Dissertações em Neurociências e Comportamento (Mestrado) - PPGNC/NTPC
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) A dança como recurso terapêutico complementar em saúde mental na doença de Parkinson(Universidade Federal do Pará, 2023-03-24) MACHADO, Inara Priscylla Rodrigues; KREJCOVA, Lane Viana; http://lattes.cnpq.br/2604693973864638; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; ROCHA, Fernando Allan de Farias; LOBATO, Bruno Lopes dos Santos; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; http://lattes.cnpq.br/2374170261870295; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050; https://orcid.org/0000-0001-9321-5710A doença de Parkinson (DP) é uma doença neurodegenerativa com sintomas motores e não motores de elevada relevância clínica, sendo a depressão e a apatia as alterações neuropsiquiátricas de maior prevalência. Ambas apresentam grande impacto sobre a qualidade de vida, afetam negativamente o prognóstico e são fatores de risco para o desenvolvimento de quadro demencial associado a DP. A dança é uma atividade atrativa que ativa funções motoras, sensoriais, cognitivas e emocionais, com elevado potencial de estímulo da neuroplasticidade, excelente aderência entre idosos e resultados animadores enquanto terapia adjuvante na DP. O presente estudo buscou investigar a influência da prática da dança sobre os sintomas depressivos e apáticos na DP e a percepção dos participantes sobre tal influência. 18 pessoas com DP foram submetidas a protocolos de avaliação para depressão e apatia antes e após intervenção complementar em dança pelo método Baila Parkinson (6 meses, 2 sessões/semana). Utilizamos a Escala de Depressão Geriátrica (GDS15), Escala de Avaliação de Depressão de Montgomery e Asberg (MADRS), Escala de Apatia (AS) e Questionário Complementar para verificação dos resultados. Observamos diferença significativa nos resultados da AS (p=0,022) após a intervenção, e uma redução percentual no número de casos acima do ponto de corte na GDS-15. Os questionários complementares revelaram uma percepção dos sujeitos consonante com os resultados observados nas escalas. A dança pode ser utilizada como intervenção complementar na DP, com efeitos sobre os sintomas neuropsiquiátricos e estado mental da pessoa acometida. Estudos complementares são necessários para investigar os efeitos a longo prazo bem como os mecanismos da dança como terapia para atenuação de sintomas não motores em pessoas com DP.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A relação entre os parâmetros do potencial evocado P300 e o comprometimento cognitivo na epilepsia: Uma revisão sistemática e meta-análise(Universidade Federal do Pará, 2026-03-26) LEITE, Iris do Carmo; ROCHA, Fernando Allan de Farias; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050; LIMA, Silene Maria Araujo de; http://lattes.cnpq.br/8961057812067156; GALVÃO, Olavo de Faria; DUTRA, Natália Bezerra; CARVALHO, José Inácio Lemos Monteiro; http://lattes.cnpq.br/7483948147827075; http://lattes.cnpq.br/9477887434121232; http://lattes.cnpq.br/3961040729425497; https://orcid.org/0000-0001-9912-3833; https://orcid.org/0000-0002-0766-0795Resumo: A epilepsia é um distúrbio neurológico crônico frequentemente associado a alterações cognitivas que afetam domínios como atenção, memória e velocidade de processamento da informação, impactando significativamente a qualidade de vida dos indivíduos. Nesse contexto, o potencial evocado P300, obtido por meio do eletroencefalograma, tem sido amplamente utilizado como medida eletrofisiológica objetiva para investigar desempenho cognitivo em indivíduos com epilepsia. Objetivos: Analisar a relação entre os parâmetros do potencial evocado P300 e o comprometimento cognitivo em indivíduos com epilepsia, por meio de uma revisão sistemática da literatura. Metodologia: Realizou-se revisão sistemática conduzida conforme as diretrizes PRISMA, com busca nas bases PubMed e LILACS entre janeiro de 2020 e junho de 2025. A seleção dos estudos foi conduzida por dois revisores independentes. Foram incluídos estudos observacionais e ensaios clínicos que avaliaram parâmetros do P300 associados ao desempenho cognitivo em indivíduos com epilepsia. A qualidade metodológica foi avaliada pela escala Newcastle–Ottawa (NOS). Quando disponíveis dados quantitativos comparáveis, realizou-se meta-análise da latência do P300, utilizando diferenças médias padronizadas (SMD) sob modelo de efeitos aleatórios com estimador Restricted Maximum Likelihood (REML). Devido à heterogeneidade dos instrumentos cognitivos e da forma de reporte estatístico, as associações entre parâmetros do P300 e domínios cognitivos foram adicionalmente sintetizadas por meio de síntese integrativa estruturada dos achados. Resultados: Dez estudos foram incluídos na síntese qualitativa. Os escores da NOS variaram entre 5 e 9 estrelas, com limitação recorrente no domínio de comparabilidade. Quatro estudos forneceram dados suficientes para a meta-análise da latência do P300. A estimativa combinada sob modelo de efeitos aleatórios demonstrou prolongamento estatisticamente significativo da latência em indivíduos com epilepsia em comparação a controles (SMD = 1,29; IC 95%: 1,03–1,54; p < 0,001), sem evidência de heterogeneidade estatística (I² = 0%; τ² = 0,00; Q(3) = 2,01; p = 0,57). Testes de viés de publicação não indicaram assimetria significativa (Begg p = 0,333; Egger p = 0,303), embora o número reduzido de estudos limite o poder estatístico. Na síntese integrativa dos achados, o prolongamento da latência foi mais frequentemente associado a pior desempenho em cognição global, atenção, velocidade de processamento e funções executivas. A redução da amplitude esteve associada a prejuízos em atenção, funções executivas e memória de trabalho. Subgrupos com maior gravidade clínica, incluindo epilepsia farmacorresistente e politerapia, apresentaram alterações combinadas de latência prolongada e amplitude reduzida acompanhadas de pior desempenho cognitivo. Conclusão: As evidências indicam que o P300 é um marcador eletrofisiológico sensível do comprometimento cognitivo na epilepsia, refletindo características clínicas da doença e os efeitos do tratamento, com potencial aplicação complementar à avaliação neuropsicológica.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Adesão ao tratamento em pacientes portadores de Diabetes Tipo 2: uso de diferentes regras de contagem de carboidrato(Universidade Federal do Pará, 2019-09-23) QUEIROZ, Joelma Coutinho Pinheiro; TEIXEIRA, Rachel Coêlho Ripardo; http://lattes.cnpq.br/7663300976857946; https://orcid.org/0000-0003-0515-7560; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; GALVÃO, Olavo de Faria; PARACAMPO, Carla Cristina Paiva; CORRÊA, Hellen Vivianni Veloso; http://lattes.cnpq.br/7483948147827075; http://lattes.cnpq.br/9018003546303132; http://lattes.cnpq.br/1492707116121325; https://orcid.org/0000-0001-9912-3833Pacientes portadores de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como a diabetes, apresentam dificuldades em relação ao tratamento por este ser contínuo, e não haver cura, apenas controle e prevenção. Para a adesão ao tratamento considera-se que o comportamento de seguir regras pode dar sustentabilidade ao paciente. As regras podem atuar como forma de aprender novos comportamentos durante a ontogênese (história de vida) do indivíduo, sendo que o tratamento nutricional, em forma de tabelas de contagem de nutrientes, são tipos de regras. Para isso, procurou-se investigar a adesão ao tratamento nutricional de diabéticos pelo uso de duas