Dissertações em Neurociências e Comportamento (Mestrado) - PPGNC/NTPC

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  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Teste de equivalência e exame eletrofisiológico em pessoas acometidas por acidente vascular cerebral com e sem comprometimento cognitivo
    (Universidade Federal do Pará, 2017-01-27) PARANHOS, Alna Carolina Mendes; SOUZA, Givago da Silva; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718; https://orcid.org/0000-0002-4525-3971; PARACAMPO, Carla Cristina Paiva; http://lattes.cnpq.br/9018003546303132; GALVÃO, Olavo de Faria; OLIVEIRA, Ana Irene Alves de; BRINO, Ana Leda de Faria; http://lattes.cnpq.br/7483948147827075; http://lattes.cnpq.br/8839751954613395; http://lattes.cnpq.br/9930065472602966; https://orcid.org/0000-0001-9912-3833
    O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é um distúrbio neurológico causado por uma anormalidade na circulação cerebral. Cerca de 30% das vítimas apresentarão comprometimento cognitivo três meses após a lesão e 10% algum tipo de demência. Na área da Neurociência e Comportamento, estudos têm sugerido que a onda N400 é ativada tanto em tarefas de escolha semântica quanto em teste de equivalência. O presente estudo objetivou (1) estudar o aprendizado de relações condicionais e formação de classes de equivalência em pessoas acometidas por AVC, com e sem comprometimento cognitivo (2) verificar a ocorrência e qualidade da onda N400 em diferentes condições de estimulação, envolvendo pares de estímulos relacionados e não relacionados, antes e depois do treino de relações condicionais. Para tanto, 18 participantes (nove em cada estudo) foram divididos em três grupos – Grupo Controle (GC), composto por adultos saudáveis; e dois Grupos Experimentais, sendo um com pacientes de AVC sem comprometimento cognitivo (GE1) e outro com comprometimento cognitivo (GE2). No Estudo 1, todos os participantes foram expostos a uma estrutura de treino de relações condicionais arbitrárias do tipo AB, AC e AD, e posterior teste de equivalência. O Estudo 2, era idêntico ao Estudo 1 no que se refere ao protocolo de ensino de relações condicionais utilizado, a diferença constou na realização de registros eletrofisiológicos em todos os participantes, antes e depois do treino das relações condicionais,. Os resultados do Estudo 1 e 2 sugerem que o protocolo de ensino utilizado foi eficaz no estabelecimento de relações condicionais arbitrárias e formação de classes de equivalência para os participantes dos Grupos GC e GE1, e não eficaz para os participantes do GE2. No Estudo 2, os Participantes P21, P22 e P24 apresentaram a ocorrência da onda N400 nas quatro condições de estimulação; P26 em três condições de estimulação; P27 e P29 em nenhuma condição de estimulação. Os resultados sugerem uma relação direta entre o grau aprendizado das relações condicionais e formação de classes de equivalência com a ocorrência e qualidade da onda N400. O presente estudo estende as análises desta correlação ao conduzir os experimentos com uma população de AVC, com e sem comprometimento cognitivo, tendo grande aplicabilidade no contexto da avaliação e reabilitação cognitiva.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Efeitos do uso de histórias infantis sobre o reconhecimento de expressões faciais de emoções em crianças com autismo
    (Universidade Federal do Pará, 2017-01-26) LIMA, Anne Abreu de; PARACAMPO, Carla Cristina Paiva; http://lattes.cnpq.br/9018003546303132; GALVÃO, Olavo de Faria; LOBATO, Andréa Fonseca Farias; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/7483948147827075; http://lattes.cnpq.br/7074169433113207; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; https://orcid.org/0000-0001-9912-3833
    Entre os déficits em comunicação e interação social frequentemente observados em indivíduos com autismo, destaca-se a dificuldade no reconhecimento de expressões faciais de emoções. Sendo esta uma das habilidades mais importantes para interações sociais eficazes, estudos têm buscado desenvolver procedimentos de ensino desta competência. Este trabalho objetivou avaliar a eficácia do uso de histórias infantis, no treino de reconhecimento de expressões faciais de emoções em crianças com autismo. Participaram do estudo seis crianças com diagnóstico de autismo, no nível leve a moderado com faixa etária entre 6 a 7 anos. O procedimento consistiu de cinco fases: Pré - Teste, Treino, Pós - Teste, Teste