Navegando por Assunto "Perception"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Adultos e adolescentes autores de agressão sexual: características biopsicossociais e suas percepções sobre infância, adolescência e violência(Universidade Federal do Pará, 2021-09-10) SILVEIRA, Víviam da Silva; REIS, Daniela Castro dos; http://lattes.cnpq.br/8805305887566391; https://orcid.org/0000-0002-9505-4516; CALVACANTE, Lília Iêda Chaves; http://lattes.cnpq.br/4743726124254735; https://orcid.org/0000-0003-3154-0651A violência sexual abrange todas as sociedades, e se manifesta de diversas formas em seus diferentes contextos. Este fenômeno se faz presente ao longo da trajetória da vida de muitas crianças e adolescentes, seja na condição de vítimas ou autores da agressão sexual perpetrada. Com a proposta de investigação desse fenômeno, esta dissertação apresenta uma pesquisa com delineamento de natureza empírico-descritiva e análise quantitativa-qualitativa dos dados. A pesquisa buscou investigar percepções de adultos (+ 18 anos) e adolescentes (12 a 18 anos) autores de agressão sexual contra crianças e adolescentes sobre infância, adolescência e violência sexual relacionando-as às características biopsicossociais que definem os dois grupos etários envolvidos na pesquisa. Para tanto, realizaram-se dois estudos com características metodológicas semelhantes, tematicamente interligados, mas com indivíduos de dois grupos etários diferentes. O Estudo I buscou investigar a relação entre percepções de adultos autores de agressão sexual contra crianças e adolescentes sobre infância, adolescência e violência sexual e as características biopsicossociais deste grupo etário (+ 18 anos), que inclui homens sentenciados por crime de violência sexual em unidades prisionais. Foram selecionadas dez (N=10) entrevistas realizadas e transcritas entre 2015 e 2016 para análise de conteúdo pela Classificação Hierárquica Descendente (CHD) com apoio do Software Iramuteq. Os resultados apontaram que 90% destes adultos possuíam idade superior a 30 anos; quanto à escolaridade, 50% não concluíram o ensino fundamental; 10% cursaram o ensino médio incompleto e 30% conseguiram completar o ensino médio, destes participantes apenas 10% teve acesso ao ensino superior incompleto. Todos os participantes vivenciaram situações de violência ao longo das suas trajetórias de vida, e quanto ao grau de severidade da agressão sexual cometida, 40% dos autores assumiram a prática com hands on; 40% não assumiram tal agressão, e 20% destes declararam não se recordar o ato pelo qual cumpre pena. A percepção destes adultos sobre infância, adolescência e violência sexual aparece diretamente ligada às vivências destes participantes nas diferentes fases do seu desenvolvimento, além de não a disassociarem essa forma de agressão ao uso da força física. O Estudo II objetivou investigar a relação entre percepções de adolescentes autores de agressão sexual contra crianças e adolescentes sobre infância, adolescência e violência sexual e as características biopsicossociais deste grupo etário (12 a 18 anos), que reúne adolescentes que respondem judicialmente por ato infracional análogo ao estupro de vulnerável e que estavam em cumprimento de medida socioeducativa. Foram alcançados quatro (N=4) participantes para análise de conteúdo das entrevistas transcritas por meio da CHD do Iramuteq. Os resultados apontaram que os adolescentes possuíam idade superior a 15 anos. Na escolaridade, 2 (50%) possuíam o ensino fundamental incompleto, 1 (25%) o ensino médio incompleto, e 1 (25%) participante sem esta informação. Quanto às violências sofridas observou-se que todos os participantes vivenciaram situações de violência. No que se refere ao grau de severidade do ato praticado nenhum dos participantes assumiu a sua prática em hands on. A percepção destes adolescentes sobre infância, adolescência e violência sexual aparece como reflexo da construção destas categorias ao longo da trajetória de vida desses indivíduos, destacando a violência sexual vinculada ao uso da força física. Por conseguinte, mediante os dois estudos, levou-se em conta a hipótese de haver um maior número de semelhanças do que de diferenças nos relatos desses indivíduos (adultos e adolescentes) sobre as percepções da violência sexual. É possível apontar a relação entre as características biopsicossociais dos dois grupos etários de autores de agressão sexual, e formas particulares de lidar com as experiências presentes em suas trajetórias de vida. É possível afirmar que autores adolescentes e adultos apesar de se encontrarem em grupos diferentes provavelmente foram socializados em sistemas culturais e de crenças muito semelhantes, que podem influenciar e direcionar a construção de percepções próximas entre si. Entretanto, autores adultos tendem a se reportar à violência como capítulos à parte de sua trajetória de vida, e em direção oposta, adolescentes tendem a manifestar relação direta entre a violência sexual com as questões vivenciadas ao longo das suas fases do desenvolvimento anteriores.