Navegando por Assunto "Paleontologia"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Geologia e paleontologia do biohermito da Formação Pirabas (Mioceno Inferior)(2013-09) TÁVORA, Vladimir de Araújo; NOGUEIRA NETO, Ignácio de Loiola Alvares; MACIEL, Lidiane MedeirosO presente trabalho compreende o estudo geológico e paleontológico detalhado da litofácies recifal da Formação Pirabas, Estado do Pará, aflorante na Praia do Maçarico, município de Salinópolis, como um corpo pequeno, isolado e lenticular, que deve ter se desenvolvido na rampa interna da plataforma do Mar de Pirabas. O conteúdo biótico é rico e variado, composto por três grupos de algas coralíneas, poríferos, corais, briozoários, equinoides, foraminíferos, ostracodes, e moluscos. Foram reconhecidos neste recife em mancha três estágios de sucessão ecológica, estabilização, colonização e diversificação, onde as finas crostas micríticas reconhecidas na parte superior do estágio diversificação indicam degradação das condições ambientais favoráveis à acreção recifal, provavelmente devido a continentalização do sítio deposicional. O exame petrográfico revelou apenas uma microfácies deposicional, biomicrito, sem consideráveis variações texturais e composicionais. A cimentação marinha é predominante, representada por massas microcristalinas e cimentos micríticos, localmente neomorfisados para bioesparito, e detritos carbonáticos advindos do fluxo biogênico inconsolidado, resultantes principalmente da dispersão de cristais de aragonita dos fragmentos algálicos, acumulados sob a forma de lama micrítica. Para a gênese da bioconstrução as algas foram fundamentais na consolidação e modelagem do arcabouço, principalmente as macroalgas vermelhas, decisivas para a proteção e cimentação dos demais organismos.Tese Acesso aberto (Open Access) Ictiólitos da Formação Pirabas, mioceno do Pará, Brasil, e suas implicações paleoecológicas(Universidade Federal do Pará, 2011-06-01) COSTA, Sue Anne Regina Ferreira da; RICHTER, Martha; http://lattes.cnpq.br/9381228195500524; ROSSETTI, Dilce de Fátima; http://lattes.cnpq.br/0307721738107549A Formação Pirabas (Oligo-miocênica), a qual é representada por depósitos carbonáticos ao longo da costa norte brasileira entre os estados do Pará e Piauí, é reconhecida por sua riqueza fossilífera. Entre os diversos fósseis destaca-se paleoictiofauna, por sua abundância nos afloramentos, porém a ausência de controle estratigráfico e faciológico destes fósseis restringiu o seu potencial de utilização em interpretações paleoambientais. A utilização conjunta de técnica de peneiramento úmido para recuperação de ictiólitos e análise faciológica e microfaciológica de sedimentos retirados dos depósitos da Formação Pirabas, expostos na mina B17 (Capanema-PA), possibilitou pela primeira vez utilizar fósseis de vertebrados para a elaboração de um modelo de reconstituição paleoambiental interdisciplinar. Os 3.594 ictiólitos recuperados, juntamente com as 5 associações faciológicas e 4 microfácies carbonáticas levaram à conclusão de que estes depósitos da Formação Pirabas foram formados em sistema deposicional marinho-marginal, com diferentes ambientes geneticamente associados como antepraia, praia, laguna, canal de maré e delta de maré, que fariam parte de um sistema estuarino com influência de onda, marcado por quatro diferentes ciclos deposicionais, relacionados a possíveis episódios transgressivo-regressivos. O ambiente estuarino foi confirmado pela assembléia de ictiólitos, formada tanto por espécimes dulcícolas, representada pela família Characidae, de ocorrência inédita para a unidade, quanto por espécimes marinhos, por exemplo, os tubarões. Diversos tipos dentários, possivelmente atribuídos a representantes de águas salobras, também reforçam o ambiente proposto tais como os gêneros Sarpa e Dasyatis, ambos igualmente registrados pela primeira vez. A distribuição da comunidade ictiológica evidencia controle paleoambiental, tendo-se registrado sua maior abundância em depósitos de canal de maré. Entretanto, a influência do nível relativo do mar resultou no desenvolvimento de ciclos deposicionais transgressivos-regressivos, que também exerceram forte controle na distribuição estratigráfica dos ictiólitos registrados na Mina B17, reforçando a importância de estudos interdisciplanares no refinamento da reconstituição paleoecológica desta unidade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A natureza complexa do patrimônio paleontológico da praia do Atalaia, munícipio de Salinópolis, Pará, Amazônia Oriental, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2021-09-02) SILVA, Rayana Alexandra Sousa da; COSTA, Sue Anne Regina Ferreira da; http://lattes.cnpq.br/3629751361208856; https://orcid.org/0000-0002-3314-5148Nesta pesquisa, refletimos sobre o Patrimônio Paleontológico enquanto uma categoria patrimonial especificamente complexa que se insere tanto nas políticas ambientais, quanto nas culturais e minerais. A análise parte de uma revisão sobre as transformações operadas nas concepções de patrimônio cultural e natural vigentes no Brasil, para problematizar as diversas dimensões que interferem nos processos de patrimonialização deste, além de contextualizar e de reforçar a sua importância social em um contexto de grande complexidade. Debruçamo-nos, especificamente, sobre o patrimônio paleontológico da Praia do Atalaia, localidade que é um dos principais balneários do estado do Pará, recebendo, anualmente, turistas de diversos locais do Brasil e do mundo. O Patrimônio da região é formado por um expressivo registro fóssil do Cenozoico marinho brasileiro, datando entre 23 a 25 m.a, representando o momento transgressivo de avanço e de recuo do Oceano Atlântico sobre o continente. Os fósseis encontrados são, principalmente, de invertebrados e vertebrados marinhos, como peixes-boi, raia, tubarões, gastrópodes e peixes. Assim, o objetivo principal deste trabalho consiste em investigar e analisar o patrimônio paleontológico da Praia do Atalaia, buscando relacionar e comunicar entre si os sujeitos, contexto ambiental e patrimônio cultural. Para tal, baseadas em Morin, no método que busca a complexidade através da criação de vias de abordagem, realizamos observações em diferentes esferas: uma audiência pública de licenciamento ambiental, uma atividade com professores de ensino fundamental e entrevista com um colecionador particular de fósseis. Os resultados apresentados na forma de dois artigos apontam que a) a utilização desse patrimônio obedece a uma lógica utilitarista de transformação da natureza; b) destacamos uma rede complexa de problemáticas ambientais, econômicas e sociais que devem ser consideradas quando se pretende qualquer projeto de valorização, de educação ou mesmo da análise do patrimônio paleontológico da Praia do Atalaia; c) fazemos alguns apontamentos sobre a urgência de transformação das nossas práticas com o patrimônio paleontológico, para que possamos pensá-lo e agir a partir dele de forma mais abrangente, concebendo-o como um direito fundamental que corrobora para o exercício pleno da cidadania.
