Dissertações em Neurociências e Comportamento (Mestrado) - PPGNC/NTPC

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  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Doença de Parkinson: sintomas de ansiedade, qualidade de vida e estado nutricional
    (Universidade Federal do Pará, 2023-01-30) FERNANDEZ, Raissa Dias; KREJCOVA, Lane Viana; http://lattes.cnpq.br/2604693973864638; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; SOUZA, Givago da Silva; DIAS, Ivanira Amaral; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718; http://lattes.cnpq.br/9277043318765721; https://orcid.org/0000-0002-4525-3971
    Introdução: A Doença de Parkinson (DP) é uma doença neurodegenerativa, apresenta sintomas motores e não motores, que pode impactar o estado nutricional, a qualidade de vida (QV) e os sintomas de ansiedade. Objetivo: Avaliar a correlação entre variáveis antropométricas, QV e os fatores relacionados aos sintomas de ansiedade de pessoas com Doença de Parkinson (DP). Métodos: Trata-se de dois estudos, transversais, descritivos e analíticos, o primeiro realizado por meio da coleta de dados antropométricos e aplicação do Questionário Parkinson’s Disease Questionnaire PDQ-39, o segundo também contém dados de antropometria para a identificação do estado nutricional, porém utiliza a Escala de ansiedade de Parkinson, Versão Brasileira (PAS-BV) para avaliar os sintomas de ansiedade. Os dados foram tabulados e analisados no software SPSS, v.21.0, foi considerado p<0,05 como significância estatística Resultados: O primeiro estudo contou com 33 indivíduos, com idade média de 58,9 ± 11,6 anos, com prevalência entre os homens (69,7 %). Notou-se excesso de peso em 45,4 % dos entrevistados. A percepção de QV foi mais prejudicada nas dimensões de desconforto corporal (75,3 ± 16,6), suporte social (62,7 ± 15,7) e mobilidade (61,0 ± 23,6). Observou-se correlação entre o escore total de QV e a idade que se manteve estatisticamente significativa na regressão linear múltipla (modelo 1, B= 0,347; IC 0,004 - 0,902; p=0,048), independente do sexo (modelo 2, B=0,365; IC 0,016 - 0,937; p=0,043) e do IMC (modelo 3, B=0,363; IC 0,006 - 0,943; p=0,047), sugerindo que, nos participantes deste estudo, esta relação não depende do sexo e do estado nutricional. O segundo estudo contou com 91 participantes, com média de 63,4 ± 10,4 anos, a maioria eram homens, casados, com o ensino médio completo, aposentados, com renda de até 3 salários mínimos, não receberam auxílio emergencial, realizaram isolamento social total na pandemia e 60% apresentavam sintomas de ansiedade. A maioria dos adultos (40,6%) apresentavam estado nutricional eutrófico ou sobrepeso e a maioria dos idosos apresentavam sobrepeso (42,3%). Foi maior o escore de ansiedade em participantes do sexo feminino (p=0,005), sem companheiro (a) (p=0,0034) e sem auxilio emergencial (p=0,001). Houve correlação negativa entre a idade e o escore de ansiedade (r=0,180; p=0,044) e uma correlação positiva entre a prega cutânea triciptal e ansiedade (r=0,183; p=0,041). Observou-se que a correlação entre o sexo feminino e nível de ansiedade se manteve estatisticamente significativa na regressão linear múltipla (modelo 1, B=0290; IC=2137;11,935; p=0,005) independentemente do estado civil (modelo 2, B=0,239;IC=0,518;11,114;p=0,032) e da idade (modelo 3, B=0,230; IC=0,302;10,856; p=0,039) Conclusão: Ressalta-se a importância de investimentos dentro dos serviços públicos em campanhas e grupos de apoio para esse público, com a realização de mapeamento em maior escala destes pacientes, além de ofertar, principalmente, uma equipe multiprofissional para o tratamento da DP, a fim de controlar os sintomas e a QV destes indivíduos. Além disso, é imprescindível diagnosticar desvios nutricionais e nível de ansiedade precocemente em pessoas com DP, em especial do sexo feminino, pois pode prejudicar a situação clínica.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Análise da expressão de citocinas e neurônios maduros em ratos que sofreram status epilepticus induzido por pilocarpina
    (Universidade Federal do Pará, 2023-02-24) SILVA, Bruno Ponciano da; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; LIMA, Silene Maria Araujo de; http://lattes.cnpq.br/8961057812067156; FRANCO, Edna Cristina Santos; PANSANI, Aline Priscila; http://lattes.cnpq.br/5939607544965550; http://lattes.cnpq.br/6385679829734771; https://orcid.org/0000-0003-2909-949X; https://orcid.org/0000-0001-6898-5940
    Este trabalho teve como objetivo examinar a ação de citocinas envolvidas no processo inflamatório e o padrão de perda neuronal em ratos adultos com epilepsia do lobo temporal mesial (ELTM) na região CA2 hipocampal, induzido através da utilização da droga pilocarpina. Foram utilizados 11 ratos adultos da raça Wistar, onde 6 deles receberam tratamento com Pilocarpina e foram sacrificados em 1 e 7 dia pós status epilepticusrespectivamente,5 deles receberam tratamento com solução salina. O modelo experimental de pilocarpina foi bem sucedido em reproduzir os efeitos prejudiciais da ELTM em ratos, causando status epilepticus, danos localizados nos subcampos hipocampais e morte neuronal, utilizando a escala de escala de Racine (1972) para avaliação do comportamento das crises. O anticorpo anti-PCP4 permitiu a localização precisa e análise das características oculares da região CA2 hipocampal. Não foi encontrada uma relação clara entre a citocina anti-inflamatória IL-10 e a proteção neurológica da região CA2, mas a presença da citocina inflamatória IL-1β em CA2 e CA3 no grupo de 1 dia, bem como a diminuição dessa citocina na região CA2 do grupo 7 dias, sugere uma possível migração da inflamação ao longo do tempo, impulsada por fatores neuroprotetores, tais como a rede Perineuronal, receptor EP2 e outras citocinas anti-inflamatórias.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Avaliação do equilíbrio estático e dinâmico em pacientes com covid longa por meio de sensores inerciais em aparelhos de telefonia móvel: um estudo transversal controlado
    (Universidade Federal do Pará, 2023-03-09) CORRÊA, Bruna Danielle Campelo; SILVA, Anselmo de Athayde Costa e; http://lattes.cnpq.br/4794918582092514; https://orcid.org/0000-0001-5265-619X; SOUZA, Givago da Silva; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718; https://orcid.org/0000-0002-4525-3971; DIAS, Ápio Ricardo Nazareth; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/5653114954874400; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; https://orcid.org/0000-0002-9535-5095
