Navegando por Assunto "Hunting"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Etnografia e manejo de recursos naturais pelos índios Deni, Amazonas, Brasil(Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, 2009-03) PEZZUTI, Juarez Carlos Brito; CHAVES, Rodrigo PáduaSão raros os estudos envolvendo o uso múltiplo de recursos naturais por populações amazônicas. Este trabalho apresenta um panorama de como os índios Deni, habitantes da região de interflúvio entre dois dos maiores afluentes de água branca da bacia amazônica, os rios Juruá e Purus, utilizam dos recursos disponíveis em seu território. Os Deni são, atualmente, índios que vivem da exploração de recursos da terra firme e de regiões alagadas. São um misto de horticultores e caçadores/coletores, que utilizam toda a sua área para a obtenção de recursos para subsistência. Como regra, deslocam periodicamente seus assentamentos, evitando o esgotamento local de recursos, e provocando a modificação local do ambiente. Esta alteração aumenta temporariamente a disponibilidade de alimento. Áreas com aldeias, pomares e roçados abandonados, por sua vez, tornam-se locais onde se concentram inúmeros recursos da flora e da fauna, posteriormente explorados. O impacto provocado por este sistema é aparentemente mínimo. Os Deni estão contextualizados na periferia de um sistema capitalista, onde a única fonte de renda para adquirir bens que são hoje considerados pelos índios como indispensáveis para sua sobrevivência são os recursos naturais. Estes são e continuarão sendo explorados de maneira a produzir um excedente a ser comercializado para a obtenção de uma série de produtos industrializados, independentemente das opiniões externas. É sobre este patamar que devemos avaliar a sustentabilidade do atual manejo da área.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Prática da caça por moradores urbanos na região oeste da rodovia Transamazônica paraense, no médio Xingu(Universidade Federal do Pará, 2019-10-25) REZENDE, Rozinete Francisca; GOMES, Felipe Bittioli Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/0924023357753741; MOURTHÉ, Ítalo Martins da Costa; http://lattes.cnpq.br/0147415006930129; https://orcid.org/0000-0001-6289-6517A caça é uma importante atividade socioeconômica e cultural para as populações humanas, incluindo ribeirinhos e indígenas. Embora também seja praticada pelas populações urbanas, estudos considerando esses atores ainda são escassos. Nosso objetivo foi caracterizar a caça pelos moradores urbanos em três cidades localizadas no oeste da rodovia Transamazônica, no Pará. A pesquisa consistiu em entrevistas semiestruturadas e conversas informais. Foram caracterizados: i) animais caçados, ii) técnicas empregadas, iii) perfil socioeconômico dos caçadores, e iv) influência das características das espécies na preferência ou rejeição pelos caçadores. As entrevistas ocorreram entre março e maio de 2019. Análises de Coordenadas Principais foram usadas para determinar as características mais importantes na escolha ou rejeição das espécies pelos caçadores. Foram entrevistados 59 homens, sendo 16 em Altamira, 24 em Brasil Novo e 19 em Medicilândia. A maioria dos entrevistados tinham origem local (61%), ensino fundamental (46%) ou médio (29%) incompletos e renda ≤1.500 reais mensais (68%). A caça é mais frequente durante a seca, usando a técnica de espera (91%). A maioria dos entrevistados caça em área de floresta (86%), relativamente próxima das cidades. Vinte e uma espécies foram mencionadas, incluindo 15 mamíferos, 4 aves e 2 répteis. Cuniculus paca (paca), Tayassu pecari (queixada), Mazama americana (veado- mateiro), além dos tatus (Dasypodidae) foram as espécies mais caçadas. O tamanho, sabor da carne, disponibilidade e existência de conflitos com a atividade agrícola foram as principais características determinando a preferência dos caçadores. Dez espécies, incluindo primatas e antas (Tapirus terrestis), eram rejeitados, principalmente, devido à sua aparência, disponibilidade e sabor da carne.