de Generalização e Follow-Up. Foram utilizados no pré e no pós - teste 40 estímulos compostos de desenhos e fotografias de rostos (de diferentes faixas etárias e raças) com quatro diferentes expressões faciais – alegria, tristeza, raiva e medo. O Pré - Teste e o Pós – Teste eram compostos por 10 tentativas. Em cada tentativa eram apresentadas quatro diferentes estímulos com as quatro expressões e era requerido que o participante apontasse a figura com a expressão solicitada. No Treino foram utilizadas 20 histórias, sendo cinco sobre cada uma das expressões. As histórias eram apresentadas e, após, era solicitado ao participante apontar a figura correspondente a expressão destacada na história. O Teste de Generalização foi constituído da apresentação em vídeo de quatro histórias (uma de cada expressão facial). Após assistir o vídeo era solicitado ao participante apontar à figura correspondente a expressão destacada no vídeo. O Follow-up consistiu na reapresentação do Teste de Generalização, quatro semanas após a aplicação do primeiro teste. O critério de mudança do Pré-Teste para o Treino era 70% de erros e do Treino para o Pós – Teste e deste para o Teste de Generalização era 90% de acertos. Os resultados mostraram que todos os participantes não identificavam expressões faciais de emoções no Pré - Teste, mas passaram a reconhecê-las após o Treino e apresentaram desempenho generalizado de reconhecimento de emoções no Teste de Generalização. Já no Follow – up apenas os participantes P1, P2, P3, e P6 mantiveram o desempenho do Teste de Generalização. Estes resultados indicam que a utilização de histórias infantis é um recurso lúdico – didático eficaz para ensinar o reconhecimento de expressões faciais de emoções à crianças com autismo.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Investigação eletrofisiológica e comportamental da função visual em camundongos suíços com hipotireoidismo congênito induzido por metimazol
    (Universidade Federal do Pará, 2017-02-02) SILVA, Antonio Carlos Bastos da Silva; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; ROCHA, Fernando Allan de Farias; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050; GOMES, Bruno Duarte; ALVES, Erik Artur Cortinha; http://lattes.cnpq.br/4932238030330851; http://lattes.cnpq.br/9125390243566397; https://orcid.org/0000-0001-8824-8075
    O hipotiroidismo é uma das doenças hormonais de maior ocorrência mundial, com causas relacionadas à alterações morfológicas da tireoide ou à problemas na expressão gênica dos receptores dos hormônios tireoideanos. Esta doença caracteriza-se pela diminuição dos níveis dos hormônios produzidos na tireoide: o Triidotironina (T3) e o Tiroxina (T4), presente no plasma sanguíneo. Estes hormônios tireoidianos apresentam importantes funções para o crescimento e a maturação de diversos órgãos e tecidos, exibindo ação observada no período embrionário e pós-natal, onde alguns órgãos e tecidos ainda se apresentam imaturos após o nascimento. Em se tratando de sistema nervoso, os hormônios são importantes para o desenvolvimento em diversas regiões deste sistema, dentre elas, as regiões que compõem o sistema visual. Atualmente, técnicas modernas de indução do hipotiroidismo, através do uso de drogas que inibem a ação da glândula tireoide têm sido aplicadas em diversos trabalhos que investigam os efeitos da doença. Nosso estudo investigou alterações visuais em camundongos suíços albinos com hipotiroidismo congênito, ocasionado pelo metimazol (MMI), através de técnicas de eletrofisiologia e avaliação do comportamento visual. Para isso, foram utilizados 12 animais, distribuídos entre o grupo experimental HC-MMI (Hipotiroidismo Congênito por Metimazol) com seis indivíduos nascidos de uma fêmea tratada com MMI durante a gestação, e o grupo controle, com os outros seis animais gerados por uma fêmea que não recebeu a droga. Os animais com 60 dias de vida foram submetidos ao testes de eletrorretinograma (ERG), para avaliar o desempenho funcional da retina, e a psicofísica visual utilizando um software adaptado a partir do Cambridge Colour Test, permitindo aplicá-lo em animais não humanos, com o propósito de observar o desempenho dos animais diante de estímulos cromáticos. Assim, como resultados, encontramos diferenças nas análises do ERG, onde observamos alterações estatisticamente consideráveis na amplitude da onda b, sendo menor em animais com hipotireoidismo congênito (51,082 ±24,848) em relação aos