Navegando por Assunto "Ovino"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Cinética de fermentação e parâmetros ruminais de animais alimentados com dietas contendo níveis de inclusão de torta da amêndoa de castanha-do-pará(Universidade Federal do Pará, 2016-02-25) BUDEL, Juliana Cristina de Castro; SILVA, André Guimarães Maciel e; http://lattes.cnpq.br/8940750096354420; SOUSA, Luciano Fernandes; http://lattes.cnpq.br/4653514398045610; LOURENÇO JÚNIOR, José de Brito; http://lattes.cnpq.br/2919433679918544A cinética de fermentação e a degradabilidade efetiva (DE) da torta da amêndoa de castanha-do-pará (Bertholletia excelsa Bonpl.) - (TAC) foram avaliadas nas proporções 0 (controle), 15, 30, 45, 60 e 100% da matéria seca em substituição à silagem de milho (SM), através da produção de gases in vitro, nos tempos 3, 6, 9, 12, 24, 48, 72 e 96 horas. O delineamento experimental para produção de gases foi em blocos ao acaso, com seis tratamentos, três blocos e duas repetições por bloco. Para estimativa dos parâmetros de cinética de fermentação ruminal de cada tratamento, o modelo de France et al. (1993) foi ajustado aos dados. Em experimento in vivo, avaliou-se os parâmetros ruminais de ovinos alimentados com 0, 15, 30 e 45% (MS) de TAC, e silagem de milho. As coletas de líquido ruminal para determinação da concentração dos AGCC, pH e N-NH3 foram realizadas às 08h00, antes do fornecimento da dieta, e às 10h00, 12h00, 14h00, 16h00 e 18h00, pós-prandial. O delineamento foi inteiramente casualizado, com medidas repetidas no tempo, sendo quatro tratamentos e três repetições. Os resultados das variáveis: acetato, propionato, butirato, relação acetato:propionato, pH e NH3 foram submetidos à análise de variância e regressão (linear e quadrática) considerando-se tratamento, tempo e a interação de ambos. Utilizou-se o teste F, com nível de significância de 5% (P<0,05). O padrão de cinética de fermentação e DE foi linear decrescente (P<0,05), diminuindo a produção de gás total à cada nível de inclusão do coproduto. Não houve efeito da interação tratamento vs tempo para as variáveis AGV total (P>0,40), ácido acético (P>0,41), propiônico (P>0,85), butírico (P>0,62) e pH (P>0,57). Não houve, também, efeito na concentração de AGV total (P>0,75), nem na de ácido acético (P>0,07), entre os tratamentos. A concentração dos ácidos propiônico e butírico mMol/100 mL de líquido ruminal reduziram (P<0,001) e (P<0,022), com a inclusão de 45% MS de TAC. As maiores concentrações, nos tempos de mensuração foram observadas 4 horas após a alimentação. Os valores de pH apresentaram efeito quadrático tanto na inclusão (P<0,001), quanto no tempo (P<0,001). Houve interação tratamento vs tempo na concentração de N-NH3 (mg/ml) (P<0,001) e na relação dos ácidos acético:propiônico (P<0,014). Recomenda-se o uso da TAC, em níveis iguais ou inferiores a 30%, combinado com diferentes fontes de carboidratos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Consumo, digestibilidade dos nutrientes e comportamento ingestivo, em ovinos sob dieta com níveis de inclusão de farelo de dendê (Elaeis guineenses)(Universidade Federal do Pará, 2014) PINHO, Bianca Damasceno; SILVA, André Guimarães Maciel e; http://lattes.cnpq.br/8940750096354420; LOURENÇO JÚNIOR, José de Brito; http://lattes.cnpq.br/2919433679918544O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos dos níveis crescentes de farelo de dendê (Elais guineensis) - FD, nos níveis de 0, 15, 30, 45 e 60% na matéria seca total da dieta, em substituição à silagem de milho sobre o consumo voluntário, digestibilidade aparente dos nutrientes e comportamento ingestivo em ovinos. Foram utilizadas 20 fêmeas, com média de 35 kg, mantidas em gaiolas metabólicas individuais, que recebiam a dieta em duas refeições, as 8h e 17h, distribuídos em delineamento inteiramente ao acaso, em cinco tratamentos e quatro repetições. O experimento foi realizado na Embrapa Amazônia Oriental, Belém, Pará, durante 