram coletadas para a realização da colpocitologia convencional e para a detecção do DNA do HPV através da reação em cadeia da polimerase (PCR) mediada pelos oligonucleotídeos iniciadores universais MY9/11. Todas as mulheres responderam a um formulário clínico e epidemiológico. Entre as 423 mulheres analisadas, a prevalência geral de infecção genital pelo HPV foi de 13,0% com variação entre 15,0% para a amostra geral e 10,5% para a carcerária. A faixa etária mais acometida foi a de 13 a 25 anos (19%) na amostra geral; e em mulheres com 45 anos ou mais (21,1%), nas carcerárias. Anormalidades Colpocitológicas, situação conjugal, número de parceiros sexuais novos, o uso de anticoncepcionais orais, história de DST e de sintomas genitais, além de tabagismo atual, foram fatores que se mostraram associados à infecção genital pelo HPV de maneira diferenciada entre amostras da população geral e carcerária.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) ERICA: prevalence of metabolic syndrome in Brazilian adolescents(Universidade Federal do Pará, 2016) KUSCHNIR, Maria Cristina Caetano; BLOCH, Katia Vergetti; SZKLO, Moyses; KLEIN, Carlos Henrique; BARUFALDI, Laura Augusta; ABREU, Gabriela de Azevedo; SCHAAN, Beatriz D'Agord; VEIGA, Gloria Valeria da; SILVA, Thiago Luiz Nogueira da; VASCONCELOS, Mauricio Teixeira Leite de; MORAES, Ana Júlia Pantoja de; OLIVEIRA, Ana Mayra Andrade de; TAVARES, Bruno Mendes; OLIVEIRA, Cecília Lacroix de; CUNHA, Cristiane de Freitas; GIANNINI, Denise Tavares; BELFORT, Dilson Rodrigues; SANTOS, Eduardo Lima; LEON, Elisa Brosina de; OLIVEIRA, Elizabete Regina Araújo; FUJIMORI, Elizabeth; BORGES, Ana Luiza Vilela; MAGLIANO, Erika da Silva; VASCONCELOS, Francisco de Assis Guedes; AZEVEDO, George Dantas de; BRUNKEN, Gisela Soares; GUIMARÃES, Isabel Cristina Britto; FARIA NETO, José Rocha; OLIVEIRA, Juliana Souza; CARVALHO, Kenia Mara Baiocchi de; GONÇALVES, Luis Gonzaga de Oliveira; MONTEIRO, Maria Inês; SANTOS, Marize Melo dos; MUNIZ, Pascoal Torres; JARDIM, Paulo César B. Veiga; FERREIRA, Pedro Antônio Muniz; MONTENEGRO JUNIOR, Renan Magalhães; GURGEL, Ricardo Queiroz; VIANNA, Rodrigo Pinheiro; VASCONCELOS, Sandra Mary Lima; MARTINS, Stella Maris Seixas; GOLDBERG, Tamara Beres LedererOBJETIVO: Determinar a prevalência de síndrome metabólica e de seus componentes em adolescentes brasileiros. MÉTODOS: Foram avaliados 37.504 adolescentes, participantes do Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (ERICA), estudo transversal de âmbito nacional e de base escolar. Os adolescentes, de 12 a 17 anos de idade, residiam em municípios com mais de 100 mil habitantes. A amostra foi estratificada e conglomerada em escolas e turmas. Os critérios da International Diabetes Federation foram utilizados para definir síndrome metabólica. Prevalências de síndrome metabólica foram estimadas segundo sexo, faixa etária, tipo de escola e estado nutricional. RESULTADOS: Dos 37.504 adolescentes, 50,2% eram do sexo feminino; 54,3% tinham de 15 a 17 anos e 73,3% estudavam em escolas públicas. A prevalência nacional de síndrome metabólica foi 2,6% (IC95% 2,3-2,9), discretamente maior no sexo masculino e naqueles de 15 a 17 anos na maioria das macrorregiões. A prevalência foi a maior nos residentes na macrorregião Sul, nas adolescentes mais jovens e nos adolescentes mais velhos. A prevalência foi maior nas escolas públicas (2,8% [IC95% 2,4-3,2]) que nas escolas privadas (1,9% [IC95% 1,4-2,4]) e nos adolescentes obesos em comparação aos não obesos. As combinações de componentes mais frequentes, respondendo por 3/4 das combinações, foram: circunferência de cintura elevada, HDL-colesterol baixo e pressão arterial elevada, seguida de circunferência da cintura elevada, lipoproteína de alta densidade (HDL-c) baixo e triglicerídeos elevados, e wpor circunferência da cintura elevada, HDL baixa e triacilgliceróis e pressão arterial elevados. A HDL baixa foi o segundo componente mais frequente, mas a maior prevalência