Navegando por Assunto "Kinesthetic communication"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Comunicação cinestésica e negociação regulada: o corpo negro no Traslado para Ananindeua e Marituba(Universidade Federal do Pará, 2026-03-26) FERREIRA, Gabriel da Mota; CASTRO, Marina Ramos Neves de; http://lattes.cnpq.br/6636359546031674; https://orcid.org/0000-0002-3065-270X; CASTRO, Marina Ramos Neves de; PANTOJA, Vanda Maria Leite; COSTA, Alda Cristina Silva da; GONTIJO, Fabiano de Souza; CASTRO, Fábio Fonseca de; http://lattes.cnpq.br/6636359546031674; http://lattes.cnpq.br/0726443231355944; http://lattes.cnpq.br/2403055637349630; http://lattes.cnpq.br/7539767705260462; http://lattes.cnpq.br/5700042332015787; https://orcid.org/0000-0002-3065-270X; https://orcid.org/0000-0002-4741-2155; https://orcid.org/0000-0000-0000-0000; https://orcid.org/0000-0000-0000-0000; http://orcid.org/0000-0002-8083-1415Esta tese analisa a procissão do Traslado de Nossa Senhora de Nazaré para Ananindeua e Marituba como um campo de batalha comunicacional, onde a apropriação popular ocorre prioritariamente por vias cinestésicas, corporais e sensoriais. Partindo do questionamento sobre como a dimensão comunicacional do rito modula sentidos de identidade e território para um corpo negro e periférico, o trabalho propõe o conceito de comunicação cinestésica. Esta categoria é definida como uma inteligibilidade corporal que emerge do movimento e produz pertencimento à revelia da mediação discursiva oficial. Metodologicamente, a pesquisa assume a autoetnografia sensorial e a microetnografia como arquiteturas epistemológicas que fogem ao lugar-comum, utilizando o corpo do pesquisador como operador metodológico central e instrumento de conhecimento. O campo, realizado entre 2022 e 2024, revela que a vivência do rito não é uma harmonia mística, mas uma negociação altamente regulada. O corpo negro, atravessado por opacidades e ruídos, habita uma ambiguidade numinosa: entre o fascínio da ocupação coletiva e o medo tratado como fenômeno estatal, racializado e historicamente produzido. A análise das cenas etnográficas e da cultura material demonstra que a periferia atua como centro simbólico e produtor de resistências. Conclui-se que a ambiguidade é a categoriachave para compreender essa comunicação. O trabalho oferece uma contribuição original ao campo ao provar que o sentido no asfalto é produzido na fricção entre a soberania do intelecto e o confinamento simbólico imposto pela vigilância institucional.
