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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Impactos de um protocolo de eletroestimulação associada a exercícios resistidos na atividade muscular e funcionalidade de indivíduos com lesão medular(Universidade Federal do Pará, 2026-07-02) GOMES, Beatriz Brito; MORAES, Suellen Alessandra Soares de; http://lattes.cnpq.br/6278397231382779; https://orcid.org/0000-0001-8616-6885; MORAES, Suellen Alessandra Soares de; SILVA, Marília Passos Magno e; OLIVEIRA, Larissa Salgado de; http://lattes.cnpq.br/6278397231382779; http://lattes.cnpq.br/9123524811984821; http://lattes.cnpq.br/5845875136160009; https://orcid.org/0000-0001-8616-6885; https://orcid.org/0000-0002-7322-6364; https://orcid.org/0000-0002-6919-4160Introdução: A lesão medular (LM) provoca alterações motoras, sensoriais e funcionais que impactam significativamente a funcionalidade e a qualidade de vida dos indivíduos. Nesse contexto, intervenções fisioterapêuticas que associam exercícios resistidos e estimulação elétrica funcional (FES) têm demonstrado potencial para promover aumento da força muscular, ativação neuromuscular e funcionalidade. Entretanto, ainda há limitações na literatura quanto à padronização de protocolos combinados e seus efeitos nesses indivíduos. Metodologia: Trata- se de um estudo quase-experimental, longitudinal e descritivo, com 7 participantes diagnosticados com lesão medular. Foi aplicado um protocolo composto por 10 sessões, 2 vezes por semana, envolvendo exercícios resistidos associados à FES. Como desfechos, foram avaliadas a força muscular, a atividade elétrica muscular por meio da eletromiografia de superfície (EMGs) nos músculos tibial anterior (TA) e gastrocnêmio lateral (GL), a funcionalidade por meio da Medida de Independência Funcional (MIF) e a qualidade de vida pelo questionário SF-36, antes e após a intervenção. A análise estatística foi realizada no software Jamovi®, adotando-se nível de significância de p ≤ 0,05. Resultados: Observou-se tendência de melhora da força muscular em 57,14% dos participantes após o protocolo. Houve aumento discreto dos escores da MIF total após a intervenção, embora sem significância estatística. Em relação à qualidade de vida, 7 de 8 domínios do SF-36 apresentaram aumento dos escores médios após o protocolo, destacando-se os domínios limitação por aspectos sociais/motores e saúde geral. Na EMG, foram observadas alterações nos parâmetros de amplitude e frequência dos músculos TA e GL, com tendência de aumento da atividade elétrica muscular em parte dos participantes. Conclusão: O protocolo combinado de exercícios resistidos associados à eletroestimulação funcional demonstrou potencial para promover melhora da força muscular, funcionalidade e percepção de qualidade de vida em indivíduos com lesão medular.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Relações entre coordenação motora, funções cognitivas, funcionalidade, e participação social em indivíduos com Síndrome de Down(Universidade Federal do Pará, 2024-09-30) CORDOVIL, Alzilene Pereira; DUTRA, Natália Bezerra; http://lattes.cnpq.br/9477887434121232; https://orcid.org/0000-0002-0766-0795; COSTA E SILVA, Anselmo de Athayde; http://lattes.cnpq.br/4794918582092514; https://orcid.org/0000-0001-5265-619X; NEVES, Laura Maria Tomazi; GORLA, José Irineu; http://lattes.cnpq.br/4235603520707156; http://lattes.cnpq.br/4345051116071444; https://orcid.org/0000-0002-3115-2571A Síndrome de Down é uma condição genética que pode causar alterações estruturais e funcionais do desenvolvimento do sistema nervoso. Estas alterações podem estar relacionadas a dificuldades nas habilidades cognitivas, de linguagem e motoras. Além disso, há alterações musculoesqueléticas e disfunções físicas e intelectuais que podem comprometer a autonomia e participação social do indivíduo com SD em atividades cotidianas. Este estudo avaliou a relação entre coordenação motora e funções cognitivas, funcionalidade e participação social de adultos jovens com Síndrome de Down a partir da aplicação de testes e questionários validados para esta população. O estudo foi conduzido com 10 indivíduos adultos (5 mulheres), recrutados junto à APAE Belém com idade de 25 anos (±3,8), com escore médio de QI de 43 pontos. Os dados foram analisados estatisticamente no software Jamovi 2.3, utilizando o teste de correlação de Spearman. Sobre a relação entre coordenação motora e funções cognitivas, foram encontradas correlações positivas entre orientação temporal e espacial, domínio do Miniexame do Estado Mental, e os testes de velocidade e de lateralidade e estruturação espaço-temporal da bateria KTK. Quanto a funcionalidade e participação social, a coordenação motora apresentou correlação positiva com os domínios autocuidado e comunicação presentes nas escalas MIF e LIFE-h 3.1. Já em relação às funções cognitivas estas correlacionaram positivamente com a MIF, e houve também correlação com o domínio comunicação da LIFE-h 3.1. Dessa forma, nossos achados demonstraram que as relações entre coordenação motora e funções cognitivas