formas de tabelas de contagens de nutrientes. Foram utilizados duas tabelas de contagem de carboidratos adaptadas à região Norte, uma que contava apenas os carboidratos em gramas, e outra contava a quantidade de carboidratos, gordura e sódio. Participaram da pesquisa 8 indivíduos divididos entre o Grupo 1 ( iniciava a pesquisa contabdo apenas carboidrato), 2 homens e 2 mulheres, e o Grupo 2 que iniciava a pesquisa contando carboidratos, gordura e sódio), 1 homem e 3 mulheres. Eles tinham que planejar suas refeições ao longo do dia, registrar em diários alimentares e fazer as contagens dos nutrientes sob o controle de uma meta prescrita pela pesquisadora. Os resultados mostraram que todos os participantes emitiram apenas a respostas de registrar e somar as quantidades, porém não fizeram o planejamento de suas refeições, evidenciado por suas escolhas alimentares registradas. Esse comportamento possivelmente ficou sob controle da consequencia aversiva que era a substituição de seus alimentos mais apreciados por outros de melhor valor nutricional. Observou-se que 6 dos 8 participantes tiveram preferência de uso pela tabela que contava somente carboidratos, ou seja, a que possuía respostas de contagem mais simples, independente da ordem a que foram apresentados às tabelas, mostrando que o não seguimento de regras para a emissão da cadeia completa de respostas ficou sob controle da variável de custo de respsosta. Concluímos que o seguimento de regras depende do custo de resposta e de suas consequências imeditas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Agrupamento perceptual em macacos-prego (Sapajus spp.): Discriminação de formas em estímulos de mosaico e estímulos hierárquicos(Universidade Federal do Pará, 2020-07-30) RABELO, Fernanda Mendes; SOUZA, Givago da Silva; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718; https://orcid.org/0000-0002-4525-3971; BRINO, Ana Leda de Faria; http://lattes.cnpq.br/9930065472602966; VENTURA, Dora Selma Fix; GALVÃO, Olavo de Faria; http://lattes.cnpq.br/2951961722680149; http://lattes.cnpq.br/7483948147827075; https://orcid.org/0000-0002-7616-4031; https://orcid.org/0000-0001-9912-3833Estudos que investigaram o agrupamento perceptual de estímulos visuais por diferentes espécies, indicam diferenças perceptuais no processo de agrupamento dos elementos que compõem uma imagem entre humanos, chimpanzés, babuínos, macacos rhesus, saguis cabeça-de-algodão e macacos-prego. O objetivo deste trabalho foi investigar a discriminação perceptual em estímulos de mosaico (Experimento 1) e em estímulos hierárquicos (Experimento 2), ambos em macacos-prego do gênero Sapajus. Participaram deste estudo dois macacos-prego alojados na Escola Experimental de Primatas (EEP) da Universidade Federal do Pará. No Experimento 1, dois grupos de estímulos mosaicos foram usados para avaliação da discriminação de forma dos alvos: os de contraste de cor, com ruído de luminância e os estímulos de contraste de luminância. Outros dois grupos de estímulos sólidos foram utilizados como linha de base para avaliação da discriminação de forma dos alvos (nos quais o alvo e o fundo não eram produto do agrupamento de elementos próximos entre si): estímulos sólidos de contraste de cor e estímulos sólidos de contraste de luminância. Dois procedimentos foram usados: 1) a escolha de acordo com o modelo (DMTS), em que a resposta de escolha do estímulo de comparação correspondente ao modelo (S+) produzia a liberação de uma pelota de banana e um intervalo entre tentativas (IET) de 6 s, e 2) o de discriminação simples (DS) simultânea, em que o sujeito deveria escolher o estímulo distinto dos demais para produzir a pelota de banana e o IET, também de 6 s. No experimento 2 foram usados estímulos hierárquicos em duas condições de aplicação do procedimento de DMTS: 1) a condição global, em que o modelo e o comparação positivo eram compatíveis nos elementos local e global, enquanto o comparação negativo diferia do modelo em nível global e 2) a condição local, em que modelo e o comparação positivo eram compatíveis em nível local e global, mas o comparação negativo diferia do modelo nos elementos locais. Além disso, avaliou-se a possível interferência produzida por estímulos consistentes e inconsistentes no processamento perceptual da forma global e local. Os resultados do Experimento 1 indicaram, para os dois sujeitos, que os macacos-prego parecem não ser capazes de discriminar as formas que poderiam emergir do agrupamento de pequenos círculos que compõem os estímulos de mosaico pseudoisocromáticos, tanto no procedimento de DMTS quanto de DS. Os resultados do Experimento 2 mostraram que os dois macacos-prego apresentaram maior facilidade em fazer a correspondência entre modelo e comparação quando o controle pelos elementos locais permitia escolhas corretas; quando as escolhas corretas dependiam da correspondência global entre modelo e comparação positivo, o desempenho apresentava-se ao nível do acaso. Embora pouca diferença tenha sido observada no desempenho entre as tentativas consistentes e inconsistentes nas duas condições, a precisão foi menor nas tentativas inconsistentes em ambas as condições. Os resultados deste estudo mostram que o agrupamento de elementos por contraste de cor ou de luminância em estímulos de mosaico pseudoisocromático não produzem a emergência de percepção de formas em macacos-prego suficiente para permitir o estabelecimento de discriminações entre estímulos deste tipo nas tarefas de DMTS e DS, corroborando estudos que sugerem que macacos do novo mundo apresentam vantagens no processamento perceptual local de estímulos hierárquicos, também observado no Experimento 2 deste trabalho.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Além da criança: saúde mental, estado nutricional e comportamento alimentar de cuidadores de crianças com Transtorno do Espectro Autista na Amazônia brasileira(Universidade Federal do Pará, 2026-03-23) MIRANDA, Livia Martins de; DUTRA, Natália Bezerra; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/9477887434121232; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; https://orcid.org/0000-0002-0766-0795; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; FARIAS, Letícia Miquilini de Arruda; CARVALHAL, Manuela Maria de Lima; TEIXEIRA, Rachel Coêlho Ripardo; http://lattes.cnpq.br/1667910071509974; http://lattes.cnpq.br/0708921042608519; http://lattes.cnpq.br/7663300976857946; https://orcid.org/0000-0002-3975-4091; https://orcid.org/0000-0003-1397-0471; https://orcid.org/0000-0003-0515-7560Introdução: Cuidadores de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) estão expostos a demandas intensificadas de cuidado, o que pode impactar negativamente sua saúde emocional, comportamentos de autocuidado e estado nutricional. Embora existam evidências sobre a sobrecarga psicológica nesses cuidadores, a interação entre sintomas emocionais, comportamento alimentar e estado nutricional ainda é pouco explorada, especialmente em contextos nos quais essas dimensões coexistem no cotidiano do indivíduo. Objetivo: Analisar sintomas emocionais, comportamento alimentar e estado nutricional de cuidadores de crianças com TEA na região amazônica brasileira, em comparação com cuidadores de crianças neurotípicas. Método: Estudo transversal realizado com 120 cuidadores, sendo 80 cuidadores de crianças com TEA e 40 cuidadores no grupo controle, recrutados em centros de referência e na comunidade. A coleta de dados incluiu questionário sociodemográfico, a escala Depression, Anxiety and Stress Scale (DASS-21), o Three-Factor Eating Questionnaire (TFEQ-21) e avaliação do Índice de Massa Corporal (IMC). Adicionalmente, foram realizadas análises de regressão logística binária para examinar associações entre sintomas emocionais, dimensões do comportamento alimentar e pertencimento aos grupos (cuidadores de crianças com TEA vs. grupo controle). Resultados: A maioria dos cuidadores era do sexo feminino (93,8%), com média de idade de 38 ± 7,1 anos, baixa renda familiar e IMC médio de 28,0 ± 5,2 kg/m², indicando excesso de peso; apenas 21,25% relataram realizar psicoterapia. