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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Alguns aspectos do conceito de razão em Voltaire
    (Universidade Estadual de Campinas, 2000-03-21) DIAS, Elizabeth de Assis; SILVA, Roberto Romano da; http://lattes.cnpq.br/7540974264149909
    O nosso trabalho, pressupondo que existe um conceito de razão consolidado pelo movimento iluminista que fez com que o século XVIII se auto-denominasse "século da razão", "século da filosofia", etc., pretende investigá-lo. Nossa análise vincula-se à vertente francesa considerada a mais representativa do período, e elegemos Voltaire, por ser ele um dos mais acerbas defensores do uso esclarecido e livre da razão. A definição do caráter dessa racionalidade é quase sempre escamoteada, não chegando nem mesmo a ser tratada pela maioria dos estudiosos da época. O que freqüentemente eles procuram ressaltar a respeito desse século é que ele é impregnado por uma fé na razão, na capacidade intelectiva do homem que, somente através dela pode conseguir sua auto-libertação. Aceitando esta caracterização da filosofia das luzes, preocupamo-nos com um problema premente: de que razão se trata? Pois estamos conscientes de que a palavra "razão" há muito tempo deixou de ser um conceito simples e univoco. Basta percorrer a História da filosofia para constatar as mudanças de sentido que o termo "razão" sofreu no transcurso de sua existência. Se o século XVIII reivindica para si a adjetivação de "século da razão", "século das luzes," cabe-nos indagar: Qual a procedência desta racionalidade? Onde podemos encontrar o traço característico e distintivo desta designação? Como entender o sentido desta iluminação? Ao discutir essas questões, pretendemos sustentar que a razão, tal como foi concebida por Voltaire, era um pensamento de base empírico-experimental cujas origens não se encontram sobremodo no cartesianismo, mas na Física newtoniana e na Filosofia de Locke. Para elucidarmos o caráter da razão em Voltaire, analisamos criteriosamente sua obra fragmentária e procedemos como quem monta um quebra-cabeça, encaixando peça por peça, de modo a encontrar um fio condutor ou elementos que indicassem uma certa coesão de idéias. Não pretendemos, nos limites estreitos deste trabalho, esgotar todas as nuanças que a razão assumiu no seu pensamento, mas apenas indicar alguns de seus traços, orientações e apresentar alguns temas imbricados neste conceito. Como Voltaire é complexo e sua obra, imensa, tivemos que eleger algumas de suas obras que consideramos mais relevantes para o nosso estudo, como: o Tratado de metafísica., O filósofo ignorante, as Cartas filosóficas, o Dicionário filosófico, os Elementos da filosofia de Newton, o Tratado sobre a Tolerância e outras obras menores cujas referências serão registradas em notas de pé de página. Não nos esquecemos de consultar seus romances e contos, como Cândido, Micrômegas, e poemas de natureza mais filosófica, como Sobre o desastre de Lisboa, Sobre a lei natural, Discurso em verso sobre o homem. Mas o estudo de sua correspondência foi fundamental para elucidarmos certos aspectos de seu pensamento que não estavam muito bem delineados em suas obras. Gostaríamos de fazer uma última observação sobre as citações transcritas de obras que foram escritas nas línguas francesa ou inglesa. No corpo do trabalho, procuramos apresentar uma tradução própria ou de algum tradutor abalizado, que será identificado nas referências bibliográficas.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Dignidade e revolução em Kant: as contradições entre o pensamento progressista e conservador ao longo da obra de Immanuel Kant
    (Universidade Federal do Pará, 2025-05-20) COSTA, Lorena da Silva Bulhões; TREVISAN, Diego Kosbiau; http://lattes.cnpq.br/8932230584567194; https://orcid.org/0000-0002-0269-7847; MATOS, Saulo Monteiro Martinho de; http://lattes.cnpq.br/1755999011402142; https://orcid.org/0000-0002-4396-7276; TAXI, Ricardo Araujo Dib; VERBICARO, Loiane Prado; HULSHOF, Monique Fragelli; NADAI, Bruno; http://lattes.cnpq.br/2208519070757294; http://lattes.cnpq.br/4100200759767576; http://lattes.cnpq.br/4289876714400480; http://lattes.cnpq.br/7399810455947689; https://orcid.org/; https://orcid.org/0000-0002-3259-9906; https://orcid.org/0000-0002-0745-8626; https://orcid.org/
    O presente trabalho tem como tema o conceito de dignidade kantiana, considerando, principalmente, a relação entre esse conceito e o panorama histórico da época em que Kant escreveu sua filosofia prática. A tentativa aqui é, por meio do conceito citado, desenvolver uma ponte entre a filosofia moral e do direito, considerando principalmente a possibilidade de apresentar a teoria de Kant a partir de um viés mais emancipatório. Nesse sentido, o trabalho parte da conjuntura histórica do século XVIII, especialmente a partir de três pontos principais: o conceito de sujeito, a ideia de direito natural e a nova visão sobre revolução. Esses três aspectos são apresentados para verificar como Kant os compreende na formulação de sua teoria prática. Esse elemento, por sua vez, começa a ser desenvolvido a partir do segundo capítulo. Ali, a filosofia de Kant é apresentada de um ponto de vista cronológico, seguindo a aparição e a constante modificação do conceito de dignidade ao longo das décadas de 1780 e 1790. Aqui, o objetivo será demonstrar dois pontos principais. Em primeiro lugar, como a versão inicial da teoria de Kant possuía uma ligação clara entre direito e dignidade; e, em segundo lugar, como o conceito de Würde, além de não ser acidental na teoria kantiana e possuir um significado claro, também faz referência ao modelo moderno de tal ideia, e não ao tradicional, como argumenta Oliver Sensen em Kant on Human Dignity. É esse conceito emancipatório de dignidade que permite a última parte do trabalho, qual seja, a descrição das rupturas e continuidades do conceito de revolução kantiana, culminando com sua negação na Metafísica dos Costumes. Nesse último capítulo, a tese demonstrará como o conceito moderno de dignidade, na senda do que Kant realiza durante a década de 1780, permite compreender sua filosofia como revolucionária, negando parte das construções do próprio autor durante a década de 1790. Além disso, aqui também será apresentado, principalmente a partir da correspondência kantiana, como tal conclusão não foi apresentada pelo próprio autor em função do risco de censura pelo governo conservador da Prússia.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Educação e sociedade: um olhar sobre a obra pedagógica de Durkheim
    (Universidade Federal do Pará, 2014-08) NASCIMENTO, Afonso Welliton de Sousa; RIBEIRO, Edinéa Bandeira
    O artigo reflete sobre o pensamento pedagógico de Durkheim. Inicialmente faz uma incursão no contexto da formação da sociedade moderna destacando o caráter utópico da construção do conhecimento humano referenciandose no pensamento filosófico e educacional de Kant e Bacon, como construtores da ilustração científica do iluminismo. A seguir, caminha na influência da dupla revolução europeia, que determinou aspectos importantes no pensamento dos autores subsequentes do Século XIX. Reflete o pensamento de Comte e sua fundamentação teórica às concepções durkheimianas, centrando no caráter evolucionista e positivista de sua filosofia. Por fim, analisa os conceitos do pensamento funcionalista de Durkheim, seus aspectos sociológicos e educacionais e sua influência nas teorias educacionais atuais
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