30 dias, dos quais 21 de adaptação à dieta e instalações, cinco dias de coleta de dados para determinação do consumo e digestibilidade aparente dos nutrientes, e quatro dias de avaliação do comportamento ingestivo animal. Foram observados efeito linear crescente (P>0,05) nos consumos de todos os nutrientes, com exceção do extrato etéreo (EE) e carboidrato não fibroso (CNF), que não apresentaram efeito (P>0,05), em função dos níveis de FD na dieta. Observou-se efeito quadrático (P<0,05) sobre a digestibilidade aparente dos nutrientes, com valores máximos nos níveis de 31% a 40,4% de inclusão de FD na dieta, exceto para o coeficiente de digestibilidade do EE (CDEE) e coeficiente de digestibilidade do CNF (CDCNF), que não apresentaram efeito (P>0,05). Os animais reduziram o tempo de alimentação e aumentaram o tempo despedido em ócio, com valor máximo de 14 horas/dia, com a inclusão de 37,62% de FD. O número de bolos ruminados por dia não foram influenciados pelos níveis de FD na dieta, enquanto o tempo de ruminação por bolo apresentou comportamento quadrático, com valor mínimo de 44,37/segundo, no nível de 35,19% de FD. O número de mastigações merícicas (NMM) apresentou comportamento quadrático, com valores mínimos estimados de 51,16 MM/bolo e 32.002,44 MM/dia, respectivamente, com 33,68% e 35,06% de inclusão do subproduto. Os consumos de matéria seca (MS) e fibra em detergente neutro (FDN) foram influenciados pelos níveis de FD na dieta, o que provocou alterações na eficiência de alimentação e ruminação (g MS e g FDN/hora) e ruminação em (g MS e g FDN/bolo). A inclusão de FD aumenta o consumo de MS da dieta, melhora o comportamento ingestivo e, quando utilizada até o nível de 40% na dieta, não compromete a digestibilidade dos nutrientes.Tese Acesso aberto (Open Access) Intoxicação por sal em ovinos e caprinos no estado do Pará(Universidade Federal do Pará, 2014-06-30) DUARTE, Marcos Dutra; BARBOSA NETO, José Diomedes; http://lattes.cnpq.br/1516707357889557O presente trabalho relata os primeiros surtos de intoxicação por sal em pequenos ruminantes no Brasil, em uma propriedade no estado do Pará. A avaliação das instalações e do manejo indicaram, como fatores predisponentes, a ingestão excessiva de mistura mineral e a restrição hídrica. O primeiro surto ocorreu em ovinos, quando de 545 animais, oito (1,46%) adoeceram e destes, quatro (50%) morreram. O segundo e o terceiro surtos afetaram um rebanho de 191caprinos. No segundo surto, quatro (2,09%) animais adoeceram e nenhum morreu. No terceiro surto, oito caprinos (4,19%) adoeceram e dois (25%) deles morreram. Os principais sinais clínicos observados nos ovinos foram decúbito, diminuição ou ausência da sensibilidade cutânea, ausência dos reflexos de ameaça, palpebral e auricular, midríase, nistagmo, opistótono, espasticidade de membros, sonolência e estupor. Observaram-se ainda, timpanismo, diarreia, taquipneia, taquicardia, desidratação e poliúria. A evolução do quadro clínico nos ovinos que morreram variou de duas horas e meia a 48 horas. Nos caprinos, os principais sinais clínicos observados foram fraqueza muscular, alterações de postura da cabeça e do pescoço como permanência com a cabeça baixa, rotação da cabeça e do pescoço, extensão e desvio lateral do pescoço, decúbito esternal e lateral, midríase, ausência do reflexo pupilar à luz, permanência com os membros pélvicos e torácicos abduzidos ou em ampla base, aumento do reflexo flexor, micção frequente e sede intensa. Observaram-se ainda, hipomotilidade ruminal, taquicardia, diminuição do turgor cutâneo. A evolução do quadro clínico nos caprinos do segundo surto variou de quatro a 24 horas. Nos caprinos do terceiro surto a evolução foi de seis e oito horas nos que morreram e de dois a três dias nos caprinos que se recuperaram. As médias das concentrações séricas de sódio e de potássio de 31 ovinos do mesmo lote afetado pela intoxicação, em amostras colhidas durante o surto, revelaram