    Contemplaremos um artigo acerca de um dos grandes desafios do século XXI: A COVID-19; mais especificamente, uma de suas maiores consequências, a denominada COVID longa, a qual é caracterizada pela persistência de sintomas da infecção primária ou surgimento de novos sintomas. Neste estudo avaliou-se uma importante propriedade que vem sendo muito prejudicada pela COVID longa, qual seja, o equilíbrio postural. A tecnologia utilizada para verificar a qualidade do equilíbrio postural nesse perfil de pacientes foram os sensores inerciais, os quais correspondem a dispositivos que identificam a oscilação do centro de massa do corpo, identificando o quanto o corpo do indivíduo oscila dentro de um eixo de movimento em um determinado intervalo de tempo. Quanto maior a amplitude das oscilações captadas, menor o controle postural do sujeito avaliado. Os sensores utilizados foram o Acelerômetro e o Giroscópio, os quais encontram-se integrados a um aparelho utilizado diariamente por toda a sociedade: o smartphone. Aparelhos de telefonia móvel são de amplo acesso à toda a população e por isso podem ser utilizados pelos profissionais de saúde para o monitoramento desse perfil de pacientes. Nesta pesquisa, mensurou-se a qualidade da estabilidade postural do grupo de estudo fixando-se o smartphone à cintura dos participantes com COVID longa e comparando os com um grupo controle saudável que serviu de parâmetro de normalidade. Observou-se valores de melhor qualidade no grupo controle, corroborando o que alguns autores já documentaram: pacientes com COVID longa podem possuir menor controle postural do que pessoas saudáveis.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Perfil epidemiológico descritivo de pessoas com epilepsia em uma clínica de referência no Estado do Pará
    (Universidade Federal do Pará, 2023-03-15) PASSOS, Igor Tagore Santos dos; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; LIMA, Silene Maria Araujo de; http://lattes.cnpq.br/8961057812067156; CORRÊA, Hellen Vivianni Veloso; ROCHA, Fernando Allan de Farias; http://lattes.cnpq.br/1492707116121325; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050
    epilepsia é classificada de duas formas, segundo sua etiologia e de acordo com a região de início das descargas exacerbadas. A fisiopatologia da epilepsia envolve alterações cerebrais estruturais ou funcionais que desequilibram a atividade elétrica do córtex. A compreensão sobre a causa da epilepsia ainda é bastante discutida, mas há teorias e explicações bem aceitas, como a epilepsia temporal medial que afeta o hipocampo. A epilepsia é uma condição neurológica que afeta cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo e pode ter um grande impacto na qualidade de vida dos pacientes. A epidemiologia é fundamental para entender a prevalência da epilepsia e os fatores de risco associados à sua ocorrência. É de fundamental importância a educação e conscientização pública sobre a epilepsia para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e reduzir o estigma social associado à doença. Nos resultados foi visto que a maioria dos pacientes era do sexo masculino e com idades entre 11 e 20 anos. O tipo mais comum de epilepsia foi a epilepsia focal, e a comorbidade mais comum foram as anormalidades morfológicas. O estudo também encontrou associações significativas entre determinados fatores demográficos e clínicos e o tipo de epilepsia. Os resultados demonstraram que a epilepsia focal foi a mais comum, afetando principalmente homens, e que há uma maior prevalência da doença na faixa etária até 20 anos. As particularidades morfofuncionais do cérebro feminino e masculino parecem conduzir a tipos específicos de epilepsias. A falta de informações nos prontuários tem impacto na qualidade do cuidado e assistência da equipe, bem como impacta nas pesquisas de saúde e pesquisas epidemiológicas. Estudos epidemiológicos revelam um panorama antes desconhecido, o que conduz a um impacto na saúde pública conduzindo a mudança de realidade a quem mais importa, a pessoa acometida pela patologia. O presente estudo teve diversas dificuldades em sua realização, que perpassam desde processos burocráticos, passando por significativas folhas impressas de prontuários e chegando à realidade da carência no preenchimento homogêneo, comprometido e humanizado das avaliações. Por fim, mais estudos são necessários objetivando esclarecer o dado epidemiológico acerca da epilepsia na região norte do país. Sugere-se também um trabalho de padronização dos prontuários.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Proposta de avaliação motora multidimensional em portadores de doença de Parkinson usando smartphones
    (Universidade Federal do Pará, 2023-03-16) MARTINS, Sthephani Nazaré e Silva; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; SOUZA, Givago da Silva; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718; https://orcid.org/0000-0002-4525-3971; LOBATO, Bruno Lopes dos Santos; SILVA, Anselmo de Athayde Costa e; http://lattes.cnpq.br/2374170261870295; http://lattes.cnpq.br/4794918582092514; https://orcid.org/0000-0001-9321-5710; https://orcid.org/0000-0001-5265-619X
    A doença de Parkinson é uma doença de alta prevalência mundial, possuindo em seu espectro sintomas motores e não motores. Os sinais cardinais motores da doença de Parkinson são: tremor, bradicinesia, instabilidade postural e a rigidez do movimento. A identificação correta desses sinais é classicamente clínica e subjetiva. Algumas escalas clínicas e equipamentos podem permitir a avaliação desses sinais. No entanto, a maioria dos equipamentos ainda são restritos a pesquisa clínica e de difícil acesso à maioria das pessoas. A presença de múltiplos sensores nos aparelhos de telefonia móvel (smartphones) abre a possibilidade da avaliação desses sinais e sintomas motores a um número maior de pessoas. O presente trabalho realizou uma avaliação do tremor de mão, do equilíbrio estático e dinâmico e da mobilidade de mão de pacientes com doença de Parkinson para construção de um indicador funcional motor desses pacientes. Para isso, foram utilizados aplicativos para aparelhos de telefonia móvel desenvolvidos na Universidade Federal do Pará. Através desses aplicativos foram obtidas as leituras dos sensores inerciais e da tela sensível ao toque. Foi feita avaliação em 4 etapas: avaliação do tremor da mão em repouso, avaliação do equilíbrio estático, avaliação do equilíbrio dinâmico durante o teste Timed Up and Go e a avaliação do Finger Tapping Test. Foram avaliados 9 pacientes com doença de Parkinson e 8 participantes como controle sem doença de Parkinson. Os resultados de cada teste foram comparados por testes estatísticos para comparação de duas amostras independentes. Em cada avaliação motora foram calculados escores z para converter todos os dados em unidades de desvio padrão e a avaliação de cada teste motor foi usada como uma dimensão em um espaço de visualização dos dados heptadimensional. Os resultados mostraram que em todos os testes motores, o grupo com doença de Parkinson apresentou maiores escores Z que o grupo controle, sendo que no TUG as diferenças foram inferiores que nos demais testes e a maior diferença entre controle e pacientes foi na avaliação do equilíbrio estático. Pelo fato dos smartphones serem equipados com acelerômetros e giroscópios triaxiais onde podem ser utilizados aplicativos que possam avaliar de forma mais assertiva os prejuízos motores, concluímos que os mesmos podem ser usados como ferramenta de avaliação multidimensional em portadores de Doença de Parkinson.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Comportamento Alimentar e Imagem Corporal em pessoas que fizeram cirurgia bariátrica no Brasil