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos quanto aos sintomas emocionais ou ao comportamento alimentar. Entre os cuidadores de crianças com TEA, cuidar de uma criança classificada como nível de suporte 2 esteve associado a sintomas moderados a graves de estresse (p = 0,011), e a obesidade esteve associada a maior gravidade de sintomas depressivos (p = 0,022). Além disso, os escores de estresse (p = 0,032) e o IMC dos cuidadores (p = 0,035) foram preditores significativos de alimentação emocional. Na regressão logística, sintomas depressivos estiveram associados a maiores chances de pertencimento ao grupo de cuidadores de crianças com TEA. Conclusão: Cuidadores de crianças com TEA apresentaram importantes vulnerabilidades emocionais e nutricionais, evidenciadas pela associação entre estresse, IMC e alimentação emocional, além da relação entre obesidade e maior gravidade de sintomas depressivos. Esses achados reforçam a necessidade de intervenções integradas, com suporte psicológico e acompanhamento nutricional, voltadas ao bem-estar do cuidador e ao fortalecimento do cuidado integral no contexto do TEA.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Alterações eletrocorticográficas, eletrocardiográficas e de cálcio sérico causadas por dose suprafisiológica de vitamina A(Universidade Federal do Pará, 2023-08-11) HARTCOPFF, Priscille Fidelis Pacheco; HAMOY, Moisés ; http://lattes.cnpq.br/4523340329253911; https://orcid.org/0000-0002-2931-4324; LIMA, Silene Maria Araujo de; http://lattes.cnpq.br/8961057812067156; MELLO, Vanessa Joia de; CARDOSO, Keilla Gisele Mendonça; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/9437589201689717; http://lattes.cnpq.br/8171651596212280; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569A vitamina A e seus derivados são amplamente utilizados terapeuticamente, principalmente para pele e cabelos, devido à sua atividade antioxidante que protege as células contra os danos causados pelo excesso de radicais livres. A vitamina A atua em receptores nucleares e, como resultado, aumenta a expressão gênica. Altas doses de vitamina A e seus derivados podem levar a alterações nas funções dos órgãos, como atividade osteoclástica e aumento dos níveis séricos de cálcio, que podem precipitar osteopenia e osteoporose. Pouco se sabe sobre sua atividade no sistema nervoso central; no entanto, há relatos de alterações comportamentais e possibilidade de exacerbação de sintomas depressivos com aumento do risco de suicídio. Foram utilizados 45 ratos Wistar machos para este estudo, aos quais foram implantados eletrodos de prata no córtex motor (coordenada estereotáxica de -0,96 do bregma). Para os exames de ECG foi utilizada a derivação D2 e, posteriormente, foram coletadas amostras de sangue dos animais para dosagem do cálcio sérico. Os ratos foram tratados com 50.000 UI/kg i.p. a cada 24 horas por 3, 7 e 14 dias. Cada grupo teve sua atividade eletrocorticográfica (ECoG), atividade eletrocardiográfica (ECG) e níveis séricos de cálcio avaliados. Demonstrou-se que houve aumento gradativo do cálcio sérico, mas manteve-se dentro da normalidade para a espécie. O ECoG revelou aumento da atividade nas bandas de oscilação cerebral de baixa frequência (delta, teta e alfa). A atividade cardíaca estava próxima do normal com ritmo sinusal e diminuição dos intervalos RR e QT.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise Comparativa da complexidade da Frequência Cardíaca em pacientes com Doença de Parkinson e indivíduos saudáveis, durante a deambulação com e sem obstáculos(Universidade Federal do Pará, 2026-03-19) FERREIRA, Vívian Aguiar Reis; PEREIRA JUNIOR, Antônio; http://lattes.cnpq.br/3239362677711162; https://orcid.org/0000-0001-6241-985X; ROCHA, Fernando Allan de Farias; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050; MATOS, Felipe de Oliveira; KREJCOVA, Lane Viana; GOMES, Bruno Duarte; http://lattes.cnpq.br/2604693973864638; http://lattes.cnpq.br/4932238030330851; http://lattes.cnpq.br/4207066833785568; https://orcid.org/0000-0002-4926-4694Introdução: A variabilidade da frequência cardíaca (VFC) é um marcador neural cardíaco, frequentemente alterada na Doença de Parkinson (DP) durante a marcha. Objetivo: Avaliar a atividade autonômica cardíaca em pacientes com DP, idosos e adultos jovens saudáveis durante o repouso e a caminhada com e sem obstáculos. Método: Foi realizado um estudo transversal, observacional, quatitativo e qualitativo, com 60 indivíduos: 20 com DP, 20 idosos saudáveis e 20 adultos jovens residentes na região de Belém, Brasil. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética (parecer 6.133.181). A coleta de dados da VFC foi registrada em repouso (10 min) e durante a caminhada com e sem obstáculos (4 min cada) em percurso triangular de 15,7 m. Um Índice de Complexidade (IC) foi obtido a partir do primeiro componente principal da Entropia Aproximada (m=2) e da Entropia Multiescala (MSE1,2,10,15). Equações de Estimação Generalizadas avaliaram os efeitos de grupo e condição, ajustados pela frequência cardíaca média. Resultados: O IC diminuiu durante a negociação de obstáculos em comparação ao repouso e diferiu entre os grupos, sendo que o grupo com DP apresentou menor complexidade do que os idosos saudáveis. A frequência cardíaca média esteve inversamente associada ao IC, indicando que os achados não foram explicados apenas por alterações cronotrópicas. O IC apresentou associação não significativa com o RMSSD e associação positiva moderada com a razão LF/HF durante a negociação de obstáculos (r = 0,313; p = 0,025). As diferenças intra-sujeitos entre a negociação de obstáculos e o repouso revelaram uma supressão progressiva da complexidade, mais pronunciada no grupo com DP. A inclusão da dose diária equivalente de levodopa não alterou substancialmente os resultados. Conclusão: O desafio motor reduziu a complexidade da VFC, especialmente em indivíduos com DP, sugerindo menor adaptabilidade da integração autonômica central.