animais do grupo controle (99,592 ±26,520). Já a latência da onda b não apresentou dados com diferenças significativas, porém, nos animais do grupo experimental os valores foram maiores (37,881 ±7,419) em relação ao controle (31,506 ±11,386). Em se tratando de onda-a, a amplitude deste componente do ERG foi maior em animais com hipotiroidismo congênito, em comparação aos controle, também com significância estatística. Já o tempo implícito para a formação da onda-a não apresentou difereças significantes. Dessa forma, concluímos que a redução dos níveis dos hormônios da tireoide estão diretamente ligados a alterações funcionais na retina dos animais nascisdos de fêmeas que receberam o metimazol durante a gestação,
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Caracterização da orientação espacial em pacientes idosos com doenças neurodegenerativas em ambientes previamente conhecidos
    (Universidade Federal do Pará, 2017-01-17) COSTA, Bruno Leonardo Simões da; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; HENRIQUES, Alda Loureiro; http://lattes.cnpq.br/6031840881584358; DIAS, George Alberto da Silva; GALVÃO, Olavo de Faria; SILVA, Maria Luisa; http://lattes.cnpq.br/0697041220267712; http://lattes.cnpq.br/7483948147827075; http://lattes.cnpq.br/2668069877000911; https://orcid.org/0000-0002-9807-6518; https://orcid.org/0000-0001-9912-3833
    O envelhecimento populacional é hoje um fenômeno que atinge todas as regiões do planeta, determinando demandas específicas, já que este fenômeno vem acompanhado por déficits metabólicos, vasculares, neurológicos, osteomioarticulares e outros que podem debilitar a autonomia da pessoa idosa. Um dos fatores que podem vir a reduzir a autonomia do idoso, consiste na perturbação da orientação espacial, já que esta relaciona-se, nos humanos, com a capacidade de elaborar rotas familiares, nomear pontos de referência em ambientes previamente conhecidos, aprender novas rotas e interagir com o ambiente utilizando auto informações a fim de se localizar e se deslocar. Os déficits na orientação espacial, apresentam íntima relação com as doenças neurodegenerativas (DNs), que se caracterizam por serem patologias que geram destruição de neurônios de forma progressiva, dentre as principais DNs, destacam-se a Doença de Parkinson (DP) que afeta de 1% a 2% da população mundial, e caracteriza-se por ser um distúrbio progressivo do sistema nervoso central (SNC), em decorrência da degradação dos neurônios dopaminérgicos, especificamente da parte compacta da substância negra. Outra patologia muito incidente é a doença de Alzheimer (DA), entidade patológica que apresenta várias manifestações clínicas, porém nenhuma de caráter patognomônico e que apresenta a perda da memória recente como sendo uma das primeiras características da doença. Nesta perspectiva é de suma importância comparar idosos com e sem DN com relação à orientação espacial, pois só se conhece relatos científicos que mostram que pessoas com DN se orientam mal, mas observar como o fator idade pode interferir nesta característica pode fornecer informações para posteriores intervenções. Assim, esta pesquisa tem como objetivo geral, caracterizar a orientação espacial de idosos que apresentam diagnóstico de desordens neurodegenerativas e idosos que não apresentam nenhum tipo de alteração do SNC. Método: Esta pesquisa foi realizada no ambulatório de Fisioterapia do Centro de Atenção à Saúde do Idoso – Casa do Idoso – com a participação de 53 indivíduos com idade superior a sessenta anos, sendo 21 que apresentam diagnóstico clínico de DN, e 22, na mesma faixa etária, sem diagnóstico de DN e 10 com idade entre 30 e 40 anos. Resultados: observou-se resultados muito semelhantes entre os grupos de idosos (experimental e controle) durante a realização dos cinco testes de orientação espacial, obtendo-se melhores resultados nos testes que exigiam mais o padrão de orientação alôcentrica e piores resultados nos testes que exigiam mais o padrão egocêntrico. Quando comparado com os participantes mais jovens, observou-se, resultados bem díspares, no tocante a número de acertos e erros nos testes em que o padrão egocêntrico foi mais exigido e com relação ao tempo de execução dos testes. Conclusão: Nesta pesquisa foi observado que os idosos, de maneira geral, apresentam um grau moderado de dificuldade de orientação espacial, principalmente quando o padrão de orientação egocêntrico é o mais exigido e que a idade pode ser o principal desencadeador de déficits de orientação espacial.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Aplicação de um programa de ensino informatizado para o estabelecimento de habilidades de leitura e escrita básica em indivíduos com dificuldades de aprendizagem