de síndrome metabólica (26,8%) foi observada na presença de triglicerídeos elevado. CONCLUSÕES: O ERICA é o primeiro estudo nacional a apresentar prevalências de síndrome metabólica e descrever a participação dos seus componentes. Apesar de a prevalência da síndrome metabólica ter sido baixa, as altas prevalências de alguns componentes e de participação de outros na composição da síndrome torna importante o diagnóstico precoce de tais alterações, mesmo que não agrupadas na síndrome metabólica. DESCRITORES: Adolescente. Síndrome Metabólica, epidemiologia. Fatores de Risco. Doenças Cardiovasculares. Estudos Transversais.Tese Acesso aberto (Open Access) A escola inclusiva enquanto contexto de desenvolvimento: um estudo dos fatores de risco e proteção(Universidade Federal do Pará, 2012-02-17) FACIOLA, Rosana Assef; SILVA, Simone Souza da Costa; http://lattes.cnpq.br/9044423720257634; PONTES, Fernando Augusto Ramos; http://lattes.cnpq.br/1225408485576678O conjunto de pesquisas envolvidas neste trabalho procurou investigar a escola inclusiva enquanto contexto de desenvolvimento, através de quatro estudos. Esses estudos foram direcionados para discussão dos fatores de risco ou proteção presentes no ambiente escolar inclusivo. O primeiro estudo investigou as interações entre uma aluna com deficiência visual e seus colegas em uma sala de aula inclusiva, com o objetivo de averiguar como se estabelecem as relações de amizade neste contexto de desenvolvimento; o segundo estudo procurou compreender a visão de estudantes com deficiências sobre sua rede de apoio social; o terceiro estudo objetivou analisar a visão de professores e técnicos educacionais sobre a inclusão escolar de estudantes com deficiências em salas de aula comuns; e o quarto estudo realizou uma investigação sobre a concepção de mães de estudantes com deficiências acerca da escola inclusiva com o objetivo de analisar como os fatores de proteção e risco se configuram dentro do contexto escolar inclusivo. O modelo bioecológico do desenvolvimento humano proposto por Bronfenbrenner é apresentado enquanto uma base teórica desta pesquisa que foi efetivada através da observação naturalística e da inserção ecológica da pesquisadora no ambiente da pesquisa. Os resultados das pesquisas revelaram questões importantes e polêmicas sobre o processo de inclusão educacional.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Estudo soroepidemiológico da infecção pelo vírus da hepatite B entre portadores do vírus da imunodeficiência humana/SIDA na cidade de Belém, Pará - Brasil(Universidade Federal do Pará, 2004) MONTEIRO, Maria Rita de Cássia Costa; NASCIMENTO, Margarida Maria Passeri do; PASSOS, Afonso Dinis Costa; FIGUEIREDO, José Fernando de CastroO objetivo desta pesquisa foi estudar a prevalência de infecção pelo virus da hepatite B em 406 portadores do virus da imunodeficiência humana, maiores de dezoito anos de idade, atendidos na rede pública de saúde da cidade de Belém, Pará, assim como analisar possíveis fatores de risco para a infecção. A prevalência global de infecção pelo virus da hepatite B foi de 51% (IC: 46,1 - 55,8), com 7,9% (IC: 5,3 - 10,5) para o HBsAg, 45,1% (IC: 40,3 - 49,9) para o anti-HBc e 32,3% (IC: 27,5 - 36,8) para o anti-HBs. Após ajuste por regressão logística, os marcadores sorológicos de infecção pelo vírus da hepatite B apresentaram associação com as seguintes variáveis: idade, situação conjugal e preferência sexual. A prevalência dos marcadores do vírus B nos heterossexuais foi 28,7% e 68,8% nos homossexuais/bissexuais (IC: 3,50 - 9,08; OR: 5,63; p=0,000). Quanto à situação conjugal, a categoria com companheiro fixo/casado apresentou freqüência de 31%, e foi de 58,7% a observada no grupo sem companheiro fixo (IC: 1,29 - 3,63; OR: 2,16; p=0,003). A análise multivariada não mostrou associação do vírus B com o uso de drogas ilícitas injetáveis.