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Percepção dos gestores de reservas extrativistas marinhas sobre os efeitos das mudanças climáticas no salgado paraense - Pará-Brasil(Universidade Federal do Pará, 2021-08-24) BECERRA RUIZ, Melgris José; SOUZA, Everaldo Barreiros de; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685; https://orcid.org/0000-0001-6045-0984; PIMENTEL, Márcia Aparecida da Silva; http://lattes.cnpq.br/3994635795557609; https://orcid.org/0000-0001-9893-9777A mudança climática é um tema que, desde o século passado vem ganhando interesse entre cientistas de todo o mundo, muitas são as informações que têm se voltado para abordar o tema em diferentes frentes, porém, a percepção das comunidades locais está longe de ser uma das os tópicos de trabalho de maior sucesso. O Brasil possui uma rede de Reservas Extrativistas (RESEX), que faz parte de áreas naturais protegidas e onde participam gestores ambientais que exercem o controle, monitoramento, implantação dos projetos que servem de base para a conservação das RESEX, bem como o contato direto com comunidades locais. Grande parte dos ecossistemas de manguezais concentra-se protegidos pelas RESEX do litoral paraense. No entorno desses ecossistemas, comunidades tradicionais se instalaram e, historicamente deles fazem uso, gozo e fruição, que se incorporam às atividades cotidianas oferecidas pelos manguezais, que vão desde o lazer, o prazer e a fruição até a geração de renda para a manutenção da vida. Nesse sentido, neste trabalho foi abordada a zona costeira do norte do Pará, em uma região chamada Salgado Paraense, com o objetivo de conhecer a percepção dos gestores ambientais locais e os efeitos das mudanças climáticas neste território. Para atingir esse objetivo, o trabalho foi realizado em duas fases. Realizou-se um primeiro estudo para conhecer a quantidade de bibliografia publicada sobre a percepção das mudanças climáticas no mundo, em três línguas principais, como espanhol, inglês e português. Para esta análise bibliográfica, aplicamos linguagem natural e Machine Learning para analisar mais de 30.000 artigos científicos. Foram feitos alguns mapas de tendências de estudos, países com grandes pesquisadores interessados no tema, as metodologias utilizadas e as abordagens adotadas para entender os efeitos das mudanças climáticas. Posteriormente, na segunda fase, foram aplicadas pesquisas aos gestores ambientais das RESEX Chocoaré – Mato Grosso; Mãe Grande de Curuçá; Maracanã; São João da Ponta, Cuinarana; Mestre Lucindo e Mocapajuba, a fim de conhecer sua percepção sobre as mudanças climáticas, o interesse na adoção de estratégias de adaptação frente às mudanças climáticas e sua percepção sobre o papel das mulheres na dinâmica social das RESEX diante das ameaças das mudanças climáticas. Os resultados sugerem que são necessários estudos sobre a percepção da mudança climática nas comunidades costeiras do norte do Pará e têm muito potencial para mais pesquisas, uma vez que os atores interessados realmente têm afinidade em adotar medidas contra os impactos da mudança climática, eles mostram sua preocupação com os efeitos sobre as comunidades e os manguezais, gerando um alerta e um chamado para incorporar as populações locais com mais interesse na concepção e implementação de políticas públicas adequadas e pertinentes. É necessário que os atores da sociedade civil organizada, comunidade, gestores e governos em diferentes escalas compreendam que são crescentes os desafios para o enfrentamento das mudanças climáticas, situação está preocupante em várias partes do mundo, portanto é necessário incorporar a visão de comunidades locais.