    (Universidade Federal do Pará, 2017-03-02) SANTOS, Carla Favacho dos; BOTELHO, Eliã Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/6276864906384922; https://orcid.org/0000-0002-9682-6530; GALVÃO, Olavo de Faria; http://lattes.cnpq.br/7483948147827075; https://orcid.org/0000-0001-9912-3833; PAIXÃO, Glenda Miranda da; LIMA, Silene Maria Araujo de; http://lattes.cnpq.br/4907341979044292; http://lattes.cnpq.br/8961057812067156
    Crianças que possuem algum tipo de síndrome ou transtorno do neurodesenvolvimento têm o aprendizado dificultado, principalmente de repertórios acadêmicos, pois exigem foco da atenção e raciocínio abstrato, mas elas apresentam a capacidade de aprender, desde que fornecidas condições especiais e metodologias diferenciadas, com profissionais capacitados e ambientes adaptados para facilitar o seu aprendizado. Leitura e escrita são habilidades básicas para acesso à linguagem escrita e à aprendizagem de novos conhecimentos, que podem ser facilitadas por um programa de ensino informatizado, baseado no paradigma da equivalência de estímulos e na aprendizagem sem erros para ensinar esses repertórios a alunos com dificuldades de aprendizagem no ensino regular. Este estudo teve como objetivo geral comparar o ensino e a aquisição do repertório de leitura e escrita entre estudantes com dificuldades de aprendizagem de uma escola pública regular, da região metropolitana de Belém, com e sem histórico de fracasso escolar. O objetivo específico foi estabelecer repertório de leitura e escrita básica em sete indivíduos com dificuldades de aprendizagem, sendo quatro deles já expostos ao fracasso escolar no processo de alfabetização pelos métodos escolares tradicionais há pelo menos um ano, e os outros três recém inseridos no processo de alfabetização. Os resultados evidenciaram diferenças entre os alunos: os participantes com histórico de fracasso escolar avançaram mais e com menos erros nas tarefas do software de leitura. Concluiu-se que o período na escola, que resultou no “fracasso escolar”, foi efetivo em preparar para aprender quando expostos ao software de ensino de leitura e escrita.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Orientação sexual de gêmeos no Norte do Brasil
    (Universidade Federal do Pará, 2017-12-22) BRANDÃO, Flávia Inêz Barbosa; MAGALHAES, Mauricio De Oliveira; http://lattes.cnpq.br/4095805079298329; SOUSA, Regina Célia Gomes de; http://lattes.cnpq.br/5576436464955236; SILVA JÚNIOR, Mauro Dias; HENRIQUES, Alda Loureiro; http://lattes.cnpq.br/2665950726942083; http://lattes.cnpq.br/6031840881584358; https://orcid.org/0000-0001-8544-4468
    A metodologia de estudo com gêmeos pode oferecer um modo eficaz para estimar o efeito de fatores filogenéticos e ontogenéticos sobre o comportamento. No entanto, ao revisar a literatura, percebeu-se que no Brasil os estudos com gêmeos são recentes e ainda não se encontrou pesquisas sobre qualquer aspecto da sexualidade utilizando esta metodologia. Sendo assim, nesta pesquisa exploratória, o objetivo foi investigar a orientação sexual de gêmeos em uma amostra na região norte do país. Para tanto os gêmeos responderam, online e presencialmente, a um inventário de zigosidade, um questionário socioeconômico e à grade de orientação sexual de Klein. Participaram deste estudo um total 140 gêmeos adultos, distribuídos em 42 pares de monozigóticos, 18 pares de digizóticos e 20 indivíduos cujos cogêmeos não responderam aos instrumentos. A idade dos participantes variou entre 18 e 37 anos, com idade média de 24,6 anos. 69,3% dos gêmeos foram classificados como monozigóticos e 30,7% como dizigóticos. Com relação à orientação sexual, 64,9% dos monozigóticos se auto identificaram como unicamente heterossexuais e 8,2% como unicamente homossexuais. Enquanto que, 65,1% dos dizigóticos se auto identificaram como unicamente heterossexuais e 9,3% como unicamente homossexuais. Os pares de gêmeos monozigóticos, apresentaram valores de correlação intraclasse significativos para as três variáveis de orientação sexual investigadas: “atração sexual”, “comportamento sexual” e “identidade sexual”, analisadas em três períodos (passado, presente e ideal). Mostrando uma taxa de