    (Universidade Federal do Pará, 2023-03-20) RODRIGUES, Renata Cristina Bezerra; PARACAMPO, Carla Cristina Paiva; http://lattes.cnpq.br/9018003546303132; SÁ, Naiza Nayla Bandeira de; http://lattes.cnpq.br/1712074978664736; https://orcid.org/0000-0002-1267-1624; GOULART, Paulo Roney Kilpp; LORENÇO-COSTA, Vanessa Vieira; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; http://lattes.cnpq.br/0235984184315218
    A cirurgia bariátrica se mostra eficaz na perda de peso e controle de comorbidades para aqueles com indicação ao procedimento. Adversidades no comportamento alimentar e na imagem corporal podem influenciar nos resultados do pós-operatório. Este estudo objetivou analisar a relação entre o comportamento alimentar e a imagem corporal em pessoas que fizeram cirurgia bariátrica no Brasil. Realizou-se um estudo transversal, quantitativo, com amostra não probabilística por conveniência e coleta de dados, com auxílio do Google Forms®. Foram coletados dados sociodemográficos, dados do pré e pós-operatório, os domínios do comportamento alimentar com o Three Factor Eating Questionnaire, distorção de imagem corporal com o Body Shape Questionnaire e satisfação com a imagem corporal com a Escala de Silhuetas. Dos 398 respondentes, 93,5% foram do sexo feminino e 57,3% tiveram idade entre 40 e 59 anos. O Bypass gástrico em Y de Roux representou 80,2% das cirurgias e houve 18,9% de reganho de peso. Houve algum grau de distorção de imagem corporal em 38,4% e insatisfação de imagem em 87,5%. A restrição cognitiva foi o domínio do comportamento alimentar mais frequente, com 75,9%. Foram encontradas associações entre os domínios restrição cognitiva (p = 0,000) e alimentação emocional (p = 0,000) com a distorção de imagem corporal. Esses resultados mostraram que a distorção de imagem corporal pode interferir nas probabilidades de exibir comportamento alimentar disfuncional. A insatisfação com a imagem corporal apresentou maior frequência, porém não houve associação entre os domínios do comportamento alimentar e a insatisfação com a imagem corporal na amostra. Concluiu-se que a distorção e a insatisfação com a imagem corporal interagem de formas diferentes nos domínios do comportamento alimentar. Entretanto, novas pesquisas são necessárias para confirmar os resultados.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Fatores associados a adesão à contagem de carboidratos e controle glicêmico em adultos com diabetes mellitus tipo 1 no Brasil
    (Universidade Federal do Pará, 2023-03-20) ULIANA , Gabriela Correia; PARACAMPO, Carla Cristina Paiva; http://lattes.cnpq.br/9018003546303132; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; FELICÍO, Karem Miléo; FIGUEIRA, Marcela de Souza; http://lattes.cnpq.br/5289063715182942; http://lattes.cnpq.br/5289063715182942; https://orcid.org/0000-0002-3046-5242
    Introdução: A Contagem de Carboidratos (CC) é uma estratégia para auxiliar o tratamento de pacientes com Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1), sendo reconhecida como um método que proporciona flexibilidade às escolhas alimentares e auxilia no controle glicêmico, entretanto, a falha na adesão a esta estratégia ainda é o principal fator responsável pela redução do desempenho terapêutico com a CC. Objetivo: Analisar os fatores associados a adesão à CC e controle glicêmico em adultos com DM1 no Brasil. Métodos: Tratam-se de dois estudos transversais, descritivos e analíticos, realizados por meio de formulários on-lines, um durante o período de isolamento social e o outro após esse período. O formulário do primeiro estudo coletou dados referentes aos dados sociodemográfico e socioeconômico, aquisição de insumos, hábitos alimentares, CC e distanciamento social. Já o segundo avaliou o conhecimento da CC, dados clínicos e antropométricos, sociodemográfico e socioeconômico, acompanhamento com profissionais de saúde e entendimento dos conceitos da CC. Os formulários foram construídos na plataforma Formulários Google® e divulgados por meio de redes sociais, após a aprovação do projeto no Comitê de Ética e Pesquisa. Para análise estatística, foi utilizado o software Statistical Package for Social Science, versão 24.0. Resultados: O primeiro estudo teve 472 participantes, dos quais 37,71% relataram realizar CC na mesma frequência que antes do distanciamento social. A realização da CC estava associada ao tipo de cidade (p = 0,027), renda familiar (p = 0,000), uso de auxílio financeiro emergencial (p = 0,045), tipo de administração de insulina e monitoramento glicêmico (p < 0,000), e cozinhar mais (p = 0,012). Os participantes que mantiveram ou reduziram o consumo de alimentos ultraprocessados tiveram 0,62 vezes mais chances de aderir ao CC (OR 0,626, IC 95%: 0,419–0,935) e os participantes que cozinharam mais tiveram 1,67 vezes mais chances de aderir ao CC (OR 1,67, 95% CI: 1,146–2,447). No segundo estudo participaram 173 adultos, dos quais 57,2% apresentavam HbA1c aumentada. Houve associação entre possuir HbA1c adequada e ter o tempo de diagnóstico <10 anos (p=0,006), realizar a CC no almoço (p=0,040) e jantar (p=0,018), utilizar aplicativos específicos (p=0,001) e balança de alimentos para fazer a CC (p=0,001), ter aprendido a fazer a CC com o nutricionista (p=0,037) e saber definir corretamente os conceitos de bolus alimentar (p=0,001), bolus correção (p=0,000) e razão insulina/carboidrato (p<0,000). Os participantes que estavam fazendo a CC tinham 3,273 vezes mais chances de ter a HbA1c adequada e participantes com tempo de diagnóstico <10 anos tinham 2,686 vezes mais chances de ter a HbA1c adequada. Conclusão: Os estudos demonstraram que ter melhores condições financeiras e sociodemográficas e utilizar tecnologias mais avançadas para aplicação de insulina e monitorização glicêmica estava associado a maior adesão à prática da CC, bem como a realização da CC por adultos com DM1 auxiliou na adesão a um estilo de vida saudável durante o período de distanciamento social. Além disso, características da estratégia favoreceram valores adequados de HbA1c nesse público.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Relação entre qualidade de vida e fatores de apego adulto em mães de crianças com e sem diabetes tipo 1
    (Universidade Federal do Pará, 2023-03-20) CARNEIRO, Maria de Nazareth de Lima; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; TEIXEIRA, Rachel Coêlho Ripardo; http://lattes.cnpq.br/7663300976857946; https://orcid.org/0000-0003-0515-7560; DUTRA, Natália Bezerra; CARVALHAL, Manuela Maria de Lima; http://lattes.cnpq.br/9477887434121232; http://lattes.cnpq.br/0708921042608519; https://orcid.org/0000-0002-0766-0795; https://orcid.org/0000-0003-1397-0471