hipernatremia (190mEq/l) e hipercalemia (8,2mEq/l), respectivamente. Nos caprinos, as médias das concentrações séricas de sódio e de potássio de 36 caprinos do mesmo lote dos animais afetados no segundo surto, em amostras colhidas dois dias antes do início dos sinais clínicos, revelaram hipernatremia (167mEq/l) e nível médio de potássio (4,7mEq/l) dentro dos valores de referência para a espécie. No entanto, as médias desses mesmos parâmetros, em amostras de caprinos do terceiro surto, com sinais clínicos da intoxicação (143,7mEq/l para o sódio e 3,9mEq/l para o potássio), estavam dentro dos valores de referência. Em apenas um dos quatro ovinos que morreram, foi observado à necropsia achatamento das circunvoluções cerebrais. Microscopicamente, neste ovino havia vacuolização moderada do neurópilo, particularmente nas lâminas intermediárias do córtex cerebral, com aumento dos espaços perineural e perivascular. Nessas áreas foram observados ainda, acentuada tumefação e edema dos astrócitos e necrose neuronal aguda. Nos caprinos não foram observadas lesões macro e microscópicas. As dosagens de sódio realizadas em amostras de encéfalo dos animais intoxicados revelou, em um ovino, valor de 3.513 ppm e em dois caprinos, valores de 3.703 e 3.675 ppm. Cinco caprinos do terceiro surto foram tratados com dexametasona e tiamina, por via intramuscular, duas vezes ao dia, durante dois dias, além da ingestão de água, em pequenas quantidades, três vezes ao dia. Todos os animais tratados estavam recuperados em três dias. O diagnóstico foi realizado com base na epidemiologia, nos sinais clínicos, nas lesões observadas, nas dosagens de sódio no soro e no encéfalo e na resposta ao tratamento.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Óleo de fritura residual na alimentação de ovinos: consumo e digestibilidade(Universidade Federal do Pará, 2014-08-27) OLIVEIRA, Cristiane do Socorro Barros de; RÊGO, Aníbal Coutinho do; http://lattes.cnpq.br/4330113577933018; FATURI, Cristian; http://lattes.cnpq.br/8389692203753236Objetivou-se avaliar o efeito da inclusão de óleo de fritura residual no consumo e digestibilidade aparente da matéria seca e dos nutrientes das dietas e balanço de nitrogênio. No ensaio do consumo e digestibilidade aparente utilizou-se 20 cordeiros da raça Santa Inês, com idade média de 90 dias e peso corporal médio inicial de 19,29±3,17 kg, em delineamento inteiramente casualizado. O período experimental teve duração de 19 dias, 14 dias de adaptação e cinco de coleta total das dietas fornecidas, sobras, fezes e urina. A coleta total das fezes foi realizada em coletores de plástico e pesada diariamente. A urina foi coletada em baldes de plástico e adicionada diariamente nos coletores solução de ácido clorídrico a 10%. Os animais foram alojados em gaiolas metabólicas individuais e alimentados duas vezes ao dia, com dietas a base de volumoso e concentrado (50:50), enquanto o óleo residual foi incluído nas dieta nas concentrações 0; 2; 4; 6 e 8% da matéria seca do concentrado. A adição do óleo de fritura residual não apresentou efeito significativo (p>0,05) no consumo de matéria seca (MS), proteína bruta (PB), matéria orgânica (MO), fibra em detergente neutro (FDN), fibra em detergente acido (FDA), carboidrato total (CHOT), carboidrato não fibroso (CNF). No entanto, o consumo de extrato etéreo (CEE) aumentou linearmente com a inclusão de óleo no concentrado, Y= 0,0244+0,0051X (p<0,01). Também, não houve efeito na digestibilidade da MS, PB, MO, FDN, FDA, CHOT e CNF e balanço de nitrogênio. A digestibilidade do EE aumentou linearmente com a inclusão do óleo na dieta, Y= 83,68+1,66X (p<0,01). A inclusão do óleo de fritura residual, na dieta de ovinos, no nível de inclusão de até 8% na matéria seca no concentrado pode ser utilizada sem prejuízo ao consumo e digestibilidade dos nutrientes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Óleo de palma na alimentação de ovinos, degradabilidade ruminal e