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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Gênero e surdez: trajetórias de mulheres surdas no município de Igarapé-Miri/PA
    (Universidade Federal do Pará, 2024-02-28) CASTRO, Mariane Moraes; SOUSA, Rosângela do Socorro Nogueira de; http://lattes.cnpq.br/9922481132027268; https://orcid.org/0000-0003-0429-9700; ANJOS, Hildete Pereira dos; SOUZA, Alexandre Augusto Cals e; http://lattes.cnpq.br/7935566504348919; http://lattes.cnpq.br/2652815221358066; https://orcid.org/0000-0001-9628-9264; https://orcid.org/0000-0002-1424-5055
    Esta pesquisa investiga o protagonismo de mulheres surdas no contexto educacional, explorando como a educação pode promover sua autonomia e empoderamento, considerando a interseccionalidade de gênero e surdez. Para embasá-la, estabelecem-se como objetivos específicos: (a) analisar desafios enfrentados no sistema educacional, investigando entraves e desigualdades que impactam o acesso à educação de qualidade por parte mulheres surdas; (b) discutir a percepção dessas mulheres surdas acerca de seu papel e protagonismo no contexto educacional, analisando como elas se percebem como agentes de transformação e líderes em suas trajetórias educacionais; e (c) avaliar as experiências educacionais vivenciadas pelas mulheres surdas entrevistadas, tendo em vista as barreiras e os desafios específicos decorrentes das interseções de gênero e surdez, com atenção às suas necessidades e demandas. A pesquisa foi desenvolvida com base em uma abordagem metodológica qualitativa, valendo-se das Narrativas Orais (Thompson, 1992) e da Análise do Discurso Crítica (Melo, 2009; Souza et al., 2022). O arcabouço teórico fundamentou-se nos postulados de autores como Freire (2007, 2019, 2015), Moura (2020), Perlin (2013), entre outros. Por sua vez, as colaboradoras da pesquisa foram mulheres surdas residentes do município de Igarapé-Miri/PA. Como resultado, constatou-se que a educação pode constituir um instrumento de emancipação e resistência para essas mulheres, desde que respeite e valorize sua diversidade e singularidade, mediante a garantia de acesso à educação bilíngue, a qual reconhece a língua de sinais como primeira língua e a língua portuguesa como segunda. Ademais, a educação evidenciou-se como agente promotor de autonomia e empoderamento, essencialmente, em situações que envolvem questões de gênero e raça no contexto local.
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