Navegando por Assunto "Methylmercury"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Exposição ao MEHG provoca dano na medula espinhal: percepções a partir da análise proteômica e estresse oxidativo(Universidade Federal do Pará, 2020-08-27) EIRÓ, Luciana Guimarães; LIMA, Rafael Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/3512648574555468; https://orcid.org/ 0000-0003-1486-4013O metilmercúrio (MeHg) é considerado pela Organização Mundial da Saúde como um dos produtos químicos de maior preocupação de saúde pública. Assim, conhecendo a suscetibilidade das regiões do sistema nervoso central e a ausência de evidências sobre os efeitos na medula espinhal, este estudo teve como objetivo investigar mudanças proteômicas e bioquímicas na medula espinhal após a exposição prolongada do MeHg em doses baixas. Para isto, ratos Wistar machos foram expostos a uma dose de 0,04 mg/kg/dia por 60 dias. Depois disso, o proteoma foi identificado com posterior análise de sobre representação (ORA). Para a bioquímica oxidativa, os parâmetros antioxidantes (ACAP, TEAC, GSH) e pró-oxidantes (LPO e íons nitritos) foram avaliados. A análise proteômica mostrou várias proteínas alteradas que participam de processos biológicos, componentes celulares e funções moleculares. Houve um aumento nos níveis totais de mercúrio (Hg) na medula espinhal, assim como um aumento nos íons LPO e nitrito e uma redução nos parâmetros ACAP, TEAC e GSH. Portanto, a exposição a baixas doses de MeHg pode desencadear estresse oxidativo associado a mudanças no perfil proteômico.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Exposição pré-natal ao mercúrio e os desfechos ao nascer em população ribeirinha da região do Xingu, Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2025-08-29) SILVA, Tânia da Conceição; PINHEIRO, Maria da Conceição; http://lattes.cnpq.br/6353829454533268; LUCIANELLI, Fernanda Nogueira Valentin ; http://lattes.cnpq.br/5323991664296959; https://orcid.org/0000-0002-8279-3758; NUNES, Daniela Santana; SANTOS, Ozelia Sousa; MARTINS, Tracy Martina Marques; http://lattes.cnpq.br/6036935515134179; http://lattes.cnpq.br/0732396645940620; http://lattes.cnpq.br/6308790966854045A exposição ao metilmercúrio (MeHg) durante a gestação representa um risco potencial ao desenvolvimento fetal, especialmente em populações amazônicas que consomem pescado com frequência. Este estudo buscou avaliar a relação entre o consumo de peixe por gestantes, os níveis de mercúrio total (HgT) no cordão umbilical e possíveis desfechos gestacionais e neonatais adversos, no município de Porto de Moz, Pará. O tipo de estudo foi observacional, com abordagem quantitativa, realizado com 108 gestantes atendidas em unidade básica de saúde entre 2024 e 2025. Foi analisada uma subamostra das gestantes com dados de biomarcadores, sendo mensurados os níveis de HgT no cordão umbilical por espectrometria de absorção atômica. Foram coletadas informações sobre consumo alimentar, perfil sociodemográfico e dados perinatais dos recém-nascidos. A média de HgT no cordão foi de 0,25 ± 0,18 μg/mg, com todos os valores abaixo do limite de risco (6 μg/L). Observou-se uma tendência de aumento dos níveis de HgT proporcional à frequência de consumo de pescado, especialmente de espécies carnívoras como tucunaré e traíra. Não foram identificadas malformações congênitas ou prematuridade, mas houve tendência de redução no peso ao nascer com o aumento do HgT, embora sem significância estatística (p = 0,174; R² = 11,9%). Apesar de os níveis de mercúrio detectados estarem abaixo dos limiares de risco, os achados indicam uma exposição crônica relevante associada ao padrão alimentar regional. O consumo predominante de espécies não carnívoras pode ter atuado como fator protetivo. Os resultados reforçam a necessidade de monitoramento contínuo da exposição ao MeHg em gestantes amazônicas, além de ações de educação alimentar e vigilância ambiental articuladas às especificidades socioculturais locais.