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) A psicologia da aprendizagem e a licenciatura em matemática: aproximações e distanciamentos nessa relação(Universidade Federal do Pará, 2015-06) LEDOUX, Maria Lidia Paula; SILVA, Francisco Hermes Santos daEste estudo surgiu a partir das inquietações vivenciadas na disciplina Psicologia da Aprendizagem, ministrada nas turmas do Curso de Licenciatura em Matemática, e teve como objetivo investigar a percepção conceitual dos professores em formação inicial em relação à disciplina, na perspectiva de identi car as aproximações e os distanciamentos que existem entre a disciplina e a curso. A investigação foi realizada junto a 21 alunos, selecionados nas três turmas em que ministramos a disciplina. As informações foram constituídas via questionário com questões semiestruturadas. As respostas dadas aos questionamentos – Percepção conceitual dos professores em formação sobre a Psicologia da Aprendizagem. A relação/identidade dos Professores em formação com a disciplina Psicologia da Aprendizagem. Distanciamentos e Aproximações entre a Psicologia da Aprendizagem e a Licenciatura em Matemática – serviram de eixos de análise. As análises foram baseadas na metodologia da Análise Textual Discursiva, defendida por Roque Moraes. Os resultados apontam que nas percepções desses professores em formação, existem distanciamentos e aproximações na relação entre Psicologia da Aprendizagem e a Licenciatura em Matemática.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Quando o olhar abraça: um flâneur experienciando as ambiencias do comércio informal de Belém do Pará(Universidade Federal do Pará, 2022-07-01) SOUZA, Everton Ronniery Tavares; SILVA, Luiz de Jesus Dias da; http://lattes.cnpq.br/1834457786441101; https://orcid.org/0000-0001-9037-5081A dinâmica existente no espaço urbano resulta de transformações históricas, sociais e econômicas diversificadas, que se entrelaçam com a informalidade. Neste sentido, não foram apenas as relações afetivas e de proximidades sociais que tiveram bruscas mudanças ao longo do tempo, mas todo um coletivo comercial e social que induzia tal dinâmica. Esta pesquisa tem por objetivo, então, fazer refletir acerca do trabalho informal mais conhecido tradicionalmente, a partir dos conceitos de percepção e subjetividade, em um dos principais corredores de comércio popular da cidade de Belém: as Ruas Conselheiro João Alfredo e Santo Antônio. Fundamentada nesta essência, a pesquisa apresenta uma linha histórico evolutiva, salientando a origens do comércio informal, bem como apresentando incursões etnográficas e perceptivas quanto ao ambiente construído, o protagonista do trabalho informal e sua realidade, culminando com reflexões acerca do significado que a informalidade tem para a cidade, acompanhado do mapa sensível das ambiências vividas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Redes sociais via estrutura social cognitiva em adolescentes de uma turma do ensino médio(Universidade Federal do Pará, 2021-06-17) GODINHO, Rejane Célia de Souza; PONTES, Fernando Augusto Ramos; http://lattes.cnpq.br/1225408485576678A estrutura social cognitiva mapeia as relações sociais percebidas pelos atores. Este estudo caracteriza o padrão de rede de uma sala de aula do ensino médio e verifica a percepção e a precisão das relações nesse ambiente. Para este fim, foram realizados dois estudos interconectados: 1) revisão baseada em análise de estrutura social cognitiva que objetivou investigar e sistematizar a literatura referente ao design de Estrutura Social Cognitiva na análise de rede social em ambiente escolar para identificar vazios, contribuições, limitações e aprimoramento desta técnica. 2) Estudo descritivo e exploratório para caracterizar o posicionamento diferencial de adolescentes na topologia da rede social, de acordo com a estrutura social cognitiva, quanto aos padrões de rede (maior ou menor densidade). Os resultados do primeiro estudo indicam estratégias que mensuram a precisão das percepções individuais e em grupo dos relacionamentos estabelecidos em dada rede social. Com base nesses dados, o estudo dois caracterizou o posicionamento diferencial de adolescentes na topologia da rede social e descobriu que os sujeitos com maior precisão na identificação das relações reais são os sujeitos que percebem o grupo de modo menos denso, e com separações claras entre subgrupos. Nossos resultados diferem da pouca literatura na área quanto a maior precisão em sujeitos com menor centralidade de grau e intermediação.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Os saberes tradicionais dos pescadores de caranguejo-uçá e o manguezal: o caso de Tamatateua Bragança - Pará, costa Amazônica brasileira(Universidade Federal do Pará, 2019-12) OLIVEIRA, Francisco Pereira de; SOUZA, Gamaliel Tarsos de; SILVA, Klayton Luiz Campelo; FERNANDES, Marcus Emanuel BarroncasO presente estudo enfoca o saber empírico e as percepções ambientais dos pescadores de caranguejouçá (Ucides cordatus) da região de Tamatateua, município de Bragança, nordeste do Pará. Visa descrever os saberes tradicionais dos pescadores deste recurso com enfoque no conhecimento ecológico a partir de suas percepções e estreita relação com o ecossistema manguezal. Fez-se uso da abordagem qualitativa de pesquisa, em que a técnica e o instrumento de pesquisa transitaram com o uso de entrevistas a partir