Análise Comparativa da complexidade da Frequência Cardíaca em pacientes com Doença de Parkinson e indivíduos saudáveis, durante a deambulação com e sem obstáculos

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19-03-2026

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Ferreira, Vívian Aguiar Reis. Análise Comparativa da complexidade da Frequência Cardíaca em pacientes com Doença de Parkinson e indivíduos saudáveis, durante a deambulação com e sem obstáculos. Orientador: Fernando Allan de Farias Rocha. 2026. 82 f. Dissertação (Mestrado em Neurociências e comportamento) - Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento, Universidade Federal do Pará, Belém, 2026. Disponível em: . Acesso em: .

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Introdução: A variabilidade da frequência cardíaca (VFC) é um marcador neural cardíaco, frequentemente alterada na Doença de Parkinson (DP) durante a marcha. Objetivo: Avaliar a atividade autonômica cardíaca em pacientes com DP, idosos e adultos jovens saudáveis durante o repouso e a caminhada com e sem obstáculos. Método: Foi realizado um estudo transversal, observacional, quatitativo e qualitativo, com 60 indivíduos: 20 com DP, 20 idosos saudáveis e 20 adultos jovens residentes na região de Belém, Brasil. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética (parecer 6.133.181). A coleta de dados da VFC foi registrada em repouso (10 min) e durante a caminhada com e sem obstáculos (4 min cada) em percurso triangular de 15,7 m. Um Índice de Complexidade (IC) foi obtido a partir do primeiro componente principal da Entropia Aproximada (m=2) e da Entropia Multiescala (MSE1,2,10,15). Equações de Estimação Generalizadas avaliaram os efeitos de grupo e condição, ajustados pela frequência cardíaca média. Resultados: O IC diminuiu durante a negociação de obstáculos em comparação ao repouso e diferiu entre os grupos, sendo que o grupo com DP apresentou menor complexidade do que os idosos saudáveis. A frequência cardíaca média esteve inversamente associada ao IC, indicando que os achados não foram explicados apenas por alterações cronotrópicas. O IC apresentou associação não significativa com o RMSSD e associação positiva moderada com a razão LF/HF durante a negociação de obstáculos (r = 0,313; p = 0,025). As diferenças intra-sujeitos entre a negociação de obstáculos e o repouso revelaram uma supressão progressiva da complexidade, mais pronunciada no grupo com DP. A inclusão da dose diária equivalente de levodopa não alterou substancialmente os resultados. Conclusão: O desafio motor reduziu a complexidade da VFC, especialmente em indivíduos com DP, sugerindo menor adaptabilidade da integração autonômica central.

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