Adesão ao tratamento em pacientes portadores de Diabetes Tipo 2: uso de diferentes regras de contagem de carboidrato

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23-09-2019

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QUEIROZ, Joelma Coutinho Pinheiro. Adesão ao tratamento em pacientes portadores de Diabetes Tipo 2: uso de diferentes regras de contagem de carboidrato. Orientador: Daniela Lopes Gomes. 2019. 142 f. Dissertação (Mestrado em Neurociências e comportamento) - Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento, Universidade Federal do Pará, Belém, 2019. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18802. Acesso em: .

DOI

Pacientes portadores de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como a diabetes, apresentam dificuldades em relação ao tratamento por este ser contínuo, e não haver cura, apenas controle e prevenção. Para a adesão ao tratamento considera-se que o comportamento de seguir regras pode dar sustentabilidade ao paciente. As regras podem atuar como forma de aprender novos comportamentos durante a ontogênese (história de vida) do indivíduo, sendo que o tratamento nutricional, em forma de tabelas de contagem de nutrientes, são tipos de regras. Para isso, procurou-se investigar a adesão ao tratamento nutricional de diabéticos pelo uso de duas formas de tabelas de contagens de nutrientes. Foram utilizados duas tabelas de contagem de carboidratos adaptadas à região Norte, uma que contava apenas os carboidratos em gramas, e outra contava a quantidade de carboidratos, gordura e sódio. Participaram da pesquisa 8 indivíduos divididos entre o Grupo 1 ( iniciava a pesquisa contabdo apenas carboidrato), 2 homens e 2 mulheres, e o Grupo 2 que iniciava a pesquisa contando carboidratos, gordura e sódio), 1 homem e 3 mulheres. Eles tinham que planejar suas refeições ao longo do dia, registrar em diários alimentares e fazer as contagens dos nutrientes sob o controle de uma meta prescrita pela pesquisadora. Os resultados mostraram que todos os participantes emitiram apenas a respostas de registrar e somar as quantidades, porém não fizeram o planejamento de suas refeições, evidenciado por suas escolhas alimentares registradas. Esse comportamento possivelmente ficou sob controle da consequencia aversiva que era a substituição de seus alimentos mais apreciados por outros de melhor valor nutricional. Observou-se que 6 dos 8 participantes tiveram preferência de uso pela tabela que contava somente carboidratos, ou seja, a que possuía respostas de contagem mais simples, independente da ordem a que foram apresentados às tabelas, mostrando que o não seguimento de regras para a emissão da cadeia completa de respostas ficou sob controle da variável de custo de respsosta. Concluímos que o seguimento de regras depende do custo de resposta e de suas consequências imeditas.

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Universidade Federal do Pará

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