    De acordo com a Teoria do Apego, nos primeiros anos de vida a criança/bebê e seu cuidador principal criam um vínculo que representa segurança física e emocional. Ele irá refletir nos relacionamentos durante toda a vida do indivíduo, mesmo em situações gratificantes ou desgastantes como a maternidade. Mães normalmente passam por situações de prazer e estresse, e quando a criança apresenta alguma situação clínica específica como a diabetes mellitus tipo 1, a literatura aponta maiores níveis de estresse materno. Isso pode ter associação com a redução da percepção da qualidade de vida, e com maior ansiedade e evitação de apego adulto. Esse trabalho verificou se há relação entre fatores de apego adulto (ansiedade e evitação) de mães de crianças com diabetes mellitus tipo 1 com a percepção de qualidade de vida dessas mães. Foi realizado um estudo transversal descritivo analítico, com amostra por conveniência de mães adultas de todo o território brasileiro. Foram avaliados dois grupos, o grupo “A” (mães de crianças com diabetes mellitus tipo 1) e o grupo “B” (mães de crianças sem doenças crônicas). A captação das participantes ocorreu por meio da internet em um questionário do Google Forms®. Como instrumentos, foram utilizados: um questionário sociodemográfico; a escala de apego Experience in Close Relationship e o questionário de percepção de qualidade de vida WHOQOL-abreviado. Para a análise estatística, foi utilizado o Statistical Package for the Social Science, versão 24.0, considerando o nível de significância de p<0,05. Foram avaliadas 100 mães adultas brasileiras, e apesar de não ter sido encontrada relação entre os fatores de apego adulto e percepção de qualidade de vida, foi encontrado uma baixa percepção de qualidade de vida com significância estatística em quase todos os domínios avaliados no grupo de mães de crianças com diabetes mellitus tipo 1. Portanto, deve-se considerar a inserção de cuidados na saúde para essa população, a fim de diminuir os impactos causados pela menor percepção de qualidade de vida nessas mães, uma vez que o bem-estar materno tem relação direta com o cuidado de seus filhos.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Análise de algumas variáveis envolvidas no comportamento alimentar
    (Universidade Federal do Pará, 2023-03-22) RODRIGUES, Carla Juliane Martins; OLIVEIRA SALGUEIRO, Marcia Maria Hernandes de Abreu de; http://lattes.cnpq.br/7744715686879616; https://orcid.org/0000-0001-6349-7219; ALBUQUERQUE, Luiz Carlos de; http://lattes.cnpq.br/5261537967195189; PARACAMPO, Carla Cristina Paiva; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/9018003546303132; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569
    Foram analisados relatos de comportamento alimentar ortoréxico e transtornado e inflexibilidade comportamental em participantes vegetarianos e não vegetarianos de diferentes religiões. Os participantes responderam o formulário de caracterização, o questionário sobre comportamentos ortoréxicos – ORTO-15, a Escala de Atitudes Alimentares Transtornadas – EAAT, juntamente com o questionário sobre avaliação do comportamento inflexível, a Escala de Rigidez. Dos 205 participantes, 85,6% apresentaram relatos indicativos de comportamentos ortoréxicos, com prevalência do sexo masculino, 16% apresentaram relatos de atitudes alimentares transtornadas, com prevalência do sexo feminino e vegetarianos tenderam a apresentar escores mais altos que onívoros, houve uma correlação entre comportamento inflexível e atitudes alimentares transtornadas. Adventistas eram mais inclinados a serem vegetarianos que onívoros, participantes sem religião apresentaram menor chance para comportamentos ortoréxicos, atitudes alimentares transtornadas e inflexibilidade comportamental quando comparados com adventistas e católicos. Sugere-se novos estudos que investiguem o comportamento alimentar e suas variáveis de controle para o entendimento ampliado do fenômeno e possíveis intervenções.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Perfil nutricional de crianças com transtorno do espectro autista e relação entre percepção de sintomas de ansiedade e qualidade de vida de seus cuidadores
    (Universidade Federal do Pará, 2023-03-21) SILVA, Rayanne Vieira da; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; BRINO, Ana Leda de Faria; http://lattes.cnpq.br/9930065472602966; MELO E SILVA, Álvaro Júnior; CARVALHAL, Manuela Maria de Lima; http://lattes.cnpq.br/8960291779730857; http://lattes.cnpq.br/0708921042608519; https://orcid.org/0000-0003-1397-0471
    O autismo ou Transtorno do Espectro Autista (TEA) é, por definição, uma síndrome comportamental na qual os indivíduos apresentam comprometimento do desenvolvimento motor e psiconeurológico observado por déficits na aquisição da linguagem e na interação social da criança. A qualidade de vida do cuidador de crianças com TEA sofre grande impacto diante das sobrecargas e estresse familiar, além da ausência de orientações e suporte das instituições, interferindo diretamente na família, na relação entre pais e filhos e no convívio social. Em relação ao estado nutricional, é muito comum as crianças autistas possuírem deficiências, pois a maioria apresenta uma alimentação monótona devido a vários fatores, como seletividade alimentar e a neofobia alimentar. Por isso, estudos sugerem que crianças autistas possuem de duas a três vezes mais chances de serem obesas do que a população neurotípica. O presente estudo teve como objetivo investigar a relação entre percepção de sintomas de ansiedade e qualidade de vida de cuidadores de crianças com Transtorno do Espectro Autista atendidas no Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR), em Belém, e descrever o perfil nutricional destas crianças. O presente trabalho de pesquisa originou dois artigos, apresentados nesta dissertação. O primeiro artigo apresenta uma descrição do perfil nutricional e alterações no comportamento alimentar de 80 crianças portadoras do Transtorno do Espectro Autista assistidas no CIIR Belém, e o segundo verificou a relação da percepção dos sintomas de ansiedade e qualidade de vida dos cuidadores/pais destas mesmas 80 crianças. Os dados indicam que a maior parte das crianças apresenta seletividade alimentar, e indicam altos níveis de ansiedade e baixa percepção de qualidade de vida nos cuidadores das crianças que participaram do estudo. Esses dados sugerem que novas medidas e perspectivas devem ser implantadas pelos serviços de saúde e pelos profissionais que atuam com TEA em instituições públicas e privadas com o objetivo de promover melhores condições de saúde e bem-estar, não somente aos indivíduos com TEA, mas também aos indivíduos que cuidam dessas crianças, como também contribuem como caminho para futuras pesquisas nessa temática.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Relação entre insegurança alimentar, ansiedade e qualidade de vida em mulheres de baixa renda de Belém, Pará.
