Caça, domínios e passagens: a produção e reprodução dos corpos Tembé na sociabilidade com o cosmos

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06-09-2024

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SILVA, Katiane LattesORCID

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GONÇALVES, Jakson da Silva. Caça, domínios e passagens: a produção e reprodução dos corpos Tembé na sociabilidade com o cosmos. Orientadora: Katiane Silva. Coorientadora: Vanderlúcia Ponte. 2024. 170 f. Dissertação (Mestrado em Agriculturas Amazônicas) - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Instituto Amazônico de Agriculturas Familiares, Universidade Federal do Pará, Belém, 2024. Disponível em: . Acesso em:.

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Este trabalho possui como temática central as conexões entre a atividade de caça e o ritual pubertário da festa-do-moqueado, junto aos Tembé, na Terra Indígena do Alto Rio Guamá. A festa-do-moqueado é a terceira e última etapa da passagem da menina moça e do menino Tembé à condição de sujeito de adulto. A produção de seus corpos durante esse ritual se faz a partir de elementos e instrumentos de pertencimento aos domínios não humano, como as florestas e rios, e que são manuseados para atribuir condições e condutas desejáveis pela moral Tembé. Neste aspecto, a caça entra como atividade necessária na promoção dessa corporalidade à medida que proporciona animais específicos e críticos para a mobilização e transmutação desses atributos. Para essa discussão fazemos uso das contribuições teóricas de Fausto (2008), Da Matta (1977), Gennep (2011), Turner (1974; 2005), Galvão (1955), Ponte (2022, 2014), Coelho (2022) entre outros. Como recurso metodológico, nos valemos da observação participante, em uma caçada específica para o ritual, bem como no próprio ritual que acontece logo em seguida. Os lóci de pesquisa foram as aldeias Sede, Ytwaçu e Pyno’á. O universo de conhecimentos para operacionalização da caça reforça variáveis tangíveis e intangíveis de importância nessa atividade. A caça se faz nas matas, no domínio de karuwars, com que(m) o caçador se relaciona para poder levar, entre outras coisas, alimento à aldeia. A festa-do-moqueado, por sua vez, acontece no centro da aldeia e busca evitar, ao máximo, conexões com matas e rios. Desta forma, temos que a caça e o ritual aduzem à perspectiva da liminaridade, seja do caçador, seja dos jovens do ritual, que cruzam, por escolha ou por imposição, fronteiras dominiais e desumanizadoras em potenciais para a preservação da humanidade de seu coletivo, na produção e reprodução constante da “mulher e do homem verdadeiro”. _

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País

Brasil

Instituição(ões)

Universidade Federal do Pará
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária

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UFPA
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