digestibilidade aparente(Universidade Federal do Pará, 2014-02-28) MORAIS, Eziquiel de; ÁVILA, Sandra Cristina de; http://lattes.cnpq.br/9683521652094464; SILVA, André Guimarães Maciel e; http://lattes.cnpq.br/8940750096354420Foram estudados os efeitos de inclusões crescentes de óleo de palma nos parâmetros de degradação ruminal in situ dos nutrientes, matéria seca (MS), matéria orgânica (MO), proteína bruta (PB), fibra em detergente neutro (FDN), fibra em detergente ácido (FDA), da silagem de capim elefante e a digestibilidade aparente da MS, MO, PB, FDN, FDA e extrato etéreo (EE) das dietas experimentais em ovinos. Foram testados os seguintes tratamentos: inclusão de óleo de palma em 0, 25, 50, 75 e 100 g/kg MS da dieta total. As dietas constituíam de silagem de capim elefante e concentrado a base de milho, farelo de soja e mistura mineral, o óleo de palma foi misturado ao concentrado para facilitar a distribuição, mantendo-se uma relação volumoso:concentrado de 1:1, formuladas para serem isoprotéicas, isofibrosas, porém não isoenergéticas oferecidas na razão de 1.5% do peso vivo (consumo restrito). Não foram observadas semelhanças significativas (P>0.05) nas variáveis de degradação ruminal avaliadas, até a inclusão de 75 g de óleo /kg MS. A matéria orgânica apresentou redução linear na digestibilidade aparente, efeito contrário ao observado para o EE que apresentou aumento linear na digestibilidade aparente, os demais nutrientes não tiveram suas digestibilidades afetadas pelas inclusões de óleo de palma à dieta, e indica que essa fonte lipídica pode ser utilizada em níveis superiores às recomendações para inclusão de gordura livre à dieta de ruminantes.Tese Acesso aberto (Open Access) Periodontite em ovinos no estado do Pará: etiologia, aspectos epidemiologicos e clinico-patologicos(Universidade Federal do Pará, 2015-01-29) SILVA, Natália da Silva e; BARBOSA NETO, José Diomedes; http://lattes.cnpq.br/1516707357889557O presente trabalho relata os aspectos epidemiológicos, clinico-patológicos e bacteriológicos do primeiro registro de periodontite em ovinos no Brasil, ocorrido em uma propriedade rural no município de Benevides, Para. O surto ocorreu aproximadamente um mês após o pastejo na área de Panicum maximum cv. Massai, a qual sofreu praticas agrícolas, quando foi observado aumento de volume na mandíbula em alguns animais, em sua maioria com idade acima de 36 meses. Foi realizado o exame clinico extra-oral dos 545 ovinos e verificou-se aumento de volume da mandíbula em 3,7%. Os animais acometidos apresentavam baixo escore corporal, pelos arrepiados e sem brilho, alguns com afrouxamento e perda dos dentes pré-molares e molares inferiores e superiores, formação de abscesso e fístula no local acometido, demonstração de dor a palpação e dificuldade de mastigação. Das 39 cabeças de animais jovens analisadas no exame macroscópico post-mortem, 51,3% apresentavam lesões periodontais e das 38 analisadas após a maceração, 73,7% também apresentavam lesões. Das cabeças com lesões no exame post-mortem, em 45% as lesões encontravam-se na maxila, 15% na mandíbula e 40% nas duas estruturas (maxila e mandíbula). Nas cabeças com lesões após a maceração, 50% encontravam-se na maxila e 50% na maxila e mandíbula. Das 17 cabeças de animais adultos analisadas no exame post-mortem e após a maceração, todas apresentavam lesões periodontais. No exame post-mortem, 11,8% apresentavam lesões na mandíbula e 88,2% nas duas estruturas; após a maceração, 5,9% na maxila, 11,8% na mandíbula e 82,3% nas duas estruturas. Os achados histopatológicos revelaram processo inflamatório piogranulomatoso. Para caracterização da microbiota bacteriana subgengival de 14 ovinos com periodontite foi realizada a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) para pesquisa de micro-organismos pertencentes ao complexo vermelho de Socransky (Porphyromonas gingivalis, Tannerella forsythia e Treponema denticola) e outros possíveis periodontopatogenos