    (Universidade Federal do Pará, 2023-03-23) PEREIRA, Izabella Syane Oliveira; BRINO, Ana Leda de Faria; http://lattes.cnpq.br/9930065472602966; SÁ, Naiza Nayla Bandeira de; http://lattes.cnpq.br/1712074978664736; https://orcid.org/0000-0002-1267-1624; DUTRA, Natália Bezerra; FRAZÃO, Andréa das Graças Ferreira; http://lattes.cnpq.br/9477887434121232; http://lattes.cnpq.br/5712188054153873; https://orcid.org/0000-0002-0766-0795
    A insegurança alimentar engloba desde a preocupação com a incerteza de dispor regularmente de comida até a vivência de fome, o que pode afetar a saúde física e mental. Este estudo verificou a relação entre a insegurança alimentar, ansiedade e qualidade de vida em mulheres de baixa renda no município de Belém, Pará. A população foi composta por mulheres, com 18 anos ou mais, cadastradas no Cadastro Único do Ministério da Cidadania e assistidas por um dos 12 Centros de Referência da Assistência Social de Belém-PA. Utilizou se um questionário com perguntas sobre fatores sociodemográficos, consumo alimentar e estado nutricional; Escala Brasileira de Insegurança Alimentar, Inventário de Ansiedade Traço-Estado e o questionário World Health Organization Quality of Life - breef. Calculou-se as frequências absolutas e relativas para todas as variáveis do estudo e a seguir estimou-se a frequência de insegurança alimentar segundo todas as variáveis. Após, calculou-se as razões de prevalência brutas e ajustadas, segundo a insegurança alimentar, por regressão log-linear de Poisson, considerando-se IC 95% e p < 0,05. Das 661 mulheres, 95,8% foram classificadas em insegurança alimentar; 65,8% e 59,3% das mulheres com intensidade significativa de ansiedade traço e estado, respectivamente, e 55,1% e 56,4% das mulheres estavam acima do domínio físico e do domínio psicológico, respectivamente, em relação à percepção de qualidade de vida das mulheres entrevistadas. Não foram encontradas associações entre insegurança alimentar, ansiedade e qualidade de vida. Este estudo contribuiu para o conhecimento do perfil dessas mulheres e para a reflexão sobre o combate da insegurança alimentar, de seus determinantes e consequências, no entanto, novos estudos são necessários para verificar a associação entre insegurança alimentar, ansiedade e qualidade de vida em mulheres de baixa renda.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Inserção de Estímulos Abstratos em Categorias Naturais: Favorecendo a Formação de Classes Arbitrárias em Macaco-Prego
    (Universidade Federal do Pará, 2023-03-21) BELTRÃO, Ianka Pacheco; SOUZA, Givago da Silva; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718; https://orcid.org/0000-0002-4525-3971; GALVÃO, Olavo de Faria; http://lattes.cnpq.br/7483948147827075; https://orcid.org/0000-0001-9912-3833; SOARES FILHO, Paulo Sérgio Dillon; COSTA, Marcelo Fernandes da; http://lattes.cnpq.br/8647259688931170; http://lattes.cnpq.br/9014387972577102
    Empiricamente, uma das formas de investigar os aspectos ontogenéticos e filogenéticos do comportamento simbólico é por meio do estudo da formação de classes arbitrárias em animais. Parte do desafio em alcançar esse repertório em animais reside na elaboração de protocolos de ensino isentos de fontes indesejadas de controle de estímulo. Este estudo teve como objetivo observar o processo de categorização em macaco-prego, a partir de uma gradual desnaturalização dos estímulos utilizados, até a completa ausência de similaridade entre as imagens apresentadas e a categoria conceitual em si. Foram utilizados dois macaco-prego com histórico experimental em tarefas de categorização. O procedimento aplicado foi uma tarefa de discriminação simples simultânea dividida em blocos de tentativas com características específicas para cada contexto de ensino. Os sujeitos foram expostos a imagens de categorias naturais paradigmáticas, intermediárias, silhuetas, ícones e uma letra representante de cada categoria. Medidas de correção foram aplicadas a cada necessidade de reajuste apresentada pelos sujeitos. Os resultados encontrados mostram que os sujeitos concluíram as cinco fases em um número relativamente baixo de sessões, se levarmos em consideração a complexidade do desempenho exigido. Na fase das letras, diante da alternância de tentativas naturais e puramente abstratas, só foi observado responder quase isento de erros em uma categoria com um único sujeito. Por mais que não se tenha observado responder emergente nas demais categorias, todos os critérios foram alcançados em um volume relativamente baixo de tentativas.
  • DissertaçãoDesconhecido
    Comportamentos sugestivos para transtornos alimentares em mulheres no período gestacional e fatores associados
    (Universidade Federal do Pará, 2023-03-24) SILVA, Amanda Oliveira da; TEIXEIRA, Rachel Coêlho Ripardo; http://lattes.cnpq.br/7663300976857946; https://orcid.org/0000-0003-0515-7560; SÁ, Naíza Nayla Bandeira de; http://lattes.cnpq.br/1712074978664736; https://orcid.org/0000-0002-1267-1624; FIGUEIRA, Marcela de Souza; ROCHA, Fernando Allan de Farias; http://lattes.cnpq.br/4055241448632899; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; https://orcid.org/0000-0002-3046-5242; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050
    O presente estudo se apoia em referências específicas de que há pouco debate e prática clínica direcionada às mulheres gestantes sobre comportamentos sugestivos a transtornos alimentares. O objetivo deste estudo foi investigar os fatores sociodemográficos e estilo de vida associados aos comportamentos sugestivos para transtornos alimentares em mulheres grávidas. Foi realizado um estudo transversal, analítico e com amostra por conveniência, não probabilística. A pesquisa foi realizada por meio de um formulário on-line no Google Forms. Para investigar os comportamentos sugestivos para transtornos alimentares em mulheres no período gestacional utilizou-se o Sick, Control, One Stone, Fat, Food Questionnaire - SCOFF-BR. A mulher gestante respondeu a pesquisa que foi composta pelos seguintes instrumentos: Questionário de Dados Sociodemográficos, Formulário de Características da Gestação, Antropométricas e Psicológicas, SCOFF-BR, Questionário com perguntas adaptadas de Pinheiro e Aguiar (2017), Escala de análise de Silhuetas de Stunkard et al. (1983), Questionário de Estilo de Vida, segundo o VIGITEL (Brasil, 2019), e Questionário de Estilo de Vida adaptado de Pinheiro e Aguiar (2017). Participaram deste estudo 142 mulheres grávidas brasileiras. Os resultados indicaram que após a análise da razão de prevalência ajustada para todas as variáveis com p valor  0,20, as variáveis que mantiveram associação (p  0,05) à presença de dois ou mais comportamentos sugestivos para TA foram escolaridade (p = 0,014), estado nutricional (p = 0,031), ouvir comentário que engordou mais do que deveria (p = 0,002) e realizar atividade física em excesso (p = 0,05). Profissionais devem fazer o uso de instrumentos adequados para a população estudada, que verifiquem peso e altura, para assim, verificar o estado nutricional, mas também observar os comportamentos compensatórios que possam estar presentes. De certo, esse roteiro se faz necessário, já que há evidências na literatura e que foram demonstradas nesta pesquisa, que as categorias mencionadas anteriormente estão associadas a um transtorno alimentar.