de adultos jovens com SD apresentam correlações significativas. Revelam ainda que existem relações diretas entre a coordenação motora global e a participação social de adultos jovens com SD, assim como entre a capacidade cognitiva e a funcionalidade e participação social destes. Este estudo contribui para uma melhor compreensão das associações entre coordenação motora, funcionamento cognitivo, funcionalidade e participação social de adultos jovens com SD. Tem como força o empenho em suprir lacunas nos estudos com jovens adultos com SD, em especial no que se refere à funcionalidade destes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Treinamento resistido em dupla tarefa: estudo piloto de um ensaio clínico randomizado com pessoas idosas com Diabetes Mellitus tipo 2(Universidade Federal do Pará, 2025-02-04) CARVALHO, Josilayne Patricia Ramos; TORRES, Natáli Valim Oliver Bento; http://lattes.cnpq.br/1927198788019996; https://orcid.org/0000-0003-0978-211X; MONTEIRO, Elren Passos; MONTEIRO JUNIOR, Renato Sobral; http://lattes.cnpq.br/0920248966438368; http://lattes.cnpq.br/6708716565086201; https://orcid.org/0000-0001-7757-6620; https://orcid.org/0000-0002-8472-262XIntrodução: O processo de envelhecimento está associado à inflamação sistêmica crônica subclínica (inflammaging), tornando as pessoas idosas mais suscetíveis ao diabetes mellitus tipo 2 (DM2), e quando associado a um estilo de vida sedentário, esse risco se torna mais elevado. Do mesmo modo, a atrofia cerebral cortical e subcortical tem sido associada ao DM2 e as regiões cerebrais que mais sofrem influência da resistência à insulina são o hipotálamo e o hipocampo, áreas diretamente relacionadas ao desenvolvimento de declínios cognitivos e demências. Esses efeitos podem ser observados desde os estágios iniciais da disfunção glicêmica, de forma independente da presença ou ausência das complicações micro ou macrovasculares, enquanto o exercício físico regular se contrapõe a esse efeito, preservando o volume cerebral. Assim, a prática de exercícios físicos se torna essencial para o envelhecimento saudável, manutenção da capacidade intrínseca e habilidade funcional e, em particular, para a prevenção do declínio cognitivo relacionado à idade e agravamento clínico do DM2. Evidências recentes têm demonstrado que a tarefa cognitiva simultânea e o exercício (dupla tarefa) aumentam a função cognitiva em pessoas idosas saudáveis. No entanto, os benefícios dessa abordagem, especialmente quando associada ao exercício resistido, permanecem subexplorados na população com DM2. Objetivo: Conduzir estudo piloto de um ensaio clínico randomizado, controlado e cego simples, avaliando a influência de um protocolo de intervenção por exercícios resistidos em dupla tarefa (ER-DT) sobre o desempenho cognitivo, controle glicêmico, metabólico e capacidade funcional de pessoas idosas com DM2, em comparação aos impactos do exercício resistido praticado de modo isolado (ER) e aos cuidados habituais (Grupo controle - CON). Metodologia: Trata-se de um ensaio clínico piloto randomizado, controlado e simples-cego. Quinze participantes (idade média: 67,67 ± 5,84 anos) foram randomizados em três grupos: ER DT (n=5), ER (n=5) e CON (n=5). As intervenções duraram 12 semanas, com 3 sessões semanais de 60 minutos. As análises foram conduzidas por intenção de tratar e empregaram modelos lineares mistos com técnica de bootstrap para maior robustez estatística. A variável de interesse primária é o desempenho cognitivo e as secundárias a capacidade funcional e o controle glicêmico de pessoas idosas com DM 2. Resultados e Discussão: A função cognitiva, avaliada pelo Mini Exame do Estado Mental (MEEM), apresentou melhora significativa no grupo ER (Δ = 1,62; IC 95% [0,10; 3,22]; p = 0,004) e redução no grupo controle (Δ = -2,26; IC 95% [-3,80; -0,64]). O desempenho no Teste de Trilhas A melhorou significativamente no grupo ER-DT (Δ = -5,80 segundos; IC 95% [-8,90; -2,70]; p = 0,003), indicando aumento na velocidade de processamento. No Teste de Fluência Verbal, o grupo ER-DT evocou maior número de palavras (Δ = 3,42 palavras; IC 95% [1,10; 5,50]; p = 0,008), sugerindo melhora na função executiva e memória semântica. O tempo de resposta no Teste Flanker foi significativamente maior no grupo controle (Δ = 86,16 ms; IC 95% [21,2; 147,0]; p = 0,006). Na análise dos parâmetros metabólicos, a circunferência da cintura aumentou significativamente no grupo controle (Δ = 9,70 cm; IC 95% [7,20; 12,20]; p < 0,001), enquanto não houve variação significativa nos grupos ER e ER-DT. Não foram observadas diferenças significativas para a HbA1c (p = 0,213). Conclusão: Os resultados deste estudo piloto fornecem evidências iniciais sobre os efeitos do programa de intervenção ER-DT no desempenho cognitivo, perfil inflamatório e controle glicêmico em pessoas idosas com DM2. O estudo piloto também assegura a segurança da intervenção e a adesão dos participantes. Apesar das limitações metodológicas, os achados destacam tendências promissoras, segurança e viabilidade que justificam a continuidade da investigação.