concordância que variou entre 28% e 42%. No entanto, entre os pares de gêmeos dizigóticos não houve correlação. Os resultados indicaram que os aspectos relacionados à orientação sexual não são permanentes, demonstrando que a orientação sexual pode ser realmente um processo dinâmico. Porém, os resultados desta investigação não foram suficientes para fornecer indícios de que os aspectos relacionados à orientação sexual sofrem influência tanto de fatores genéticos quanto de variáveis ambientais. Para tanto, seriam necessários um número maior de participantes e análises estatísticas de herdabilidade. A partir deste estudo, foi criado um cadastro voluntário de gêmeos nesta região, que pode contribuir com novos estudos, com o alcance de amostras maiores, principalmente de dizigóticos, e mais representativas de orientações sexuais não-heterossexuais, permitindo fomentar novas discussões para uma compreensão mais ampla acerca da orientação sexual.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Questões conceituais da análise do comportamento e das neurociências na interface com a educação
    (Universidade Federal do Pará, 2017-01-31) OLIVEIRA, Julio Cezar Pereira de; ROCHA, Fernando Allan de Farias; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; LIMA, Silene Maria Araujo de; CASSSEB, Mariene da Silva; http://lattes.cnpq.br/8961057812067156; http://lattes.cnpq.br/2816970980732352
    Atualmente o trabalho realizado por diferentes profissionais diante de uma demanda comum (trabalho multi/inter/transdisciplinar) é requisitado em diversos ambientes de aplicação de conhecimento, dentre eles o hospital, organizações e escolas. Esse trabalho de olhar múltiplo sobre um mesmo objeto também tem sido desenvolvido no campo da pesquisa científica. O objetivo deste estudo foi apresentar e discutir pontos de convergências e divergências teóricas entre Análise do Comportamento e Neurociências dentro da interface com o contexto educacional. Para isso, foi produzido um estudo de caráter teórico. Inicialmente foi realizado um levantamento da literatura analítico comportamental e de neurociências com viés educacional, posteriormente, o material selecionado foi lido e analisado por meio de duas etapas de categorização pré-definidas de acordo com os objetivos do presente trabalho. Constatou-se que ambas as áreas possuem produção significativa na interface com a educação, com variedade de temas discutidos e pesquisados. As convergências encontradas foram acerca do papel do educador, que para os autores de ambas as áreas deve estar fundamentado em seus pressupostos teóricos. As divergências foram a respeito da caracterização de educação/educar. Para a Análise do Comportamento, educar concerne ao ganho de habilidades preparatórias para o convívio em grupo e manipulação do ambiente. Para as Neurociências, educar está relacionado com modificações de estruturas cerebrais. Conclui-se que o método utilizado não beneficiou que uma amostra significativa da literatura fosse levantada, prejudicando de forma considerável a apresentação de convergências e divergências entre as duas áreas, tornando o direcionamento do estudo, substancialmente baseado no levantamento de semelhanças e diferenças, ineficaz em apresentar os pontos relevantes trabalhados nos dois campos de estudo. Contudo, parte dos objetivos foram alcançados, e o presente trabalho conseguiu apontar o que está sendo produzido na interface entre as áreas pesquisadas.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Análise comportamental e eletrofisiológica do uso de Glicocorticoides no Sistema Nervoso Central em modelos animais de depressão
    (Universidade Federal do Pará, 2017-01-31) CARDOSO, Keilla Gisele Mendonça; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; LIMA, Silene Maria Araujo de; http://lattes.cnpq.br/8961057812067156; CARVALHO, Rosany Piccolotto; GOULART, Paulo Roney Kilpp; BRINO, Ana Leda de Faria; http://lattes.cnpq.br/8025840427970877; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; http://lattes.cnpq.br/9930065472602966