  • DissertaçãoDesconhecido
    Competição e cooperação por recursos entre irmãos e ambiente parental em famílias nucleares
    (Universidade Federal do Pará, 2023-03-24) ELMESCANY, Yan Rafael Batista; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; TEIXEIRA, Rachel Coêlho Ripardo; http://lattes.cnpq.br/7663300976857946; https://orcid.org/0000-0003-0515-7560; DUTRA, Natália Bezerra; JÚNIOR, Mauro Dias Silva; LOPES, Fivia de Araujo; http://lattes.cnpq.br/9477887434121232; http://lattes.cnpq.br/2665950726942083; http://lattes.cnpq.br/2583445528542625; https://orcid.org/0000-0002-0766-0795; https://orcid.org/0000-0001-8544-4468; https://orcid.org/0000-0002-8388-9786
    Competição entre irmãos é fomentada pela disputa de recursos limitados, enquanto a cooperação pode depender da qualidade da coparentalidade e do temperamento dos irmãos mais velhos. Recursos podem ser o compartilhamento de itens pessoais e a disputa pela atenção dos pais, mas também pode haver a assistência na criação dos irmãos mais novos. Nosso objetivo foi avaliar possíveis relações entre variáveis socioeconômicas, de configuração familiar, do ambiente parental e níveis de competição e cooperação por recursos em irmãos durante a infância, a partir da percepção materna. Utilizamos medidas indiretas através de instrumentos aplicados às mães. Participaram 17 mães de dois filhos do sexo masculino (até 12 anos de idade), de dois tipos de configurações familiares selecionadas para esta pesquisa: as Famílias Nucleares e as Famílias Monoparentais Maternas. A pesquisa ocorreu em ambiente virtual (Google Forms), com a aplicação de um questionário de caracterização ambiental do desenvolvimento, o questionário de competição e cooperação por recursos (QCCR) e o inventário de comportamento de irmãos (SIB). Devido a N amostral insuficiente para as famílias monoparentais maternas, analisamos os dados referentes as famílias nucleares. Houve correlação positiva entre as subescalas de companheirismo e empatia e empatia e ensino do SIB, assim como, de empatia do SIB com a subescala de cuidado do QCCR, sugerindo que maiores níveis de comportamentos voltados para o cuidado do irmão mais novo refletem maiores níveis de empatia do irmão mais velho pelo mais novo. Encontramos correlações entre a percepção de comportamentos de envolvimento positivo e percepção de cooperação, sugerindo um cenário no qual seria vantajoso para os irmãos em termos de custo/benefício serem empáticos e cooperativos entre si. Encontramos diferenças significativas entre os grupos de renda em relação aos escores de percepção de competição por atenção, mas não entre os escores de competição por brinquedos e de cuidado. Análises post hoc evidenciaram diferença nos escores de percepção de competição por atenção dos filhos de mães de dois grupos de renda específicos (3 a 6 e 9 a 12 salários mínimos). Destacamos o bom desempenho que o QCCR obteve na mensuração dos níveis de competição e cooperação por recursos entre irmãos e as correlações positivas junto ao SIB numa avaliação mais ampla dos comportamentos entre irmãos. É necessário o desenvolvimento de mais pesquisas que foquem nos aspectos que se relacionam no estudo da relação entre irmãos.
  • DissertaçãoDesconhecido
    A dança como recurso terapêutico complementar em saúde mental na doença de Parkinson
    (Universidade Federal do Pará, 2023-03-24) MACHADO, Inara Priscylla Rodrigues; KREJCOVA, Lane Viana; http://lattes.cnpq.br/2604693973864638; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; ROCHA, Fernando Allan de Farias; LOBATO, Bruno Lopes dos Santos; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; http://lattes.cnpq.br/2374170261870295; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050; https://orcid.org/0000-0001-9321-5710
    A doença de Parkinson (DP) é uma doença neurodegenerativa com sintomas motores e não motores de elevada relevância clínica, sendo a depressão e a apatia as alterações neuropsiquiátricas de maior prevalência. Ambas apresentam grande impacto sobre a qualidade de vida, afetam negativamente o prognóstico e são fatores de risco para o desenvolvimento de quadro demencial associado a DP. A dança é uma atividade atrativa que ativa funções motoras, sensoriais, cognitivas e emocionais, com elevado potencial de estímulo da neuroplasticidade, excelente aderência entre idosos e resultados animadores enquanto terapia adjuvante na DP. O presente estudo buscou investigar a influência da prática da dança sobre os sintomas depressivos e apáticos na DP e a percepção dos participantes sobre tal influência. 18 pessoas com DP foram submetidas a protocolos de avaliação para depressão e apatia antes e após intervenção complementar em dança pelo método Baila Parkinson (6 meses, 2 sessões/semana). Utilizamos a Escala de Depressão Geriátrica (GDS15), Escala de Avaliação de Depressão de Montgomery e Asberg (MADRS), Escala de Apatia (AS) e Questionário Complementar para verificação dos resultados. Observamos diferença significativa nos resultados da AS (p=0,022) após a intervenção, e uma redução percentual no número de casos acima do ponto de corte na GDS-15. Os questionários complementares revelaram uma percepção dos sujeitos consonante com os resultados observados nas escalas. A dança pode ser utilizada como intervenção complementar na DP, com efeitos sobre os sintomas neuropsiquiátricos e estado mental da pessoa acometida. Estudos complementares são necessários para investigar os efeitos a longo prazo bem como os mecanismos da dança como terapia para atenuação de sintomas não motores em pessoas com DP.
  • DissertaçãoDesconhecido
    Pareamento ao modelo por identidade com 12 estímulos visuais em um macaco-prego (Sapajus spp.)
    (Universidade Federal do Pará, 2023-03-17) BORGES, Kaimon Palheta; GOMES, Bruno Duarte; http://lattes.cnpq.br/4932238030330851; GALVÃO, Olavo de Faria; http://lattes.cnpq.br/7483948147827075; https://orcid.org/0000-0001-9912-3833; BRINO, Ana Leda de Faria; SOARES FILHO, Paulo Sergio Dillon; http://lattes.cnpq.br/9930065472602966; http://lattes.cnpq.br/8647259688931170
    O objetivo deste trabalho consistiu em desenvolver um procedimento de ensino para tarefa de pareamento ao modelo por identidade com atraso zero, com 12 estímulos visuais abstratos (grupos de três caracteres alfanuméricos) em um macaco-prego macho, adulto (Sapajus spp.). Os estímulos foram 12 grupos de três letras cada. O procedimento teve quatro fases: 1) treino de pareamento ao modelo não condicional; 2) treino de pareamento condicional ao modelo; 3) treino de pareamento condicional ao modelo com seis comparações; 4) treino de pareamento condicional ao modelo com alternação a cada acerto com aumento gradual do número de comparações por tentativa, de 3 para 6 e para 12 comparações. O sujeito avançava nos blocos de tentativas e nas fases, conforme atingia o critério de número de acertos consecutivos. O estímulo que havia sido S+ em um bloco de tentativas anterior era substituído no bloco seguinte e retornava depois que o desempenho com o novo S+ alcançava o critério. Na fase 4, com os 12 estímulos modelo e com 12 escolhas em todas as tentativas, o sujeito atingiu o critério de desempenho de pareamento ao modelo por identidade. Diante da dificuldade de documentar a emergência de relações condicionais, indiretamente treinadas, as quais comprovariam a formação de classes de estímulos em animais e supondo-se que a dificuldade está na incoerência entre a topografia de controle de estímulos planejada e a desenvolvida pelos sujeitos, este trabalho configura-se em uma etapa da união de discriminações condicionais categoriais a estímulos abstratos que compartilhem com os demais membros da categoria apenas a função.