de um questionário elaborado com perguntas semiestruturadas, respectivamente. A coleta de dados ocorreu entre os anos de 2017 e 2018, com 14 (quatorze) pescadores de caranguejo-uçá, com idade que variaram entre 22 e 62 anos, em que o processo analítico fez uso da análise de conteúdo. Os resultados demonstram que os pescadores possuem saberes ecológicos elaborados sobre o espécime caranguejo-uçá, assim como dos fenômenos naturais e ambientais. Percebem a conexão entre o ser humano e o manguezal como sinônimo de alimentação, comercialização, cultura, religiosidade, dentre outros, o que, de alguma forma, influencia diretamente nos saberes repassados de geração a geração por meio da educação não formal e informal. Constatouse, ainda, que o manejo do recurso caranguejo-uçá se deve ao processo de aprendizagem ocorrido cotidianamente entre o parentesco (pai, filho, neto, tios e outros), assim como no processo e socialização (partilha) entre amigos do “manguezal”. Doutro lado, identificou-se que mesmo utilizando-se de práticas e artes predatórias, como o gancho, os pescadores as reconhecem como tal, porém revelam a ideia de manutenção do recurso quando argumentam o respeito nos períodos de reprodução do espécime.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Vozes dos estaleiros: percepção dos carpinteiros navais artesanais de embarcações sobre saúde ocupacional, riscos e prevenção de acidentes em estaleiros da Amazônia costeira (Bragança/PA)(Universidade Federal do Pará, 2024-01-04) NEGRÃO, Ângelo Solano; BARBOZA, Roberta Sá Leitão; http://lattes.cnpq.br/9331256487699477; https://orcid.org/0000-0003-2367-553X; BARBOZA, Myrian Sá Leitão; http://lattes.cnpq.br/4827055067722362; https://orcid.org/0000-0002-6712-7386Introdução: A carpintaria naval artesanal desempenha um papel vital na produção de embarcações tradicionais de madeira para navegação nos rios amazônicos e no mar. No entanto, muitos dos carpinteiros enfrentam condições insalubres e riscos à saúde, como exposição a substâncias tóxicas e impactos das mudanças climáticas. Esses desafios podem resultar em problemas de saúde de longo prazo, agravados pela falta de equipamentos de proteção adequados, afetando não apenas sua capacidade de trabalho, mas também suas atividades diárias. Objetivo: Analisar a percepção dos carpinteiros navais artesanais, localizados na cidade de Bragança/PA, sobre saúde, riscos percebidos nos estaleiros e estratégias de autoproteção para prevenir acidentes. Métodos: Utilizou-se uma abordagem qualitativa, descritiva e transversal. As entrevistas foram conduzidas com seis carpinteiros navais artesanais, com idades entre 44 e 67 anos, de diferentes estaleiros em Bragança. Os participantes foram selecionados a partir de estaleiros identificados previamente e recomendações de outros profissionais, mantendo suas identidades protegidas por meio de codinomes. As entrevistas, adaptadas de um projeto anterior, ocorreram nos estaleiros durante o expediente. A análise dos dados seguiu a metodologia de análise de conteúdo de Bardin, com organização e codificação das respostas utilizando o software NVivo para identificar temas principais e subtemas. O estudo foi conduzido com a devida aprovação ética, garantindo a privacidade, sigilo e consentimento dos participantes, respeitando todas as diretrizes éticas para pesquisa com seres humanos. Resultados: Os carpinteiros discutiram os riscos associados ao trabalho, como acidentes físicos ao manipular materiais pesados e o uso de produtos químicos tóxicos na construção de barcos. Conscientes desses riscos, adotaram medidas preventivas, como uso de equipamentos de segurança adequados. Em termos de autocuidado, destacaram a importância da comunicação clara durante operações de alto risco, responsabilidade compartilhada de cuidar dos colegas menos experientes e precauções adicionais devido à localização remota dos estaleiros. Mencionaram a mudança para ferramentas mais tradicionais após incidentes anteriores e enfatizaram a colaboração e trabalho em equipe para reduzir os riscos no manuseio de materiais pesados. Conclusão: Sua consciência dos perigos do trabalho destaca a necessidade de medidas preventivas e uma cultura de segurança, evidenciando uma abordagem proativa na prevenção de acidentes. Embora a pesquisa tenha limitações, como a restrição geográfica na participação dos trabalhadores, é a primeira na região a abordar a saúde desses profissionais. Recomenda-se intervenções específicas de saúde ocupacional, treinamentos para reduzir riscos e a exploração da relação entre cultura organizacional e saúde mental. Propõe-se estudos futuros e estratégias colaborativas para aprimorar a saúde e segurança desses trabalhadores.