    A Dexametasona é um glicocorticoide largamente prescrito na medicina utilizado como imunossupressor e anti-inflamatório, bem como, a fluoxetina, que é um antidepressivo, inibidor da recaptação de serotonina, que podem ser utilizados em algum momento ao mesmo tempo com o objetivo das suas respectivas finalidades. O objetivo deste trabalho foi estudar as alterações eletroencefalográficas em animais administrados com essas drogas, como também, os efeitos comportamentais avaliados num modelo animal de depressão, o nado forçado. O estudo foi realizado em ratos wistar machos adultos, submetidos à administração de dexametasona em dose aguda de 4 mg/kg, 24 horas antes do registro eletrocorticográfico, e crônica, administrada durante sete dias a cada 24 horas na dose de 4 mg/kg i.p. A fluoxetina foi administrada na dose de 5 mg/kg, por sete dias, por via oral, com ferramenta semelhante à sonda orogástrica, procedimento de gavagem. Após a administração, os parâmetros eletroencefalográficos da atuação das drogas foram registrados e analisados. Ao comparar, a administração aguda de dexametasona com a crônica, não houve diferença estatística, porém, houve uma tendência para a diminuição das forças Theta e Gamma, para o uso crônico. O grupo que recebeu fluoxetina teve média de amplitude de 2,661 ± 0,5850 mV²/Hz x 10−3comprovando a eficácia da fluoxetina no controle da depressão provocada pelo nado forçado. Para o grupo que recebeu dexametasona de forma crônica e fluoxetina para reverter o quadro a média de potência foi de 0,4758 ± 0,2514 mV²/Hz x 10−3, como não existe diferença estatística entre os grupos dexametasona e dexametasona fluoxetina, a fluoxetina não conseguiu reverter o quadro depressivo ocasionado pela dexametasona. No nado forçado, o grupo fluoxetina teve diminuição do tempo de flutuação, com média de tempo de 45,33 ± 23,26 segundos, demonstrando que o grupo não ficou depressivo. No grupo em que se administrou dexametasona de forma crônica e se avaliou a possibilidade de reverter o quadro depressivo com a fluoxetina a média de tempo de imobilidade foi de 169,8 ± 24,5 segundos indicando que a fluoxetina não teve efeito sobre a depressão ocasionada pela aplicação crônica de dexametasona. Concluímos nesse estudo que o glicocorticoide causa alterações no eletrocorticograma e depressão no teste do nado forçado (TNF). A fluoxetina não obteve efeito nos ratos submetidos ao TNF após o uso de dexametasona.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Função de sensibilidade ao contraste de luminância e de cor para estímulos de mosaico
    (Universidade Federal do Pará, 2017-01-31) SANTOS, Patrícia Seixa Alves; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; SOUSA, Givago da Silva; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718; https://orcid.org/0000-0002-4525-3971; ROCHA, Fernando Allan de Farias; COSTA, Thiago Leiros; JACOB, Mellina Monteiro; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; http://lattes.cnpq.br/6364685446198657; http://lattes.cnpq.br/7546581096960219; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050
    Imagens naturais são compostas por diferentes combinações de cor e luminância. No sistema visual há canais de processamento de cor e luminância que possuem distintas sensibilidades para ambas as informações. A via parvocelular tem alta sensibilidade ao contraste de cor verde-vermelho e baixo sensibilidade ao contraste de luminância e a via magnocelular possui baixa sensibilidade ao contraste de cor verde-vermelho e alta sensibilidade ao contraste de luminância. Estímulos de mosaicos que combinem as informações de cor e luminância podem nos ajudar a compreender como o sistema visual processa a informação da combinação de cor e luminância. Este trabalho busca investigar a função de sensibilidade ao contraste de cor e luminância usando estímulos que combinam ambas as informações. Foram estudados 15 indivíduos tricromatas normais e 1 sujeito discromatópsico congênito. Para estimar a função de sensibilidade ao contraste de cor, foram utilizados estímulos com configuração pseudoisocromáticas no qual o estímulo teste é constituído por um mosaico com ruído espacial de tamanho e de luminância. O alvo foi composto por uma rede cromática verde-vermelho que se diferenciava do fundo apenas pela cromaticidade. Para estimar a função de sensibilidade ao contraste de luminância, foram utilizados estímulos com ruído espacial de tamanho e de cor. O alvo era composto por umarede de contraste de luminância que se diferia do fundo pela luminância. Foram utilizadas 9 frequências espaciais entre 0,1 e 5,4 cpg. Foi aplicado um método de escolha forçada de dois intervalos. O limiar foi estimado usando-se uma escada (staircase) de 20 reversões com regra de 2 acertos para 1 erro. O limiar foi estimado com as 14 últimas reversões. Para comparar ambas as funções, os limiares estimados em cada teste foram relativizados em função da maior sensibilidade de cada sujeito dentro de cada teste. A função de sensibilidade ao contraste de cor observada mostrou uma sintonia passa-baixa, com maiores sensibilidades ao contraste nas frequências espaciais médias e baixas, enquanto a função de sensibilidade ao contraste de luminância apresentou uma sintonia passa-banda, com diminuição da sensibilidade ao contraste nas frequências espaciais maiores e menores que 2,7 cpg. Os resultados sugerem que a percepção limiar de ambos os estímulos pode ter como substrato fisiológico a ativação da via paralela visual parvocelular ou via P.