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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Arquivos, bibliotecas e periódicos na Vigia oitocentista(Universidade Federal do Pará, 2011-09-01) ARAÚJO, Joseane Sousa; SOUZA, Simone Cristina Mendonça de; http://lattes.cnpq.br/9233950092812632; SALES, Germana Maria Araújo; http://lattes.cnpq.br/8723885160615840O século XIX foi, notadamente, um período de transformações no cenário brasileiro. Mudanças ocorridas em campos como o social, cultural, político e econômico trouxeram repercussão também para o campo da Literatura. Essa disposição se fez sentir em todas as províncias do país, a exemplo, no Pará. Nesse contexto se fez notar a cidade de Vigia, uma região da província, que ascendeu para sua inclusão na História Literária do Norte com a formação daquilo que a imprensa oitocentista chamou de “Recanto Literário” — a Sociedade Literária e Beneficente Cinco de Agosto. Junto a ela outros dispositivos contribuíram para a formação de uma sociedade em busca do desenvolvimento intelectual com fins à ascensão e ao reconhecimento social. A movimentação que tomou conta da cidade, em meados do século XIX formou mentalidades e contribuiu para a formação de uma comunidade de leitores. O objetivo deste trabalho é historiografar o processo de formação dessa comunidade, bem como relatar os fatos que dele fizeram parte, capazes de interferir nos hábitos de uma pequena cidade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A crítica literária aos romances “Chove nos Campos de cachoeira”, “Marajó” e “Três casas e um rio” na imprensa do Rio de Janeiro(Universidade Federal do Pará, 2015-03-11) MOREIRA, Alex Santos; FURTADO, Marli Tereza; http://lattes.cnpq.br/2382303554607592Desprestigiada como modelo crítico, a crítica impressionista até a primeira metade do século XX dominou no Brasil o debate literário e sua atuação era hegemônica nos jornais, em revistas, semanários e suplementos literários. Sabe-se ainda que, durante muito tempo, ela foi a principal fonte de orientação dos leitores, revelando chaves de leitura, clareando enredos, interpretando personagens e além de tudo isso era também o ligamento vivo responsável pelo vínculo da obra com o leitor e da literatura com a vida cotidiana. Diante disso, este trabalho estuda as críticas literárias publicadas na imprensa da cidade do Rio de Janeiro acerca dos três primeiros romances do escritor paraense Dalcídio Jurandir (1909-1979). Mostraremos como as obras Chove nos Campos de Cachoeira (1941), Marajó (1947) e Três Casas e um Rio (1958), no seu contexto imediato de publicação, foram lidas pela crítica considerada impressionista. Com isso, pretendemos reconhecer como foram consolidados os sentidos acerca desses livros, elucidar os procedimentos críticos dos primeiros avaliadores de Dalcídio Jurandir e levantar hipóteses novas que auxiliem as novas leituras desses romances a irem além do que está posto pelo atual sistema crítico.Tese Acesso aberto (Open Access) Dalcídio Jurandir: leitor e criador de personagens-leitores no ciclo do extremo Norte(Universidade Federal do Pará, 2019-08-30) COSTA, Regina Barbosa da; FURTADO, Marli Tereza; http://lattes.cnpq.br/2382303554607592; https://orcid.org/0000-0001-7597-7834O presente estudo objetiva analisar a proposta literossocial de Dalcídio Jurandir (1909 – 1979) quanto à elevação da condição social, por meio da cultura. Para isso, o escritor agregou realidade social e estética literária, expondo-as nos livros que compõem o Ciclo do Extremo Norte (1939 - 1978). Nesse projeto, o escritor deixou rastros a serem seguidos, o que resultou na investigação das práticas de leitura realizadas por personagens-leitores. No intuito de desvendar as leituras fictícias dos personagens, foi preciso adentrar no arquivo pessoal do escritor e conhecer o espólio cultural que o fez um grande leitor. Desta forma, a pesquisa traz um novo olhar sobre a produção ficcional do escritor, posto que, a partir das leituras dos personagens-leitores, foi possível recuperar