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Fatores de risco associados ao agravamento de sepse em pacientes em Unidade de Terapia Intensiva(Universidade Federal do Pará, 2016-12) BARROS, Lea Lima dos Santos; MAIA, Cristiane do Socorro Ferraz; MONTEIRO, Marta ChagasIntrodução: a sepse é um grave problema de saúde pública e uma das principais causas de morte em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Objetivo: este trabalho avaliou o agravamento e a mortalidade de pacientes sepse em UTI, relacionando aos fatores de risco, diferentes etiologias e terapêuticas. Metodologia: O estudo foi observacional descritivo, e avaliou os casos de sepse (sepse, sepse severa e choque séptico) no período de janeiro de 2009 a dezembro de 2010. Resultados: dos 212 pacientes internados em UTI, 181 apresentaram sepse nas diferentes gravidades, cuja mortalidade por sepse na UTI foi de 63%, principalmente nos pacientes com choque séptico (53%), seguida da sepse grave (8,3%). Além disso, os fatores de risco associados ao agravamento da sepse foram: idade superior que 65 anos, maior tempo médio de internação na UTI, elevada frequência de comorbidades e a utilização de procedimentos invasivos. O maior consumo de antibióticos foi de carbapenêmicos, e as principais cepas multirresistentes isoladas foram MRSA, VRE, P. aeruginosa e A. baumannii resistente a carbapenêmicos. Conclusão: este estudo mostrou uma elevada mortalidade por sepse na UTI, principalmente em pacientes com choque séptico com comorbidades, que foram submetidos aos procedimentos invasivos e com maior tempo de internação.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Fatores de risco cardiovascular e fatores associados em escolares do Município de Belém, Pará, Brasil(Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz, 2014-03) RIBAS, Simone Augusta; SILVA, Luiz Carlos Santana daEste estudo transversal visou a identificar fatores de risco para doença cardiovascular em uma amostra, estratificada por conglomerados, de 557 escolares (6-19 anos) de Belém, Pará, Brasil. Os fatores de risco investigados foram obesidade, hipertensão arterial, dislipidemia, diabetes, tabagismo, sedentarismo e dieta aterogênica. Variáveis sociodemográficas e relacionadas ao estilo de vida foram testadas no modelo de regressão binária logística. Os fatores de risco prevalentes foram excesso de peso (20,4%), dislipidemia (48,1%) e sedentarismo (66,2%). Constatou-se que os escolares abaixo de dez anos e os provenientes das famílias de maior renda e com maior escolaridade materna apresentaram mais chances de desenvolverem excesso de peso; por sua vez, os escolares com excesso de peso foram os mais propensos a desenvolver hipercolesterolemia e hipertrigliceredemia. Diante desse quadro, faz-se necessária, ainda na primeira infância, a implantação de estratégias para controle de excesso de peso, por meio da alimentação balanceada e da prática física regular, para que se possa reduzir de forma efetiva a prevalência de fatores de risco em escolares nesta cidade.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Fatores de risco e proteção na escola: reprovação e expectativas de futuro de jovens paraenses(2014-08) NUNES, Tatiene Germano Reis; PONTES, Fernando Augusto Ramos; SILVA, Lúcia Isabel da Conceição; DELL’AGLIO, Débora DalboscoEste estudo investigou as relações entre reprovação escolar, percepções quanto à escola e expectativas de futuro entre jovens, a partir de dados de uma amostra de 610 jovens com idades entre 14 a 24 anos (m=16,56; dp=2,37), de ambos os sexos, estudantes de escolas públicas da cidade de Belém do Pará. Foi utilizado um questionário com 77 questões de múltipla escolha. Os resultados revelaram que quase 50% dos alunos já sofreram reprovação escolar, embora apresentem boa percepção quanto à escola. Foram observadas correlações entre reprovação escolar e baixas expectativas de futuro acadêmico e entre boas percepções quanto à escola e melhores perspectivas acadêmicas. A expectativa de entrar na universidade apareceu mais associada ao sexo feminino. Os resultados poderão contribuir para o entendimento da importância da instituição escolar na promoção de fatores de proteção no desenvolvimento.