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Saberes e práticas tradicionais sobre recursos faunísticos e cultura alimentar na comunidade quilombola do Jacarequara, município de Santa Luzia do Pará, Amazônia Oriental(Universidade Federal do Pará, 2022-01-27) AVIZ, Manoel Fagno; FITA, Dídac Santos; http://lattes.cnpq.br/4290251127696280Esta dissertação tem como propósito descrever e analisar os saberes e práticas envolvidos com os recursos faunísticos na comunidade quilombola do Jacarequara, no município de Santa Luzia do Pará, Nordeste Paraense, Amazônia Oriental. Sob a ótica da etnozoologia, o objetivo principal desta pesquisa foi compreender o papel dos recursos faunísticos na cultura alimentar e na garantia da segurança alimentar das famílias observadas. Observação participante, entrevistas semiestruturadas, entrevistas abertas e listagem livre foram os principais instrumentos metodológicos utilizados na coleta de dados durante o trabalho de campo realizado no ano de 2020. O perfil socioeconômico descrito evidencia uma comunidade constituída por famílias dependentes da autoprodução de alimentos e de programas de transferências de renda para a subsistência do grupo doméstico. As entrevistas e observações evidenciaram uma imensa diversidade de espécies de animais presentes no conhecimento ecológico local, incluídas em cincos tipos de usos: alimentar, medicinal, ritualístico, artesanal e estimação/criação doméstica. Além disso, os dados obtidos revelaram o riquíssimo conhecimento etnozoológico existente na comunidade, havendo detalhes dos habitats, ecologia trófica, etologia e dos ciclos reprodutivos das espécies de interesse. Tais saberes se mostraram essenciais na elaboração e escolha de ferramentas e estratégias de caça e pesca. O extrativismo animal (caça e pesca) mostrou-se parte fundamental do cotidiano da comunidade, onde há envolvimento tanto dos praticantes como dos não-praticantes dessas técnicas. Os recursos faunísticos são importantes elementos na cultura alimentar da comunidade, evidenciados pelas preferências e rejeições alimentares existentes tanto no modo de preparo como no modo de consumo, assim como na escolha do animal, incidindo também nas restrições alimentares representadas no sistema de reima, que se mostra como regulador do consumo de determinadas espécies. Percebe-se que características ambientais estão diretamente ligadas às escolhas alimentares; portanto impactos ambientais na região teriam grande influência na cultura alimentar da comunidade, o que poderia afetar a segurança alimentar das famílias. Finalmente, a sociobiodiversidade faunística possui fundamental papel na garantia da segurança alimentar e nutricional e da cultura alimentar da comunidade quilombola investigada.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Uso de recursos naturais por seis comunidades ribeirinhas da Volta Grande do Xingu(Universidade Federal do Pará, 2023-09-29) SOUZA, Thais Santos; SERRA , Anderson Borges; http://lattes.cnpq.br/9878285735905103; SANTOS, Graciliano Galdino Alves dos; http://lattes.cnpq.br/8085271321555747; HERNÁNDEZ-RUZ, Emil José; http://lattes.cnpq.br/9304799439158425A bacia Amazônica possui um potencial de aproveitamento de seus recursos hídricos, que vem sendo explorado por construções de hidrelétricas para atender à crescente demanda na geração de energia. Contudo, as hidrelétricas causam grandes transformações, no uso dos recursos naturais, como na pesca e nos usos dos recursos florestais. É o caso da construção da hidrelétrica (UHE) Belo Monte no Rio Xingu, sudoeste do Pará. Na pesquisa, investigamos as mudanças que ocorreram no uso de plantas medicinais, pesca e caça após a construção da UHE Belo Monte, em seis comunidades na região da Volta Grande do Xingu. Foram feitas 45 entrevistas semiestruturadas, com as famílias que vivem próximas ao rio e que exercem ou já tenham exercido atividades utilizando a flora, caça e a pesca, tanto para fins comerciais ou para consumo doméstico. Foram obtidas a frequência de uso de cada espécie vegetal ou animal. Houve redução de espécies apreciadas para o consumo de peixes e de animais silvestres (caça). No uso de plantas medicinais, andiroba obteve a maior frequência de uso. Com os resultados obtidos, o uso de plantas medicinais nas famílias ribeirinhas reduziu após a construção da UHE Belo Monte, para a pesca e caça, e consequentemente esses fatores provocam mudanças no modo de vida das famílias ribeirinhas.