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise comportamental e eletrofisiológica do uso de Glicocorticoides no Sistema Nervoso Central em modelos animais de depressão(Universidade Federal do Pará, 2017-01-31) CARDOSO, Keilla Gisele Mendonça; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; LIMA, Silene Maria Araujo de; http://lattes.cnpq.br/8961057812067156; CARVALHO, Rosany Piccolotto; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/8025840427970877; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746A Dexametasona é um glicocorticoide largamente prescrito na medicina utilizado como imunossupressor e anti-inflamatório, bem como, a fluoxetina, que é um antidepressivo, inibidor da recaptação de serotonina, que podem ser utilizados em algum momento ao mesmo tempo com o objetivo das suas respectivas finalidades. O objetivo deste trabalho foi estudar as alterações eletroencefalográficas em animais administrados com essas drogas, como também, os efeitos comportamentais avaliados num modelo animal de depressão, o nado forçado. O estudo foi realizado em ratos wistar machos adultos, submetidos à administração de dexametasona em dose aguda de 4 mg/kg, 24 horas antes do registro eletrocorticográfico, e crônica, administrada durante sete dias a cada 24 horas na dose de 4 mg/kg i.p. A fluoxetina foi administrada na dose de 5 mg/kg, por sete dias, por via oral, com ferramenta semelhante à sonda orogástrica, procedimento de gavagem. Após a administração, os parâmetros eletroencefalográficos da atuação das drogas foram registrados e analisados. Ao comparar, a administração aguda de dexametasona com a crônica, não houve diferença estatística, porém, houve uma tendência para a diminuição das forças Theta e Gamma, para o uso crônico. O grupo que recebeu fluoxetina teve média de amplitude de 2,661 ± 0,5850 mV²/Hz x 10−3comprovando a eficácia da fluoxetina no controle da depressão provocada pelo nado forçado. Para o grupo que recebeu dexametasona de forma crônica e fluoxetina para reverter o quadro a média de potência foi de 0,4758 ± 0,2514 mV²/Hz x 10−3, como não existe diferença estatística entre os grupos dexametasona e dexametasona fluoxetina, a fluoxetina não conseguiu reverter o quadro depressivo ocasionado pela dexametasona. No nado forçado, o grupo fluoxetina teve diminuição do tempo de flutuação, com média de tempo de 45,33 ± 23,26 segundos, demonstrando que o grupo não ficou depressivo. No grupo em que se administrou dexametasona de forma crônica e se avaliou a possibilidade de reverter o quadro depressivo com a fluoxetina a média de tempo de imobilidade foi de 169,8 ± 24,5 segundos indicando que a fluoxetina não teve efeito sobre a depressão ocasionada pela aplicação crônica de dexametasona. Concluímos nesse estudo que o glicocorticoide causa alterações no eletrocorticograma e depressão no teste do nado forçado (TNF). A fluoxetina não obteve efeito nos ratos submetidos ao TNF após o uso de dexametasona.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise comportamental e eletrofisiológica do uso de glicocorticoides no sistema nervoso central em modelos animais de depressão(Universidade Federal do Pará, 2017-01-31) CARDOSO, Keilla Gisele Mendonça; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; LIMA, Silene Maria Araújo de; CV: http://lattes.cnpq.br/8961057812067156A Dexametasona é um glicocorticoide largamente prescrito na medicina utilizado como imunossupressor e anti-inflamatório, bem como, a fluoxetina, que é um antidepressivo, inibidor da recaptação de serotonina, que podem ser utilizados em algum momento ao mesmo tempo com o objetivo das suas respectivas finalidades. O objetivo deste trabalho foi estudar as alterações eletroencefalográficas em animais administrados com essas drogas, como também, os efeitos comportamentais avaliados num modelo animal de depressão, o nado forçado. O estudo foi realizado em ratos wistar machos adultos, submetidos à administração de dexametasona em dose aguda de 4 mg/kg, 24 horas antes do registro eletrocorticográfico, e crônica, administrada durante sete dias a cada 24 horas na dose de 4 mg/kg i.p. A fluoxetina foi administrada na dose de 5 mg/kg, por sete dias, por via oral, com ferramenta semelhante à sonda orogástrica, procedimento de gavagem. Após a administração, os parâmetros eletroencefalográficos da atuação das drogas foram registrados e analisados. Ao comparar, a administração aguda de dexametasona com a crônica, não houve diferença estatística, porém, houve uma tendência para a diminuição das forças Theta e Gamma, para o uso crônico. O grupo que recebeu fluoxetina teve média de amplitude de 2,661 ± 0,5850 mV²/Hz x 10-3comprovando a eficácia da fluoxetina no controle da depressão provocada pelo nado forçado. Para o grupo que recebeu dexametasona de forma crônica e fluoxetina para reverter o quadro a média de potência foi de 0,4758 ± 0,2514 mV²/Hz x 10-3, como não existe diferença estatística entre os grupos dexametasona e dexametasona fluoxetina, a fluoxetina não conseguiu reverter o quadro depressivo ocasionado pela dexametasona. No nado forçado, o grupo fluoxetina teve diminuição do tempo de flutuação, com média de tempo de 45,33 ± 23,26 segundos, demonstrando que o grupo não ficou depressivo. No grupo em que se administrou dexametasona de forma crônica e se avaliou a possibilidade de reverter o quadro depressivo com a fluoxetina a média de tempo de imobilidade foi de 169,8 ± 24,5 segundos indicando que a fluoxetina não teve efeito sobre a depressão ocasionada pela aplicação crônica de dexametasona. Concluímos nesse estudo que o glicocorticoide causa alterações no eletrocorticograma e depressão no teste do nado forçado (TNF). A fluoxetina não obteve efeito nos ratos submetidos ao TNF após o uso de dexametasona.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise da expressão de citocinas e neurônios maduros em ratos que sofreram status epilepticus induzido por pilocarpina(Universidade Federal do Pará, 2023-02-24) SILVA, Bruno Ponciano da; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; LIMA, Silene Maria Araujo de; http://lattes.cnpq.br/8961057812067156; FRANCO, Edna Cristina Santos; PANSANI, Aline Priscila; http://lattes.cnpq.br/5939607544965550; http://lattes.cnpq.br/6385679829734771; https://orcid.org/0000-0003-2909-949X; https://orcid.org/0000-0001-6898-5940Este trabalho teve como objetivo examinar a ação de citocinas envolvidas no processo inflamatório e o padrão de perda neuronal em ratos adultos com epilepsia do lobo temporal mesial (ELTM) na região CA2 hipocampal, induzido através da utilização da droga pilocarpina. Foram utilizados 11 ratos adultos da raça Wistar, onde 6 deles receberam tratamento com Pilocarpina e foram sacrificados em 1 e 7 dia pós status epilepticusrespectivamente,5 deles receberam tratamento com solução salina. O modelo experimental de pilocarpina foi bem sucedido em reproduzir os efeitos prejudiciais da ELTM em ratos, causando status epilepticus, danos localizados nos subcampos hipocampais e morte neuronal, utilizando a escala de escala de Racine (1972) para avaliação do comportamento das crises. O anticorpo anti-PCP4 permitiu a localização precisa e análise das características oculares da região CA2 hipocampal. Não foi encontrada uma relação clara entre a citocina anti-inflamatória IL-10 e a proteção neurológica da região CA2, mas a presença da citocina inflamatória IL-1β em CA2 e CA3 no grupo de 1 dia, bem como a diminuição dessa citocina na região CA2 do grupo 7 dias, sugere uma possível migração da inflamação ao longo do tempo, impulsada por fatores neuroprotetores, tais como a rede Perineuronal, receptor EP2 e outras citocinas anti-inflamatórias.