textos de grande sucesso, que circularam na região amazônica, no início do século XX, mas que ficaram adormecidas, durante muito tempo, em estantes, livreiros, sebos, leiloeiros, bibliotecas físicas e virtuais. Esta pesquisa foi dividida em seis seções, para contemplar os dez livros do ciclo do Extremo Norte, com um prólogo, que apresenta um painel sobre a questão do desenvolvimento de projetos de pesquisa na região Norte, e as produções literárias do escritor Dalcídio Jurandir. Nas “Trilhas de leitura de Dalcídio Jurandir” terão destaque “As Imagens da biblioteca sem muros de Dalcídio Jurandir” com um detalhamento sobre os produtos culturais adquiridos pelo escritor. No tópico teórico acerca das “Leituras, leitores, personagens e personagens-leitores” serão demonstradas as produções de pesquisadores que trabalham essa temática nas mais diversificadas áreas de estudos. A análise dos livros do ciclo do Extremo Norte será agrupada em dois núcleos: um rural e outro urbano. O núcleo rural será analisado na terceira seção, e o urbano na quarta e quinta seções. O primeiro núcleo contempla os livros de ambientação na ilha do Marajó: Chove nos campos de Cachoeira, Marajó e Três casas e um rio, com a representação de uma comunidade de leitores numa ilha não hegemônica em relação à capital do estado do Pará. Na quarta seção, serão considerados os livros do núcleo urbano intitulados: Belém do Grão-Pará, Passagem dos Inocentes e Primeira Manhã, que apontam para a “desagregação de leitores num horizonte em ruínas”. Nesta seção, o romance Belém do Grão-Pará será evidenciado por focalizar as áreas centrais da cidade de Belém, sendo a periferia da cidade analisada em Passagem dos Inocentes e Primeira Manhã. Na quinta seção, ainda voltada para o núcleo urbano, as leituras são demonstradas num quadro terminal, em “O ciclo da Fênix no Extremo Norte”. Nesta seção, as imagens de aniquilamento de cidades, livros, leituras e estudos ficam evidenciados nos livros Ponte do Galo, Os Habitantes, Chão dos Lobos e Ribanceira, numa ambientação das leituras e da narrativa de maneira fosca e caótica, no entanto, no último livro, sutilmente emerge a ideia de renascimento dessa cultura antes fragilizada. O aporte teórico da pesquisa compreende os estudos realizados por pesquisadores pertencentes à História Cultural e História da Leitura, com destaque para Roger Chartier, que analisa o estudo da leitura como processo complexo e dinâmico, Carlos Reis e Antônio Candido no estudo das personagens, das estudiosas brasileiras Marisa Lajolo e Regina Zilberman, na análise da leitura e da figuração da leitura, além dos relevantes estudos realizados pela pesquisadora Marli Tereza Furtado sobre críticos e literários da obra do escritor Dalcídio Jurandir.Tese Acesso aberto (Open Access) Gulliver´s Travels na perspectiva adaptada de Clarice Lispector: o leitor infantojuvenilem em questão(Universidade Federal do Pará, 2021-03-10) AMORIM, Thaís Fernandes; PRESSLER, Gunter Karl; http://lattes.cnpq.br/0100053541433805Este trabalho objetiva investigar o conteúdo moralizante e satírico presentes na obra “Viagens de Gulliver”, de Jonathan Swift (1735), na perpectiva adaptada de Clarice Lispector (1973-2008), apontando o tratamento que a escritora dá a esses elementos e como um público infantojuvenil daria conta desses contextos. Considerando que as narrativas, históricas ou literárias, constroem uma representação acerca da realidade e essa representação materializa-se no texto, procuramos compreender a recepção desses textos a partir do texto adaptado de Lispector, entendendo que este é uma instância intermediária entre o autor, a adaptadora e o leitor. Para tanto, abordaremos algumas questões teóricas que lidam com a interpretação e recepção do texto literário (JAUSS, 1979), participação do leitor na construção do (novo) texto (ISER, 1999), portanto retextualizado pela adaptação, a partir do desvelar das metáforas (LAKOFF & JONSON, 2002) e da interpretação de signos, ícones e símbolos (PIERCE, 2005), uma vez que o texto