Análise da expressão de citocinas inflamatórias em hipocampo de pacientes com epilepsia mesial do lobo temporal: sugestões para a aplicabilidade de testes de memória pós-cirurgia

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02-08-2019

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SOUZA, Laize Souto Farage de. Análise da expressão de citocinas inflamatórias em hipocampo de pacientes com epilepsia mesial do lobo temporal: sugestões para a aplicabilidade de testes de memória pós-cirurgia. Orientador: Silene Maria Araujo de Lima. 2019. 55 f. Dissertação (Mestrado em Neurociências e comportamento) - Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento, Universidade Federal do Pará, Belém, 2019. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18801. Acesso em: .

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A neuroinflamação é um evento secundário importante da fisiopatologia dos distúrbios neurais agudos e crônicos. Ele compreende componentes humorais e celulares dos sistemas imunes inato e adaptativo. A ativação microglial é um evento crucial nos distúrbios neuronais crônicos, com consequências deletérias e/ou benéficas. Na epilepsia, uma reação microglial intensa e de longa duração tem sido descrita usando modelos experimentais de status epilepticus, o que indica um importante papel da microgliose no dano neuronal. No entanto, os padrões de ativação microglial não foram sistematicamente investigados no cérebro de pacientes humanos com diferentes graus de esclerose hipocampal devido à epilepsia do lobo temporal (ELT). Neste estudo, explorou-se o padrão de reação microglial no hipocampo de pacientes com ELT com diferentes histórias clínicas e submetidos a hipocampectomia unilateral para tratamento de ELT refratária. Amostras de hipocampo foram obtidas através da ressecção desse hipocampo. Foram utilizados o tecido de um paciente que apresentou a primeira convulsão na infância, a qual se tornou contínua (P4) e de um paciente com latência de décadas após a primeira convulsão (P5). As amostras de tecido removidas durante a cirurgia foram coletadas em solução salina estéril e logo após foram colocadas em paraformaldeído a 4% por 24 horas. Após esse período, as amostras de tecido dos pacientes P4 e P5 foram crioprotegidas em diferentes gradientes de solução de glicerol e sacarose por duas semanas e cortadas usando um criostato a 40 µm de espessura. As secções foram submetidas à imunohistoquímica para imunomarcação de microglia (anti-Iba1) e citocina antiinflamatória (TGF-β). Ativação microglial generalizada com diferentes graus de microgliose estava presente no hipocampo dos pacientes P4 e P5. No entanto, a reação microglial foi mais intensa em P4, caracterizada por um número considerável de microglia degenerativa e distrófica e células bastonetes. As células positivas para TGF-β estavam conspicuamente presentes no hipocampo de ambos os pacientes em cavidades parecidas com clusters e distribuídas de forma esparsa sobre o parênquima do hipocampo. A história clínica de cada paciente, com mais ou menos convulsões ao longo do tempo, parece induzir padrões diferenciais de resposta microglial durante ELT. No presente estudo, o paciente com crises contínuas durante muitos anos, sem latência, apresentou intensa ativação microglial, distrofia e degeneração que se assemelham aos achados patológicos presentes na DA. Reações antiinflamatórias por células não microgliais também estavam presentes, como sugerido pela presença generalizada de células positivas para TGF-β sobre o parênquima do hipocampo.

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Brasil

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Universidade Federal do Pará

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