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise da expressão de citocinas inflamatórias em hipocampo de pacientes com epilepsia mesial do lobo temporal: sugestões para a aplicabilidade de testes de memória pós-cirurgia(Universidade Federal do Pará, 2019-08-02) SOUZA, Laize Souto Farage de; BRINO, Ana Leda de Faria; http://lattes.cnpq.br/9930065472602966; LIMA, Silene Maria Araujo de; http://lattes.cnpq.br/8961057812067156; FRANCO, Edna Cristina Santos; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/5939607544965550; https://orcid.org/0000-0003-2909-949XA neuroinflamação é um evento secundário importante da fisiopatologia dos distúrbios neurais agudos e crônicos. Ele compreende componentes humorais e celulares dos sistemas imunes inato e adaptativo. A ativação microglial é um evento crucial nos distúrbios neuronais crônicos, com consequências deletérias e/ou benéficas. Na epilepsia, uma reação microglial intensa e de longa duração tem sido descrita usando modelos experimentais de status epilepticus, o que indica um importante papel da microgliose no dano neuronal. No entanto, os padrões de ativação microglial não foram sistematicamente investigados no cérebro de pacientes humanos com diferentes graus de esclerose hipocampal devido à epilepsia do lobo temporal (ELT). Neste estudo, explorou-se o padrão de reação microglial no hipocampo de pacientes com ELT com diferentes histórias clínicas e submetidos a hipocampectomia unilateral para tratamento de ELT refratária. Amostras de hipocampo foram obtidas através da ressecção desse hipocampo. Foram utilizados o tecido de um paciente que apresentou a primeira convulsão na infância, a qual se tornou contínua (P4) e de um paciente com latência de décadas após a primeira convulsão (P5). As amostras de tecido removidas durante a cirurgia foram coletadas em solução salina estéril e logo após foram colocadas em paraformaldeído a 4% por 24 horas. Após esse período, as amostras de tecido dos pacientes P4 e P5 foram crioprotegidas em diferentes gradientes de solução de glicerol e sacarose por duas semanas e cortadas usando um criostato a 40 µm de espessura. As secções foram submetidas à imunohistoquímica para imunomarcação de microglia (anti-Iba1) e citocina antiinflamatória (TGF-β). Ativação microglial generalizada com diferentes graus de microgliose estava presente no hipocampo dos pacientes P4 e P5. No entanto, a reação microglial foi mais intensa em P4, caracterizada por um número considerável de microglia degenerativa e distrófica e células bastonetes. As células positivas para TGF-β estavam conspicuamente presentes no hipocampo de ambos os pacientes em cavidades parecidas com clusters e distribuídas de forma esparsa sobre o parênquima do hipocampo. A história clínica de cada paciente, com mais ou menos convulsões ao longo do tempo, parece induzir padrões diferenciais de resposta microglial durante ELT. No presente estudo, o paciente com crises contínuas durante muitos anos, sem latência, apresentou intensa ativação microglial, distrofia e degeneração que se assemelham aos achados patológicos presentes na DA. Reações antiinflamatórias por células não microgliais também estavam presentes, como sugerido pela presença generalizada de células positivas para TGF-β sobre o parênquima do hipocampo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise de algumas variáveis envolvidas no comportamento alimentar(Universidade Federal do Pará, 2023-03-22) RODRIGUES, Carla Juliane Martins; OLIVEIRA SALGUEIRO, Marcia Maria Hernandes de Abreu de; http://lattes.cnpq.br/7744715686879616; https://orcid.org/0000-0001-6349-7219; ALBUQUERQUE, Luiz Carlos de; http://lattes.cnpq.br/5261537967195189; GALVÃO, Olavo de Faria; PARACAMPO, Carla Cristina Paiva; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/7483948147827075; http://lattes.cnpq.br/9018003546303132; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; https://orcid.org/0000-0001-9912-3833Foram analisados relatos de comportamento alimentar ortoréxico e transtornado e inflexibilidade comportamental em participantes vegetarianos e não vegetarianos de diferentes religiões. Os participantes responderam o formulário de caracterização, o questionário sobre comportamentos ortoréxicos – ORTO-15, a Escala de Atitudes Alimentares Transtornadas – EAAT, juntamente com o questionário sobre avaliação do comportamento inflexível, a Escala de Rigidez. Dos 205 participantes, 85,6% apresentaram relatos indicativos de comportamentos ortoréxicos, com prevalência do sexo masculino, 16% apresentaram relatos de atitudes alimentares transtornadas, com prevalência do sexo feminino e vegetarianos tenderam a apresentar escores mais altos que onívoros, houve uma correlação entre comportamento inflexível e atitudes alimentares transtornadas. Adventistas eram mais inclinados a serem vegetarianos que onívoros, participantes sem religião apresentaram menor chance para comportamentos ortoréxicos, atitudes alimentares transtornadas e inflexibilidade comportamental quando comparados com adventistas e católicos. Sugere-se novos estudos que investiguem o comportamento alimentar e suas variáveis de controle para o entendimento ampliado do fenômeno e possíveis intervenções.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise de respostas autocontroladas e impulsivas em participantes flexíveis e inflexíveis(Universidade Federal do Pará, 2021-12-20) CUNHA, Letícia Silva Madonado; OLIVEIRA, Caio Maximino de; ROCHA, Fernando Allan de Farias; http://lattes.cnpq.br/7758963790962240; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; PARACAMPO, Carla Cristina Paiva; http://lattes.cnpq.br/9018003546303132; GALVÃO, Olavo de Faria; VASCONCELOS NETO, Aécio de Borba; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/7483948147827075; http://lattes.cnpq.br/1327787867439433; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; https://orcid.org/0000-0001-9912-3833Considerando: a) a sugestão de que o comportamento autocontrolado de humanos ocorre sob controle de consequências futuras relatadas em regras e que o comportamento impulsivo ocorre sob controle de consequências imediatas; b) os resultados experimentais indicando que indivíduos classificados como flexíveis, sob algumas condições, tendem a não seguir regras discrepantes e que indivíduos classificados como inflexíveis, sob algumas condições, tendem a seguir regras discrepantes e, c) que essa variabilidade comportamental tem sido atribuída a diferentes histórias pré-experimentais; perguntou-se se a variabilidade comportamental observada em alguns estudos que investigaram o comportamento autocontrolado também pode ser atribuída a diferenças nas histórias pré-experimentais dos participantes. O Experimento 1 investigou se participantes classificados como flexíveis e inflexíveis, de acordo com a Escala de Rigidez de Rehfisch (1958), emitiriam mais respostas impulsivas ou mais respostas autocontroladas, quando estes eram expostos a um delineamento experimental similar ao utilizado por Flora et al. (1992). Adicionalmente, verificou se ocorreria correspondência entre a classificação como flexível ou inflexível, o desempenho experimental impulsivo ou autocontrolado e o resultado da aplicação da Escala de Impulsividade de Barratt - BIS11. Participaram 12 universitários, seis classificados como flexíveis e seis como inflexíveis. Desses, oito apresentaram responder impulsivo, um apresentou responder autocontrolado e três emitiram responder considerado neutro. Todos os participantes apresentaram classificação intermediária na Escala de Impulsividade. O Experimento 2 teve o mesmo objetivo do Experimento 1, utilizando um delineamento experimental modificado, no qual foi requerido que os participantes descrevessem a tarefa experimental, aumentado o número de tentativas de demonstração das relações de dependência entre respostas e consequências, inserido frases indicando os ganhos obtidos e reduzido o número total de tentativas do experimento. Participaram oito universitários, quatro flexíveis e quatro inflexíveis. Desses, um apresentou responder impulsivo, seis emitiram responder autocontrolado e um emitiu responder considerado neutro. No debriefing, todos os participantes entenderam o objetivo da tarefa, mas dois participantes do Grupo flexível não descreveram corretamente as contingências. Todos os participantes apresentaram classificação intermediária na Escala de Impulsividade. Nos dois experimentos não foi observada associação entre flexibilidade e inflexibilidade, impulsividade e autocontrole. Embora estaticamente não significativa, foi observado uma tendência do Grupo inflexível em emitir respostas mais autocontroladas em relação ao Grupo flexível. Também foi verificado que as variáveis manipuladas no Experimento 2 favoreceram o responder autocontrolado na tarefa.