Navegando por Assunto "Limiar"
Agora exibindo 1 - 2 de 2
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Entre a fronteira e o limiar: o autor e o narrador em scenas da vida Amazônica(Universidade Federal do Pará, 2017-09) SILVA, Aline Costa daA história da literatura foi marcada pela seleção de determinadas obras e autores para composição do cânone. Outras figuram às margens, recuperadas, entretanto, pelo leitor que a atualiza e a discute. Scenas da Vida Amazônica é uma dessas obras, cuja recepção não apenas a retoma como coloca em debate questionamentos acerca da constituição da obra, ora compreendida como um texto de cunho etnográfico, ora como literário. Embasado na primeira edição da obra (1886), este artigo busca discutir sobre o estatuto que a configura, a partir dos construtos teóricos de Walter Benjamim (1994) acerca da ideia de limiar e sua relação com a ficcionalidade, relacionado ao pensamento de Wolf Schimid (2010) referente ao evento como condição imprescindível à narratibilidade. Ainda, considera os estudos de Harold Bloom (1995), Gérard Genette (2008), Wolfgang Iser (1983) e Josefine Ludmer (2007). Como resultado, compreende-se o limiar como lugar de excelência do narrador e marca indelével da ficção, a qual assim se constitui e se afirma a partir de um dado evento. Tanto nas narrativas quanto nas descrições, entre os capítulos e, ainda, da literatura em relação às demais produções de José Veríssimo, Scenas da Vida Amazônica é uma obra circunscrita por passagens.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) As poéticas orais de Maria nos limiares de Taperaçu-campo(Universidade Federal do Pará, 2017) SILVA JÚNIOR, Fernando Alves da; SILVA, Aline Costa daMaria do Bairro é uma pajé. Figura limiar por excelência e por alguns motivos. Primeiro por não se enquadrar nos padrões heteronormativos, não responder ao binarismo masculino/feminino, algo similar ao que propõe Judith Butler em seu Problemas de gênero (2013). Segundo por ter escolhido um lugar que está no entremeio de duas comunidades, Acarpará e Tamatateua. Terceiro porque para a própria condição de pajé1 estar no entremeio é uma prerrogativa para aquele que consegue ver o que os olhos comuns não enxergam. O que Maria vê compõe suas poéticas orais e nelas as histórias da Matinta e do Lobisomem são narradas, dando-nos saber, com evento e performance, as vivências da encantada de Taperaçu-Campo e suas experiências limiares com a mitopoética amazônica.
