Navegando por Assunto "Impulsividade"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Adaptação de modelo de impulsividade para o zebrafish (Danio rerio)(Universidade Federal do Pará, 2018-07-28) CHIRINÉA, Guilherme; GOUVEIA JUNIOR, Amauri; http://lattes.cnpq.br/1417327467050274; https://orcid.org/0000-0003-1710-9662; MONTEIRO, André Luiz Viard Walsh; ESTANISLAU, Celio Roberto; CARVALHO NETO, Marcus Bentes de; STRAPASSON, Bruno Angelo; http://lattes.cnpq.br/2673157527877319; http://lattes.cnpq.br/7507073705404852; http://lattes.cnpq.br/7613198431695463; http://lattes.cnpq.br/5080386631573177; https://orcid.org/0000-0002-2686-2982; https://orcid.org/0000-0003-4630-3317O zebrafish (Danio rerio) é uma espécie de peixe que vem sendo cada vez mais utilizada como modelo animal para o estudo de fenômenos comportamentais. O desenvolvimento de modelos de impulsividade com tais sujeitos encontra-se em fase inicial, com apenas um modelo já desenvolvido, baseado na tarefa 5CSRTT. Modelos de ampla difusão na literatura, como o de desconto temporal, ainda não se encontram adaptados para tal espécie. O objetivo deste trabalho é a adaptação de um modelo de impulsividade, usando o zebrafish como sujeito, a partir de modelos já desenvolvidos para roedores. O trabalho está organizado em três artigos. No primeiro efetuou-se uma revisão de literatura de modelos animais de comportamento do tipo impulsivo. Embora os resultados apontem mais de 27 modelos diferentes, mais da metade dos artigos revisados usaram dois modelos, a saber, o paradigma de desconto temporal e a 5CSRTT, que correspondem a modelos de escolha impulsiva e ação impulsiva, respectivamente. Dado já haver modelo baseado na 5CSRTT adaptado para o zebrafish, optou-se pela adaptação de um modelo de desconto temporal. No segundo artigo estudou-se o responder do zebrafish sob um esquema de peak procedure. Os sujeitos não adquiriram o padrão típico de respostas em tal esquema, mas demonstraram discriminação temporal num esquema anterior de intervalo-fixo. Argumenta-se que os resultados negativos no peak procedure se devem a efeitos da idade dos sujeitos, devido à longa duração da coleta. No terceiro artigo estudou-se discriminação de quantidades de alimento pelo zebrafish. Os sujeitos não demonstraram discriminação em nenhuma das proporções testadas (1 vs. 2, 1 vs. 3, 1 vs. 4 e 2 vs. 3 itens). Embora tais sujeitos possam não discriminar quantidades de alimento, já se demonstrou que são capazes de discriminar quantidades de membros de sua espécie em cardumes. Conclui-se que, apesar dos resultados negativos encontrados por este estudo, seria possível o desenvolvimento de um modelo baseado em desconto temporal usando-se cardumes de tamanhos diferentes como reforçadores. Futuras pesquisas deveriam se concentrar em procedimentos diferentes dos adotados por este estudo.Tese Acesso aberto (Open Access) Efeitos da Pandemia de Covid-19 sobre o Comportamento Alimentar e Variáveis Psicológicas: um estudo sobre estresse, ansiedade, afetos e autorregulação(Universidade Federal do Pará, 2026-06-30) VALE, Flavia Beatriz Xavier do; GOUVEIA JUNIOR, Amauri; http://lattes.cnpq.br/1417327467050274; https://orcid.org/0000-0003-1710-9662; CAMPOS, Italo Sergio Lopes; ESPEJO, Cristian Ariel Neira; PEDROSO, Janari da Silva; RIBEIRO, Alessandra Mussi; http://lattes.cnpq.br/5549357037582788; http://lattes.cnpq.br/5054723276233892; http://lattes.cnpq.br/4096274367867186; http://lattes.cnpq.br/7373640456805525; https://orcid.org/0000-0002-0761-6575; https://orcid.org/0000-0002-3565-9038; http://orcid.org/0000-0001-7602-834X; https://orcid.org/0000-0002-7697-5766Este estudo analisou o impacto longitudinal da pandemia de COVID-19 sobre o comportamento alimentar, sofrimento psíquico, autorregulação e Índice de Massa Corporal (IMC), investigando a crise sanitária como um estressor psicossocial disruptivo. A pesquisa fundamenta-se na premissa de que a regulação do comer é um fenômeno multideterminado pela complexa interação entre fatores neurocognitivos, afetivos, antropométricos e ambientais. Delineou-se um estudo longitudinal de medidas repetidas com 79 participantes acompanhados em três momentos: eclosão pandêmica (T1; 2020), encerramento da emergência sanitária (T2; 2023) e período pós-pandêmico (T3; 2025). Utilizaram-se instrumentos psicométricos validados para avaliar o comportamento alimentar (TFEQ-18), estresse, ansiedade e depressão (DASS-21), afetos (PANAS), impulsividade (BIS-11) e autorregulação alimentar. Os resultados revelaram uma trajetória longitudinal estatisticamente significativa: o descontrole alimentar, a alimentação emocional e o IMC médio atingiram seus níveis máximos na coleta pós-pandêmica (T3). Revelou-se um paradoxo psicofisiológico relevante: enquanto os níveis agudos de estresse e ansiedade declinaram após o fim das restrições sanitárias, as disfunções alimentares e a elevação ponderal mantiveram-se em ascensão sustentada, demonstrando efeitos comportamentais diferidos no tempo. As análises correlacionais no pós-pandemia indicaram que o descontrole alimentar e o comer emocional associaram-se a maiores níveis de depressão, ansiedade, estresse, afetos negativos e impulsividade. Adicionalmente, identificou-se que a variável descontrole alimentar correlacionou-se inversamente com a percepção de falta de autocontrole e com a intenção de modificação dietética. Em contrapartida, os afetos positivos e o planejamento cognitivo associaram-se à autorregulação e à restrição cognitiva, atuando como fatores protetivos. Conclui-se que a exposição ao estresse crônico coletivo comprometeu os mecanismos executivos de autorregulação, promovendo o comer emocional compensatório e o ganho ponderal persistente. Os achados demonstram que o comportamento alimentar responde de forma tardia às crises macroestruturais, reforçando a necessidade de intervenções interdisciplinares integradas em saúde mental e nutrição.