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise Quantitativa de Neurônio e Interleucina -1 beta em ratos que submetido a Status Epilepticus pelo Modelo de Pilocarpina(Universidade Federal do Pará, 2024-10-25) ARAUJO BRASIL, Rebeca de Melo; FRANCO, Edna Cristina Santos; http://lattes.cnpq.br/5939607544965550; https://orcid.org/0000-0003-2909-949X; LIMA, Silene Maria Araujo de; http://lattes.cnpq.br/8961057812067156; ROCHA, Fernando Allan de Farias; SILVA, Maria Luisa da; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; http://lattes.cnpq.br/2101884291102108; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050; https://orcid.org/0000-0002-8949-5622A epilepsia é a predisposição de desenvolver crises epilépticas espontâneas e recorrentes. Ela é uma doença do sistema nervoso mais comuns na população mundial e cerca d 30% dos pacientes apresentam Epilepsia Refratária, por isso existe grande interesse em desenvolver novas formas de tratamento e estudar a fisiopatologia da doença em modelos animais. Uma das principais epilepsias refratárias é a Epilepsia do Lobo Temporal (ELT), que costuma apresentar lesão na região do hipocampo denominada de Esclerose Hipocampal (EH), por isso o hipocampo é um dos focos epilépticos mais estudados. Tradicionalmente um aumento da expressão de IL - 1 beta e da ativação microglical são característicos de processo inflamatório no sistema nervoso. A resposta inflamatória é uma forma de defesa contra agressões no local, mas quanto exagerada pode aumentar o dano no tecido, inclusive na epilepsia. Neste trabalho para identificar e quantificar a tendência de perda neural e processo inflamatório no hipocampo, após Status epilepticus induzido por pilocarpina foram usados 11 animais sobreviventesdivididos em 3 grupos: Grupo controle (n=5), apenas solução salina sem ser induzido á crises epilépticas, com tempo de sobrevida de 7 dias; Grupo pilocarpina 7 dias (n=3), animais com sobrevida de até 7 dia após a indução das crises. EM seguida, foi feita a extração dos encéfalos e testes imunohistoquimico com anticorpo anti-NeuN e anti-IL-1beta, para contagem no padrão de marcaão. Todos os esforços foram aplicados para evitar o estresse excessivos dos animais durante os procedimentos. A morfologia do hipocampo e a marcação das células com o anticorpo Anti-NeuN foi observada nos três grupos, o grupo controle apresentou mais células do que os demais, já a marcação Anti-IL-1beta foi mais fraca nos grupos controle e reduzida no grupo pilocarpina 7 dias, e com maior intensidade e expressão no grupo pilocarpina 1 dia, os grupos foram comparados com o teste estatístico Kruskal-Walls e não apresentaram diferenças significativas, porém um padrão de acordo com o previsto em um estudo anterior do nosso grupo que pode ser investigado com outras amostragens sobre o desenvolvimento do processo inflamatório e sua migrção para as diferentes áreas hipocampais e reafirmamos a relevância da prevenção e tratamento precoce das crises.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Apego adulto, estratégia de história de vida e vínculo afetivo em gêmeos(Universidade Federal do Pará, 2018-03-02) COSTA, Priscila Iara da Silva Louzada da; LIMA, Silene Maria Araujo de; http://lattes.cnpq.br/8961057812067156; SOUZA, Regina Célia Gomes de; http://lattes.cnpq.br/5576436464955236; SANTOS, Carlos David da Silva Oliveira dos; SHIRAMIZU, Victor Kenji Medeiros; http://lattes.cnpq.br/1834779056706117; http://lattes.cnpq.br/7602946332771403Na Perspectiva Evolucionista, pesquisadores sugerem que o amor romântico foi selecionado de modo que permitiu a permanência dos parceiros na relação. A construção do vínculo afetivo entre os pares desenvolveu-se, principalmente, por conta da prematuridade do bebê. Nessa relação, o sistema de apego propicia aos infantes procurar no seu principal cuidador segurança e conforto. Já os estilos de apego adulto são entendidos como uma representação do padrão de vinculação pessoal, internalizada e abrangente. Considerou-se, também, a Teoria da História de Vida, que identifica as estratégias desenvolvidas na ontogênese do indivíduo. Sendo que, estratégia lenta está relacionada ao ambiente imprevisível e menor investimento parental, por exemplo, enquanto na rápida ocorre o contrário. O objetivo desta pesquisa foi verificar as influências de possíveis fatores genéticos e ambientais no estilo de apego adulto, na estratégia de história de vida, e no vínculo amoroso, usando a Metodologia de Estudos com Gêmeos. Atualmente, estudos com gêmeos são utilizados na área da Genética do Comportamento interdisciplinar que associa genética e as ciências do comportamento. Nesse campo de estudo, sugere-se que o ambiente possui papel decisório em cada passo do percurso entre comportamento, cérebro e genes, considerando o termo ambiente como todos os aspectos não herdáveis. Participaram da pesquisa 37 pares de gêmeos monozigóticos (MZ) e 11 pares de dizigóticos (DZ), a maioria do sexo feminino, com alta escolaridade e de diversos estados do Brasil. Os gêmeos responderam um questionário online, com perguntas sociodemográficas, uma escala de estilo de apego adulto, uma escala de história de vida, e uma de vínculo amoroso. A maioria dos gêmeos apresentaram estilos de apego seguro (50%); vinculação baixa em seus relacionamentos, e uma estratégia lenta, com elevado investimento parental e pouco número de filhos. Ao analisarmos os estilos de apego adulto, estratégias de história de vida e vínculo afetivo na presente pesquisa, não foi possível verificar a hipótese dos gêmeos MZ serem mais semelhantes entre si do que os DZ, provavelmente devido ao pequeno número amostral dos DZ, que implicou a não realização de análises estatísticas mais robustas. No entanto, constatou-se o quanto os aspectos do ambiente permeiam esses fatores e que de alguma forma estão relacionados. Para finalizar, sugere-se que um número amostral maior de gêmeos dizigóticos para investigar esses aspectos. E que a pesquisa possui sua relevância mediante aos poucos estudos com gêmeos no Brasil na área da Psicologia, além de não ter encontrado pesquisas nacionais que permeiam esses fatores: apego, história de vida e vínculo afetivo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Associação entre autopercepção da mastigação, comportamento mastigatório e presença de sintomas gastrointestinais em candidatos à cirurgia bariátrica(Universidade Federal do Pará, 2021-09-15) MARTINS, Flávia Luciana Pinheiro de Souza Pinto; COSTA, Vanessa Vieira Lourenço; http://lattes.cnpq.br/0235984184315218; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; FARIAS, Letícia Miquilini de Arruda; GONÇALVES, Rosa de Fátima Marques; ARAUJO, Marilia de Souza; http://lattes.cnpq.br/1667910071509974; http://lattes.cnpq.br/1442590436606178; http://lattes.cnpq.br/9371703949781020; https://orcid.org/0000-0002-3975-4091; https://orcid.org/0000-0002-6036-2279A adequação no padrão mastigatório faz-se necessária não somente devido ao impacto na digestão, mas também na relação com a perda de peso, principal meta dos candidatos à cirurgia bariátrica. Considerando o impacto da mastigação incorreta na presença de sintomas digestivos nesses pacientes, além da escassez