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Influência da luminância de fundo em estímulos pseudoisocromáticos sobre a discriminação de cores
    (Universidade Federal do Pará, 2017-01-31) MORREIRA, Rodrigo Canto; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; SOUZA, Givago da Silva; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718; https://orcid.org/0000-0002-4525-3971; OLIVEIRA, Euzébio de; COSTA, Marcelo Fernandes da; MARTIN, Andres; http://lattes.cnpq.br/1807260041420782; http://lattes.cnpq.br/9014387972577102; http://lattes.cnpq.br/4620188096759678; https://orcid.org/0000-0001-8059-5902
    A percepção de cores é uma complexa atribuição do sistema sensorial humano e contribui para a sobrevivência na expressão de comportamentos alimentares, reprodutivos, sexuais, de vigilância e outros. Estímulos pseudoisocromáticos são largamente utilizados para a avaliação da visão de cores de humanos e outros primatas. Apesar do grande uso, não há normatizações para sua aplicação. Cada desenvolvedor destes testes tem usado configurações de estímulos variadas. O presente estudo objetiva avaliar os efeitos da luminância de fundo sobre a discriminação de cores em humanos utilizando estímulos pseudoisocromáticos. Foram testados 10 sujeitos tricromatas de ambos os sexos com idades entre 26 e 54 anos (32,3 ±8,3 anos de idade), acuidade visual normal ou corrigida e sem histórico de doenças pregressas que potencialmente tenham afetado o aparato visual e/ou sistema nervoso. Para avaliar a influência da luminância de fundo na discriminação de cor, foi utilizado um estímulo pseudoisocromático com ruído espacial de tamanho e de luminância (ruído de luminância entre 5 a 35 cd/m2), com um fundo de iluminação de 0 cd/m2, 7,5 cd/m2, 15 cd/m2, 22,5 cd/m2 e 30 cd/m2. O alvo foi composto por um conjunto de círculos centrais que formavam uma letra C, os quais apresentavam diferentes cromaticidades em relação ao campo do mosaico em oito diferentes eixos cromáticos (0º, 45°, 90°, 135°, 180º, 225°, 270°, 315°) em torno de uma coordenada do diagrama da CIE 1976 (u’ = 0,219; v’ = 0,48). Os limiares de discriminação de cor em cada eixo foram estimados usando um método de escolha forçada de 4 alternativas e uma escada (staircase) de 21 reversões, com regra de 2 acertos para 1 erro e o limiar era calculado como a média das 15 últimas reversões. Os resultados mostraram que a variação dos limiares de discriminação de cor em função da luminância do fundo foi dependente do ângulo que estava sendo estudado. Nos ângulos 0°, 45°, 180° e 225°, o tamanho dos vetores na percepção limiar foram maiores em 0 cd/m2 e diminuíram acentuadamente em 7,5 cd/m2, onde alcançaram seus menores valores e se mantiveram com valores baixos nas condições com maiores luminâncias de fundo. No ângulo 90°, o tamanho do vetor foi mínimo na condição de luminância de fundo de 7,5 cd/m2 e aumentou para valores maiores e menores de luminância de fundo. Nos vetores de ângulo 135°, 270° e 315° a discriminação de cor não variou significativamente em função da mudança da luminância de fundo. A área da elipse de discriminação de cores variou em função da luminância do fundo do estímulo com valor mínimo em 7,5 cd/m2. Os resultados mostram que a discriminação de cor é influenciada pela modificação do fundo de luminância do estímulo pseudoisocromático. Ativação de um mecanismo de oponência verde-vermelho e dois mecanismos de oponência azul-amarelo podem explicar as diferentes influências da variação do fundo do estímulo sobre a discriminação de cromaticidades nos diferentes eixos. Os resultados são importantes na compreensão da fisiologia da percepção de estímulos pseudoisocromáticos e na busca por uma padronização no uso desses estímulos na prática clínica com o intuito de facilitar a comparação de resultados entre diferentes estudos.