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Fatores de risco para pneumonia associada a ventilação mecânica: estudo de caso controle(Universidade Federal do Pará, 2005) MARSOLA, Lourival Rodrigues; SOUSA, Rita Catarina Medeiros; http://lattes.cnpq.br/3560941703812539A pneumonia associada a ventilação mecânica é a infecção hospitalar mais comum em pacientes de unidade de terapia intensiva. Estratégias de prevenção podem ser mais bem elaboradas com o conhecimento dos fatores de risco para esta infecção. Com o objetivo principal de identificar fatores associados com maior risco de desenvolvimento de pneumonia em pacientes que recebem ventilação mecânica, foi realizado estudo retrospectivo, caso controle, não pareado, em uma unidade de terapia intensiva, clínico-cirúrgica, de um hospital universitário na cidade de Belém do Pará, Brasil. O período de estudo foi de 19 meses (janeiro de 2003 a julho de 2004). Os critérios de definição foram adaptados a partir dos critérios dos Centers for Diseases Control and Prevention. Foram avaliadas características demográficas, procedimentos invasivos, morbidades associadas e variáveis dependentes de tempo (ventilação mecânica, nutrição, exposição a drogas), entre outros fatores, em 27 casos e 27 controles. A pneumonia associada à ventilação mecânica teve uma taxa bruta e incidência por 1000 ventiladores/dia de 10,6% e 12,3 episódios, respectivamente. O tempo médio de permanência na unidade de terapia intensiva dos pacientes foi de 34,2 ± 27,7 dias, enquanto dos controles foi de 15,4 ± 13,6 dias (p=0,003). O tempo médio para início da pneumonia foi de 14,29 ± 9,16 dias. A taxa global de mortalidade foi similar nos dois grupos (OR=1,60; p=0,576). A análise univariada demonstrou que medicamentos administrados em aerossóis (OR=4,75; p=0,01) e uso de curares (OR=8,61; p=0,003) estiveram associados a um maior risco de desenvolvimento da infecção. Conclui-se que a pneumonia associada a ventilação mecânica esteve associada ao uso de curares e aerossóis, sendo que medidas preventivas poderiam ser direcionadas a estes fatores por serem eles, potencialmente modificáveis.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Freqüência de hipertensão arterial e fatores associados: Brasil, 2006(2009-11) FERREIRA, Sandra Roberta Gouvea; MOURA, Erly Catarina de; MALTA, Deborah Carvalho; SARNO, FlávioOBJETIVO: Analisar a freqüência de hipertensão arterial sistêmica auto-referida e fatores associados. MÉTODOS: Estudo baseado em dados do sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL), coletados em 2006 nas capitais brasileiras e Distrito Federal. Estimou-se a freqüência de hipertensão arterial sistêmica entre 54.369 adultos, estratificada por sexo, região geográfica, variáveis sociodemográficas e comportamentais e morbidades auto-referidas. Foram calculadas os odds ratios brutos de hipertensão e ajustados para variáveis do estudo. RESULTADOS: A freqüência de hipertensão auto-referida foi de 21,6%, maior entre mulheres (24,4% versus 18,4%), menor nas regiões Norte e Centro-Oeste e maior na Sudeste. A freqüência de hipertensão aumentou com a idade, diminuiu com a escolaridade, foi maior entre negros e viúvos e menor entre solteiros. A chance de hipertensão, ajustada para variáveis de confusão, foi maior para os indivíduos com excesso de peso, diabetes, dislipidemia e de eventos cardiovasculares. CONCLUSÕES: Cerca de um quinto da população referiu ser portadora de hipertensão arterial sistêmica. As altas freqüências de fatores de risco modificáveis indicam os segmentos populacionais alvos de intervenção, visando à prevenção e controle da hipertensão.Dissertação Acesso aberto (Open Access) ICB/PPGBAIP Estudo da ocorrência e perfil de suscetibilidade aos antimicrobianos de Staphylococcus aureus isolados de pacientes e profissionais