de pesquisas nessa temática, este estudo tem por objetivo testar a associação entre a autopercepção da mastigação, o comportamento mastigatório e a presença de sintomas gastrointestinais em pacientes no pré-operatório de cirurgia bariátrica. Método: Trata-se de um estudo transversal, descritivo e analítico, desenvolvido em um hospital público em Belém/PA referência em cirurgia bariátrica. Foram avaliados 60 adultos candidatos à cirurgia bariátrica, de ambos os sexos, sendo avaliado o comportamento mastigatório pela pesquisadora fonoaudióloga, seguido de aplicação de um questionário de autopercepção sobre a mastigação e um questionário com informações clínicas, de sintomas gastrointestinais, e sociodemográficas. Foi realizada análise estatística por meio do programa SPSS, v. 26, considerando nível de significância p<0,05. Resultados:A maioria dos participantes era do sexo feminino (96,7%), com ensino médio completo (43,3%) e renda entre 1 a 3 salários mínimos (56,7%). Os participantes apresentaram padrão mastigatório predominantemente unilateral (32; 91,6%), ritmo mastigatório rápido 44 (73,3%), movimentos mandibulares rotatórios 35 (58,3%), bolo alimentar grande colocado na boca 48 (80%), necessidade de ingestão de líquidos durante as refeições 22 (36,7%) e 25 (41,7%) referiram que a mastigação pode causar algum problema. Pode-se observar que muitos desses dados obtidos na avaliação não se assemelharam com a autopercepção desses participantes e a presença de sintomas gastrointestinais desagradáveis. Além disso, foi encontrada associação entre perceber que a mastigação causa problemas com a escassez mastigatória (p=0,006), diarreia (p=0,004), perceber que nunca mastiga devagar (p=0,048), cortar os alimentos com os dentes da frente frequentemente (p=0,034) e apresentar engasgos frequentemente (p=0,035). Conclusão: Os participantes tiveram autopercepção discrepante da mastigação, apesar de relatarem execução incorreta durante a mastigação, ainda assim não associavam a uma mastigação incorreta, ao processo de digestão e sintomas gastrointestinais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Associação entre comportamentos sugestivos de adição alimentar, fatores clínicos-nutricionais, saúde mental, sono e atividade física em candidatos à cirurgia bariátrica(Universidade Federal do Pará, 2026-03-23) REIS, Carliane Cardoso dos; CONÇEIÇÃO, Eva Martins da; https://orcid.org/0000-0002-1982-5796; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; TEIXEIRA, Rachel Coêlho Ripardo; CARVALHAL, Manuela Maria de Lima; LOURENÇO-COSTA, Vanessa Vieira; http://lattes.cnpq.br/7663300976857946; http://lattes.cnpq.br/0708921042608519; http://lattes.cnpq.br/0235984184315218; https://orcid.org/0000-0003-0515-7560; https://orcid.org/0000-0003-1397-0471A adição alimentar (AA) tem sido associada à obesidade e a desfechos desfavoráveis no contexto da cirurgia bariátrica (CB), especialmente quando presente no período pré-operatório. Fatores emocionais, qualidade do sono e prática de atividade física (AF) podem influenciar esse comportamento, porém ainda são pouco investigados de forma integrada. Objetivo: Verificar a relação entre AA, sintomas de ansiedade, depressão, estresse, qualidade do sono, prática de AF e fatores clínicos-nutricionais em indivíduos em pré-operatório de CB. Método: Trata-se de um estudo transversal correlacional, realizado com 125 candidatos à CB atendidos em um hospital de referência no estado do Pará. Foram aplicadas a Escala de Adição por Alimentos de Yale 2.0 Modificada (mYFAS 2.0), a Escala de Depressão, Ansiedade e Estresse (DASS-21), o Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI), além de questionários sociodemográficos, clínicos, antropométricos e de atividade física. Resultados: A prevalência de AA foi de 34,4%, sendo que a presença e a maior gravidade da AA estiveram associadas a níveis mais elevados de depressão (p < 0,001), ansiedade (p= 0,002) e estresse (p= 0,001). A prática regular de AF mostrou associação negativa com a AA grave (p= 0,046). Observou-se elevada prevalência de má qualidade do sono e distúrbios do sono, associados a piores indicadores emocionais, embora sem associação direta com a AA. Conclusão: a AA é frequente no pré-operatório da CB e se relaciona principalmente a fatores emocionais e AF, reforçando a importância de uma abordagem multiprofissional precoce.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Atitudes alimentares, autoestima, autoimagem corporal, autocrítica e assertividade de mulheres com estado nutricional eutrófico(Universidade Federal do Pará, 2025-03-27) MORAES, Tainá Martins; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; PARACAMPO, Carla Cristina Paiva; http://lattes.cnpq.br/9018003546303132; FARIAS, Letícia Miquilini de Arruda; PEREIRA, Fabiane da Silva; KREJCOVA, Lane Viana; http://lattes.cnpq.br/1667910071509974; http://lattes.cnpq.br/4766850447381074; http://lattes.cnpq.br/2604693973864638; https://orcid.org/0000-0002-3975-4091Introdução: Atitudes alimentares desordenadas ocorrem quando há emissões de comportamentos desadaptativos relacionados à alimentação, como a ocorrência de restrição, compulsão e comportamentos compensatórios e podem estar relacionadas a tentativas de controle de peso. Somado a isso, encontra-se um cenário no qual há um padrão de beleza estabelecido se relaciona a um corpo magro. Quando esse modelo corporal não é alcançado, observa-se insatisfação quanto à imagem corporal, assim, tem-se a emissão de comportamentos autocríticos, baixa autoestima e déficits em habilidades sociais, como observado no comportamento assertivo. Todavia, pouca atenção tem sido dada para verificar como tais medidas se comportam quando correlacionadas e associadas ao estado nutricional de eutrofia (peso normal). Objetivo: Verificar atitudes alimentares e satisfação com a imagem corporal de mulheres com eutrofia e sua associação com assertividade, autoestima e autocrítica. Método: Trata-se de uma pesquisa transversal, descritiva e analítica, realizada em locais públicos na cidade de Belém (PA). Participaram mulheres na faixa etária de 20 a 40 anos, residentes em Belém (PA), que possuíssem escolaridade mínima de ensino médio completo e que apresentassem Índice de Massa Corporal (IMC) na faixa de eutrofia (18,5 a 24,9 kg/m²). As participantes responderam um formulário acerca de dados socioeconômicos e demográficos e peso e altura autorreferidos. Para avaliar as atitudes alimentares foi utilizada a Escala de Atitudes Alimentares Transtornadas (EAAT). Para autoimagem corporal foi aplicada a Escala de Silhuetas de Stunkard. A assertividade foi avaliada pelo Inventário de Habilidades Assertivas. Além disso, foram utilizadas a Escala de Autoestima de Rosenberg e o Escala de Formas do Auto-Criticismo e Auto-Tranquilização para analisar a autoestima e a autocrítica, respectivamente. Para análise estatística foi utilizado o software Statistical Package for Social Science (IBM® SPSS®) versão 24.0. Resultados: Participaram do estudo 203 mulheres, a média de idade das participantes foi de 26,5±5,14, Índice de Massa Corporal médio de 22,27±1,81 kg/m2 e a pontuação média obtida na EAAT foi de 62,75±13,62, a maioria (72,4%; n=147) demonstrou-se insatisfeita com a imagem corporal. No primeiro artigo verificou-se que as participantes que apresentaram atitudes alimentares mais desordenadas, tinham maior insatisfação com a imagem corporal (r=-0,311; p=<0,001), comportamento mais autocrítico (r=0,289; p=<0,001) e baixa autoestima (r=-0,213; p=0,002). No segundo estudo, os resultados apontaram que maior insatisfação com a imagem corporal foi associada a maior emissão de comportamentos autocríticos (r=0,170; p=0,015), ter uma elevada autoestima foi associada a satisfação com a imagem corporal (r=-0,179; p=0,010) e não houve correlação entre as variáveis assertividade e imagem corporal das participantes. (r=-0,125; p=0,076). Conclusão: Os resultados indicaram que mesmo as mulheres sem excesso de peso, apresentaram atitudes alimentares desordenadas, insatisfação com a imagem corporal e um bom repertório de habilidades assertivas, que estiveram relacionadas a emissão de comportamentos autocríticos e baixa autoestima.