Gram-negativos e Gram-positivos. Em 50% das amostras foi possível identificar Porphyromonas gingivalis, em 92,8% Tannerella forsythia e em 78,5% Treponema denticola. Os três periodontopatogenos pertencentes ao complexo vermelho ocorreram concomitantemente em 42,8% das amostras. Foram identificados ainda em pelo menos um animal examinado Campylobacter rectus, Eikenella corrodens, Enterococcus faecium, Fusobacterium nucleatum, Prevotella intermedia, Prevotella loeschii e Prevotella nigrescens. Não foram detectados nas 14 amostras Aggregatibacter actinomycetemcomitans, Dialister pneumosintes, Enterococcus faecalis e Porphyromonas gulae. Os resultados permitem concluir que a periodontite ovina ocorrida no município de Benevides – PA possui etiologia infecciosa e acometeu um significativo numero de animais, diversos com abaulamento da mandíbula; teve alta incidência nos jovens e envolveu a totalidade dos animais adultos examinados post-mortem e após a maceração.Tese Acesso aberto (Open Access) Respostas termolíticas e qualidade seminal de ovinos naturalizados criados em ambiente tropical(Universidade Federal do Pará, 2015-10-30) KAHWAGE, Priscila Reis; GARCIA, Alexandre Rossetto; http://lattes.cnpq.br/2678267039338224O estudo visou aprofundar o conhecimento sobre as características anátomo-fisiológicas relacionadas à capacidade de perda de calor corpóreo e sua relação com a qualidade seminal de machos ovinos naturalizados ao ambiente tropical. Nove machos da raça Santa Inês (SIN) e sete da raça Morada Nova (MN) foram submetidos a dois experimentos. O primeiro ensaio compreendeu o monitoramento das características de pelame (quantidade de melanina, espessura de capa, comprimento e diâmetro dos pelos), da taxa de sudação, dos indicadores fisiológicos de conforto térmico (frequência respiratória, frequência cardíaca, temperatura retal, temperatura de superfície de pelame, temperatura de epiderme e temperaturas superficiais escrotais) da qualidade seminal (concentração espermática, motilidade progressiva, integridade de membrana plasmática, defeitos maiores, defeitos menores e defeitos totais) e integridade do parênquima testicular aliados às variáveis metereológicas, aferidas ao longo do ano. A análise estatística foi realizada com uso dos procedimentos GLM e LSMEANS do programa SAS, versão 9.1.3. Diferenças significativas (P<0,05) foram observadas entre o verão e as estações mais amenas do ano (outono e inverno), havendo incremento dos parâmetros termolíticos durante a estação quente. Já a qualidade seminal não variou ao longo do ano. No segundo experimento, foi avaliada a capacidade de manutenção da homeotermia corpórea e testicular de ovinos naturalizados sob desafio térmico. Os animais foram submetidos ao teste de tolerância ao calor que consiste na manutenção do animal à sombra (período 1), seguida de exposição ao sol (período 2) e retorno à sombra (período 3). Nos três períodos foram aferidos: frequência respiratória, frequência cardíaca, temperatura de superficiais de tronco, dorso, globo ocular e bolsa escrotal, por termografia infravermelha. O nível de adaptabilidade dos animais foi medido pelo índice de tolerância ao calor. A qualidade seminal e integridade de parênquima testicular foram avaliadas antes e após o desafio térmico. No Período 1, as variáveis apresentaram valores basais, em ambos os genótipos. No Período 2 observou-se incremento significativo das variáveis envolvidas na termólise (P<0,05), condizente com situação de desconforto térmico. No Período 3, as variáveis retomaram os valores basais, e algumas apresentaram valores mais baixos que os observados no Período 1. As variáveis seminais e ultrassonográficas não sofreram ação do insulto térmico. Conclui-se que ovinos MN e SIN apresentam eficientes mecanismos termolíticos que favorecem a preservação da funcionalidade gonadal, sendo considerados resilientes ao desafio térmico imposto em sistemas de produção em clima tropical.