de saúde na Unidade de Terapia Intensiva de hospital público de Rio Branco-AC(Universidade Federal do Pará, 2011-02-07) LAVIOLA GARCÊZ, Poliana Torres; LOUREIRO, Edvaldo Carlos Brito; http://lattes.cnpq.br/2685418720563351A infecção hospitalar (IH) é um grave problema de saúde pública, principalmente em pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), devido à gravidade do quadro clínico, uso constante de antimicrobianos e frequência do emprego de procedimentos invasivos. O Staphylococcus aureus (S. aureus) é um dos principais patógenos que coloniza indivíduos saudáveis e responde também, por infecções em pacientes hospitalizados. O presente estudo objetivou a identificação do perfil de suscetibilidade, principais sítios acometidos por infecção e possíveis fatores de risco associados à infecção ou colonização por S. aureus isolados de pacientes e profissionais de saúde da UTI de Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (HUERB) – Acre. Foi desenvolvido um estudo transversal no período de janeiro a agosto de 2009. Para pesquisa de portadores, foram coletadas amostras biológicas da microbiota dos pacientes e profissionais de saúde. Para o levantamento de casos de pacientes com IH, foram coletadas amostras biológicas dos sítios suspeitos de estarem acometidos, a partir de 72 horas da data de sua admissão, até alta, transferência ou óbito. Dos 62 pacientes inseridos nos estudo, 19,3% foram portadores e 6,4% desenvolveram IH por S. aureus; e dos 35 profissionais, 28,6% foram portadores de S. aureus. Foi a segunda espécie bacteriana mais isolada de pacientes portadores e a quinta mais isolada de casos de IH. Não houve comprovação estatística para as variáveis abordadas no estudo serem consideradas fatores de risco para aquisição de IH por S. aureus. Os sítios anatômicos acometidos por IH por S. aureus foram o trato respiratório (n=2), seguido de corrente sanguínea (n=1). A amostra ponta de cateter foi responsável por 1 isolado. Um (1,6%) paciente desenvolveu IH por MRSA; e 5 (8,1%) pacientes e 2 (5,7%) profissionais foram portadores de MRSA, ocorrência baixa quando se relaciona com os resultados do restante do Brasil e do mundo. Destaca-se ainda, a incidência do MSSA sobre o MRSA e a baixa resistência dos MRSA aos antimicrobianos, demonstrando que na UTI do HUERB, as IH por S. aureus ainda não se constituem um problema de saúde pública. Não houve isolados de S. aureus resistentes à vancomicina, podendo ser considerada uma opção terapêutica para os casos de IH por MRSA. Vale ressaltar a importância desse estudo no Estado do Acre, por constituir o primeiro desta natureza em UTI, envolvendo S. aureus e MRSA.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Infecção do trato urinário em crianças de um hospital público do Pará-Brasil: perfil clínico-epidemiológico e genotipagem dos uropatógenos(Universidade Federal do Pará, 2009) LOPES, Cássia de Barros; CARNEIRO, Irna Carla do Rosário Souza; http://lattes.cnpq.br/4389330944043163; ISHIKAWA, Edna Aoba Yassui; http://lattes.cnpq.br/3074963539505872A infecção do trato urinário (ITU) é uma das doenças mais comuns na infância e em 80 a 90% dos casos é causada por bactérias da família Enterobacteriaceae, especialmente Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae, as quais no mundo inteiro têm emergido como produtoras de ESBL, um dos principais mecanismos de resistência bacteriana a cefalosporinas de espectro-estendido e monobactans. A prevalência da ITU em crianças, bem como as variáveis, sexo, idade, febre, bactéria mais frequente, presença de refluxo vesico-ureteral (RVU), presença de cicatrizes renais foram avaliadas no período de janeiro de 2006 a março de 2009, em hospital público de belém, região norte do Brasil e no período de abril a agosto de 2009, isolados de cepas de E. coli e K. pneumoniae foram obtidos de urina de crianças menores de 16 anos e avaliados fenotipicamente através do método automatizado de caracterização de