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ausência de efeito do ruído de luminância sobre as respostas corticais provocadas por estímulos pseudoisocromáticos(Universidade Federal do Pará, 2019-09-03) LOPES, Belanny Barbosa; BRINO, Ana Leda de Faria; http://lattes.cnpq.br/9930065472602966; SOUZA, Givago da Silva; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718; https://orcid.org/0000-0002-4525-3971; VENTURA, Dora Selma Fix; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/2951961722680149; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; https://orcid.org/0000-0002-7616-4031O ruído de luminância em um estímulo pseudoisocromático caracteriza-se pela distribuição aleatória espacial de diferentes valores de luminância. Esta característica possibilita eliminar pista de brilho entre o alvo e o fundo dos estímulos, permitindo que a percepção da diferença entre eles ocorra apenas por seus conteúdos cromáticos. Tem sido observado que mudanças em parâmetros do ruído de luminância modificam a discriminação perceptual entre as cores do alvo e do fundo do estímulo. Não se sabe onde e como as informações de luminância e cor interagem para levar a tais modificações perceptuais. O objetivo desta dissertação foi avaliar a influência de modificação do ruído de luminância sobre respostas corticais provocadas por estímulos pseudoisocromáticos. Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos do Núcleo de Medicina Tropical da Universidade Federal do Pará, protocolo #991.803. A amostra foi composta por 16 participantes tricromatas saudáveis, com idade entre 24 e 36 anos (26,5 ± 3,4 anos), sendo nove mulheres e sete homens. Os estímulos foram gerados no sistema ViSaGe e foram compostos por redes verde-vermelhas pseudoisocromáticas de 6° com frequência espacial de 2 cpg em um campo de 7,25°. O mosaico foi composto por 2448 círculos que variavam em tamanho e luminância. Dois experimentos testaram duas diferentes formas de manipulação do ruído de luminância, mantendo-se a luminância média (15 cd/m2) do estímulo em todas as condições: (i) No primeiro experimento, foram testados 16 participantes da amostra. Nele, houve variação da amplitude de luminância entre quatro condições: amplitude de 20 cd/m2; amplitude de 12 cd/m2; amplitude de 4 cd/m2 e amplitude de 1 cd/m2, mantendo-se o número de níveis de luminância em todas as condições (cinco níveis). (ii) No segundo experimento, foram testados sete participantes da amostra. Houve variação do nível de luminância entre três condições: 2, 5 e 11 níveis de luminância, mantendo-se a amplitude de luminância em 20 cd/m2 em todas as condições. A atividade cortical foi registrada por eletródios de superfície de ouro posicionados em Oz (ativo), Fpz (referência) e Fz (terra). Foi realizada amplificação de 50000 vezes, digitalizado em 1000 Hz e filtrado entre 0,1 e 100 Hz. A magnitude da resposta foi medida entre a linha de base e pico de amplitude do componente negativo (N1) esperado em torno de 120 ms e dos componentes positivos P1 e P2, esperados em torno de 70 e 230 ms, respectivamente. O tempo de resposta foi quantificado como o tempo para o valor do pico dos componentes N1, P1 e P2. Foi usado ANOVA de um critério para comparar as amplitudes e latências do componentes gerados pelas diferentes condições de estimulação. Os resultados do primeiro experimento mostraram que não houve efeito significativo da modificação da amplitude de luminância do ruído do estímulo sobre a amplitude dos componentes P1 (F[3,60] = 0,6452, p = 0,5929), N1 (F[3,60] = 0,0744, p = 0,97) e P2 (F[3,60] = 0,5183, p = 0,67655). O mesmo aconteceu com as latências, não houve efeito da modificação da amplitude de luminância sobre a latência dos componentes P1 (F[3,60] = 1,0987, p = 0,3578), N1 (F[3,60] = 0,0509, p = 0,98) e P2 (F[3,60] = 1,0384, p = 0,3831). Assim como aconteceu no primeiro experimento, os resultados do segundo experimento mostraram que não houve efeito significativo da manipulação do número de níveis de luminância do ruído do estímulo sobre a amplitude dos componentes P1 (F[2,18] = 0,1847, p = 0,8339), N1 (F[2,18] = 0,121, p = 0,89) e P2 (F[2,18] = 0,1057, p = 0,8998), bem como não foi observado efeito significativo da modificação do nível de luminância sobre a latência dos componentes P1 (F[2,18] = 0,8327, p = 0,5457), N1 (F[2,18] = 0,347, p = 0,71) e P2 (F[2,18] = 1,1412, p = 0,3423). A principal constatação desta dissertação foi que, apesar de produzirem mudanças nas respostas psicofísicas dos sujeitos, as alterações de amplitude e níveis de ruído de luminância, não produzem modificações equivalentes nas respostas corticais. Assim, supõe-se que as alterações de discriminação de cores observadas psicofisicamente pelas manipulações do ruído de luminância não devem ocorrer no córtex visual primário, mas sim em substratos anátomo-funcionais em níveis corticais superiores.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Autonomia em Jovens e sua relação com o Estilo de Apego Adulto(Universidade Federal do Pará, 2026-03-28) BARROS, Aline de Abreu França; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; TEIXEIRA, Rachel Coêlho Ripardo; http://lattes.cnpq.br/7663300976857946; https://orcid.org/0000-0003-0515-7560; DUTRA, Natália Bezerra; MENEZES, Aline Beckmann de Castro; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/9477887434121232; http://lattes.cnpq.br/8107199720875369; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; https://orcid.org/0000-0002-0766-0795Autonomia é um conceito multifacetado que envolve a capacidade de autogoverno, tomada de decisões (autonomia comportamental, funcional e atitudinal), emoções e pensamentos próprios (autonomia emocional). Em paralelo, o estilo de apego, conforme proposto pela Teoria do Apego de John Bowlby, caracteriza como os indivíduos formam vínculos e gerenciam suas relações emocionais. Este estudo teve o objetivo de avaliar se os jovens com estilo de apego seguro têm maiores escores de autonomia quando comparados com escores de autonomia de jovens de estilo de apego inseguro, ou seja, que hiperativam ou desativam o sistema comportamental de apego causando ansiedade excessiva (estilo de apego inseguro ansioso) ou evitação excessiva (estilo de apego inseguro evitativo), além de considerar a renda dos jovens da amostra. Participaram do estudo 202 jovens brasileiros, com idade entre 18 e 21 anos, que responderam a instrumentos de autorrelato sobre autonomia (Questionário de Autonomia) e apego (Escala de Estilo de Relacionamento). Para essa amostra, os resultados indicaram correlação negativa entre autonomia e os indicadores de apego (ansiedade e evitação), sugerindo que o apego seguro dessa faixa etária está associado a níveis mais elevados de autonomia. A renda foi um fator coadjuvante. Esses achados contribuem para a compreensão do papel das relações de apego no desenvolvimento da autonomia durante a transição para a vida adulta.
