Apego adulto, estratégia de história de vida e vínculo afetivo em gêmeos

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02-03-2018

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COSTA, Priscila Iara da Silva Louzada da. Apego adulto, estratégia de história de vida e vínculo afetivo em gêmeos. Orientador: Regina Célia Gomes de Sousa. 2018. 52 f. Dissertação (Mestrado em Neurociências e comportamento) - Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento, Universidade Federal do Pará, Belém, 2018. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18810. Acesso em: .

DOI

Na Perspectiva Evolucionista, pesquisadores sugerem que o amor romântico foi selecionado de modo que permitiu a permanência dos parceiros na relação. A construção do vínculo afetivo entre os pares desenvolveu-se, principalmente, por conta da prematuridade do bebê. Nessa relação, o sistema de apego propicia aos infantes procurar no seu principal cuidador segurança e conforto. Já os estilos de apego adulto são entendidos como uma representação do padrão de vinculação pessoal, internalizada e abrangente. Considerou-se, também, a Teoria da História de Vida, que identifica as estratégias desenvolvidas na ontogênese do indivíduo. Sendo que, estratégia lenta está relacionada ao ambiente imprevisível e menor investimento parental, por exemplo, enquanto na rápida ocorre o contrário. O objetivo desta pesquisa foi verificar as influências de possíveis fatores genéticos e ambientais no estilo de apego adulto, na estratégia de história de vida, e no vínculo amoroso, usando a Metodologia de Estudos com Gêmeos. Atualmente, estudos com gêmeos são utilizados na área da Genética do Comportamento interdisciplinar que associa genética e as ciências do comportamento. Nesse campo de estudo, sugere-se que o ambiente possui papel decisório em cada passo do percurso entre comportamento, cérebro e genes, considerando o termo ambiente como todos os aspectos não herdáveis. Participaram da pesquisa 37 pares de gêmeos monozigóticos (MZ) e 11 pares de dizigóticos (DZ), a maioria do sexo feminino, com alta escolaridade e de diversos estados do Brasil. Os gêmeos responderam um questionário online, com perguntas sociodemográficas, uma escala de estilo de apego adulto, uma escala de história de vida, e uma de vínculo amoroso. A maioria dos gêmeos apresentaram estilos de apego seguro (50%); vinculação baixa em seus relacionamentos, e uma estratégia lenta, com elevado investimento parental e pouco número de filhos. Ao analisarmos os estilos de apego adulto, estratégias de história de vida e vínculo afetivo na presente pesquisa, não foi possível verificar a hipótese dos gêmeos MZ serem mais semelhantes entre si do que os DZ, provavelmente devido ao pequeno número amostral dos DZ, que implicou a não realização de análises estatísticas mais robustas. No entanto, constatou-se o quanto os aspectos do ambiente permeiam esses fatores e que de alguma forma estão relacionados. Para finalizar, sugere-se que um número amostral maior de gêmeos dizigóticos para investigar esses aspectos. E que a pesquisa possui sua relevância mediante aos poucos estudos com gêmeos no Brasil na área da Psicologia, além de não ter encontrado pesquisas nacionais que permeiam esses fatores: apego, história de vida e vínculo afetivo.

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Área de concentração

País

Brasil

Instituição(ões)

Universidade Federal do Pará

Sigla(s) da(s) Instituição(ões)

UFPA

Instituto

Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento

Programa

Programa de Pós-Graduação em Neurociências e Comportamento

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https://ppgnc.propesp.ufpa.br/index.php/br/teses-e-dissertacoes/dissertacoes/164-2018