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Navegando por Assunto "Festa-do-moqueado"

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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Caça, domínios e passagens: a produção e reprodução dos corpos Tembé na sociabilidade com o cosmos
    (Universidade Federal do Pará, 2024-09-06) GONÇALVES, Jakson da Silva; PONTE, Vanderlúcia da Silva; http://lattes.cnpq.br/2911877430319887; SILVA, Katiane; http://lattes.cnpq.br/2513553021717721; https://orcid.org/0000-0002-1938-9373; COELHO, José Rondinelle Lima; BARROS, Flavio Bezerra; http://lattes.cnpq.br/1303899492681221; http://lattes.cnpq.br/4706140805254262; https://orcid.org/0000-0002-6155-0511
    Este trabalho possui como temática central as conexões entre a atividade de caça e o ritual pubertário da festa-do-moqueado, junto aos Tembé, na Terra Indígena do Alto Rio Guamá. A festa-do-moqueado é a terceira e última etapa da passagem da menina moça e do menino Tembé à condição de sujeito de adulto. A produção de seus corpos durante esse ritual se faz a partir de elementos e instrumentos de pertencimento aos domínios não humano, como as florestas e rios, e que são manuseados para atribuir condições e condutas desejáveis pela moral Tembé. Neste aspecto, a caça entra como atividade necessária na promoção dessa corporalidade à medida que proporciona animais específicos e críticos para a mobilização e transmutação desses atributos. Para essa discussão fazemos uso das contribuições teóricas de Fausto (2008), Da Matta (1977), Gennep (2011), Turner (1974; 2005), Galvão (1955), Ponte (2022, 2014), Coelho (2022) entre outros. Como recurso metodológico, nos valemos da observação participante, em uma caçada específica para o ritual, bem como no próprio ritual que acontece logo em seguida. Os lóci de pesquisa foram as aldeias Sede, Ytwaçu e Pyno’á. O universo de conhecimentos para operacionalização da caça reforça variáveis tangíveis e intangíveis de importância nessa atividade. A caça se faz nas matas, no domínio de karuwars, com que(m) o caçador se relaciona para poder levar, entre outras coisas, alimento à aldeia. A festa-do-moqueado, por sua vez, acontece no centro da aldeia e busca evitar, ao máximo, conexões com matas e rios. Desta forma, temos que a caça e o ritual aduzem à perspectiva da liminaridade, seja do caçador, seja dos jovens do ritual, que cruzam, por escolha ou por imposição, fronteiras dominiais e desumanizadoras em potenciais para a preservação da humanidade de seu coletivo, na produção e reprodução constante da “mulher e do homem verdadeiro”. _
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