infantil lida com muitas imagens; bem como um fazer tradutório pautado do princípio da equivalência dinâmica (KADE, 1968), pois que a tradutora recria a função que as palavras poderiam ter na situação do texto de partida. Tal incursão é necessária, pois Lispector retextualiza certas passagens de forma metafórica e não usa ilustrações em seu trabalho (recurso recorrente em trabalhos destinados ao público infantojuvenil). Sabendo então que o texto depende da disponibilidade do leitor em reunir tudo aquilo que lhe é oferecido e contribui para a constituição de significados far-se-á uma investigação nas pesquisas de literatura infantojuvenil para discorrer sobre quem são esses leitores, bem como nos estudos da tradução/adaptação de literatura infantojuvenil (LATHEY, 2006; OITTINEN, 2006; VENUTI, 1995), considerando que é a esse texto traduzido e adaptado que o leitor infantojuvenil terá acesso.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Imagens de leituras em Chove nos Campos de Cachoeira, de Dalcídio Jurandir(Universidade Federal do Pará, 2014-08-13) COSTA, Regina Barbosa da; FURTADO, Marli Tereza; http://lattes.cnpq.br/2382303554607592Este estudo tem por finalidade apresentar as imagens de leituras praticadas por personagens-leitores, no livro Chove nos campos de Cachoeira (1941), de Dalcídio Jurandir (1909-1979). O intuito da pesquisa é trazer um novo olhar sobre a produção ficcional do escritor, a partir das leituras de personagens e conhecer, por meio da ficção, o complexo cultural existente na região marajoara. A obra que abre o ciclo do Extremo Norte apresenta vários personagens que representam diferentes tipos de leitores: desde o leitor de obras eruditas ao leitor intensivo de folhetins. Dessa forma, o escritor paraense, ao lado da denúncia social, própria desse romance e de todo o ciclo, figura no complexo processo de aquisição da cultura letrada na região. Assim, a pesquisa foi dividida em cinco capítulos: o primeiro capítulo compreende a parte introdutória da pesquisa; o segundo, aborda A ficção dalcidiana no espaço amazônico, composto pelos tópicos Dalcídio: o leitor da Amazônia e O espaço amazônico redimensionado, que tratam da leitura do escritor e da projeção do cenário marajoara de maneira real e imaginária, apontando os problemas sociais, comuns ao Brasil e ao resto do mundo. No terceiro, será focalizada a teoria sobre leitura, leitor e personagem, apontando os principais teóricos utilizados na pesquisa. O quarto capítulo tratará dos leitores da família do Major Alberto, com os tópicos O gabinete de leitura do Major Alberto, Eutanázio: a falência do ser e a eternização da palavra e Alfredo: um menino leitor. O quinto e último capítulo abordará as diferenças paradoxais entre leituras e leitores, mostrando um leitor comum ao lado de um erudito, nos tópicos Os contrassensos do Dr. Campos e Salu, leitor e contador de histórias.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Leitura e recepção de A hora e vez de Augusto Matraga (2005-2017)(Universidade Federal do Pará, 2020-09-29) FÉLIX, Antonio Daniel; HOLANDA, Sílvio Augusto de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/0928175455054278; https://orcid.org/0000-0003-3971-9007Esta dissertação objetiva fazer uma leitura da novela “A hora e vez de Augusto Matraga”, última narrativa de Sagarana (1946), primeira obra do escritor mineiro João Guimarães Rosa, bem como fazer uma análise de sua recepção crítica entre os anos 2005 e 2017. Nossa leitura da novela fundamenta-se na proposta de caráter hermenêutico feita pelo estudioso alemão Hans Robert Jauß (2002), segundo a qual, para que se tenha uma compreensão mais completa possível de um dado texto, é preciso que inúmeras leituras consequentes sejam realizadas. Nossa análise da recepção crítica da obra, por sua vez, é fundamentada, majoritariamente, pelo conceito de experiência estética, também, desenvolvido por Jauß (1969), que, no que lhe concerne, é dividido em dois níveis, a saber: pré-reflexivo e reflexivo. O primeiro é o momento em que o