  • DissertaçãoDesconhecido
    Fatores associados a diferentes padrões de comportamento alimentar e atitudes alimentares transtornadas em candidatos a cirurgia bariátrica atendidos em um hospital público de referência no Pará, Brasil
    (Universidade Federal do Pará, 2023-03-24) KIKUCHI, Jeane Lorena Dias; PARACAMPO, Carla Cristina Paiva; http://lattes.cnpq.br/9018003546303132; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; ARAUJO, Marilia de Souza; LOURENÇO COSTA, Vanessa Vieira; http://lattes.cnpq.br/9371703949781020; http://lattes.cnpq.br/0235984184315218
    Introdução: Pacientes em pré-operatório de cirurgia bariátrica podem apresentar comportamentos alimentares inadequados como comer emocional, compulsão alimentar, beliscar/mordiscar e/ou grazing que podem prejudicar os resultados do tratamento. A avaliação de padrões de comportamento alimentar tem sido, muitas vezes, negligenciada em programas tradicionais para o tratamento da obesidade, que focam na diminuição ponderal sem considerar questões psicológicas que envolvem o comportamento alimentar, podendo aumentar a vulnerabilidade aos transtornos alimentares. Objetivo: Analisar o comportamento alimentar, padrões associados ao comportamento de grazing e à susceptibilidade para atitudes alimentares transtornadas em candidatos à cirurgia bariátrica atendidos em um hospital público de referência na assistência à pessoa com obesidade grave no Pará, Brasil. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, descritivo e analítico, realizado com candidatos à cirurgia bariátrica de ambos os sexos, acompanhados no ambulatório de endocrinologia de um hospital público na Amazônia. Foram coletados dados referentes ao comportamento de grazing e seus subtipos compulsivo e não compulsivo, por meio do Questionário de Alimentação Repetitiva REP(EAT)-Q, além de informações sociodemográficas obtidas por meio de autorrelato e a descrição do uso de medicamentos obtida no prontuário. Foi avaliada a presença de Atitudes alimentares disfuncionais utilizando a Escala de Atitudes Alimentares Transtornadas (EAAT), que avalia crenças, sentimentos, pensamentos e comportamentos relacionados à alimentação. Para investigar padrões de comportamento alimentar foi usado o Questionário de Três Fatores Alimentares (TFEQ-R21), que avalia as três dimensões do comportamento alimentar: Comer Emocional, Restrição Cognitiva e Descontrole Alimentar. Foi calculado o Índice de massa corporal (IMC) por meio da aferição do peso e da altura. Esta pesquisa foi aprovada pelo projeto no Comitê de Ética em Pesquisa. Para análise estatística, foi utilizado o software SPSS, versão 24.0. Resultados: Esta dissertação teve seus resultados apresentados no formato de dois artigos. Ambos os estudos foram realizados com 205 participantes com média de idade de 37,5 ± 8,6 anos, sendo na maioria (93,7%) mulheres. No primeiro estudo, a maioria dos participantes (59,5%) não utilizava medicamentos para emagrecer. Cerca de 66,3% apresentavam grazing compulsivo e 56,6% tinham grazing não compulsivo. O domínio com maior pontuação foi o de comer emocional, com 73,5±31,5 (p<0,001). Indivíduos que utilizavam medicamentos para emagrecer apresentaram maior escore no domínio de restrição cognitiva (p=0,017) e menor pontuação para grazing compulsivo (p=0,021) e grazing não compulsivo (p=0,034). Na regressão linear múltipla, foi observada correlação entre o comportamento de grazing compulsivo e o comer emocional (β =0,193; IC= 0,002; 0,013; p=0,009) e o descontrole alimentar (β = 0,429; IC=0,018; 0,035; p=0,000), e entre o comportamento de grazing não compulsivo e o comer emocional (β = 0,303; IC=0,006; 0,20; p=0,000) e o descontrole alimentar (β = 0,363; IC= 0,014; 0,34; p=0,000), ambas independente do gênero e do uso de medicamentos. No segundo estudo, cerca de 82,4% dos participantes apresentavam atitudes alimentares transtornadas (p<0,001). O sexo feminino apresentou maior escore no domínio de descontrole alimentar (p=0,026). Na regressão linear múltipla, observou-se que o comer emocional era um preditor de atitudes alimentares transtornadas, independente do gênero (β = 0,273; IC=0,002; 0,010; p=0,002). Conclusão: Candidatos à cirurgia bariátrica podem ser um público com grande suscetibilidade a desordens do comportamento alimentar. Torna-se essencial identificar de forma precoce comportamentos disfuncionais como forma de prevenção de complicações em decorrência de padrões de comportamento alimentar desordenado que foram mantidos ou mesmo recuperados após a cirurgia.
  • DissertaçãoDesconhecido
    Alterações eletrocorticográficas, eletrocardiográficas e de cálcio sérico causadas por dose suprafisiológica de vitamina A
    (Universidade Federal do Pará, 2023-08-11) HARTCOPFF, Priscille Fidelis Pacheco; GOMES, Daniela; http://lattes.cnpq.br/4551433915150299; MELLO, Vanessa Joia de; http://lattes.cnpq.br/9437589201689717; HAMOY, Moisés; LIMA, Silene Maria Araujo de; http://lattes.cnpq.br/4523340329253911; http://lattes.cnpq.br/8961057812067156; https://orcid.org/0000-0002-2931-4324
    A vitamina A e seus derivados são amplamente utilizados terapeuticamente, principalmente para pele e cabelos, devido à sua atividade antioxidante que protege as células contra os danos causados pelo excesso de radicais livres. A vitamina A atua em receptores nucleares e, como resultado, aumenta a expressão gênica. Altas doses de vitamina A e seus derivados podem levar a alterações nas funções dos órgãos, como atividade osteoclástica e aumento dos níveis séricos de cálcio, que podem precipitar osteopenia e osteoporose. Pouco se sabe sobre sua atividade no sistema nervoso central; no entanto, há relatos de alterações comportamentais e possibilidade de exacerbação de sintomas depressivos com aumento do risco de suicídio. Foram utilizados 45 ratos Wistar machos para este estudo, aos quais foram implantados eletrodos de prata no córtex motor (coordenada estereotáxica de -0,96 do bregma). Para os exames de ECG foi utilizada a derivação D2 e, posteriormente, foram coletadas amostras de sangue dos animais para dosagem do cálcio sérico. Os ratos foram tratados com 50.000 UI/kg i.p. a cada 24 horas por 3, 7 e 14 dias. Cada grupo teve sua atividade eletrocorticográfica (ECoG), atividade eletrocardiográfica (ECG) e níveis séricos de cálcio avaliados. Demonstrou-se que houve aumento gradativo do cálcio sérico, mas manteve-se dentro da normalidade para a espécie. O ECoG revelou aumento da atividade nas bandas de oscilação cerebral de baixa frequência (delta, teta e alfa). A atividade cardíaca estava próxima do normal com ritmo sinusal e diminuição dos intervalos RR e QT.
