Navegando por Assunto "Matching-to-sample"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação de relações de controle durante o ensino de relações arbitrárias e teste de equivalência em crianças com síndrome de Down(Universidade Federal do Pará, 2019-06-19) FARIA, Louise Lourenço Escócio de; ROCHA, Fernando Allan de Farias; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; BRINO, Ana Leda de Faria; http://lattes.cnpq.br/9930065472602966; GALVÃO, Olavo de Faria; DARWICH, Rosângela Araújo; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/7483948147827075; http://lattes.cnpq.br/3739086980803967; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; https://orcid.org/0000-0001-9912-3833; https://orcid.org/0000-0001-7325-9097A escassez de metodologias efetivas para facilitar a aprendizagem de comportamento linguístico de pessoas com transtornos e/ou dificuldade de aprendizagem tem gerado estudos voltados para a criação de procedimentos para estes fins. Um dos métodos desenvolvidos é o Multigestos, que propõe o ensino de sons/fonemas e movimentos articulatórios da boca com o auxílio de gestos. Um procedimento também amplamente utilizado para o ensino de crianças atípicas é o emparelhamento de acordo com o modelo, que visa o estabelecimento de relações arbitrárias entre estímulos. Propôs-se nesta pesquisa a aplicação automatizada do procedimento de emparelhamento de acordo com o modelo para treinar relações arbitrárias entre estímulos do Multigestos (vídeo com o som das letras, articulações faciais e gestos correspondentes) denominado Conjunto A, vogais (Conjunto B) e figuras (Conjunto C), com o objetivo de estabelecer classes de equivalência entre esses estímulos em crianças com Síndrome de Down. Propôs-se ainda a avaliação das relações de controle estabelecidas durante o ensino, especificamente, a escolha por rejeição e/ou seleção, por meio da utilização do procedimento de máscara; por fim, o controle pelas propriedades visual e auditiva dos modelos (Conjunto A) foi avaliado. Dois participantes foram expostos ao ensino individualizado de relações AB e AC, ao teste de desempenhos emergentes BC e CB e testes de controle pelos componentes auditivos e visuais dos modelos do Conjunto A sobre as escolhas dos Conjuntos B e C. Ambos os participantes aprenderam as relações AB e AC diretamente treinadas, apresentando desempenho de 100% de acertos após 26 sessões de treino. Um deles apresentou desempenhos quase perfeitos (próximo a 100% de acertos) nos testes de simetria da transitividade B-C e C-B, controle por rejeição e seleção nas escolhas de linha de base AB e AC, e controle pelos componentes auditivo e visual dos modelos sobre as escolhas na mesma linha de base. O segundo participante, no entanto, não apresentou relações emergentes B-C, C-B, nem controle pelos componentes auditivo e visual dos modelos; este participante não foi exposto à avalição de relações de controle por seleção e rejeição. Os resultados demonstram a eficácia na automatização e utilização do método Multigestos combinado com o procedimento de escolha de acordo com o modelo para o estabelecimento de repertório base da alfabetização, mas indicam a necessidade de aperfeiçoamento do procedimento para um dos participantes. Sugerimos, por exemplo, um treino mais extenso de linha de base após aquisição de critério de 100% de acertos e a exposição ao treino com máscara na linha de base, antes do teste de desempenho emergente.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Testes de simetria e transitividade em macaco-prego(Universidade Federal do Pará, 2016-09-29) LIMA, Raquel Leite Castro de; SILVA, Maria Luísa da; http://lattes.cnpq.br/2101884291102108; BRINO, Ana Leda de Faria; http://lattes.cnpq.br/9930065472602966Uma das formas de investigação do comportamento simbólico e seus pré-requisitos envolve o ensino de relações arbitrárias entre estímulos em um modelo de treino de escolha condicional visando à aplicação de testes de desempenhos emergentes. O objetivo deste estudo foi testar desempenho emergente de simetria e transitividade em um macaco-prego, programando-se antes dos testes, condições de ensino aplicadas em estudos que obtiveram desempenho emergente em não humanos. O sujeito experimental foi um macaco-prego da Escola Experimental de Primatas (NTPC-UFPA), macho adulto, com ampla experiência em tarefas de escolha. Na fase 1 do experimento, foram retreinadas relações arbitrárias A-B, B-A e A-C, estabelecidas em experimento prévio, alternando-se o treino dessas relações em procedimentos de matching-to-sample (MTS) simultâneo e com atraso. Na fase 2, foram treinadas, na mesma sessão, tentativas das mesmas relações arbitrárias A-B, B-A e A-C intercaladas à tentativas das relações de identidade A-A, B-B e C-C, também com alternância de procedimentos. Na fase 3, foi reduzida a probabilidade de reforçamento nesse tipo de sessão, como preparação para as sessões de testes que envolveriam algumas tentativas aplicadas sem reforço programado. Na fase 4, foram testadas as relações C-A, B-C e C-B. Em todas as fases de treino, o critério exigido era de desempenho mínimo de 90% de acertos e, no máximo, um erro por relação treinada. Os desempenhos foram avaliados em termos de porcentagens de acerto no total de tentativas. Na Fase 1, o sujeito apresentou os desempenhos mais precisos no MTS com atraso (mínimo de 75% e máximo de 100% de acertos), provavelmente em função de que sua história experimental prévia envolvia geralmente o treino nessa tarefa; no MTS simultâneo, a variação de desempenho ficou entre 64,44% e 97,78%, sendo o total de sessões para critério maior no MTS simultâneo. Foram aplicadas 23 sessões na Fase 2, com desempenho médio de 89,32% de acertos no MTS com atraso (total de seis sessões) e 87,75% (em 11 sessões) no MTS simultâneo. O sujeito encontrou mais dificuldades nas tentativas de MTS simultâneo, particularmente nas de treino das relações de identidade, em que dois estímulos iguais permaneciam na tela do computador. Essa configuração de tentativa gerou erros que foram sanados por restrições dos locais de apresentação do modelo. Na Fase 3, foram necessárias apenas 7 sessões experimentais para o alcance do critério, sendo o desempenho médio de 91,66% no MTS simultâneo em quatro sessões e 91,10% no MTS com atraso, em três sessões. Na Fase 4, os testes mostraram dados negativos para a emergência das relações C-A. A média de acertos nestas tentativas foi de 23,33%. Foi observada ainda queda no desempenho na linha de base e reações emocionais no sujeito provavelmente em razão da ausência de reforçamento, que foram sanadas com sessões com correção e entrega de duas pelotas para cada acerto. Nos testes das relações B-C, a média de acertos nas tentativas de teste foi de 71%, indicando desempenhos emergentes. Os resultados nos testes das relações C-B foram negativos. O desempenho nessas tentativas de teste teve média de apenas 12% de acertos. O procedimento utilizado foi suficiente para que se verificasse a emergência apenas de relações transitivas (B-C). Consistente com a literatura, não humanos parecem apresentar a emergência de relações transitivas mais prontamente do que de relações simétricas. Estudos futuros envolverão o treino das relações C-A e posterior re-teste da emergência de relações C-B.
