Navegando por Assunto "Linguistic variation"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Crenças e atitudes linguísticas de paraenses e cearenses na Região Nordeste do Pará: um estudo sobre o abaixamento das vogais médias pretônicas(Universidade Federal do Pará, 2020-02-21) FERREIRA, Jany Éric Queirós; FERREIRA, Jany Éric Queirós; http://lattes.cnpq.br/3307472469778577; AGUILERA, Vanderci; http://lattes.cnpq.br/8323910235303866A presente Tese objetivou investigar as crenças e atitudes linguísticas de falantes residentes na Região Nordeste do Estado do Pará (localidades de Santa Maria do Pará, São Miguel do Guamá, Aurora do Pará, Mãe do Rio, Ipixuna do Pará) no que se refere à variação das médias pretônicas, à luz dos princípios teórico-metodológicos da Dialetologia Pluridimensional, da Sociolinguística e o Estudo de Crenças Linguísticas (LAMBERT e LAMBERT, 1972; RADTKE e THUN, 1996; LABOV, 2008; BOTASSINI, 2013; FREITAG e SANTOS, 2016). Justifica-se pela contribuição que trará aos estudos linguísticos da Região Norte, onde há escassez de pesquisas dessa natureza. Espera-se contribuir para a compreensão da variação e mudança linguísticas e, consequentemente, auxiliar no combate ao preconceito linguístico (SILVA e AGUILERA, 2014). Para sua execução, as vogais médias pretônicas foram analisadasa partir da fala de migrantes cearenses e de nativos em cinco pontos de inquéritos, tendo como base da amostra a dimensão diatópica (oito informantes de cada localidade), subdividida em topostática (seis nativos de cada localidade) e topodinâmica (dois migrantes cearenses em cada localidade). A amostra foi estratificada de acordo com as dimensões diassexual (4 do sexo feminino e 4 do sexo masculino) e diageracional (18 a 25 anos e 50 a 65 anos). Os dados foram coletados por entrevistas: as ocorrências da vogais-objeto foram coletadas por meio de leitura, resposta ao questionário e narrativas; os dados de crenças e atitudes foram coletados por meio do questionário quantitativo, com uso da técnica matched guise test, e um questionário qualitativo, bem como do teste de autoavaliação. Todo material coletado foi organizado para transcrição no Praat. Foram constituídos três corpora: um de ocorrências das médias, com controle do abaixamento e não abaixamento; outro das respostas do questionário quantitativo de atitudes e outro para análise qualitativa. Os corpora de dados quantitativos foram codificados em Excel para tratamento estatístico no Goldvarb X. O corpus de dados qualitativos foi categorizado para posterior análises Os resultados apontaram que a realização de [e] e [o] predomina na fala de nativos e migrantes das localidades, seguindo a tendência de outras regiões do Pará (RAZKY, LIMA e OLIVEIRA, 2012; CRUZ, 2012). Para o abaixamento de /e/ e /o/, as vogais abertas, tanto em posição tônica como em posição contígua, e o grau de nasalidade da vogal da sílaba tônica favoreceram o fenômeno, evidenciando a harmonia vocálica como grande impulsionador desse fenômeno. O grau de formalidade não se mostrou significativo à aplicação do abaixamento. Dos fatores sociais, a procedência do informante, um único grupo considerado significante, apresentou favorecimento do fenômeno na fala de migrantes. Sexo e faixa etária não se mostraram significantes probalisticamente, mas em termos percentuais, houve maior ocorrência de abaixamento na fala de mulheres e de jovens. As atitudes subjetivas revelaram que os dialetos cearense, belenense e local gozam de certo prestígio, pois foram avaliados positivamente, com percentuais acima de 70%. Diatopicamente, os resultados divergem apresentando avaliações positivas ora ao dialeto local, ora ao belenense, ora ao cearense. Os migrantes atribuíram mais avaliações positivas aos dialetos que os nativos. Do ponto de vista diassexual, homens preferiram os dialetos locais e cearense, e mulheres, os dialetos locais e belenense. Em relação à diageracional, jovens os dialetos belenenses e local, enquanto adultos preferiam os dialetos local e cearense. A maioria dos informantes não percebeu a diferença entre vogais abertas e fechadas em duas sequências de palavras, entretanto, preferiram e afirmaram falar as sequências de palavras com vogais fechadas. Os dialetos local e belenenses possuem maior estatus social. Os nativos foram mais leais ao seu dialeto do que os migrantes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Riqueza lexical do território quilombola Arapapuzinho: uma proposta de atlas linguístico semântico-lexical(Universidade Federal do Pará, 2025-07-07) COSTA, Nair Miranda da; TOMPOROSKI, Alexandre Assis; http://lattes.cnpq.br/5928237651810241; CARDOSO, Brayna Conceição dos Santos; http://lattes.cnpq.br/2077050308232135; https://orcid.org/0000-0002-9358-5145; SÁ, Talita Rodrigues de; DIAS, Marcelo Pires; http://lattes.cnpq.br/8868927466583477; http://lattes.cnpq.br/2696005070967074; https://orcid.org/0000-0003-3924-7687; https://orcid.org/0000-0002-7129-1322Esta dissertação apresenta o estudo intitulado Riqueza lexical do Território Quilombola Arapapuzinho: uma proposta de Atlas Linguístico semântico-lexical. De maneira específica, o objeto de estudo desta pesquisa está pautado no falar quilombola dos moradores do território Arapapuzinho. A escolha desta temática se justifica por tratar o léxico do território quilombola Arapapuzinho como peça fundamental para valorização dos grupos minoritários da Amazônia, especialmente na região do Baixo Tocantins no Pará, que possui uma rica diversidade cultural. Uma vez que, este projeto é inédito na região do Baixo Tocantins, abordando aspectos sócio históricos e culturais herdados da cultura afro-brasileira, contribuindo para a