ESBL, Vitek2, juntamente com a PCR para determinar se os genes blaTEM, blaSHV e blaCTX-M1 estavam presentes em cada organismo. Foram confirmados 199 casos de ITU no período estudado, 54,2% eram do sexo feminino, 46,2% eram menores de 02 anos de idade, febre ocorreu em 37,3% dos casos, RVU foi identificado em 38,6% das crianças com ITU e cicatriz renal em 38%, a bactéria mais frequente foi a E. coli (60%). Foram isoladas 43 amostras ( E. coli e K. pneumoniae, 74,4% e 25,6%, respectivamente), 95% foi resistente a ampicilina e sulfametoxazol-trimetroprim; 23,2% apresentaram fenótipo ESBL. O gene blaCTX-M1 foi o mais prevalente, encontrado em 19 cepas, seguido do gene blaTEM (18 cepas) e blaSHV (8 cepas). Esse estudo mostrou que bactérias com perfil de resistência ESBLcirculam no ambiente hospitalar em Belém e que os genes blaCTX-M1 e blaTEM e blaSHV estão presentes em cepas de E. coli e K. pneumoniae causadoras de ITU em crianças na região norte do Brasil.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Infecções da corrente sanguínea por Klebsiella spp. produtora de Betalactamase de espectro expandido em unidades de terapia intensiva neonatal de hospital de ensino no estado do Pará: fatores de risco para letalidade(Universidade Federal do Pará, 2010) ESPÍNOLA, Débora Consuelo Santos Macêdo; CARNEIRO, Irna Carla do Rosário Souza; http://lattes.cnpq.br/4389330944043163; SOUSA, Rita Catarina Medeiros; http://lattes.cnpq.br/3560941703812539Klebsiella spp. produtora de beta-lactamases de espectro expandido (ESBL) tem emergido como um problema comum globalmente. Entretanto, dados relativos às características clínicoepidemiológicas e ao desfecho clínico em neonatos infectados por esta bactéria gram-negativa ESBL são ainda limitados. Estudo descritivo retrospectivo analítico avaliou os fatores de risco associados à letalidade e o perfil epidemiológico das Infecções de corrente sanguínea (ICS) por Klebsiella spp. ESBL em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal de hospital de ensino no Estado do Pará, Brasil. Amostra composta por 27 neonatos, a maioria prematuros (77,8%), com a idade gestacional média de 34 semanas, variando de 27 a 41 semanas. Os episódios de ICS foram mais frequentes em recém-nascidos (RN) com peso ≤ 1500 g (40,7%), sendo que 14,8% abaixo dos de 1000g. O tempo médio de internação dos pacientes foi 40,51 dias variando de 5 a 101 dias (DP = ±29,61), com tempo médio de aparecimento da ICS de 12,2 dias após a admissão na UTI neonatal. A maioria das infecções foi provocada por bactérias da espécie Klebsiella pneumoniae (52%). A mortalidade geral encontrada foi 66,7%, com uma taxa de letalidade até o 14º dia da bacteremia de 51,8 %. O cateter vascular central (CVC) esteve presente em cerca de 60% dos RN e todos os pacientes apresentavam-se sob ventilação mecânica no momento do episódio da ICS. Quanto às variáveis associadas ao óbito até o 14° dia, apenas a inadequação da terapia antimicrobiana apresentou significância estatística (P<0,0017), já que todos os neonatos que receberam antibioticoterapia inapropriada evoluíram desfavoravelmente. As ICS causadas por Klebsiella ESBL têm se tornado um problema comum em RN prematuros com elevada mortalidade naqueles que recebem terapia inapropriada.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Influências ambientais na saúde mental da criança(2004-04) HALPERN, Ricardo; FIGUEIRAS, Amira Consuêlo de MeloObjetivo: Apresentar uma revisão atualizada sobre a influência ambiental na saúde mental da criança, os principais fatores de risco e medidas práticas para intervenção pelo pediatra. Fontes dos dados: Foram utilizadas para a revisão as principais bases de dados, MEDLINE, Psyclit e Lilacs, livros técnicos e publicações relevantes na área de desenvolvimento e promoção da saúde mental da criança e adolescente. Síntese dos dados: As crianças estão expostas a múltiplos riscos, entre os quais o de apresentarem uma alta prevalência de doenças, o de nascerem