  • DissertaçãoDesconhecido
    Comportamentos de cuidado e sobrecarga de cuidadores de crianças e adolescentes com Diabetes Mellitus tipo 1
    (Universidade Federal do Pará, 2023-06-30) MENDES, Danielle Castelo de Carvalho; PARACAMPO, Carla Cristina Paiva; http://lattes.cnpq.br/9018003546303132; ROCHA, Fernando Allan de Farias; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050; GOMES, Daniela Lopes; TEIXEIRA, Rachel Coêlho Ripardo; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; http://lattes.cnpq.br/7663300976857946; https://orcid.org/0000-0003-0515-7560
    O Diabetes Mellitus do tipo 1 (DM1) é um distúrbio metabólico comumente diagnosticado em crianças e adolescentes, representando de 5 a 10% dos casos diagnosticados de DM. Seu tratamento envolve o monitoramento da glicemia, aplicação da insulina, um padrão alimentar específico, além da prática de atividades físicas. É um recurso terapêutico custoso e que para ser bem-sucedido, necessita de modificações comportamentais e adesão do paciente e de sua rede de apoio. Um suporte social adequado implica em ganhos tanto no tratamento quanto no amparo emocional. Assim, o objetivo desta pesquisa foi descrever os comportamentos de cuidado e a percepção de sobrecarga do cuidador no tratamento de crianças e adolescentes com DM1. Trata-se de um estudo transversal, com a coleta realizada no período de janeiro a março de 2023. Participaram da pesquisa 71 adultos, de ambos os sexos, cuidadores de crianças e adolescentes, entre 5 e 17 anos, diagnosticados com DM1 há pelo menos 1 ano e que realizavam tratamento prescrito por equipe de saúde. A coleta de dados foi no formato online, por meio de e-mail e convites nas redes sociais (WhatsApp®, Instagram® e Facebook®). Os instrumentos de pesquisa utilizados foram um questionário sociodemográfico e de percepções sobre DM1, subdividido em nove dimensões e a Escala de Avaliação de Sobrecarga, Zarit Burden Interview (ZBI). Os dados foram avaliados com o auxílio do software R Core Team e a análise estatística por meio do teste qui quadrado e da técnica de regressão logística ordinal. Os resultados mostraram que a maioria dos cuidadores são mulheres, casadas ou com união estável, com ensino superior completo, renda familiar mensal entre 1 e 3 salários-mínimos, com carga horária de trabalho de 31 a 40 horas semanais. Quanto aos comportamentos de cuidado mais usuais dos participantes, sobressaíram àqueles relacionados ao tratamento do paciente como o controle glicêmico, apoio na aplicação ou uso de medicação e acompanhamento nas consultas médicas. Foram observadas correlações estatísticas entre as variáveis estado civil, horas trabalhadas, relação com o paciente e se eles têm filhos e os resultados da sobrecarga percebida dos cuidadores. A regressão apontou que o perfil dos participantes que são solteiros(as), trabalham mais de 31 horas semanais, recebem de um a três salários mínimos, possuem um relacionamento razoável com o paciente e tem filhos, apresentou níveis de sobrecarga mais elevados, de leve a moderada (56,34%) e de moderada a severa (25,35%). Conclui-se que além do perfil socioeconômico do cuidador influenciar a sua sobrecarga percebida, a relação com o paciente e o acúmulo de atividades voltadas para a saúde dele contribuíram para que os níveis de sobrecarga fossem mais elevados.
  • DissertaçãoDesconhecido
    Respostas assertivas e autorregras de mulheres entre 31 e 49 anos em relacionamentos afetivos amorosos
    (Universidade Federal do Pará, 2023-09-18) SILVA, Thainara Daiane Mafra da; CORRÊA, Hellen Vivianni Veloso; http://lattes.cnpq.br/1492707116121325; PARACAMPO, Carla Cristina Paiva; http://lattes.cnpq.br/9018003546303132; GOULART, Paulo Roney Kilpp; PEREIRA, Fabiane da Silva; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; http://lattes.cnpq.br/4766850447381074
    O presente estudo objetivou: a) identificar em quais situações mulheres heterossexuais, com idade entre 31 a 49 anos, apresentam dificuldade de emitir os comportamentos de fazer pedidos, recusar pedidos, lidar com críticas, expressar descontentamento e pedir mudança de comportamento a seus parceiros amorosos; b) identificar autorregras associadas a essas dificuldades c) descrever a frequência com que as mulheres apresentam autorrelatos indicativos de assertividade e, d) testar se há associação estatisticamente significativa entre a assertividade e variáveis sociodemográficas. Para isso, 135 mulheres que estavam em um relacionamento heterossexual com tempo de duração maior que dois anos, com nível superior completo ou incompleto e que residiam na região metropolitana Belém-PA, responderam a um Questionário Sociodemográfico, um Questionário de Assertividade em Relacionamentos Afetivos Amorosos e um Inventário de Habilidades Assertivas (IHS). Os resultados mostraram que a maioria das mulheres apresentaram um escore bom ou mediano de habilidades assertivas e que a variável trabalho (se a mulher trabalha ou não), a área de atuação profissional e a renda pessoal tiveram associação significativa com a assertividade. Além disso, observou-se que as dificuldades que envolviam lidar com críticas do parceiro apresentaram os maiores índices de ocorrência, e situações que envolviam recusar pedidos, ocorreram em menor frequência ainda que, de forma geral, todos os comportamentos alvos do estudo tenham apresentado uma frequência significativa de situações dificultadoras para sua emissão. Observou-se também que a dificuldade de emitir os comportamentos assertivos investigados ocorreram frequentemente relacionadas a situações financeiras e tarefas domésticas. E o motivo mais apontado para a não emissão dos comportamentos assertivos foi a esquiva de conflitos, indicando que há contingências aversivas envolvidas. Os resultados têm implicações de caráter inovador na área de habilidades sociais e comportamento assertivo de mulheres.