preservação e reconhecimento da identidade da comunidade de Arapapuzinho. Além disso, este estudo busca contribuir com as pesquisas no âmbito acadêmico sobre a riqueza lexical dessa comunidade. O objetivo geral é registrar o falar do território do quilombola Arapapuzinho de acordo com sua identidade sócio-histórica e cultural, visando a construção de Cartas Linguísticas Semântico lexical como forma de valorizar a riqueza lexical da comunidade quilombola e as suas vivências como forma de documentar o seu patrimônio lexical. O in loco desta pesquisa é o território quilombola Arapapuzinho localizado no Baixo Tocantins no município de Abaetetuba/PA. O quadro teórico constitui-se a partir das contribuições dos estudos de Munanga (1996), Silva (2008), Santos (2023), Barbosa (2015), Latour (2012), Barbosa (2009), para dar base as histórias, memorias e vivencias, que tornam o uilombo Arapapuzinho um espaço de pertencimento simbólico da cultura e identidade Afrobrasileira; Fiorin (2008), Lunardi (2005), para compreendermos os aspectos da linguagem, linguística e interdisciplinariedade; Cardoso (2010), Mollica (2004), nos referenciam sobre a Dialetologia e Sociolinguística na perspectiva desta pesquisa; Thun (1998), Dantas e Carlos (2020), para tratar sobre os princípios pluridimensionais e o fazer geolinguístico que complementam os estudos da Dialetologia e Sociolinguística; Ramos (2010), nos auxiliara a respeito do método cartográfico de análise; Pelegrini e Funari (2008), Ciampa (1987), Rajagapolan (2003), Hall (2006), Labov (1972), para embasarmos a importancia das discursões acerca da diversidade linguística, identidade e variação lexical; Bagno (2014), Biderman (2001), Seabra (2015), Pereira (2017), a respeito do patrimônio lexical do território quilombola Arapapuzinho; Padronov e Freitas (2013), Cardoso e Razky (2015), Alkmin (2001), Ferreira e Cardoso (1994), Thun (2008), para dar base ao contexto metodológico deste estudo, a respeito das teorias, procedimentos e estratégias metodológicas; e Bechara (2011) e Oliveira (2015), para fomentar as análises acerca dos registros das riquezas lexicais, considerando os saberes linguísticos, culturais e identitários dos falantes do território quilombola Arapapuzinho. A metodologia desenvolvida nesta dissertação seguiu os métodos preconizados pela pesquisa de campo de caráter quantitativo, de acordo com Prodanov e Freitas (2013). Desta maneira, o tipo de estudo registra-se na abordagem dos estudos da Dialetologia, sendo então uma pesquisa de caráter quantitativo a qual dispõe das três ciências da linguagem: a linguística, a Dialetologia e a Sociolinguística. Os procedimentos metodológicos da pesquisa combinam as abordagens da Dialetologia e da Sociolinguística utilizando os princípios pluridimensionais para analisar as riquezas lexicais registradas. Na Dialetologia, foi utilizado o método cartográfico para mapear cartograficamente as variantes lexicais, coletadas por meio do Questionário Semântico-Lexical Adaptado (QSL-A) e entrevistas com vinte sujeitos pertencentes ao território quilombola Arapapuzinho. A Sociolinguística, nos dará base para compreender de que maneira esses aspectos sociais, como gênero/sexo (diassexual), faixa etária/geração (diageracional), escolaridade (diastrática) e uma análise aprofundada a partir do Dicionário de Língua Portuguesa e o Vocabulário terminológico cultural Paraense, a partir da coleta de dados, influenciam o uso lexical no território quilombola Arapapuzinho. Quanto aos princípios pluridimensionais são incorporados somente na etapa de cruzamento dos dados, ou seja, quando considerados os fatores de gênero/sexo, faixa etária e escolaridade. Os resultados desta pesquisa, predispõem da construção de viste e seis (26) Cartas Linguísticas Semântico-Lexical do quilombola Arapapuzinho, as quais sintetizam as variações linguísticas sob as perspectivas dialetológica e sociolinguística, destacando o diferencial desta pesquisa pela integração dos aspectos linguísticos, culturais e identitários, revelando como a língua não apenas reflete, mas também constitui as práticas culturais e os processos de construção identitária da comunidade analisada, permitindo compreender a diversidade linguística em sua relação com o espaço, as dinâmicas socioculturais e as expressões identitárias dos falantes, contribuindo para uma análise mais rica e contextualizada da linguagem. Neste sentido, busca-se com a elaboração deste trabalho uma contribuição significativa para o conhecimento da realidade linguística brasileira.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) O uso dos pronomes tu e você das cidades de Santarém(Universidade Federal do Pará, 2010-06) FERREIRA, Ediene PenaEste trabalho é o resultado de uma pesquisa de campo realizada no município de Santarém/PA, com o objetivo de descrever e analisar a alternância tu/você em textos orais de falantes santarenos. Os dados foram coletados através de observações assistemáticas e utilizamos pressupostos teóricos da sociolingüística, mais especificamente, a teoria da variação lingüística. Referendamos nossa pesquisa com dados de alguns trabalhos sobre o tema que contemplam várias cidades brasileiras, demonstrando o uso variado dos referidos pronomes no Brasil. Nossos dados são constituídos por 110 ocorrências de tu, você, e a variante cê, produzidas por 21 informantes. Foram consideradas em nossa análise as variáveis, faixa etária e relação entre os interlocutores, as quais se mostraram relevantes nos resultados. Constatamos que desses pronomes o mais utilizado pelos santarenos é o tu, o qual expressa intimidade e solidariedade entre os falantes. Já o pronome você indica formalidade e polidez.