de gestações desfavoráveis e/ou incompletas e o de viverem em condições socioeconômicas adversas. Tal cadeia de eventos negativos faz com que essas crianças tenham maior chance de apresentar problemas emocionais. Os resultados negativos no desenvolvimento e comportamento são produzidos pela combinação de fatores de risco genéticos, biológicos, psicológicos, e ambientais, envolvendo interações complexas entre eles. Os fatores mais fortemente associados com a saúde mental da criança são o ambiente social e psicológico, influenciando mais do que as características intrínsecas do indivíduo. O efeito cumulativo de risco é mais importante na determinação de problemas emocionais da criança do que a presença de um estressor único, independente de sua magnitude. Conclusão: Os fatores ambientais tem um papel importante na gênese dos problemas emocionais da criança e é papel do pediatra através de uma prática clínica adequada a identificação e intervenção precoce nos fatores de risco para o desenvolvimento desses distúrbios.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Lipid profile and cardiovascular risk in two Amazonian populations(2003-12) FEIO, Claudine Maria Alves; FONSECA, Francisco Antonio Helfenstein; RÊGO, Simone Soares; FEIO, Max Nazareno Barra; ELIAS, Maria Cristina; COSTA, Eduardo Augusto da Silva; IZAR, Maria Cristina de Oliveira; PAOLA, Ângelo Amato Vincenzo de; CARVALHO, Antônio Carlos de CamargoOBJETIVO: Comparar o perfil lipídico e risco coronariano de uma população ribeirinha (Vigia) ao de uma população urbana (Belém). MÉTODOS: Foram avaliados 50 indivíduos de cada região, controlados por idade e sexo, examinando-se os principais fatores de risco para a doença coronariana. RESULTADOS: Segundo o Programa Nacional de Educação sobre o Colesterol (NCEP III) e determinando-se o escore de Framingham, ambas as populações expressaram o mesmo risco absoluto de eventos (Vigia 5,4 ± 1 vs. Belém 5,7 ± 1), a despeito da população de Vigia apresentar menor consumo de gordura saturada (p<0,0001), maior de mono e poliinsaturada (p<0,03), além de menores valores do índice de massa corpórea (25,4±0,6 vs. 27,6±0,7kg/m², p<0,02), da prega biceptal (18,6±1,1 vs. 27,5±1,3mm, p<0,0001) e triceptal (28,7±1,2 vs. 37,3±1,7mm, p<0,002), de colesterol total (205±5 vs. 223±6mg/dL, p< 0,03) e triglicérides (119 ± 9 vs. 177±18mg/dL, p<0,005), não diferindo no HDL-c (46±1 vs. 46±1mg/dL), LDL-c (135 ± 4 vs. 144 ± 5mg/dL) e pressão arterial (PAS 124 ± 3 vs. 128 ± 3mmHg; PAD 80 ± 2 vs. 82 ± 2mmHg). CONCLUSÃO: A população ribeirinha e urbana da Amazônia apresentaram risco cardiovascular semelhante. Entretanto, a marcante diferença entre as variáveis estudadas sugere que devam ser aplicadas diferentes estratégias de prevenção.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Marcadores sorológicos da hepatite B em usuários de um Centro de Testagem para o HIV(2001-02) MONTEIRO, Maria Rita de Cássia Costa; PASSOS, Afonso Dinis Costa; FIGUEIREDO, José Fernando de Castro; GASPAR, Ana Maria Coimbra; YOSHIDA, Clara Fumiko TachibanaEsta investigação objetivou estudar a prevalência de marcadores sorológicos de infecção pelo vírus da hepatite B e analisar possíveis fatores de risco em 404 usuários submetidos à sorologia anti-HIV no Centro de Testagem e Aconselhamento de Ribeirão Preto, SP, Brasil. A prevalência global dos marcadores para o vírus da hepatite B foi de 14,6%, idêntica à encontrada para o anti-HBc, com valores de 1% para o HBsAg e anti-HBc IgM. Após ajuste por regressão logística, os marcadores de infecção do vírus B mostraram associação com as variáveis: idade, local de residência, uso de drogas endovenosas e positividade para o HIV. A prevalência de infecção pelo vírus da imunodeficiência humana foi de 6,9%. Marcadores do vírus B foram detectados em 55,6% dos usuários de drogas endovenosas e em 42,9% dos positivos ao vírus da imunodeficiência humana, confirmando altos índices de infecção nestes grupos específicos.