leitor, em sua interação com o texto literário, é envolvido por este; o segundo, que pode ou não acontecer após o primeiro, é a ocasião em que o leitor se volta criticamente à obra, de modo a compreendê-la, ao relacioná-la com seu conhecimento prévio, ampliando, daí, seu entendimento sobre o mundo e si mesmo. Os textos a serem analisados foram, inicialmente, escolhidos por meio da leitura de seu resumo, uma vez que tencionávamos ter uma noção geral dos temas e formas de interpretação aplicadas à obra. Dentre os textos de recepção de nosso corpus, nossa análise centraliza-se em 10 destes, a saber: Rolim (2005), Leitão (2006), Truzzi (2007), Benedetti (2008), Pereira (2009), Lacerda Neto (2012), Sousa (2014), Oliveira (2015), Ribeiro (2016) e Vital (2017). Como resultado, pudemos observar que há tanto interpretações divergentes, em relação a um ou outro ponto, quanto interpretações convergentes, que assumem uma mesma perspectiva em relação a um ou outro ponto, com a predominância de uma interpretação de natureza religiosa e outra filosófica. Nossa conclusão é a de que qualquer texto que objetive dar uma interpretação definitiva à obra de acordo com um ou outro pensamento pode ser refutado, tendo em vista a multiplicidade de contrastes que compõem a obra.Tese Acesso aberto (Open Access) A ressignificação da prática de leitura dos graduandos do Curso de Letras PARFOR - UFPA: território de formação, subjuntividade e horizonte social do leitor(Universidade Federal do Pará, 2016-05-17) SILVA, Márcio Oliveiros Alves da; ALVES, Laura Maria Silva Araújo; http://lattes.cnpq.br/6009592378453661A tese tem como objeto a Rede de Significado sobre as Lições de Leitura na experiência do Graduando - Leitor no Curso de Licenciatura em Letras – PARFOR/UFPA, e como objetivo de compreender a ressignificação dos discursos manifestados pelos Graduandos da Licenciatura em Letras para configurar uma Rede de Significado sobre as Lições de Leitura na experiência do Leitor. A pesquisa conseguiu organizar as relações dialógicas discursivas produzidas como Rede de Significados para projetar o embasamento teórico da Rede de Significado da escuta das experiências das Lições das atividades de Leitura: Bakhtin (1997, 2003); Bruner (1990 e 1995); Souza (2014); Larossa (2006); e Petit (2009a e 2009b). A metodologia é, predominantemente, qualitativa e constituiu como corpus de pesquisa uma turma do Curso de Letras, município de Redenção/PA: 26 questionários; 09 entrevistas, com caráter narrativo; e 01 memorial escrito, juntamente com anotações de diário de aula. A análise da escuta da experiência das Lições de Leitura dos Graduandos do Curso de Letras revelou 03 dimensões: a primeira é atividades discursivas do Sujeito: Território de Formação do Leitor - como variante de movimento e de dimensão do uso dos objetos de Leitura do Leitor; e Subjuntividade do Leitor - como variante de criação de significado para construir a sua própria história de Leitor. A segunda dimensão como atividades Discursivas na Memória do Sujeito-Leitor: Horizonte Social do Leitor - como variante de reflexão do valor de recriação do significado do Leitor. A terceira dimensão é atualização da historicidade da Formação da Consciência do Leitor: a formação da Rede de Significado por meio das Lições de Leitura na experiência do Leitor por meio das variantes formadas na primeira e segunda dimensão. Assim, o trabalho contribui para pensar as cenas dialógicas discursivas dos Leitores como negociação e reelaboração do ingresso dos novos significados das Lições de Leitura na experiência do Leitor, de modo constante na sua historicidade de Formação de Consciência do Leitor. O que sustenta a Tese de que: a experiência cultural da palavra do Leitor emerge socialmente no Território da Formação Docente por meio do dialogismo para (re)negociar e ocupar um lugar com sua diferença cultural de Leitor, capaz de tornar visível sua atividade discursiva para projetar a sua Rede de Significado como Historicidade de Formação de Consciência das Lições de Leitura.
