Avaliação de relações de controle durante o ensino de relações arbitrárias e teste de equivalência em crianças com síndrome de Down

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19-06-2019

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FARIA, Louise Lourenço Escócio de. Avaliação de relações de controle durante o ensino de relações arbitrárias e teste de equivalência em crianças com síndrome de Down. Orientador: Ana Leda de Faria Brino. 2019. 59 f. Dissertação (Mestrado em Neurociências e comportamento) - Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento, Universidade Federal do Pará, Belém, 2019. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18800. Acesso em: .

DOI

A escassez de metodologias efetivas para facilitar a aprendizagem de comportamento linguístico de pessoas com transtornos e/ou dificuldade de aprendizagem tem gerado estudos voltados para a criação de procedimentos para estes fins. Um dos métodos desenvolvidos é o Multigestos, que propõe o ensino de sons/fonemas e movimentos articulatórios da boca com o auxílio de gestos. Um procedimento também amplamente utilizado para o ensino de crianças atípicas é o emparelhamento de acordo com o modelo, que visa o estabelecimento de relações arbitrárias entre estímulos. Propôs-se nesta pesquisa a aplicação automatizada do procedimento de emparelhamento de acordo com o modelo para treinar relações arbitrárias entre estímulos do Multigestos (vídeo com o som das letras, articulações faciais e gestos correspondentes) denominado Conjunto A, vogais (Conjunto B) e figuras (Conjunto C), com o objetivo de estabelecer classes de equivalência entre esses estímulos em crianças com Síndrome de Down. Propôs-se ainda a avaliação das relações de controle estabelecidas durante o ensino, especificamente, a escolha por rejeição e/ou seleção, por meio da utilização do procedimento de máscara; por fim, o controle pelas propriedades visual e auditiva dos modelos (Conjunto A) foi avaliado. Dois participantes foram expostos ao ensino individualizado de relações AB e AC, ao teste de desempenhos emergentes BC e CB e testes de controle pelos componentes auditivos e visuais dos modelos do Conjunto A sobre as escolhas dos Conjuntos B e C. Ambos os participantes aprenderam as relações AB e AC diretamente treinadas, apresentando desempenho de 100% de acertos após 26 sessões de treino. Um deles apresentou desempenhos quase perfeitos (próximo a 100% de acertos) nos testes de simetria da transitividade B-C e C-B, controle por rejeição e seleção nas escolhas de linha de base AB e AC, e controle pelos componentes auditivo e visual dos modelos sobre as escolhas na mesma linha de base. O segundo participante, no entanto, não apresentou relações emergentes B-C, C-B, nem controle pelos componentes auditivo e visual dos modelos; este participante não foi exposto à avalição de relações de controle por seleção e rejeição. Os resultados demonstram a eficácia na automatização e utilização do método Multigestos combinado com o procedimento de escolha de acordo com o modelo para o estabelecimento de repertório base da alfabetização, mas indicam a necessidade de aperfeiçoamento do procedimento para um dos participantes. Sugerimos, por exemplo, um treino mais extenso de linha de base após aquisição de critério de 100% de acertos e a exposição ao treino com máscara na linha de base, antes do teste de desempenho emergente.

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Área de concentração

País

Brasil

Instituição(ões)

Universidade Federal do Pará

Sigla(s) da(s) Instituição(ões)

UFPA

Instituto

Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento

Programa

Programa de Pós-Graduação em Neurociências e Comportamento

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https://ppgnc.propesp.ufpa.br/index.php/br/teses-e-dissertacoes/dissertacoes/208-2019